<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978</id><updated>2011-07-30T12:27:36.203-07:00</updated><title type='text'>O</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>79</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-7853214052478057712</id><published>2011-02-15T16:13:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T16:18:30.695-08:00</updated><title type='text'>O Caminho Sagrado da Floresta</title><content type='html'>O GRANDE MARACÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma mudança na estrutura, ou troca de semente no interior do Maracá, muda toda a estrutura do cosmo. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando dentro da floresta somos orientados a colher as sementes que encontramos pelo caminho. Seguimos até uma cabana estilo indígena, que tem  no seu centro uma coluna de mais ou menos um metro e meio de altura  que tem em cima com um globo terrestre feito de fruto de Coité, exposto. A estrutura lembra um grande maracá. Do lado do sol poente, uma vertente de água transparente jorra e passa por meias cuias que transbordam formando uma cascata. &lt;br /&gt;Dentro da cabana, ao ritmo do maracá, o guia canta e dança evocando as forças da natureza. Uma nativa representando a mãe natureza entra e retira a parte superior que compõe o globo. Na parte inferior contem salada de frutas adocicada com mel de abelha, que é servida a todos. &lt;br /&gt;O guia pede que procuremos entre as meias cuias expostas no altar, uma cuia que se encaixe a cuia que temos nas mãos e que depositemos nelas as sementes que colhemos. &lt;br /&gt;* Nesse ritual as sementes representam os sentimentos humanos, somos orientados a associá-las aos nossos sentimentos particulares e em seguida transferi-las para a cuia que trouxemos. Feito isso, o guia pede  para agora retiremos da cuia as sementes que para nós representam os sentimentos  humanos que não são benéficos para interagir com outro ser humano, e depositar essas sementes na cuia  retiramos do altar. Todos seguem até a vertente e jogam essas sementes que foram selecionadas na água corrente.  Em seguida retiramos um pouco de água  com a mão e deixamos que essa água goteje encima das boas sementes que ficaram em nossas cuias. E assim, com ligas de látex coloridas  unimos  as duas meias cuias, e construímos os nossos maracás  particulares de bons sentimentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARACÁ - Maracá é um instrumento musical ritualístico indígena, utilizado por pajés e xamãs. Na amazônia os ayuasqueiros utilizam no acompanhamento dos hinários nas sessões de trabalhos espirituais. Até o começo do terceiro milênio, os ayuasqueiros acreanos construíam      MARACÁS utilizando na parte superior, latas metálicas produzidas por industria de leite e outros laticínios. No lendários Rio Branco, dentro do contexto conhecido como milênio das águas, os Maracás são construído com o fruto de cabaça seca, composto com as mais variadas sementes. Músicos de todas as partes do mundo utilizam ou já utilizaram o Maracá para marca ritmos melódicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das traduções conhecida para a palavra MARACÁ, é de origem indígena e vem do estado de Recife, que quer dizer "a pedra que fala".&lt;br /&gt;Nas narrativas lendologicas, com freqüência vamos encontrar o Maracá sendo utilizado pelo FABULENDÁRIO Rei de MARACÁ,  o grande anfitrião dos “LENDÁRIOS NATIVOS FESTEIROS DA FLORESTA",  o rei  da lendária aldeia dos contadores de historias da floresta. Um dos argumentos narrativos lendologicos de fundamentação e sustentação da origem e autenticidade do Rei de Maracá, e que está nos acervos de composições narrativas maracaistas, um deles é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LENDA DO NATIVO LENDÁRIO FESTEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ O jovem caminhou dentro da floresta até chegar no igarapé, na beira do barranco fez um agradecimento a mãe das águas e mergulhou, e ao emergi  foi surpreendido pelo som de algo caindo na parte de cima do barranco. Curioso, ele saiu das águas e foi verificar, então viu um fruto de cabaça seca, presa entre as ramas. Com um pouco de esforço, subiu até onde estava o fruto, e ao pegá-lo,  seus pés molhado escorregaram no barranco e ele saiu deslizando pela encosta, tentando se segurar, só parou quando chegou na beira do igarapé, onde ficou  tentando se equilibrar para não cair novamente nas águas, emitindo sons característicos de quem busca o equilíbrio (ô,ô,ô,o,o,o...) e ao mesmo tempo balançando os braços, fazendo com que as sementes da cabaça se soltassem e entrassem em atrito com a casca dura do fruto produzindo vibrações sonoras. Ele evitou a queda mas olhou para fruto em sua mão e começou a sorri ao perceber o que acabara de fazer. Instintivamente veio a vontade de repeti novamente os movimentos,  e começou então a balançar o corpo, movimentando os braços, produzindo sons com a boca seguindo o ritmo das sementes da cabaça. E ficou tão fascinado e envolvido com a brincadeira que entrou numa espécie transe, passando a variar movimentos e sonoridades orais, fez isso até ficar exausto. Então descansou um pouco, e feliz da vida voltou para aldeia. Chegando lá, a primeira coisa que fez foi chamar as criança e  repetiu para elas o que acabara de fazer na beira do igarapé. As crianças começaram a sorri, ficaram encantadas com brincadeira e rapidamente muitos correram para floresta e colheram frutos de cabaça secas. Não demorou, o terreiro estava cheio de criança gritando, dançando e tocando seus maracás. A movimentação chamou a atenção de todos. Os nativos mais jovens foram os primeiros a se aproximarem para ver o que estava acontecendo,  a brincadeira estava tão envolvente e divertida que eles não resistiram e começaram a  dançar e cantar no ritmo dos maracás das crianças. Esse foi sem duvida o primeiro dia mais feliz na aldeia, e ficou marcado para sempre  na memória dos nativos.  No  dia seguinte, logo cedo todos foram se encontrar no centro da aldeia para agradecer o grande espirito do igarapé pelo presente que enviara através do jovem, e como homenagem ao grande espirito das águas eles repetiram novamente brincadeira, dançaram e cantaram até o anoitecer. E a parti daí, todos os dias reservavam uma hora para brincar com os maracás, e com o passar do tempo foram criando novos instrumentos, novas formas de cantar e dançar. Aos  pouco a brincadeira passou a ser conhecida por outras tribos,  outras aldeias, e não demorou para fazer parte do cotidiano de todas elas, em todas partes do planeta. ”       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O texto narra a origem do  Maracazeiro; da musica instrumental; do canto e da dança. O que o caracteriza como lendário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No E-BOOK abaixo voce encontra a continuação do texto que voce está lendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="BookessReader" width="400" height="400" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/get/flashplayer/current/swflash.cab"&gt;   &lt;param name="movie" value="reader.swf"/&gt;&lt;param name="quality" value="high"/&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#f2f2f2"/&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"/&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"/&gt;&lt;param name="src" value="http://www.bookess.com/tools/reader/reader.swf?book=7133"/&gt;&lt;param name="flashVars" value="xmlConfig=http://www.bookess.com/book/7133/xml/reader/"/&gt;&lt;param name="base" value="http://www.bookess.com/tools/reader/"/&gt;&lt;embed src="http://www.bookess.com/tools/reader/reader.swf?book=7133" width="400" height="400" name="BookessReader" align="middle" play="true" loop="false" quality="high" allowScriptAccess="always" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" base="http://www.bookess.com/tools/reader/" flashVars="xmlConfig=http://www.bookess.com/book/7133/xml/reader/" pluginspage="http://www.adobe.com/go/getflashplayer"/&gt; &lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando a narrativa pelo prisma lendologico. Nela  encontramos referencia ao igarapé, a  água, ao mergulho. Esses são elementos típicos dos lendários Uiaristas e Botoistas.  Podemos dizer que estamos diante de um argumentário Uiarista, se olharmos pelo aspecto em que a água surgi como elemento cênico; no mergulho do nativo, e também no sentido em que dá vida a algo. No  caso, a música, o canto e a dança.  Para os Uiaristas a água representa o começo de tudo, o começo da vida.  Poderiamos dizer que Isso é Uiarismo puro. Mas tem a transformação do jovem nativo ao sair da água, e tudo que ele proporciona aos membros de sua tribo com essa transformação, e esse já é um aspecto Botoista. Está evidente a mudança de realidade, a transformação social vivenciada pelos nativos com a introdução da música, do canto e da dança. E um outro aspecto que está na entrelinhas é o sementista no sentido em que vemos as sementes possibilitando a produção do som provocando a excitação do jovem nativo, e também no sentido em que um único ser  faz germinar algo, e dar frutos gerando outras sementes semelhantes,  sem perde sua essência primordial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MARACÁ é um livros sagrados, um herdado ancestral imemorial, com função iniciática, ajuda os iniciantes e compositores lendários desenvolverem e entenderem o que vem a ser o ser, e a centralizarem-se dentro do contexto celeste em que vive. Com o maracá os nativos alcançam a consciência conhecida como auto supremalizante; compreendem-se como imagem e semelhança do criador de todas as coisas palpáveis e vibrantes perceptíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Na primeira parte  desta série estão expostos alguns detalhes dessa abordagem do maracá.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO MOVER O MARACÁ, As sementes em atrito com a casca do fruto da cabaça, produz a matéria vibrante definida como SOM.   Ou seja, do CAOS, representado  pelas diferentes sementes depositadas no interior da parte esférica do instrumento, surge uma energia harmônica audível. É assim, que analogicamente, aparti do maracá o nativo vai acessando os conhecimentos e saberes que possibilitam a auto supremalização, partindo do principio que tudo que observamos e vivenciamos é o resultado de micro partículas vibrantes em choques, gerando infindas formas palpáveis vibrantes; quando o todo perceptível é visto como o som de um gigantesco e cósmico  MARACÁ.  Toda vez que o nativo lendologico faz vibrar ou vê alguem fazer vibrar um Maracá, ver nessa manifestação, a manifestação simbólica do principio criador;  a micro tradução do fenômeno que deu vida ao todo perceptível existente. Ou seja, a representação do ser  criador das energias condensadas e vibrantes perceptíveis; o repetidor de um ato imemorial primordial criativo que está além da compreensão,  de passado,  presente e futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sementistas costumam dizer que “A terra é a cabaça, e as árvores são os sons das sementes contidas em seu interior”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem eles: “Podemos nos ver bio-esteticamente diferentes, assim como são as diferentes sementes no interior do maracá. Mas assim como acontece com maracá, podemos nos movimentar juntos, e  como as sementes produzir algo harmônico, uma musica planetária humana.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principio da incerteza quântica vagueia na duvida se tudo que percebemos é onda ou é partícula, ou onde acaba a onda? Onde  começa  a partícula? Com o maracá podemos chegar a conclusões que nos ajudam a compreender essa questão. &lt;br /&gt;Dizem os estudiosos que quando captamos a onda,  perdemos a partícula, e quando captamos a partícula perdemos a ondas, dai que vem o que eles chamam de incerteza  quântica, ou seja, a impossibilidade de afirmar  se tudo é onda ou é partícula, ou onde termina uma e começa a outra. Por exemplo: Olhando para o rio podemos ver um banzeiro de água em movimento, ou vê um porção de partícula de Hidrogênio e Oxigênio em movimento, quando captamos o aspecto onda da água, perdemos de vista o aspecto partícula. E quando captamos o aspecto partícula, perdemos a onda.&lt;br /&gt;* Os termos “partículas” e “ondas” referem-se a conceitos clássicos que não são inteiramente adequados para descrever fenômenos atômicos.  Que pode apresentar aspectos de partícula em algumas situações e aspectos de onda em outras. As partículas podem ser ao mesmo tempo ondas. Mas não são ondas reais como ondas de água ou ondas sonoras. São “ondas de probabilidades”, quantidades matemáticas abstratas com todas as propriedades características de ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns lendologos da tendencia maracaista, resolvem a complexidade dessa especulação utilizando como ponto de apoio o Maracá, o abordando da seguinte forma:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  O MARACAZEIRO; O MOVIMENTADOR DO MARACÁ. - É o Feminino;  o ser  produtor; o que estar entre a onda e a partícula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  O MARACÁ PARADO REPRESENTA. - É  a partícula, o Masculino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  O SOM PRODUZIDO PELO MARACÁ. É a onda, a  criatura; o produto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sementistas costumam dizer que:  “A semente é a partícula, e a arvore é a onda que  finda na partícula (semente), e o quântico é o todo onde se dá esse  fenômeno, no qual o nosso ser é parte essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clenilson Batista&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-7853214052478057712?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/7853214052478057712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=7853214052478057712&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/7853214052478057712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/7853214052478057712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2011/02/o-caminho-sagrado-da-floresta.html' title='O Caminho Sagrado da Floresta'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-4565703241858405835</id><published>2010-10-10T16:59:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T16:59:03.801-07:00</updated><title type='text'>E-BOOK DO LENDÁRIO</title><content type='html'>&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="BookessReader" width="400" height="400" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/get/flashplayer/current/swflash.cab"&gt;  &lt;param name="movie" value="reader.swf"/&gt; 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"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda caminhando dentro da floresta somos orientados a colher as sementes que encontramos pelo caminho, e seguimos até uma cabana estilo indígena, que tem  uma coluna de mais ou menos um metro e meio de altura no centro, com um globo terrestre feito da casca esférica de fruto de Coité, exposto encima. A estrutura lembra um grande maracá. Do lado do sol poente, uma vertente de água transparente jorra passando por meias cuias que transbordam formando uma cascata. &lt;br /&gt;Ao ritmo do maracá, o guia canta e dança evocando as forças da natureza. Uma nativa representando a mãe natureza entra na cabana e retira a parte superior do globo. 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E assim, com ligas de látex coloridas  unimos  as duas meias cuias, e construímos os nossos maracás sentimentais  particulares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARACÁ - Maracá é um instrumento musical ritualístico indígena, utilizado por pajés e xamãs. Na amazônia é utilizado pelos ayuasqueiros no acompanhamento dos hinários nas sessões de trabalhos espirituais. Músicos de todas as partes do mundo utilizar o Maracá para marca ritmos melódicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*  Até o começo do terceiro milênio os ayuasqueiros acreanos construíam seus     MARACÁS utilizando na parte superior, latas metálicas produzidas por industria de leite e outros laticínios. Dentro  do período do lendários Rio Branco, no contexto conhecido como milênio das águas, o Maracá é  construído com o fruto de cabaça seca e sementes diversas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das traduções conhecida para a palavra MARACÁ, é de origem indígena e vem do estado de Recife, que quer dizer "a pedra que fala".&lt;br /&gt;Nas narrativas lendologicas, com freqüência vamos encontrar o Maracá sendo utilizado pelo FABULENDÁRIO Rei de MARACÁ,  o grande maracazeiro anfitrião dos “LENDÁRIOS NATIVOS FESTEIROS FLORESTANOS",  o rei  da lendária aldeia dos contadores de historias da floresta. Um dos argumentos narrativos lendologicos de fundamentação e sustentação de origem e autenticidade do Rei de Maracá, dentro do lendologismo é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O NATIVO LENDÁRIO FESTEIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ O jovem nativo mergulhou no igarapé, e ao emergi ouviu o som de algo caindo na parte de cima do barranco. Olhou e viu um fruto de cabaça seca, presa entre as ramas. Curioso, ele saiu da água e com um pouco de esforço subiu o barranco e pegou fruto. Mas ao pegar escorregou e deslizou pela encosta, e foi pará na beira do igarapé, onde  ficou  tentando se equilibrando para não cair na água, emitindo com a boca sons característicos de quem busca o equilíbrio (ô,ô,ô,o,o,o...) e ao mesmo tempo balançando os braços, fazendo com que as sementes da cabaça se soltassem e entrassem em atrito com a casca dura do fruto produzindo vibrações sonoras. Evitou a queda na água, e pé na beira do barranco, olhou para fruto em sua mão e começou a sorri, lembrando do que havia feito para se equilibrar. Instintivamente veio a idéia de repeti novamente o que acabara fazer acidentalmente, e começou então a balançar o corpo, movimentando os braços, produzindo sons com a boca seguindo o ritmo das sementes da cabaça. E ficou tão envolvido com a situação que entrou numa espécie transe, passando a variar movimentos e sonoridades orais, até ficar exausto. Descansou um pouco, e feliz da vida voltou para aldeia. Chegando lá, chamou as criança e  repetiu para elas o que acabara de fazer na beira do igarapé. As crianças ficaram encantadas e rapidamente correram para floresta e colheram frutos de cabaça secas para fazer a brincadeira. Não demorou, o terreiro estava cheio de criança gritando, dançando e tocando seus maracás. Os nativos mais jovens foram os primeiros a se aproximarem para ver o que estava acontecendo.  A brincadeira estava tão divertida que eles não resistiram e começaram a  dançar e cantar no ritmo dos maracás das crianças. Foi sem duvida um dos dias mais felizes na aldeia, e ficou marcado para sempre  na memória de todos.  No  dia seguinte, logo cedo os nativos fizeram um encontro no centro da aldeia, agradecendo o espirito do igarapé pelo presente que enviara através do jovem, e em homenagem ao grande espirito das águas eles repetiram novamente a brincadeira, dançaram e cantaram até o anoitecer. E a parti daí, todos os dias eles reservavam uma hora para brincar com os maracás no terreiro da aldeia, e com o passar do tempo foram criando novos instrumentos, novas formas de cantar e dançar, Aos pouco a noticia da brincadeira com os maracás foi se espalhando pela floresta,  passando a ser conhecida por outras aldeias, e não demorou, passou a fazer parte do cotidiano de todas as tribos do mundo. ”       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos abrir um parentese para analisar essa narrativa pelo prisma lendologico. Nela  encontramos referencia ao igarapé, a  água, ao mergulho. Esses são elementos típicos dos Uiaristas e Botoistas.  Portanto, podemos dizer que essa narrativa é um argumentário Uiarista, quando olhamos pelo aspecto em que a água surgi como elemento cênico; o mergulho do nativo, e no sentido de que ela dá vida a algo, que narra um acontecimento primordial, no caso, a origem da música instrumental, do canto e da dança.  Para os Uiaristas a água representa o começo de tudo, o começo da vida. E como voce pode ver, o texto narra a origem do lendário Maracazeiro; da musica instrumental; do canto e da dança.  Isso é Uiarismo puro. Já o especto Botoista estar presente em toda transformação que se dá com o personagem principal depois que ele sai da água, e tudo o que ele proporciona aos membro da tribo com essa transformação. Ou seja, é encantado, e com seu encantamento encanta os outros. Estar evidente a mudança de realidade que ele propociona a sua tribo, a transformação social vivenciada pelos nativos com a introdução da música, do canto e da dança no cotidiano da aldeia.  O aspecto sementista é evidente no sentido em que vemos as sementes possibilitando a produção do som,  que é o fio condutor transformador, o provocador da excitação do jovem nativo o levando a repetir o ato que acidentamente produzira. E também podemos dizer que o sementismo se apresenta ai na sua forma classica, quando vemos germina de um único ser algo que dá frutos,  que geram outras sementes semelhantes, que gera outros frutos identicos sem perde a sua essência primordial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O MARACÁ é um livros sagrados, um herdado ancestral imemorial, com função iniciática, entre outras coisas, ajuda os iniciantes e compositores lendários desenvolverem e entenderem o que vem a ser o ser, a centralizarem-se dentro do contexto celeste em que vive. É com o maracá que os nativos alcançam a consciência conhecida como auto supremalizante; compreendem-se como imagem e semelhança do criador de todas as coisas palpáveis perceptíveis.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Obs. Na primeira parte  desta série são expostos alguns detalhes dessa abordagem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO MOVER O MARACÁ, As sementes em atrito com a casca do fruto da cabaça, produz a matéria vibrante definida como SOM.   Ou seja, do CAOS representado  pelas diferentes sementes depositadas no interior da parte esférica do instrumento, tem origem  uma energia harmônica audível. É assim que analogicamente através do maracá, o nativo vai acessando os conhecimentos e saberes que possibilitam a auto supremalização, partindo do principio que tudo que observamos e vivenciamos é o resultado de micro partículas vibrantes em choques, gerando infindas formas palpáveis vibrantes; o todo perceptível, assim vê esse todo existente como o som de um gigantesco e cósmico  MARACÁ.  Toda vez que o nativo lendologico faz vibrar ou vê alguem fazer vibrar um Maracá, ver ai  manifestação simbólica do principio criador;  a micro tradução do fenômeno que deu vida ao todo perceptível existente. Ou seja, a representação do DEUS criador das energias condensadas e vibrantes perceptíveis; o repetidor de um ato imemorial primordial criativo que está além da compreensão,  da existência  de passado,  presente e futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sementistas costumam dizer que “A terra é a cabaça, e as árvores são os sons das sementes contidas em seu interior”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem eles que: “Podemos nos ver bio-esteticamente diferentes, assim como são as diferentes sementes no interior do maracá. Mas assim como acontece com maracá, podemos nos movimentar juntos, e  como as sementes produzir algo harmônico, uma musica planetária humana.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principio da incerteza quântica vagueia na duvida se tudo que percebemos é onda ou é partícula, ou onde acaba a onda? Onde  começa  a partícula? Com o maracá podemos chegar a conclusões que de alguma forma pode nos ajudar a compreender essa questão. &lt;br /&gt;Dizem os estudiosos que quando captamos a onda,  perdemos a partícula, e quando captamos a partícula perdemos a ondas, dai que vem o que eles chamam de incerteza  quântica, ou seja, a impossibilidade de afirmar  se tudo é onda ou é partícula, ou onde termina uma e começa a outra. Por exemplo: Olhando para o rio podemos ver um banzeiro de água em movimento, ou vê um porção de partícula de Hidrogênio e Oxigênio em movimento, ou seja, quando captamos o aspecto onda da água, perdemos de vista o aspecto partícula. E quando captamos o aspecto partícula, perdemos a onda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Na verdade os termos “partículas” e “ondas” referem-se a conceitos clássicos que não são inteiramente adequados para descrever fenômenos atômicos.  Que pode apresentar aspectos de partícula em algumas situações e aspectos de onda em outras. As partículas podem ser ao mesmo tempo ondas. Mas não são ondas reais como ondas de água ou ondas sonoras. São “ondas de probabilidades”, quantidades matemáticas abstratas com todas as propriedades características de ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns lendologos de tendencia maracaista resolvem a complexidade dessa especulação utilizando como ponto de apoio o Maracá, da seguinte forma:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  -  O MARACAZEIRO; O MOVIMENTADOR DO MARACÁ. - O Feminino;  o ser  produtor; o que estar entre a onda e a partícula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  -  O MARACÁ PARADO REPRESENTA, A PARTÍCULA – O Masculino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  -  O SOM PRODUZIDO PELO MARACÁ,  A ONDA – A  criatura; O produto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E nessa questão alguns sementistas costumam dizer que:  “A semente é a partícula, e a arvore é a onda que  finda na partícula (semente), e o quântico é o todo onde se dá esse  fenômeno, no qual o nosso ser é parte essencial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-3758312605238052706?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/3758312605238052706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=3758312605238052706&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/3758312605238052706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/3758312605238052706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2010/08/realismo-lendologico-parte-iv.html' title='Realismo Lendológico - Parte IV (a)'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-1798863557514807251</id><published>2010-05-18T11:08:00.001-07:00</published><updated>2010-05-18T11:10:55.559-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>http://www.topblog.com.br/email_mkt/22_04_2010/topblog_indicado.jpg?utm_source=EasyMailing&amp;utm_medium=e-mail&amp;utm_term=&amp;utm_content=&amp;utm_campaign=Padr%E3o&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-1798863557514807251?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/1798863557514807251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=1798863557514807251&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/1798863557514807251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/1798863557514807251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2010/05/clenilson-batista-httpwww.html' title=''/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-5980363645707845452</id><published>2010-03-17T09:26:00.000-07:00</published><updated>2010-08-02T08:34:29.813-07:00</updated><title type='text'>Realismo Lendológico - Parte IV (b)</title><content type='html'>Em toda parada do caminho o guia bate três vezes o cajado no chão, esse é um  ato de consagração do solo, quer dizer que naquele lugar estar o principio, o meio e o fim de tudo. Nesta nova parada do caminho Recebemos  um texto com o  título em forma piramidal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&lt;br /&gt;DO&lt;br /&gt;GRITO&lt;br /&gt;MAPINGUARIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O detalhe de como está estruturado o título deste texto é uma das formas que caracterizar uma autentica composição lendária. Neste especificamente, o lendologo estar demonstrando sua capacidade de envolver tudo que está ligado ao objeto da sua personificação. No caso, a forma piramidal está associado a idéia de onda crescente; de um grito que surgi e vai se amplificando; se diversificando, e ao mesmo tempo ficando contido nas variações que teem origem nele. A letra “O” representa o grito primordial mapinguariano em si. É por força desse perfeccionismo estrutural que um lendologo eterniza seu  lendário, o tornam brilhante, único, incomparável, e passa a ser tido como autentica composição lendológica, ganhando autonomia, se desvencilha de seu autor ou autores, passa a caminhar  com as próprias pernas, a ser uma especie de criatura viva.  Um dos grandes objetivos de todos lendologos é ver seu lendário; sua composição lendária alcançar esse estágio; é conseguir dar o toque final numa narrativa, o famoso toque de ouro que dar autonomia definitiva a um  lendário, o transformando em mais uma jóia do monumental e iluminado templo dos lendários de ouro .&lt;br /&gt;Obs.  Templo também conhecido como grande Lendário El Dourado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O do Grito Mapinguariano” é um abordagem  do grito do jovem líder na grota do espelho d'água, isola esse instante lendológico e o  amplifica em sentido e significados que vão além do grito propriamente dito. Vamos ver alguns  fragmentos restaurados desse lendário para que voce entenda um pouco de como isso se dar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escuridão todas as coisas são iguais, quando a luz se manifestar,  podemos  ver o contorno das coisas que estavam ocultas pelo o véu da escuridão; as variedades de formas e texturas cromáticas que não eram alcançadas pela bio-visão. A parti daí podemos fazer uma relação entre o ser humano, a luz e sombra.  Traçar  um entendimento simbólico e significativo de algumas coisas importantes que estão relacionadas a compreensão do nosso ser.  Nesse caso, entre as relações que podemos fazer  entre o ser e a iluminação, temos o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando estamos calados, somos todos iguais, somos só seres humanos. Quando falamos, nos diferenciamos, mostramos aos externos os nossos contornos sentimentais emotivos internos; nossa personalidade; o nosso caráter; as nossas particularidades conscienciais internas. Nesse aspecto a voz estar relacionada a idéia da luz que surge invadindo a escuridão. Ou seja, ela revelar os nossos contornos individuais internos ao exterior, mostra um pouco do que somos, do que nos diferencia dos outros, do que estava oculto com a ausência da voz. Portanto quando falamos nos iluminamos, acendemos a luz do nosso mundo interno  ao externo ”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                  O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                        DO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                     GRITO&lt;br /&gt;                                                    &lt;br /&gt;                                           MAPINGUARIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito do ser Mapinguary na grota do espelho d’gua narrado no lendário Ser Mapinguary, simbolicamente representa a reação característica da consciência do nativo que desperta para uma realidade meio ambiental cultural distorcida em que vive.&lt;br /&gt;O local onde é dado o simbólico primeiro grito, ganha diferentes contornos e detalhes ambientais, que traduz o momento lendologico escolhido para ser vivenciado pelo LENDOLOGO  personificador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos fragmentos lendário restaurado que expõem detalhamentos desse ambiente, diz o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na grota úmida do espelho d’gua, reina o silencio natural. Os anciões usam como meio de comunicação, pequenos gestos vibrantes simbólicos significativos,   definidos como: gestuais telepáticos, extra-sensoriais e etc. Devido a hipersensibilidade do todo contextual cósmico espacial atemporal lendologico em que a grota está inserida, a sonoridade vocal raramente é  usada no ambiente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No movimento Lendacreano do inicio do “novo século” que orienta-se   pelos seres lendários na era das águas na restauração do grande lendário terrestre, é muito comum a citação desta localidade,  que é pesquisadas e estudada com os zelos dos princípios que orientam principalmente os personificadores mapinguarianos. Quanto as referencias a esse espaço simbólico lendologico nativo temos uma que  diz o seguinte:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Interferir na harmonia do lugar, significa interferir de alguma forma na harmonia cultural dos aldeados, e conseqüentemente na rotina da comunidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também existem trechos que traduzem pontos de vistas que podem serem classificados como testemunhais do imemorial e  significativo grito do ser mapinguari dentro da grota, vejamos :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...O grito do jovem líder no espelho d’água, provocou um imenso clarão, que aos pouco foi se desfazendo em pontos brilhantes e seguindo em todas as direções celestes da grota. Veio a escuridão, e com ela, um frio que congelou tudo que foi alcançado pelas vibrações sonoras.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos  também restaurações de trechos classificados como de notificações mapinguariana, que  nos informam que uma grande maioria dos jovens anciões lendários que estavam na grota no momento do grito lendário, conseguiram escapar do grande congelamento primordial mapinguariano por estarem mergulhados nas águas mornas do espelho sagrado, seguindo as orientações estruturais  ancestrais contidas nos sábios herdados tribais preservados lendológico que orientam os exercícios contemplativos das aquáticas personificações lendárias. Vejamos trechos dessas notificações: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ No instante em que o grito se deu, por curiosidade alguns saíram com metade do corpo para fora das águas, outros que estavam com  a metade do corpo fora da água mergulharam rapidamente para se protegerem das vibrações congelantes, mas ambos tiveram as partes inferiores e superiores de suas corporificações lendarianas alcançadas pelas vibrações, ficando assim com uma parte corpo humano e a outra parte ser lendário personificado, dando origem a uma infinidade de novas estruturas lendologicas ”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exitem  fragmentos que se referem a esse momento dizendo que:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Alguns jovens anciões conseguiram salva os pequenos olhos d’água da fabulosa jóia nativa do lendário reino das águas, graças a esses pequenos olhos d'água conseguiram sobreviver com suas cavernas e transitar na dimensão congelada depois de passada as vibrações congelantes...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...A gotícula primordial do rio lendário ficou congelada na parte superior da grota, e quando vier o descongelamento, o rio lendário de água viva voltara a correr com os conhecimentos e os saberes lendológicos de todas as eras, de todas as tribos... O vento que passa pela gota congelada, traduz  de forma limitada as vibrações do antes congelamento e intermediá a troca de conhecimentos entre os nativos... ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ O descongelamento da gota primordial do rio lendário, tem inicio com  as vibrações dos ventos comunicantes.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a gotícula salva pelo seres lendários no estágios aquáticos, as narrativas lendologicas voltaram nos precisos instantes  sagrados eternos seqüenciados, ativando o pensar do imaginante no estágio libertário e compreensível dentro do contexto psico-racionalista em que naufragou o pensar nativo libertário florestano lendário,  no pós-congelamento.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos mapinguaristas afirmam, que o grito do ser mapinguari nativo florestal, é o que mais tarde veio a ser traduzido como “verbo” iniciador primordial das bio-formas genéticas e minerais vibratômicas, perceptíveis e imperceptíveis bio-visualmentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns lendologos traduzem o grito como a demarcação do instante em que o ser imaginante se egocentraliza e influencia o seu redor; quando ele toma consciência do poder de reagir as influencias do universo externo que vivencia e com o qual interage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No silêncio, de alguma forma nos igualamos ”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explosão de luz que fragmentou-se em pontos brilhantes dentro da grota, trazendo em seguida a escuridão, é um argumento bastante utilizado pelos mapinguaristas, nas defesas das origens ligadas ao Mapinguarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio presente na narrativa, entre outras coisas, representa simbolicamente os seres da aldeia em estado contemplativo interno de aprendizado e comunicação,  período em que utilizam ações gestuais e musicais como meio de comunicação interativo tribal. &lt;br /&gt;A chegada da escuridão dentro da grota muitas vezes pode ser traduzida como o arrependimento, o reconhecimento da ignorância, que faz parte do percurso, e da rotina da aldeia, presente nas entrelinhas do fragmento lendário O SER MAPINGUARY, mais precisamente no intervalo em que se dá os exercícios interativo do jovem líder com os aventureiros, criando ai um vasto campo de reflexão, um novo universo de interpretações,  relacionadas as possibilidades reais de interpretações do que o nativo vivencia, e que se dá no instante que não é nem passado, nem presente e pode ser ou não o futuro. Ou seja, estar dentro do  plano lendológico das revelações do fantástico, do maravilhoso, do extraordinário e etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O silencio e a escuridão tem aspectos manifestativos semelhantes. Na escuridão olhando do plano bio-visual, todo o que existe é a escuridão. No silêncio da verbalização oral, olhando do plano bio-auditivo, podemos afirma que somos todos iguais estando num mesmo ambiente contextual. Ou seja, somos só seres humano quando silenciamos nossa consciência, nossas psico-realidades interiores, para o ambiente externo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando reagimos ou expomos verbalmente o que pensamos, nos diferenciamos dos outros; expomos nossos contornos intelectuais individuais; destacamos-nos como individualidade; particularizamo-nos; tornamos visíveis os nossos contrastes sentimentais e emotivadores. Assim como a luz ao invadir a escuridão, revela detalhes e formas que ainda não eram bio-visualmente perceptíveis, assim somos nos quando falamos. Somos reveladores, temos o nosso momento de Deus. É na oratória, que os nossos aspectos singulares complementares de caráter e personalidade, condicionados historicamente, se destacam comunitariamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som, assim como a luz que invade a escuridão da grota úmida no instante do grito, acentuando e também transformando pormenores existentes no local, os detalhamentos que só assim podem serem vistos e identificados. Essa é a essência do manifestante lendológico, e que  arrazoa a existência de máximas mapinguaristas, como essa que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A palavra (o som, o verbo) é a luz do silêncio.” Ou “O silêncio é o contexto cósmico passivo que dá a possibilidade da palavra existir, e vice e versa.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao vibrarmos, nos tornamos perceptíveis ao externo; nos fazemos luz ao exterior.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dos textos Mapinguarianos encontramos decodificações  nomenclaturais que merecem destaques. São decodificações que seguem um padrão de associação de significados grafosimbolicos aparentemente isolados que vão se complementando. Abordagem que é tipica dos Sementistas. Vejamos um dos exemplo de como isso se dar através da tradução desses elementos grafosimbolico isolados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A letra ‘M’  a primeira letra do  nome Mapinguari. O “M” simboliza a onda no universo esotérico; o vibracional manifesto gráfico-simbolicamente representado,  comumente esse aspecto é traduzido na sua forma geométrica minuscula “m”, assim ela representa o vibrante que torna-se palpável, contactável e ao mesmo tempo imperceptível bio-visualmente. Ai estar uma característica que torna a letra “m” similar aos Seres Mito Lendários Nativos Florestais Acreanos: Mãe das Água, Bôto, Mapinguary, Curupira  e etc. Que sem a vibração verbal que os noticie, são apenas elementos latente vibrante adormecido na memória, a verbalização é o que proporciona suas  manifestações oníricas desses elementos.  Elementos que mesmo com essa intangibilidade não deixam de ser sólidos, estruturais cultural resistente.&lt;br /&gt;Com a verbalização do fonema Mapinguari, condensamos a principio, o intuitivo ancestral formal compressivo que está embutido nele, essa compreensão, esse entendimento é  representado simbolicamente pela  letra “M”. Pois o ser lendário se manifesta, transita e sobrevive personificado, através das narrativas rurais e urbanas dos nossos nativos. É através da vibração do boca a boca, dos contadores de histórias da floresta. É através da atividade sonora vocal cultural florestana da contação de história que os mitos lendários ganham vida. E esse entendimento a outro ponto dentro do contexto lendológico, em que “ganhar vida”, esta associada ao ser liquido,  água, bem como também a própria letra “M” que inicia palavras como; Mãe, Mar e etc.  &lt;br /&gt;A letra “A” que inicia a palavra Água, é a primeira representação geométrica do  conjunto de símbolos geométricos sonoros conhecido como alfabeto,  símbolos   utilizados para traduzir as sonoridades verbais, graficamente. A letra “A”  é o que  possibilita a primeira silaba do nome ‘MA’PINGUARI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Água, no seu aspecto visível transparente color e incolor, é uma parente próxima da vibração etérea onírica formal que estrutura os seres lendários, a essência onde eles se condensam vibrantemente. Passando a ser os oníricos imortais atemporal extra-sensórios que conhecemos. O etéreo é veiculo que os trazem a luz da consciência do ser imaginante criativo e ilimitado que somos. &lt;br /&gt;Para a maioria dos mapinguaristas o “A” no seu aspecto geométrico,  representa o primeiro degrau da torre das sustentações fonéticas lingüísticas humanas congeladas. O “A” representa o primeiro degrau de uma escada que segue em direção ao infinito. Nele também podemos ver um triângulo suspenso por duas colunas, e a parti dai uma gama de outros significados .&lt;br /&gt;A palavra “ARTE”  começa com “A” neste caso ela está associada a capacidade criativa, ao ser criador, o imaginante criante que se externa sem um limite preestabelecido, transgressor por natureza.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os mapinguaristas costuma dizer que: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Somos imaginantes, e não racionalizantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todo  ser com acentuada atividade criativa tem mais disponibilidade de material subliminar dentro do campo externo perceptível. Torna os objetos em acontecimentos artísticos, os isolando dos acontecimentos da vida , das rotineiras associações nas quais rotineiramente se apresentam a maioria das pessoas. O termo Lendológia surgi nesse processo, tem a sua origem no ser  artístico. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra “m” minúscula, desde a antiguidade é tida como símbolo das ondulações na superfície da água,  por isso é usada como representação simbólica oficial do signo do zodíaco AQUÁRIO. A silaba “MA” no inicio da palavra MAPINGUARI, dar ao ser lendário Mapinguary o status de ser lendário da era das águas doces das florestas. Não é por acaso que o ser mapinguari é uma das grandes vedetes da linguagem cósmica dialética lendária nativa florestal, dentro do velho e sempre novo tempo lendário lendológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “M.A.”  nesse contexto da era das águas, é traduzido como as letras iniciais de “Milênio das Águas” ; “Movimento das Águas” ; “ Milênio de Aquário” e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lendarismo a letra  ‘M’ também simboliza a onda; toda vibração que torna possível a percepção de algo inalcançável bio-visualmente. Portanto, é a chave de acesso, compreensão e apreensão da Realidade Lendológica.  &lt;br /&gt;O Mapinguari assim como todos seres mito lendários, depende da verbalização, da sonoridade oral para se fazer perceptível oniricamente. Isso faz com que o expositor, o compositor  lendário se assemelhe a um deus onipotente manifesto, que dar vida a ele através da oralidade, e  o acompanha, quando narra suas ações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra “P” de PINGUARY, também é a primeira letra da Palavra, do Principio que é gerado pelo “MA”, o Palpável a parti dele. É a consciência de algo e a ‘P’ercepção, disto na prática. É a parti do movimento da águas, que nos dá vida, que chegamos a esse Principio, ao Ponto iniciador. Os Uiaristas é o “P” de Pingo d’água. Eles costuma dizer que Um Igarapé; um rio; um dilúvio, começa com um pingo d’água. O pingo d'gua é simbolo oficial da Lendológia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem mora no fundo da água, a ultima coisa que vai descobrir é que existe água.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “P” representa a Percepção, que está ligada a apreensão do invisível vibrante de alguma forma,  que simbolicamente é representado pelo “m” minúsculo, e nocaso da palavra Mapinguary o elemento físico palpável que o complementa como silaba, que é a letra “A” de Água. E o espírito do entendimento do imaginante, flutuando sobre as águas, extraindo daí as reflexões que vão dá inicio toda uma criação; a origem da novas vidas na terra por intermédio dele. Esse pensamento do ser flutuando sobre as águas, no principio mapinguariano, está relacionado ao primordial grito do ser mapinguary, e tem uma acentuada contribuição dos personificadores Uiaristas. &lt;br /&gt;Acho que é interessante citar aqui uma afirmação bastante polêmica dos Uiaristas  que diz respeito a parte que chamamos de crosta terrestre e que está relacionada a lenda do globo de água dos Atlantas Botoistas, em que essa idéia de criação do mundo transparece nas entre linhas de alguma forma, vejamos:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“A crosta terrestre é o grande meteoro que se chocou com o nosso globo líquido, e precisa ser extraído para que as vibrações harmônicas do nosso imensurável compreender volte a se estabilizar  e nos harmonizar  como grupo planetário pacifico”.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “P” de PINGO seguindo da palavra ARY. A palavra ARY  tem origem hebraica, e significa o mesmo que o rei das selvas, o que faz com que dentro desta abordagem lendológica, estes fragmentos silábicos sejam traduzidos, como o pingo d’água do movimento do império das águas doces na floresta,  “o pingo d’gua rei das selvas.” essa parte do fonema tem variações na sua escrita, como por exemplo, PIN'AGUARY,  PINGOARY e etc. Cada uma delas tem uma razão de ser especifica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Não é por acaso que um PINGO D’ÁGUA seja o símbolo oficial de LENDOLÓGIA. O pingo é uma das muitas chaves de acesso e introdução ao pensamento nativo florestal dialético compreensivo universal lendológico. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra “I” esta ligada a palavra ‘i’ara, a Mãe das Águas. Ou seja,  aquela que deu origem a água, e que portanto, tornou possível a vida em nosso planeta. E nesse aspecto o “I” está relacionado ao instante em que o ser busca resposta do porque da vida; de quais os propósitos da existência; qual a razão das coisas serem da forma como se apresentam, suas reflexões buscando o compreender o Inicio de tudo. A palavra Mapinguary também pode ser escrito com “Y”, nesse está ligado a uma outra variedade de significados, principalmente aos relacionados aos lendários festeiros das águas da região amazônica. Podemos encontra-lo no caminho grafosimbolico do aperiódico  Ouryçom “O rito tribal florestano” do qual vem as variações festivas como  a  LENDA POP FESTA que acontece no final dessa caminhada.&lt;br /&gt;E é bom acrescentar que no contexto Mapinguariano existe as traduções simbólicas lendárias para os elementos que compoem o nome Mapinguary. Entre elas temos os famosos acrósticos. Que revelam uma outra realidade embutida nas variadas forma de escrever a palavra MAPINGUARY, MAPINGOARY, MAPINGUARI E ETC. Que estão em sintonia com o todo lendlógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Na próxima parada vamos encontrar a Lenda Pop Festa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-5980363645707845452?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/5980363645707845452/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=5980363645707845452&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/5980363645707845452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/5980363645707845452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2010/03/realismo-lendologico-parte-iv.html' title='Realismo Lendológico - Parte IV (b)'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-4986440705601791482</id><published>2010-01-11T07:56:00.000-08:00</published><updated>2010-07-22T12:36:59.054-07:00</updated><title type='text'>REALISMO LENDOLÓGICO - Parte I</title><content type='html'>“...Por isso podemos dizer que existem diversas  realidades, bem como diversas formas de vê e interagir com elas – Disse seu Pêdo Mensageiro - Tá vendo esse riacho correndo, ai!?... Todo dia minha filha Lua vem  buscar água para fazer as coisas em casa. E o indio Araiu todo dia vem aqui pescar uns peixes para comer. As crianças todos os dias  tomam banho e se divertem nas águas corrente. Mas como pode ver, o rio é só uma poção de água passando... mas para minha filha, o rio é muito mais que poção de água, ela vê o rio como um amigo, que ajuda ela a passa pano na casa, a lavar a louça, a cozinhar a comida e etc.  Para  indio Araiu, o rio é um prato de comida, é daqui que ele tira seu alimento diário, e por isso vai fazer  tudo para que ele continue sempre limpo para que tenha sempre peixes.  E para crianças o rio é um parque de diversão onde todo dia  elas se divertem. Mas veja que o rio é só um monte de água correndo, mas para cada um desses personagens o rio tem um significado diferente, e conforme esse significado, assim eles se relacionam com  o rio.&lt;br /&gt;Nos seres humanos, somos um grande rio, que tem sua origem numa fonte pura e cristalina, mas no nosso percurso vamos sendo poluídos, com conceito, preconceitos, normas, leis, certo e errado, bem e mal e  etc. etc... E Diariamente somos tirados para fora desse rio e passamos a dá significados para as gotinhas que o compõe, dizendo: Aquele é doutor, aquele outro é advogado, a outra é professora, o outro é governador, outra é prefeito, a outra é juiz, e por ai vai. Quando na verdade, não existe nada disso, tudo são frutos da nossa fértil imaginação, são signos, realidades, valores psicológicos que acreditamos serem algo concreto, e conforme nossas crenças nessas ilusões, assim nos relacionamos com elas, com esses símbolos, esses signos personificados, corporificados. Quando na verdade nada disso existe. Acredite! Somos só seres humanos, com uma ainda atrofiada e inexplorada capacidade infinita de criar, interagir e até transformar essas quimeras,  em outras quimeras melhores. Mas para isso precisamos despoluir o rio, pois água poluída, é água morta, temos que jorrar como água viva”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando uma idéia cristaliza-se, entra em ação uma força transformadora maior que milhões de armas nucleares; milhões de exércitos; maior que toda riqueza do mundo, é  Deus manifesto. Idéias aparentemente singelas, ao serem disseminada pelo boca-boca já demoliram impérios, transformaram nações. O lendário cristão é um bom exemplo disso,  apenas um homem com  doze companheiros é capaz de gerar uma revolução que dividi a história da humanidade em antes e depois dele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chega na Colônia Cósmica (1). O jovem Aventureiro é conduzido até a casa de Otob, a jovem Lua entrega para ele os manuscritos de seu Pêdo Mensageiro com as informações sobre a era das águas doces da floresta. De posse dos manuscritos, o jovem segue para a cabana de hospedes, deixa a mochila num canto, arma a rede para descansar,  e dar inicio a leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aventureiro, como prometi aqui estão algumas considerações sobre o que defino como era das águas doces das florestas. Vou começar com uma pequena síntese de elementos simbólicos significativos que fazem parte da  contextualização dessa nossa antiga e sempre nova realidade.&lt;br /&gt;Acho que voce já está preparado para ler alguns ensaios de lendologia. O termo pode parecer estranho, mas no decorrer da leitura voce vai entender melhor o que isso quer dizer. Vamos começar com algumas informações que considero fundamentais para que  familiarize com a forma de abordagem que fazemos dentro do contexto em que vamos caminhar. Vou começar com um exemplo simples de organização de elementos lendários e seus  significados que ajudam a desenvolver reflexões internas e que mais tarde  podem serem amplificadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A MÃE DAS ÁGUAS&lt;br /&gt;2 - A COBRA GRANDE&lt;br /&gt;3 - O MARACÁ&lt;br /&gt;4 - O BOTO &lt;br /&gt;5 - O BEIJA-FLOR&lt;br /&gt;6 - A ABELHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 –  Mãe das águas - É o ser que gerou o elemento água, o elemento responsável pelo surgimento e a manutenção da biodiversidade em nosso planeta. A existência humana depende dela. A era de aquário, ou era das águas tal como entendemos,  não seria possível sem a existência da água. Por isso a mãe das águas aparece como o primeiro elemento da lista,  é ela quem torna possível  a era das águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – Cobra Grande - Desde os tempos mais remotos, a grande serpente simbolicamente representa a energia no seu estágio etéreo vibrante, ondulante. Tudo que temos  consciência ou o que percebemos estar além do alcance da nossa bio-visão, nos chega através dela. Assim como o som da voz, as sonoridades que vão surgindo com as traduções desses símbolos alfabéticos que você esta lendo e ouvindo agora. Portanto,  é a serpente que torna possível a comunicação, é quem intermediá as mensagens entre os comunicantes. Sem ela não existiria informação, mensagem, enfim, a comunicação. É graças a ela que recebemos todas as informações que temos durante a nossa existência. Existência que só existe graças à existência da água. Por isso a mãe das águas vem em primeiro lugar e em segundo a Cobra Grande. A crosta terrestre e toda abóboda celeste é a nossa grande imemorial serpente em ação, nos atraindo, se revelando e no sem tempo-espaço nos devorando. Somos os sistematizadores, os decodificadores autônomos ou orientados,  de todas  informações que ela nos traz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sabemos o que sabemos graças o encanto da Cobra Grande ”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 –  Maracá ou chocalho – É um instrumento indígena utilizado pelos pajés nos ritos  tribais de limpeza espiritual e cura. Além dessa função,  o maracá é um livro nativo florestano ancestral que vem para auxilia no desperta do imaginante no período de transição das relações  sociais humanas, o que se dá no período da era das águas. É um livro  que pode ser lido de diversas formas. O imaginante nativo com o maracá na mão consegue compreende, e de alguma forma se sentir um Deus, entendendo de alguma forma o principio criador dos universos vibrantes perceptíveis e imperceptíveis biovisualmente. Para que entenda melhor o que estou querendo dizer basta entender que um livro é tudo aquilo onde podemos ler alguma coisa. Existem diversas forma de se fazer uma leitura. Vou abrir um parentese para fazer uma breve exposição dos elementos que compõe um autentico Maracá indígena nativo amazônico e seus significados, para  voce  entender um pouco do que estou falando: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) A parte de cima do Maracá é esférica. O esférico simboliza a eternidade; o sem principio, nem meio, nem fim;  um todo existente e inexistente em si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Dentro dessa parte esférica são colocadas as mais variadas sementes. Essas sementes ai paradas representam o caos dentro do contexto eterno, representado pelo esférico da cabaça. Olhando de um certo ponto de vista estético, podemos dizer que temos um conjuntos de elementos aparentemente desarmônico no interior desse espaço esférico.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Quando movimentamos o maracá, essas diferentes sementes em atrito com casca do fruto da cabaça  produz uma sonoridade,  uma harmonia, a qual identificamos como som. Ou seja, do caos sai a harmonia.  Portanto temos ai elementos  para fazer um paralelo e ver o maracá como a representação do que o cientificismo classifica como partícula representado pelo instrumento palpavel, e o som que ele produz como sendo a representação do que  definem como onda.&lt;br /&gt;Se tudo o que biovisualmente captamos,  são condensações palpáveis e  perceptíveis vibrantes, podemos dizer que quem segurar um maracá e o faz vibrar, torna-se a representação simbólica do principio que gerou esse todo perceptível energético vibrante (Vibratômico) que vivenciamos, portanto é uma representação simbólica do Deus criador  miniaturizado. Écaminhando por esse caminho que o nativo começa a ter  acesso a consciência de que ele é uma individualidade, com o poder de intervir; articular; transformar e de possibilitar que  o possível e o aparentemente impossível aconteçam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa consciência adquirida pelo ser contemplando o maracá é uma das chaves para trazer pra realidade o que queremos para nosso planeta, como a paz, o amor e a harmonia entre os seres, a felicidade, o conforto, enfim, tudo o que é preciso para que a terra seja um lugar de reposição de energia, de elevação espiritual, sem necessidade de conflitos desnecessários,  uma grande familia. O que se dá através da  consciência do ser Deus onipotente, benevolente, particularizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Os termos “partículas” e “ondas” referem-se a conceitos clássicos que não são inteiramente adequados para descrever fenômenos atômicos.  Que pode apresentar aspectos de partícula em algumas situações e aspectos de onda em outras. As partículas podem ser ao mesmo tempo ondas. Mas não são ondas reais como ondas de água ou ondas sonoras. São “ondas de probabilidades”, quantidades matemáticas abstratas com todas as propriedades características de ondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dos profetismos terrestre temos previsto a chegada do período conhecido como era das águas ou  era de aquário, como queira.  O período em a água passa a ser o centro das atenções da humanidade. Em  que o ser humano através de uma contemplação mais apurada da água passa a absorver e extrair dela ensinamentos sutis que estão relacionados ao ser humano e sua interatividade com o meio, possibilitando que tire a era das águas do plano utópico para o plano que equivocadamente se defini intelectualmente como realidade palpável.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 –  Boto* - É o mensageiro oficial da era das águas, é o peixe encantado que se transforma em gente. Ele melhor do que ninguém, conhece o universo líquido, e pode falar da água com conhecimento de causa; pode dá informações precisas sobre essa realidade  liquida. &lt;br /&gt;O Boto como sabemos, tem a capacidade de mudar de realidade sem perde a essência,  por isso é o ser preparado para vivenciar e orientar o ser humano dentro da era das águas, ajudar a humanidade na fase de transição, pois sabendo lidar com realidades diferentes o capacita comandar a grande revolução sócio psico-ambiental de forma tranqüila, sem conflitos psico-existenciais. Por essa e outras o Boto é o senhor da era das águas, pois está acostumado a lidar com as mudanças radicais de realidades, ultrapassar paradigmas sociais humanos sem problemas. No contexto lendológico os seres Botos mensageiros da era das águas se revela no leito do Rio Branco, ( Rio Branco-Ac) também conhecido  “a aldeia dos Atlantas amazônicos”,  “o lendário continente perdido das águas doces da floresta”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obs.  Voce vai encontrar mais detalhes sobre o lendário Rio Branco um pouco mais na frente, no Lendário B. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 –  Beija-flor - É o elemento natural imemorial pre-estruturado para ser utilizado como instrumento de condicionamento dos seres humanos, visando a absorção do estado de espírito irmanante da nova era. O Beija-flor é o  elemento que o ser boto utiliza para encantar os nativos e de forma simples faze-los psico-transcender a condição de seres  humanos conflitantes, passando  a condição de mensageiros alados, de jardineiros do grande jardim do novo mundo, através de um ritual de encantamento muito simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. O exemplo de uma das formas de como o boto utiliza esse elemento, voce vai encontrar na LENDA DO REINO DOS BEIJA FLORES, que é um capitulo a parte dos manuscritos lendologicos restaurados.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 –  Abelha – Representa o ser humano já agindo dentro do contexto profético encantado definido como era das águas. É o ser na terra transformada em um  imenso jardim de beija-flores e flores humanas, se comportando como uma abelha campineira que   adquiri experiência no interior da colméia, e sai no período de floração para colher o pólen com o qual produzirá o mel.  Abelha é o novo ser humano que absorve as melhores atitudes, colhe as melhores idéias e as transforma em algo doce, em mel em forma de livros, quadros, músicas, poemas, de histórias e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses 6 elementos já abrem um caminho,  facilitam a continuação de exposição dos  argumentos que compõem esse manuscrito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos então ao lendário B com informações complementares que ajudaram entender melhor essa era das águas dentro desse contexto florestal  amazônico. Mas  é bom que saiba que em lendologia “Tudo é questionável”, a única coisa inqüestionável mesmo, é a capacidade e o direito primordial intransferível que voce tem, e todos nos temos  de a tudo puder questionar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" A gente é bicho do mato, mas tem lendologia e um quintal que não tem tamanho, cheio de fartura."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O LENDÁRIO &lt;br /&gt; B&lt;br /&gt;“A ERA DAS ÁGUAS DOCES” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada do ano 2000, tem inicio a fase de transição de contagem do novo milênio. A preservação, recuperação e a manutenção dos nossos mananciais aqüíferos está na ordem do dia,  é o sinal de que a era das águas ou era de AQUÁRIO chegou. A água passa  a ser o centro das discussões no planeta. Portanto, é o sinal de que entramos no período das grandes transformações sociais que vão estar sob o comando dos Atlantas do continente perdido das águas doce; os lendários humanos-peixes, os BÔTOS do Rio Branco.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem símbolos e sinais significativos deixados pelos nossos imemoriais ancestrais, esperando o momento certo  de serem decifrados. A maioria das  decodificações desses sinais só são possíveis quando utilizamos os recursos da linguagem lendologica. Vamos a uma pequena  serie de  perguntas e respostas que abordam, decodificam  e  mostram  um pouco esse contexto de acesso a “realidade” da lendária da era das águas : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Onde tem inicio o movimento social revolucionário do milênio das águas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na cidade de RIO BRANCO,  a eterna capital do antigo e sempre novo mundo,   localizada no meio do continente amazônico,  no território do  estado do Acre-Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Como podemos comprovar que Rio Branco é a capital do nosso antigo e sempre novo mundo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Rio Branco é o rio cósmico imemorial onde se encontram os lendários nativos imaginantes libertários da floresta,  os lendários humanos peixes Botos, os imemoriais mensageiros das águas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Usando a metodologia de abordagem decodificativa lendológica, no contexto florestano conhecido como lendacreano,  temos acesso a detalhes que possibilitam  esta afirmação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)  O que é linguagem lendológica decodificativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É uma linguagem ancestral dos habitantes floresta, em que os seres mitos lendários populares são   arquivos, fontes de conhecimentos e saberes universais estruturados”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando pelo prisma racionalista, podemos dizer que a linguagem lendologica pode  ser  comparada ao que os místicos, esotéricos e etc. Definem ou compreendem como terceira visão. Ela nos permite o acesso a outras realidades de "infinitas" possibilidades onde o ser pode assumi a sua essência aventureira inter-dimensional sem fronteiras, transita pelo remoto, pelo impensado, pelo ausente presente, pelo obscuro, pelo aparentemente insondável. Ou seja, voltar a respirar com a intransferível liberdade individual-coletiva, saindo da paralisia congelante do racionalismo lógico, adentrando o plano do imaginar imensuravelmente. É o ser criante livre, sem as rédeas das doutrinas ideológicas formatadoras de dominadores e dominados. É o antigo e sempre novo modo de lidar com as ilusórias noções geradas pelo intelecto humano, é o desprendimento das noções de espaço-tempo, das lógicas, das casualidades, das psico-realidades, dos psico-significados, dos psico-valores estabelecidos e etc. É uma volta a um estágio mais humano, é um  reencontro com  elo perdido entre o visível e invisível, nela realidade e  imaginação funde-se numa coisa só, trazendo de volta os nossos antigos e sempre novos paradigmas interativos atemporios sociais harmonizantes; os nossos confraternos compromissos anti-conflitantes administradores da nossa eterna e sempre gloriosa comunidade cósmica nativa florestana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Também podemos dizer que Os Seres Mitos Lendários são diferentes patamares ou estruturas da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)E o que é lendologia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para responder está pergunta, selecionamos três respostas de alguns lendologos conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) R  - “podemos dizer que lendologia significa o estudo, a essência,  a razão e o por que das lendas e dos seres  mitos lendários existirem”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) R - “ Se eu pará para explicar o que é lendologia, deixou de ser lendologo. Suas preocupações fazem parte das nossas lendas particulares. Imagine!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) R - "O lendologismo no seu aspecto mais puro, não vem confrontar os ideólogos tribais harmônicos ou conflitantes. E nem por abaixo os nobres preceitos sociais ou anti-sociais, pois tem os seus próprios com os quais se ocupa."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No retorno das narrativas lendárias, a principio elas foram usadas como instrumentos experimentais intelectuais, visando o despertar da nossa consciência para a capacidade que temos de desenvolver pensamentos ditos lógicos sem precisar sacrificar o nosso instinto primordial de imaginar imensuravelmente; fantasiosamente; prazerosamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Quais sinais podem nos dão a certeza que Rio Branco é berço da  civilização da era das águas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos começar pelo nome da cidade:&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;a ) RIO BRANCO - Se é RIO tem água, e se é BRANCO, é de paz; harmonia;  limpeza;  fusão de todas as cores e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) A espécie dominante nos rios são os peixes.  Olhando pelo prisma do imaginante lendológico, os humanos que transitam no RIO BRANCO são humanos e peixes ao mesmo tempo. São os BÔTOS do RIO BRANCO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c ) Observe que as  palavras  BRANCO e BÔTO,  começam com a letra "B". A Letra “B” dentro lendogismo é um autentico elemento simbólico significativo, ou seja, nos proporciona o acesso a realidades e acontecimentos cósmico que fazem parte da história da nossa imemorial civilidade. O “B” é uma das muitas chaves deixadas por nossa sábia civilização extra-sensório corporizada, que nos dá acesso a imperecível e imemorial psico estrutura administrativa organizacional da qual fazemos parte. É através desses sinais  que chegamos aos princípios apaziguadores de relacionamentos que  aprimoramos através das eras, que acessamos os nossos nobres saberes ancestrais governantes, numa especie de abordagem que alguns definem como alquímistica. O “B”  pode nos levar a um estagio espiritual de entendimento classificado como estagio de captação de revelações divinas, desabrocha o poder individual que temos e com o qual podemos tornar tudo possível, nos leva a sobrevoar a orbe terrestre  numa espécie de estado de sonho acordado em que podemos alcançar num só instante passado, presente e futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Como podemos ter acesso e a compreensão dessa realidade  classificada como lendológica através do “B” ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dentro do lendologismo, o Rio Branco é um lugar cercado de verde por todos os lados, por isso é conhecido pelos lendologos como a imemorial ilha do imaginante libertário amazônico,  o lugar  onde se encontram os nobres cavalheiro da antiga e sempre nova ordem, os  pacificadores humanizados encarregado de fazerem o retorno da humanidade a sua essência  harmônica primordial sócio-comunitária. De tempo em tempo o Rio Branco é afundado pelo intelecto humano para que o imaginante livre possa experienciar e concluir novas aventuras intelectuais na dimensão do imaginante nativo lendário corporificado, humanizado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;a ) Rio Branco é a capital do estado do Acre, cuja  a demarcação territorial tem o formato de letra “B”. Esse “B” é a primeira visão amplificada do “B” sinalizador lendológico global estruturado pelo nosso  imemorial ancestral coletivo, e que pode ser  contactado e entendido como tal quando ultrapassamos os limites da bio-visualidade e das psico realidades humana,  indo além das ilusórias compreensões perceptivas as quais fomos condicionadas acreditar pela força do aprisionamento do saber sistematizado, metódico, institucionalizado aos quais nos deixamos submeter”. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Olhando o mapa do Acre voce pode constata o formato de letra “B”,  só que o  “B”  ainda não se apresenta na forma como estamos costumamos vê-lo exposto no alfabeto. Para que a Letra "B" fique na posição que é oficialmente conhecemos, ou seja, uma reta vertical e dois pequenos relevos do lado direito,  o planeta terra, tal como se apresenta  na nossa pisco-compreensão espacial, ou nos desenhos oficiais  do mapa mundi, tem  que ser visto  virado, ou de cabeça para baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Dentro do contexto lendológico, esse fato já aconteceu, vai acontecer e está acontecendo, tudo se dá no instante em que adentramos, compreendemos e  vivenciamos isso. Existem um fragmento dos personificadores Botoistas que registra isso, vejamos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E junto com o planeta foram todas as concepções intelectuais humanas. Pois assim é, foi, e sempre será”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes  de nos aprofundar nas concepções lendológicas extensivas dos fragmentos lendários como o exposto acima, é bom  abrir um parêntese para informa que dentro do lendologismo existem as Variações como Botoismo, Uiarismo, Serpentismo e etc. e Tendencias como Maracaismo, Camalionismo e etc. Que formam o todo lendológico,  onde prevalece sempre o imaginar ininterrupto, nada fica sem resposta ou contraposição dentro do lendologismo. Por exemplo, quanto à afirmação acima, os irreverentes e bem humorados camalionistas perguntam aos Botoistas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“- Mas pra que lado fica o lado de cima, ou o lado de baixo, nesse espaço estrelado? Se nos mostrarem isso contribuiremos com o movimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informações mais detalhadas sobre as tendencias e variações voce vai encontrar no ensaio lendológico O SER MAPINGUARY que exposto no caminho sagrado das águas doces.  Vamos falar um pouco do  que é o camalionismo dentro do contexto... Tá vendo esse riacho correndo, ai!? Todo dia minha filha Lua vem  buscar água para fazer as coisas em casa. E o indio Araiu todo dia vem pescar uns peixes para comer. As crianças todos os dias vem aqui tomar banho e brincarem. Mas como voce pode ver, o rio é só uma poção de água corrente, mas para minha filha, o rio é mais que poção de água, para ela o rio é um amigo, que ajuda ela a passa pano na casa, a lavar a louça, a cozinhar a comida e etc.  Para  indio Araiu, o rio é um prato de comida, é daqui que ele tira seu alimento diário, e por isso vai fazer  tudo para que ele continue sempre limpo que tenha sempre peixes.  E para crianças o rio é um parque de diversão onde todos os dias elas se divertem. Mas o rio é só um monte de água correndo, mas para cada um deles o rio tem um significado diferente, e conforme esse significado, assim eles se relacionam com  o rio.&lt;br /&gt;Os seres humanos são um grande rio, todos vieram da mesma fonte, de uma fonte pura e cristalina, só que no percurso foram sendo poluídos, com conceito, preconceitos, normas, leis etc. etc... Diariamente esses seres humanos pulam, ou são tirados para fora do rio e passam a dá significados para as gotinhas que o compõe, dizendo: Aquele é doutor, aquele outro é advogado, a outra é professora, a outra é governador, outra é prefeito, a outra é juiz, e por ai vai. Na verdade, não existe nada disso, tudo são frutos da nossa fértil imaginação, são valores psicológicos que acreditamos que existem, são quimeras, e conforme nossas crenças nelas, assim passamos a nos relacionar com esse rio que chamamos de humanidade. Acredite! ninguém é mais do que ninguém, somos  seres humanos, com uma ainda atrofiada e inexplorada capacidade infinita de criar, interagir e de transformar essa quimera, noutra quimera melhor. Para chegar a nossa verdadeira essência precisamos despoluir o rio, pois água poluída, é água morta, temos que jorrar como água viva. lendológico para que comece a se familiarizar com essas estrutura complementares que fazem parte dele.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Camalionistas - São personificadores da tendência lendológica urbana florestal conhecida como CAMALIONISMO. Uma extensão polêmica que existe dentro do movimento lendológico, muitos lendologos discordam e outros até não a aceitam como uma extensão lendológica autêntica. Mas quer queiram ou não, podemos dizer que os camalionistas são os precursores do movimento lendológico dentro da dimensão intelectual cultural acadêmica racionalista. Sabesse que por causa deles os lendologos se viram obrigados a exporem  composições lendárias de forma sistematizada, buscando desfazerem os maus entendidos causados por eles, divulgando o que consideravam como autenticas manifestações lendológicas. É a parti daí que surgem as traduções consideradas como aceitáveis, das narrativas classificadas  como argumetários lendológicos, os conhecidos Lendários nativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os camalionistas forçaram os personificadores lendológicos a manifestarem-se no universo congelante do grafo simbolismo fonêmicos sonoros alfabéticos, e tudo começou com a   divulgação do polêmico lendário O SER MAPINGUARY, uma peça  argumentaria bastante controvertida, e que assim como toda lenda, não se sabe exatamente quando surgiu, mas sabesse que ela passou por diversos aperfeiçoamentos,  e mesmo a contragosto de alguns lendologos, findou ganhando o status de peça lendológica autêntica. Passando então a  fazer  parte do movimento lendológico nativo urbano florestal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das características dos camalionistas é o espírito rebelde irreverente e muitas vezes irresponsável que eles geralmente tem, e não é para menos, o camalionismo nasceu no seio do movimento jovem lendológico. São personificadores que costumam assumir postura dos personificadores de outras extensões e tendencias lendológicas, tais como: IARAISTA, BOTOISTA, MAPINGUARISTA, CURUPIARISTA, SERPENTISTA e etc.  E assim Expõem  pensamentos críticos, ou que deixam brecha para duplas interpretações. Eles tem uma predileção pelo mapinguarismo, por razões obvias, o radicalismo que caracteriza os personificadores mapinguarianos é um prato cheio para extravasarem suas idéias oposicionistas questionadoras. O passatempo preferido dos camalionistas, é  de se oporem ou opinar sobre questões extra contexto lendológico,  e com isso gerarem reações externas ao movimento, ascendendo embates que vão de encontro aos ideais lendológicos que na sua essência busca o desperta do imaginante nativo pacifico libertário, eles normalmente desvirtuam essa postura pacifica que tem os autênticos lendologistas. Personificadores de todas extensões e tendências tentam prever e antecipar as manifestações  camalionistas, buscando  maneiras de neutraliza-las através de composições, em que tentam prever e  desfazer os mal entendidos que os camalionistas podem gerar. Normalmente os Camalionistas tem uma postura que busca o convencimento, o aliciamento dos seres pensantes. Mas nem tudo dentro do camalionismo é polemico,  encontramos entre eles  narrativas e argumentários luminantes que estão em sintonia com os paradigmas lendológicos de aperfeiçoamento, de estudos, pesquisas, desenvolvimento e produções de elementos sócio artístico-culturais nativos florestais, encontramos boas orientações fundamentadas nos princípios lendológicos. Eles buscam incessantemente o fundamentar, o arrazoar, o aperfeiçoar  das realidades  lendárias que compõem. &lt;br /&gt;O que caracteriza os autênticos lendários, é o transparecer da busca por um ponto consensual absoluto, uma compreensão harmônica abrangente coletiva em relação o vivenciável, que não interfira nas concepções individuais,  normalmente esses pontos dentro do lendologismo estão entre o perceptível e o imperceptível bio-visual,  racionalidade e imaginação, sem preocupações proselitistas. Mas isso não quer dizer que não existam lendários com tendências proselitistas, pois dentro do lendologismo, quer queiram ou não, os personificadores tendem a puxar a farinha para seu pirão. “No fundo  todo lendologo tem um pouco de camalionista”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lendários são registros, testemunhos de acontecimentos cósmicos imemoriais. É através dos lendários que os lendologos superam as situações historicamente condicionadas dos imaginantes humanizados, rasgando o véu das ilusórias psico-realidades que os sufocam.&lt;br /&gt;Todo lendário que gere alguma polêmica, tem origem no camalionismo, faz parte da postura  descompromissada que eles adotam quanto as questões regimentais orientadoras pacificante do existencial harmônico interativo lendológico. É assim que transpõem a tênue fronteira em que transita o imaginante livre lendário e os intelectuais racionalistas sistemáticos metódicos academicistas,  abrindo brecha para os embates intelectuais desnecessários. O camalionista  uma hora é uma coisa, outra hora é outra,  sem o menor pudor, sem nem um sentimento de culpa. Para que voce tenha uma idéia das ações deles no contexto lendológico, veja como respondem uma pergunta  relevante para o movimento lendologico autônomo nativo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é lendológia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta camalionista: “É algo que nunca começou e nunca vai termina, ou algo parecido com isso ou totalmente o contrário do que voce entendeu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Lendológia é um pensar ininterrupto; algo que nunca começou e consequentemente  nunca  terminou. Em síntese é mais ou menos isso. Mas também podemos dizer que é o contrario de tudo isso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar para perceber nas respostas a fuga da responsabilidade com a coisa em si, com o que está se expressando, isso é típico do camalionismo. Que se propõem a opinar e responder tudo, sobre qualquer coisa. Não é por acaso que essa tendência ficou tanto tempo marginalizada dentro do movimento lendológico. Mas como dizem os camalionistas: " Há males, que vem para o bem." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechamos essa exposição mostrando pequenos textos típicos destes personificadores, em que detectamos referencia ao externo intelectual não lendológico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...E antes dos previsíveis ataques histéricos, dos doutores guardiões das leis gramaticais oficiais, queremos dizer que os lendologos utilizam a linha do anti-intelectualismo benéfico comunitário, ou seja, se você entendeu o que o texto quis dizer; se captou a mensagem que está escrita, está perfeito, o resto é resto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lendológia não é Filosofia, não é a arte de convencer o outro, que ele não sabia nada sobre tudo. E no final outro fica sabendo tudo sobre nada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Filosofia é a metodologia de construir associações de pensamentos ditos lógicos, que  está ao alcance de qualquer lendologo idiota que se dedique a desenvolvê-los."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos fragmentos apócrifos do lendário O SER MAPINGUARY  também encontramos nas entrelinhas referencia a elementos do externo acadêmico institucionalizado, vejamos um exemplo disso: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...E diziam os anciões ao jovem líder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não percebe que esses riscos tão inofensivos, tão simples na superfície das folhas, têm uma atração psico-magnética muito estranha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não percebe que são só riscos? Que eles não tem poderes? Que é você que dá poderes a eles!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não percebe a falta de personalidade que tem esses ilusórios intermediários das oralidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; São seres frívolos! Sem caráter, estão a serviço de qualquer um. São ridículos, ignóbeis... Não existe uma definição de debilidade extrema a qual eles se encaixem. Estão um pouco além de tudo que podemos conceber nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Esse trecho se dá no instante em que o jovem líder insiste em demonstrar a utilidade dos poderes dos riscos nas superfícies das folhas. E os anciões rebatem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não percebe a fragilidade, a insolidez, a falta de autonomia  desses riscos? São tormentas congelantes, o iludindo com a falsa impressão de que podes  congelar o nosso primordial e imutável pensar incessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como pode querer que sejam usados como intermediários do saber, do conhecimento,  da verdade,  no meio do nosso povo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Os lendologos sempre utilizaram a oralidade (Grande Serpente) como veiculo de comunicação dos lendários, das composições fabulendárias e narrativas argumetárias lendológicas.  Portanto as expressões gramaticais alfabéticas dos lendários é quase certo que têm sua origem no camalionismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é demais repetir que quando um argumento ou narrativa deixa duvida quanto a origem de sua extensão, ou tendência lendológica, normalmente são classificadas como camalionistas e essa é uma brecha que os personificadores de todas tendencias e extensões costumam utilizar para assumirem posturas criticas de contestação, muitas vezes com objetivo de distorcerem ou por em duvida a origem e autenticidade de alguma das extensões ou tendencias lendológicas que não seja a sua.  Como dizem os camalionistas:  “Nem tudo que parece, é”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao lendário “B” ainda vamos encontrar alguma coisa ligada a  questão da água viva um pouco mais adiante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 )  A letra “A” de Acre, está associada ao numero 1, Acre é o nome do rio que divide a cidade de Rio Branco, é o caminho que trouxe aventureiros, exploradores, é onde se deram as grandes batalhas entre Brasileiros e Bolivianos que mais tarde elevou o Acre a condição de território Brasileiro. Veja que os nomes Bolívia e Brasil começam com “B” . A letra “B” corresponde ao número 2. E dentro do lendologismo, algarismos e  letras  tem o mesmo valor, mas podem mudar de função conforme  seja a abordagem  feita pelo lendologo que as utiliza. Tanto podem ser lidas como números ou letras, ou como números e letras ao mesmo tempo, depende da abordagem que o decodificador lendológico  emprega.   &lt;br /&gt;A palavra água que define o elemento essencial para a bio-existência planetária, tem na  estrutura grafo-alfabética, 4 letras,  começa com  a letra “A” acentuada, e termina com a letra “A”.  Podemos afirma que a palavra água é formada em algum instante, dentro da contagem que vai do ano 1000 ao ano 2000. (*Para comprova isso os lendologos utilizam um instrumento conhecido como SELO SOLAR, que será apresentado a voce num momento oportuno). Nesse sistema o ano é 1231, (E também pode ser traduzido como o ano 1 que está no fim e no começo deste numero). No ano 2000, entramos no período de transição do segundo para o terceiro milênio. O numero 2 (dois) correspondendo  a letra  “B”,  2000  dentro deste contexto lendológico é  traduzido como sendo “Booo”.  Esse “Booo” no lendologismo, é tido  como o registro e tradução do primeiro som emitido pelo Botinho lendário ao nascer. É quando ele sai da bolsa liquida para o universo terrestre, é o instante em que deixa de ser peixe e passa a ser humano. Booo é o som do nascimento, do surgimento de um novo ser, de uma nova vida, a chegada do novo, a chegada de uma nova era, de um novo universo, isso porque no instante em que algo nasce, muda toda a estrutura vibrante do universo, o universo passa a ter uma vibração que não existia antes, passa a ser um novo universo, pois com a vibração desse novo ser,  quer o mundo queira ou não, toda existência passa por uma transformação, existe um universo antes e outro depois de um nascimento, a ter uma nova pulsação, a pulsação do coração da nova criatura, com isso podemos afirma que somos deuses quando nascemos.   &lt;br /&gt;2001 é o ano em que se inicia oficialmente a contagem do terceiro milênio, na tradução lendológica temos ai a palavra “BooA”, esse é o aviso que entramos na Boa era. A palavra água que simboliza vida,  que também está ligada a idéia de parto; de dá a luz, que surgi  no período do ano 1000,  junta-se agora a palavra BooA e forma a frase;  Água Booa.  E 2002 vem para confirma isso, quando os “O” são elevados a função de representação do vazio,  temos então o “BB”. Que representar o ser que nasce, ou seja, o “Bebê”, e que também está associado ao ato de tomar água, “Beber”. Juntando tudo, temos a frase: “ÁguA BoA de BeBer”, essa é a autenticação  da chegada da era das águas doces nos lendários florestanos, da água viva sem poluição. Esses dois “B” são encontrado em palavra que nos remetem a uma coisa que é tidas como sagradas para boa parte da humanidade a BíBlia. A duas letras “B” estão presente entre  as 4 primeiras letras da palavra BorBoleta. A Borboleta que representa a mutação, o ser mutante por natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Água Boa de Beber” para o ser humano, é água limpa, água sem poluição, portanto, água viva. &lt;br /&gt;O termo “água viva” é bastante conhecido e utilizado para expressar um estado de espírito puro, irmanador, pacificador, o que sacia a sede, uma sede que pode ser associada a outro tipo de sede e não a sede de água , tais como,  sede de amor, sede de justiça através da verdade, da sua pureza espiritual e etc. Nesse contexto a água está relacionada com o ser humano, ao aprendizado, ensinamento, ao ser da era de aquário, o ser humano que sacia a sede de outro ser humano e etc. É de origem Uiaristas passagens como estas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viemos todos da mesma fonte; de uma fonte pura e cristalina, mas no nosso percurso  fomos sendo poluídos. Precisávamos despoluir o rio e jorrar como água viva.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando alguém diz que está enjoado da vida; que não quer mais viver, e continua bebendo água para saciar a sede. Está afirmando o contrário do que disse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem fragmentos em que a água aparece nas entrelinhas, como essa dos Botoistas:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os humanos serão pescado, e assim transformados, e para pescá-los temos que encanta-los, transforma-los em peixes”.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para pescar os seres humanos, temos que traze-los para leito do Rio Branco, para serem humanos peixes”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quanto à questão do período em que começa a era das águas no nosso planeta, o Boto  não encontra dificuldade para provar que já vivenciamos esse período, que estamos   vivendo nele. Mesmo com toda a diversidade, contradições teóricas e revelações que existem nesse sentido. O Boto é o ser artístico, imaginante livre em toda sua plenitude, e que assim portanto tem a capacidade de mudar de realidade. É com essa capacidade   que poe fim a questão que a milênios  místicos e esotéricos vem se debatendo, ou seja,  a questão que gira entorno da duvida do período calendárico em que se dá o inicio dessa nova era. Os Botoistas resolveram e resolvem essa questão da seguinte maneira; quando alguém diz que a era das águas começar oficialmente no ano 2045 ou em 2114 e etc. Os Botoistas dizem: Acordem! Estamos no ano de 2045 ou 2114 e etc. e pronto, ta resolvida a questão. Mudar de realidade, é uma coisas que os Botos fazem muito bem.  &lt;br /&gt;A contagem de tempo embora possa parecer um contra senso, ainda continua existindo  dentro movimento lendológico algumas tendências não descartaram totalmente essa ilusória concepção humana. Alguns lendologos utilizam algo que equivalente, em que um ano é o mesmo que uma hora, para os que utilizam tal expediente, se estamos em 2009, estamos as 9 horas do primeiro grande dia do milênio das águas. Em 2010 as 10:00 hrs. E assim por diante.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do movimento, a restauração dos soberanos argumentários apócrifos populares imemoriais amazônicos revelaram fragmentos narrativos classificados como de fundamentações, autenticação e comprovação da origem dos sinais tidos como lendogeográficos. Entre eles temos fragmentos que relatam as ações que levaram a formatação da forma geométrica orientadora que tem o mapa do Acre, vejamos algumas delas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... No principio, as demarcações territoriais sócio tribais, tinham o formato  arredondados, estabelecido pela força inabalável e incorruptível dos nossos comunitários compromissos celestes lendológico. Os mesmos compromissos respeitados na administração coletiva extra-sensória, que acionou o movimento que deu origem as rebeliões tribais, que  geraram as equivocadas investidas conflituais que levaram  os nativos buscarem a conquista de território de  tribos irmãs. O que se deu no período em que as tribos passaram  a adotar o formato administrativo coletivo, onde um individuo tinha  o poder de governa e comandar a coletividade.  A parti daí os dito governantes passaram a organizar equipes de auxiliares administrativos,  em seguida institucionalizando métodos de condicionamento psico-intelectual para nativos, e através desses métodos os fazendo obedientes a ordens estruturais ideofilósofica desses  corpos administrativos comandantes, todos fundamentados e orientados por ilusórios psico-valores que atravessaram eras tidos como verdades supremas, mas que felizmente com o tempo podiam ser superadas”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Foi uma empreitada ego-sistemática que convenceu os nativos, de que eles  tinham um destino superior  a ser alcançado, e que a expressão desse poder se dava com a subjugação de nativos de outras tribos,  tomando seus território de direito primordial inqüestionável”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Foram os  eventos conflituais que levaram o estabelecimento das conhecidas demarcações territoriais geográficas que temos até o inicio do terceiro milênio, já previstas no nosso contexto cósmico transcendente lendologico. E para salvaguarda a extensão e a localização do centro administrativo coletivo pacificador intercontinental planetário dos gloriosos Atlantas das águas doce florestais, a nossa irmandade cósmica redesenhou os limites do nosso espaço territorial. Foi a forma encontrada para não interferi diretamente na nova experiência intelectual humanizada, e ao mesmo tempo manter a nossa localização planetária destacada entre as demarcações das outras tribos.  E pelas razões que todos os lendologos conhecem muito bem, o formato escolhido para o nosso território foi o da letra "B".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 ) A letra "B" está  presente no que existe de mais significativo culturalmente dentro  do nosso território lendologico, e tem como autenticadores dessa localidade, elementos que contem a letra “B” elementos que são  reconhecido por todo planeta, como algo com  característica singular,  classificado como nativo da nossa região.  Elementos que foram colocados ai como complementos fundamentativos, para que os aldeados, corpóreo e extra-corpóreo, tivessem a certeza do local e conseqüentemente, o despertar para a missão de reacender a chama da nossa velha e sempre  nova ordem. Um desses elementos sinalizador e autenticador territorial, é o produto extraído do Rio Branco que jorra das arvores seringueiras, o látex com o qual é produzido a BORRACHA. A Borracha tem uma função importante na estrutura da nossa realidade lendária, é o elemento com  função estratégica de atrair os nativos pioneiros restauradores do novo tempo, para povoarem e reproduzirem em nosso território sagrado os veículos corpóreos para os que fazem parte da nossa legião restauradora revolucionária lendariana, e  assim  reiniciar o estabelecimento da nossa sempre nova ordem, profetizado como era das águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 ) E não é por acaso que a letra “B” está como primeira letra da palavra “Borracha”. É por força dos sábios compromissos firmados, visando o surgimento e ascensão do grafo letrismo como meio de comunicação da humanidade, nesse período a Borracha entra em cena para dá aos nativos o acesso ao espírito que dá a eles a noção de ser deusificado.  É  utilizando a borracha na era do grafo letrismo que  o nativo percebe que pode apagar e reescrever o que fez; refazer o que está feito, reescrever a história. É esse o espírito da era das águas, o espírito revolucionário do imaginante livre, capaz de refazer a história, de ter a consciência de que pode apagar  tudo que não interessa, e adicionar tudo o que precisa para melhorar, viver harmoniosamente e interagir com o seu meio de forma  saudavel.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 ) O “B” também é primeira letra da palavra “Beija-flor” que está associada a sensibilidade, a poesia, a beleza e etc. O Beija-flor é um outro elemento natural da  nossa região que está ai para ser utilizado como elemento exemplificador didático, ser usado com funções estruturais no pensar lendologico nativo  dentro do novo milênio. A LENDA DO REINO DOS BEIJA-FLORES,  é um bom exemplo de como ele pode ser utilizada com função didática, auxiliando na reflexão ser florestano, o incentivando a pensar na construção de uma nova realidade, de uma nova consciência em relação aos seus bens comunitários naturais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 ) A “Borboleta”  é outro elemento natural, reconhecido como símbolo universal de mutação; de transformação, é algo típico na nossa região.  Ela vai da forma de lagarta que rasteja pela terra, a forma de ser alada que domina os ares. Nesse  aspecto  ela esta ai simbolizando o ser que vence, que transcende os limite da realidade em que vive. Não é por acaso que o formato da demarcação do território do Acre também lembra  uma Borboleta voando. O acaso não existe nesse caso, se algo acontece é por que algo provocou esse acontecimento.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 ) O “B” Também inicia a palavra “Balão” que está ligada a Borracha, bem como a palavra “Bolo” que junto com Balão estão associadas a momentos festivos de confraternização, celebração, de dança, de musica, alegria e etc. Balão também está associada a idéia da realizar o sonho de voar que sempre acompanhou o ser humano através dos tempos, comprovar à nossa capacidade de construir algo que nos torne assemelhante aos anjos, aos pássaros. E assim nos fazendo semelhantes as Borboletas, ou seja, deixamos de ser apenas seres que se arrastam sobre a terra, conquistando os ares.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;12 ) Temos também a "Bola", que está presente nos confrontos esportivos civilizados, testemunhais interativos. A Bola no seu aspecto esférico, simboliza a eternidade, o sem principio, nem meio, nem fim. Aspecto que está presente nos corpos celestes nos formatos dos astros e das estrelas, e no que o cientificismo define como átomos,  partículas e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ascensão do movimento atemporio de reinicio da era das águas se dá  no instante em que os lendologos define como chegada do nativo “B” governante. Que quando aconteceu de um nativo que tem a letra  “B” como primeira letra do seu nome é  escolhido para ser o governador  dos nativos. Esse é um dos sinais de aviso que o retorno  da era de ouro começou a ser restabelecida. Para os lendacreanistas isso  aconteceu no amanhecer  do primeiro grande dia do terceiro milênio, mas precisamente as 6 horas. Ou seja, no ano de 2006.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato de letra "B" do mapa do estado do Acre, também tem as abordagens  significativa emblemática simbólica dos Uiaristas que vêem nos contorno geométrico do território a representação do registro do primeiro grande BANZEIRO do RIO BRANCO, como também a representação da batida da calda do grande peixe encantado no rio lendogeográfico planetário, chamando a atenção dos humanos nativos lendários que transcendem as estruturas cientificistas racionalistas elevando-se  ao  estágio do lendologico compreender.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para você que pretende se aprofundar nas estruturas do pensar lendologico, é essencial que se mantenha sempre alerta quanto ao conteúdo do que está lendo, por exemplo, nas entrelinhas da afirmação acima encontramos a fusão de duas extensões lendologica, O Botoismo e Uiarismo. Voce vai compreender melhor essa questão de extensões e tendências lendológicas quando ler os complementos argumetários do Lendário “O Ser  Mapinguary” no caminho sagrado das águas doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abordagem Uiarista em que o formato do mapa do Acre é visto como a calda do peixe encantado batendo no rio lendário amazônico, também é traduzido por alguns lendologos como som simbólico lendológico que traduz o desperta do lendário humano peixe encantado para a dimensão do realismo lendologico.  Para eles é simbolicamente o momento em que o imaginante ao mesmo tempo percebe o lendário sinal e seu  significado transcendente, quando tem a certeza que adentrou a dimensão eterna dos lendários sinais nativos, das primordiais decodificações, quebrando os paradigmas racionalistas que o condicionaram a só acreditar no que se fundamentam em estruturas ditas lógicas. É quando se eleva além dos frágeis e equivocados limites, impostos pela doutrina congelante do racionalismo, indo além das ilusórias verdades inquestionáveis do mesmo,   adentrando assim as realidades sensíveis que são atrofiadas por ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem diversos fragmentos que abordam esse som simbólico lendário e seu significado, vajamos alguns deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... Ao despertar, o encantado assume a responsabilidade de encantar os seus irmãos de tribo e os irmãos de outras tribos iluminantes predestinadas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só um ser lendário encantado pode ouvir e ao mesmo instante desperta para a realidade do imaginante ilimitado; indomável; supremo; eterno e onipotentes que somos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem abordagens do despertar dos lendários no reino das águas florestais onde o sinal lendológico aparece no contexto do contravertido, o que é muito comum em se tratando do lendologismo quando utiliza os grafos alfabéticos como intermediador das narrativas, isso faz parte da dialética lendologica nesse meio de comunicação, vejamos alguns textos que envolve essa controvérsia no que se refere ao “B”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... O formato de letra "B" do nosso mapa territorial, é mais que o simples reflexo da nossa letra orientadora refletida na superfície liquida vegetal do  lendário reino das águas de pingos doces florestais. É a representação da ação do BÔTO imemorial batendo a calda, alcançando a percepção atemporia compreensiva do imaginante libertário individual coletivo que sobrevoa a orbe terrestre em suas incursões livres...”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“... É o registro do impacto da batida da calda do ser peixe encantado, produzindo  o primeiro grande BANZEIRO na superfície das águas doces lendárias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ É o Boto batendo a calda mostrando a sua localização na superfície do planeta.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora uma coisa não neutralize a outra, algumas extensões lendologicas, também traduzem o formato do mapa como sendo a representação da primeira grande onda que produziu uma seqüência de banzeiros que provocou o despertar da grande tribo planetária. Outro afirmam que é o aviso ao imaginante dando a certeza que entrou no contexto da era do milênio das águas doce iluminadas, na consciência do glorioso RIO BRANCO lendário amazônico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que para alguns lendologos, tanto esse sinal, como tudo que foi  exposto até aqui como revelação da era das águas doces no contexto amazônico, não tem nada vê com a decantada era de aquário  presente no "inconsciente coletivo" da humanidade. Para estes, os profetismos e as revelações muitas vezes tidas como divinas por boa parte da humanidade, são apenas plágios mal feitos das visões atemporias apocalípticas regional do  grande ser lendológico florestano. Mesmo assim não tiram o aspecto  de sinalizador imemorial que tem esse elementos “B”; o formal geométrico demarcador do território do Acre. E até concordam que é um sinal de boas vindas aos que  retornam a consciência de membros da nossa organização ancestral celeste sócio-primordial lendariana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma organização em que  podemos dizer que não existem magistrados, e a verdade e o direito comum a todos não precisam de leis para  prevalecerem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É a calda do ser peixe-humano batendo nas águas, no instante em que se dar a transição bio-formal do encantado peixe celeste (água), para ser humano encantado transcendental (terra)”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É o aviso cósmico imemorial estruturado; a marca celeste deixada para que o imaginante humanizado encantado não esqueça de retornar a sua origem lendária.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É a demarcação do lugar onde o ser lendário sai extra-sensorialmente e volta humanizado para realizar sua missão de ser encantado imaginante livre libertário desperto na orbe planetária...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos BÔTOISTAS, as outras extensões lendológicas também se apóiam nas  decodificações lendogeográficas para formalizar e fundamentar lendologicamente suas extensões, oficializa-las como um elemento que faz parte do comando do movimento lendológico da era das águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do lendarismo  classificado como iniciático, os personificadores das diferentes variações e tendencias , buscam de forma sutil exaltar  uma ilusória supremacia de suas extensões diante das demais. Vejamos algumas dessas formas de manifestações que estão relacionadas com o lendário “B”:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O formato do nosso território, não é o de uma letra "B" como afirmam os BÔTOISTAS, é a letra "M" vista na superfície ondulada das águas doces florestais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que já estão familiarizado com os aspectos manifestativos das extensões lendológicas, podem identifica no texto acima a manifestação de duas extensão, MAPINGUARISMO e  IARAISMO (Mãe das Águas) mas não está claro de qual das duas parti a afirmação. Ambas extensões tem a letra “M” como o grande símbolo representativo sinalizador. Quando esse tipo de duvida aparece, a primeira conclusão que podemos tirar é que é uma manifestação  camalionista, o texto se posiciona contra, ou poem em duvida os Botoistas, que afirmando que o nosso território tem o formato da letra”B” de Boto. Afirma que o formato é de uma letra “M”,  mas não especifica se é “M” de  Mapinguary ou o “M” da Mãe das Águas dos Uiaristas. É uma atitude típica dos camalionistas. Mas não se podemos descartar que tenha origem no Mapinguarismo ou no Uiarismo, pois os personificadores de uma dessas extensões pode muito bem ter lançando mão dos artifícios camalionista para tirar a força significativa que esse sinal tem para os fundamentos da extensão Botoista. E  nesse caso, como dizem os camalionistas: “Nem tudo que parece é”.  Fica o dito, pelo não dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato do mapa territorial Acreano, é a letra "C" com seu reflexo distorcido na superfície ondulada das águas verdes esperançosas da nova era amazônica."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato do mapa é o "C" do arco do grande portal de acesso ao reino das águas doce amazônica, é a cuia com a imagem distorcida pelos banzeiros verdes amazônicos que ladeiam o Rio Branco.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os fragmentos acima são manifestações dos personificadores CURUPIARISTAS. Estão em sintonia com a postura pacifica convivêncial primordial que tem um autentico personificador lendológico, portanto faz parte oficial dos argumentos de sustentação e fundamentação do CURUPIARISMO que é parte do contexto lendogeográfico regional amazônico.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem decodificações Uiaristas do caminho sagrado da era das águas doces, em que o formato do mapa do Acre é apresentado como o registro grafo geométrico do batismo de travessia do portal do fogo que dá acesso ao caminho sagrado.  O caminho é bastante conhecido dos lendacreanistas, a seguir vamos ver parte de um dos roteiros do caminho, que expõem detalhes simbólicos significativos que amplificam as informações e nos dão  uma idéia das muitas formas de como o pensar lendológico nativo florestal pode ser utilizado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Lendológia é a razão do porque as lendas e os seres mitos lendários das florestas existem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-4986440705601791482?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/4986440705601791482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=4986440705601791482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4986440705601791482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4986440705601791482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2010/01/realismo-lendologico-parte-iii.html' title='REALISMO LENDOLÓGICO - Parte I'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-3039073825139821667</id><published>2009-11-25T14:50:00.000-08:00</published><updated>2009-11-25T14:57:49.909-08:00</updated><title type='text'>Grupo Capú na semana estadual de música.</title><content type='html'>Fomos convidados para fechar o show de encerramento da semana estadual de música. Dia 29/11/2009 no espaço cultural do mercado velho. Existe uma boa possibilidade de marca presença no evento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-3039073825139821667?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/3039073825139821667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=3039073825139821667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/3039073825139821667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/3039073825139821667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/11/grupo-capu-na-semana-estadual-de-musica.html' title='Grupo Capú na semana estadual de música.'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-1973524774284055047</id><published>2009-11-23T18:01:00.000-08:00</published><updated>2010-07-22T12:35:38.282-07:00</updated><title type='text'>Realismo Lendológico - Parte II</title><content type='html'>O CAMINHO SAGRADO DA ERA DAS ÁGUAS DOCES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O caminho das águas é um instante cósmico estruturado pelos nossos imemoriais antepassados. A prova disso são os sinais que encontramos nele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao adentrar o caminho recebemos trajes brancos ornamentados com motivos regionais. Os auxiliares do guia explicam que a troca de roupa simbolizava o desperta da força encantadora dos botos que somos, a consciência que temos da nossa capacidade de mudar de realidade; de desprender-se dos costumes e adaptar-se a novos costumes, lidar com o desapego as coisas materiais sem sofrer desconfortos internos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No inicio fazemos uma breve revisão dos nossos psico-valores, meditamos sobre a importância que damos as coisas que possuímos e sobre as coisas que desejamos ter. Somos orientados a buscar dentro de nós as possíveis razões para não desejar ter as coisas que desejamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada caminhante recebe um cajado feito de cipó, semelhante a uma serpente, na parte superior tem um fruto de cabaça que lembra a cabeça de um peixe boto,  é um maracá com um cabo longo e  pequenas cuias amarradas na parte superior. Seguimos para o portal do fogo, que dar acesso ao caminho sagrado das águas doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* As cuias tem diversos significados, e dentro do caminho, entre esses significados está o de pedido de auxilio, de ajuda.  &lt;br /&gt;* A cuia também representa a essência da visão lendologica, no sentido em que o palpável condensado e o impalpável vibrante,  o denso e o sensível de um todo pode ser alcançado num único instante. A meia bola visivel e a invisivel são vista como   complementos, dando sentido uma a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Algumas vezes vemos a cuia sendo associada a retina da iris ocular, e nesse caso o olho é visto como o ser  sendo afogado, banhado pela água do rio das visões, e o corpo como elemento intermediador do imaginante dentro desse campo visionário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos imemoriais ancestrais utilizavam as cuias com água para ouvir a voz do espírito que sopra na floresta.  Eles costumavam deixar as cuias com água debaixo das arvores no meio da floresta. E no outro dia iam verificar o que elas continham. Os pequenos insetos, penas e folhas que caiam dentro das águas  eram traduzidos como informações, mensagens trazidas pelo da espírito da natureza. Essas leituras ou decodificações eram feitas com ajuda do “SELO SOLAR”,  uma especie de decodificador matemático, que é a bases de desenvolvimento dos mais profundos fundamentos lendologicos, e servia como orientador das traduções dos posicionamentos e significado dos elementos contidos na água das cuias.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PORTAL DO FOGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O portal do fogo é uma pequena entrada na mata com duas opções a serem seguidas.  Dois guardiões guardam essas entradas. Cada um segura uma cuia feita de Coité grande, contendo água.&lt;br /&gt;No chão, dividindo o meio do portal, tem uma tigela de colher látex contendo fogo. Nos  aproximos da tigela, o guardião do lado direito levanta a cuia e pedem para que todos peguem uma das pequenas cuias peduradas no cajado e a segure em frente ao corpo. Ele as enche as pequenas cuias com água e dá incio ao ritual do beber água, levando a cuia até a boca, bebe o primeiro gole, dizendo:&lt;br /&gt;Bebam! Esse primeiro gole, é para lembrar que para o ser humano existir, é preciso que exista  água. &lt;br /&gt;Bebam! O segundo gole, é para lembrar que somos sementes, e para crescer,  germinar e  dar  bons frutos precisamos ser aguados diariamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebam! O terceiro gole, é para lembrar, que para a vida continuar existindo em nosso planeta, é preciso que continue existindo água. Água boa, água limpa, água viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos todos convidado a sentar para ouvir a narrativa fabulendária conhecida como: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UMA LÁGRIMA CÓSMICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No começo dos tempos, existia uma batalha que parecia infinda, o frio e calor não se entendiam, a mãe natureza fazia de tudo para pacificá-los, e até que um dia, já bastante cansada, sentou-se num canto e pensou, “só um milagre para resolver essa situação”. Uma tristeza imensa tomou conta dela, ela baixou a cabeça, e do seu olho direito germinou uma gotinha que rolou pelo rosto e foi cair entre as duas criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe natureza pensou: - “Coitada dessa frágil criaturinha, vai ser massacrada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor  com  sua luz abrasadora, aproximou-se da gotinha, a gotinha dividiu a luz em varias cores. O calor chegou mais perto, a gotinha reagiu evaporando e afastando-se, indo em direção ao frio, juntando as partes dilatadas pelo calor, e aos pouco voltando a ser novamente uma poção líquida. Ao se aproxima do frio, o frio tentou envolve-la, mas rapidamente a gotinha reagi ficando mais densa, o frio aproximou-se mais, e a gotinha  solidificou-se e escapou, indo em direção ao calor, o calor a descongelou e a gotinha novamente evaporou e retornou na direção do frio, e tudo passou a se repetir, a gotinha ficou,  indo pra lá e pra cá, pra lá e pra cá.&lt;br /&gt;Ao ver a cena, a mãe natureza sorriu pela primeira vez, e seu sorriso gerou  formas lindas que foram se juntar a gotinha, a gotinha que parecia tão frágil, demonstrou ser  forte e resistente, capaz de  sobreviver aos ataques do frio e do calor.&lt;br /&gt;E foi nesse vai e vem que a gotinha ajudou o frio perceber que existia algo além do frio e o calor por sua vez, a percebeu que existia algo além do calor. A gotinha tornou-se  uma mensageira entre eles, e com o passar do tempo, frio e calor foram se entendendo e acalmando, e assim aprenderam a conviver com suas diferenças. E a Mãe Natureza feliz da vida, batizou a gotinha de planeta Terra, e não parou mais de sorri de felicidade, e seu sorriso gerando novas criaturas que iam se juntando a gotinha, e a gotinha de tão feliz começou a  dançar e girar pelo espaço sem parar, e segue assim ate hoje. Entre os  presentes que ela recebeu, teve um muito especial ao qual deu o nome de ser humano, que veio com a missão de manter a gotinha sempre bem cuidada e limpinha. E em troca a gotinha cedia parte do seu corpo para  o humano solver e assim sobreviver e multiplicar-se. Mas muitas eras se passaram, e alguns humanos foram esquecendo da missão para manter a mãe natureza sempre sorrindo e gerando novos presentes com sua alegria. Felizmente uma boa parte dos humanos ainda tem consciencia desta  missão divina e continuam reconhecem a gotinha como uma dádiva preciosa; como um símbolo da vida e da harmonia no universo. Esses humanos se organizam e tomam atitudes visando o êxito dessa missão, se reúnem, traçam estratégias e redigem documentos para assegura a proteção e preservação da nossa sagrada gotinha. Entre esses documentos temos um redigido por um grupo que no período da transição milênica ficou conhecido como  como ONU (Organização das Nações Unidas) e foi intitulado "A Declaração Universal dos Direitos da Água",  que tem o seguinte teor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que refletimos com essa narrativa, é que "As aparências às vezes enganam.” Uma gotinha d'gua pode fazer a diferença: “Um igarapé, um rio, um dilúvio, começa com uma gotinha de água”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode perceber, essa narrativa fecha com uma variação de um dito popular  conhecido: "As aparências enganam". Essa é uma ação tipica de um autentico  lendologo. Existem outras narrativas que utilizam o "Quem vê cara, não vê coração". &lt;br /&gt;Na narrativa transparece o aspecto do ser num estágio liquido, aspecto esse que também é acentuados  no ritual da caverna,  no "pingo do olho d'gua na mina de ouro" um conto popular bastante conhecido entre os lendologos, mas pouco divulgado no contexto popular.  E que está em sintonia com espirito da era de aquário ou era das águas, como queiram &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do lendologismo a narrativa “ Uma Lagrima Cósmica” normalmente é utilizada como  instrumento psico-analitico de  auto identificação de conflitos interiores, de busca de um ponto de equilíbrio intermediador interno no momento em que o ser detecta opostos psiquicos conflitantes que repercutem desconfortavelmente em ações externas, e a parti daí  dá inicio a busca de uma solução. Essa ação de superação dos conflitos internos visando um individual interativo social pacifico, é também conhecida como a terceira e ultima guerra mundial da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  frio e calor são traduzidos de diversas  formas. Uma das formas mais comum é  traduzi-los como bem e  mal, nesse tipo de tradução normalmente a mãe natureza aparece como sendo próprio ser humano,  a água nesse casos, passa a representar as reflexões que vem por fim a esses e a qualquer outra forma de conflitos, e ai a água  ganha as características de um ser iluminado, do ser pacificador sensível, do consolador de aflições. Temos também um outro exemplo de forma como a água pode ser apresentada com essas caracteristicas que está nas entrelinhas da narrativa do Lendário "O Ser Mapinguary". Na a ação do jovem líder que leva bilhas com água da fonte das vertentes para lavar os olhos dos nativos de sua tribo, os curando da cegueira provocada pelo poder dos riscos nas superfícies das folhas. Nesse caso, o aspecto de ser iluminado se revela de forma velada, se dá no momento em que essa água é utilizada como interferidor, neutralizador de  uma resultantes inapropriadas que tem origem em acontecimento externo, importado pelos aldeados. Pois no lendário “O Ser Mapinguary” a água resolve algo que parecia está acima da capacidade do jovem líder, restaura a realidade comunitária distorcida pela introdução da cultura dos riscos na superfície das folhas, e nesse aspecto ela se fundi a figura do jovem líder. E quando vemos a água sendo transportada dentro de bilha de cabaça para chegar ate a tribo, ela estar associada  a idéia de semente e pode ser vista como um elemento vivo que se desloca de canto para outro, e no caso do lendário, ajudando o nativo a reencontrar o caminho de volta as suas verdadeiras origens, e que está em sintonia com o espirito comandante do período conhecido como era da águas.  Mais na frente voce vai encontrar a narrativa do Lendário Ser Mapinguary, e entender melhor os detalhes aqui expostos, ou tira suas próprias conclusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água como um ser frágil poderoso e uma constante dentro do contexto lendológico, é pode ser encontrado como base das narrativas de diversos rituais, entre eles o da caverna do espelho d’gua. Temos alguns fragmentos restaurados que dão pistas de como acontecia esse ritual, vejamos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De tempos em tempos, um jovem era escolhido para ir a grande caverna do espelho d’gua... As gerações se sucediam, e os nativos continuavam acreditando que um dia o espirito ancestral  da caverna se manifestaria para um dos jovens da tribo”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. É bom lembrar que são comuns as variações fabulendárias contextualizada nesse espaço simbólico lendologico conhecido como caverna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma infinidade de fragmentos aparentemente incompletos com funções especificas, que citam a lendária caverna, como por exemplo, esse que vem a segui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Os anciões resistiam em mandar o jovem líder para caverna, pois achavam que o  inveterado sonhador não seria capaz  de concentra-se o bastante para ouvir a voz do grande ancestral da caverna. Mas como era tradição, todos os jovens tinha de passar  pela experiência. Chegou a vez do jovem líder ser conduzido para passar o seu período sagrado no interior da caverna. Chegando lá, sentou-se do lado direito da entrada,  e ficou  em silêncio. &lt;br /&gt;Passado algum dias ele volto para aldeia e para surpresa de todos ele contou que tinha ouvindo o ancestral da caverna, todos se juntaram para ouvir o seu relato.   Ele contou que no terceiro já estava quase dormindo quando ouviu um estalo, e sua mente fez um clarão, em seguida escutou o seguinte dialogo:&lt;br /&gt;O que pensa que está fazendo criaturinha insignificante? Por um acaso prentendia parti-me ao meio.&lt;br /&gt;Não ! Eu estou aqui para realizar o seu grande desejo. Vim para mudar sua realidade.&lt;br /&gt;Não me faça ri! Voce está sonhando!&lt;br /&gt;Voce não conhece a minha força, não sabe o tamanho que tenho.&lt;br /&gt;A quanto tempo estavas escondida ai encima?&lt;br /&gt;O tempo suficiente para conhecer toda a história a vida na terra, e  estou aqui para mudar a sua...&lt;br /&gt;Não me faça morre de ri!&lt;br /&gt;Vou mudar sua realidade. &lt;br /&gt;E como pretende fazer/ Se matando em cima de mim/&lt;br /&gt;Devagar, eu não tenho pressa!&lt;br /&gt;A voz solida soltou outra gostosa gargalhada que ecou por toda caverna.&lt;br /&gt;Pare de sonhar e me deixe em paz criaturinha boba.&lt;br /&gt;E espere e verá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“água mole em pedra dura, tanto bate até que fura ”    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Os lendologos classificam esse tipo de narrativa acima, como peça de exercícios para desenvolvimentos narrativos complementativos. Ou seja, é um texto aberto a adição de variações de diálogos, detalhes introdutórios, contextuais, conclusivos ou indefinidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Uma coisa sagrada dentro do lendologismo, é a aceitação de toda e quaisquer composição narrativa originada ou que envolva elementos reconhecidos como lendologicos nativos autênticos. Mas podemos dizer que a utilização de um método de classificação ou ordenação de composições lendárias, distorcem a postura primordial lendológica. Mas nem por isso os lendologos deixam de fazer uma espécie de seleção, de escolha de uma linha narrativa (personificação) para manifesta seus argumentos narrativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao caminho. O segundo guardião do portal do fogo levanta a cuia contendo água, e pede para que juntos façamos uma corrente de vibrações positivas para energizar a água contida na cuia. São pronunciadas palavras de exaltação ao espírito harmônico que governa a natureza, agradecimentos à mãe das águas pela gestação do líquido precioso que solvemos. Depoi disso, todos são conduzidos até onde está tigela com fogo, na entrada do portal, para  fazermos a passagem simbólica de entrada no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caminhante escolhido pegua uma cuia do seu cajado e fique diante da tigela com fogo. Um auxiliar do guia pega a cuia com água energizada e se aproxima do caminhante. O caminhante estende os braços para frente, fazendo com que a cuia que está em suas mãos fique acima da tigela com fogo. Em seguida inclina a cabeça sobre ela até vê o rosto refletido na superfície da água contida na cuia. O auxiliar faz uma pequena oração, a água energizada é derramada sobre a cabeça do caminhante. A água passa pela cabeça e caia dentro da pequena cuia, que transborda e cai dentro da  tigela apagando o fogo. Um por um dos caminhantes repetem o ritual, os guardiões entoam canções  de convocação do grande espírito protetor das florestas.  Surgi o guia caminho vestido roupa branca, trazendo um maracá amarrado a cintura.&lt;br /&gt;Esvaziamos o restante da água nas cuias,  jogado a água para o alto. Os auxiliares canta  uma canção intitulada Oceanos Suspensos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paisagem a vapores&lt;br /&gt;No céu em movimento&lt;br /&gt;Figuras minerais&lt;br /&gt;Moldadas pelo vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ieee, igarapés&lt;br /&gt;Ieee, rios e riachos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouri-ouri, moldadas&lt;br /&gt;Ouri-ouri é do vento o pensamento.&lt;br /&gt;U,u,u,u,u... (musica incidental)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oceanos suspensos (bis) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Águas de todos os sabores &lt;br /&gt;Orvalhos que molharam flores (bis)&lt;br /&gt;Moldadas pelos ventos&lt;br /&gt;É do vento o pensamento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surreal em gotículas &lt;br /&gt;Cachos d’gua navegantes&lt;br /&gt;Plumas Belezas liquidas &lt;br /&gt;Gasosas formas mutantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repete (2,3)&lt;br /&gt;Que da terra foram ao céu e voltaram ao planeta.&lt;br /&gt;Planeta! (bis) a, a, a, a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira parada do caminho encontramos uma nativa em frente a um pequeno casebre. Ela tem nas mãos pequenas bilhas de cabaça contendo suco de frutas naturais que é servido a todos. Bebemos o suco  para lembrar que durante a caminhada é preciso está atento para extrai o que a natureza tem de melhor, de mais saboroso, de mais doce.&lt;br /&gt;Seguimos cantando, somos orientados a bater com os cajados no chão,  fazendo os  maracás vibrarem e assim marcarem o compasso da canção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Todos detalhes ritualístico do caminho tem uma gama de significados que aos pouco vão se revelando e introduzindo os caminhantes no espirito que organizou o caminho. Por exemplo; o batismo de água para apaga o fogo na entrada do caminho, está ligada a idéia de renascimento; de começo de uma nova vida; a idéia de apagar algo que consome ou o consumo simbolizado pelo fogo. &lt;br /&gt;Para os Uiaristas o formato do mapa do estado do Acre é a representação do instante em que se dá o incio da a travessia do portal do fogo,  é o registro do momento em que água é jogada na cabeça do caminhante. Para eles o mapa do Acre é a visão do caminhante, olhando para a água no momento em que ela sai da cuia do guardião, para batiza-lo. E nesse aspecto o caminho ganha outra dimensão. Entra num plano que pode ser definido como transcendente, jornada universica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Batismo começa com a letra “B” e ai ela está associada a idéia de renascer, de&lt;br /&gt;nascer de novo, de nascer para mãe terra através do caminho. É para lembrar que antes&lt;br /&gt;de nascer, vivemos no universo liquido do ventre materno, e assim portanto, somos&lt;br /&gt;peixes. Quando nascemos para o mundo, passamos a ser humano. E nessa nova&lt;br /&gt;realidade passamos a ter uma nova relação, a terra passa a ser o nosso novo grande útero&lt;br /&gt;materno ao contrário, as avessa, e para sobrevivermos dentro desse novo útero,&lt;br /&gt;precisamos ir até a água. No ritual do Batismo, quando mergulhamos nas águas e&lt;br /&gt;emergimos,  simbolicamente representa esse renascer para terra; sair do novo ventre&lt;br /&gt;para uma nova vida;  é um ato de reconhecimento de que temos a terra como nossa&lt;br /&gt;primeira e segunda grande mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos para um local conhecido como santuário da GRANDE PORONGA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-1973524774284055047?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/1973524774284055047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=1973524774284055047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/1973524774284055047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/1973524774284055047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/11/realismo-lendologico-parte-ii.html' title='Realismo Lendológico - Parte II'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-4094084173724660783</id><published>2009-09-11T08:34:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T12:33:01.220-07:00</updated><title type='text'>REALISMO LENDOLÓGICO - Parte III</title><content type='html'>A GRANDE PORONGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos a uma cabana circular escura, com uma grande poronga em seu centro, um altar ornamentado de cuias e outras pequenas porongas.  Sentamos ao redor,  chegam as nativas trazendo o fogo da tocha sagrada para iluminar  o ambiente.  Elas caminham em circulo enquanto o guia canta versos de louvor ao amanhecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Louvai o brilho do sol&lt;br /&gt; Louvai o amanhecer&lt;br /&gt; Louvado dia&lt;br /&gt; Louvai o entardecer”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A claridade da tocha revela  detalhes arquitetônicos da cabana que estavam escondidos pela escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia expõe pensamentos e reflexões sobre o que definimos como sombra, luz e o ser.   Esses pensamentos serão aprofundado mais adiantes, no lendário  O do Grito Mapinguariano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nativas retiram as pequenas poroingas do altar e coroam os caminhantes com elas.  com  o fogo da tocha sagrada  acendem a grande poronga e em seguida as pequenas porongas que estão em nossas cabeças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* No caminho a poronga apagada simboliza a ignorância do ser humano diante do universo natural que o cerca, simboliza o caminhar as cegas na escuridão dentro da floresta, sem ver  a riqueza de conhecimentos e saberes naturais existentes nela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; *A poronga acesa, simboliza o  humano que vive e caminha na floresta  usando a luz da inteligência para descobrir novas coisas, novas maneiras de lidar com as forças naturais, de interagir com elas, resultando na cultura típica dos nativos da região, como é o caso das contações de histórias, dos causos, do fabulendarismo, das narrativas lendologicas dos seres mitos lendários da floresta e etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as nossas porongas acesas somos orientados a formar um circulo em frente a grande poronga, formando a lendária roda dos contadores de histórias da floresta. Nessa roda são desenvolvidas histórias coletivas, alguem começa uma narrativa, e seguindo uma ordem de manifestação dos caminhantes, cada um usa a imaginação para complementar narrativa interrompida pelo que está do seu lado. &lt;br /&gt;Logo depois vem o rito das narrativas individuais. O guia e seus auxiliares conta às proezas do jovem líder dos encantados, que dizem respeito a origem do lendário Ser Mapinguary, nos levando a reflexões e analises profundas sobre a organização sistemática intelectual interativa social em que vivemos até o inicio do terceiro milênio. Comentários complementares que acompanham a narrativa nos dão uma noção do vasto campo sensível que envolve esse elemento da nossa cultura popular. Vejamos a narrativa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                             O SER MAPINGUARY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Ao chegarem na pequena aldeia, os aventureiros foram recebidos com grande festa, resolveram então passar uns dias por ali, e um deles aproveitou a oportunidade de se aproximar da esposa do jovem líder, e fez para ela a demonstração de como mandar o seu espírito para outro lugar e fazê-lo falar através de riscos nas superfícies de folhas de arvore. E com a ajuda dos outros aventureiros, demonstrou que também tinha o poder de ouvir os espíritos dos amigos através dos riscos na superfície das folhas. Impressionada com a demonstração, a jovem foi até o espelho d’água, onde o líder e os jovens anciões se reuniam diariamente. &lt;br /&gt;Chegando lá, relatou para ele a demonstração de poder que os aventureiros fizeram. O jovem ficou curioso, os anciões reagiram com indiferença ao relato e pediram para que o jovem líder tivessem cautela com a novidade trazida pelos aventureiros. A esposa insistiu para que o jovem fosse comprovar o que ela estava dizendo, acrescentando que os aventureiros mostraram-se dispostos a ensiná-lo obter o curioso poder  como forma de agradecê-los  pela acolhida que tiveram na aldeia.&lt;br /&gt;Mesmo contra a vontade dos anciões, o jovem líder foi ao encontro dos aventureiros, e ficou impressionado com o tal poder, e manifestou o desejo de aprender ouvir e falar através dos riscos na superfície das folhas. Os aventureiros prontamente deram inicio aos primeiros exercícios.&lt;br /&gt;Aos pouco o jovem líder foi dominando o poder de mandar seu espírito falar e a ouvir através dos riscos nas folhas. Os aventureiros aproveitaram o entusiasmo e a dedicação do jovem líder, e sutilmente foram  colocando entre as folhas que davam para ele  exercitar  o poder, algumas folhas que tinha o poder de se apossar do espírito e dos pensamentos dele. E não demorou muito para que o jovem líder tivesse o espírito e seus pensamentos manipulados pelos aventureiros, e passou a dar a total liberdade para eles viverem e explorarem livremente suas propriedades, sem incomodá-los ou questioná-los quantos aos objetivos destas explorações.&lt;br /&gt;O tempo foi passando, o jovem líder foi deixando de ir aos encontros  no grande espelho d'água, para evitar discutir com os anciões que insistiam para que afastasse o seu povo do estranho poder trazido pelos aventureiros. Não demorou, e tudo na aldeia passou a ser feito e organizado através de folhas de arvores riscadas. Um dia depois de ouvir algumas discussões entre os nativos, o jovem percebeu que sua tribo tinha entrado num estado caótico de troca de informações e convivência sócio interativa, percebeu que  estava perdendo o controle das coisas e conseqüentemente  o poder de dirigir seu povo, as folhas riscadas estavam assumindo o seu lugar. Desesperado, aproveitou a ausência dos aventureiros na aldeia, e foi ao encontro dos anciões no espelho d'gua na tentativa de reverter a situação. No encontro, depois de muita discursão e reflexões, os anciões o levaram até a beira do igarapé e o fizeram olhar o rosto no espelho d'água, e ele então pode ver o que o tal poder tinha feito com ele. Constatou que o poder dos riscos na superfície das folhas o tinha deixado quase cego e enxergando apenas com um olho, e que conseqüentemente ele tinha cegado todos de sua tribo com o tal poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperado o jovem soltou um gritou. Porem, de sua garganta sai um urro pavoroso que estremeceu toda floresta. Os aventureiros assustados se embrenham nas matas temendo pelo pior. Os anciões fugiram apavorados sem saber o que fazer para acalmá-lo. Mas a mãe das águas, que acompanhava toda estória desde o começo, se compadecendo do sofrimento do jovem, pediu para que um dos seus lendários encantados fosse até o espelho e o conduzisse ate a grande fonte das vertentes do reino das águas doces, e ali entregou a ele um *olho d'água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem voltou para aldeia, trazendo vasos de cabaças contendo olhos d'águas limpa para lavar os olhos do seu povo e livrá-lo da cegueira produzida pelo poder dos riscos nas superfícies da folhas. Aos poucos, todos foram recuperando a visão, e voltando a enxergar o meio natural como ele realmente era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fuga os aventureiros levaram as crianças e a maioria das mulheres, inclusive a jovem esposa.  Isso fez com que o líder continuasse enxergando apenas com um olho, e para voltar ao normal, ele tinha que encontrar sua amada e curá-la. E não tendo outra saída,  saiu pela floresta, gritando e assobiando, e esperando a resposta dela. E todo estranho que encontrava pelo caminho, devorava com os olhos, pois acredita que assim estava defendendo e evitando que sua tribo fosse novamente contaminada pelo estranho poder. Dando  origem assim a um dos mais intrigantes personagens do nosso lendário nativo popular urbano e florestal: “ O Ser Mapinguari.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Alguns lendologos argumentam, que o olho dado ao jovem líder, é o olho do deus Odin, que a mãe das águas recebeu em troca de um gole de água de sabedoria.&lt;br /&gt;Odin -  Deus guerreiro escandinavo, amante das artes e poesias.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* As mulheres e as crianças representam a sensibilidade e a inocencia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;COMPLEMENTO ARGUMENTÁRIO DO LENDÁRIO SER MAPINGUARY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mapinguari, tem uma considerável quantidade de narrativas e traduções, no que se refere a sua origem. Dentro do contexto lendológico, esses argumentos narrativos são acompanhados por  comentários dos lendologos que os compõem, ou de algum outro que entra em contato com essas argumentações compostas.  São esses comentários livres, os responsáveis pelas polemizações, aperfeiçoamentos e evolução do que veio a ser aceitavelmente denominado como Lendológia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa narrativa argumentaria lendária tem um aspecto nativo urbano bastante acentuado. Alguns lendologos defendem a tese de que a narrativa deu origem aos relatos ancestrais sobre a existência de “um paraíso perdido pelos seres humanos”. Período em que os nativos influenciados pelos aventureiros passaram a cobrir os corpos com vestimentas confeccionadas com fibras de algodão. E esses  detalhes argumentários foram sendo aperfeiçoado, e com o tempo passaram a ser usado como argumentos doutrinários religiosos específicos, de utilidades comunitárias questionáveis.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do contexto lendacreano, essa narrativa é tida como fonte da origem de ditos populares e passagens literárias bastante difundidas entre as comunidades nativas, como por exemplo, a conhecida frase de tendência moralista popular que sentencia; “ São cegos guiando cegos”, ou “Olho por olho... “ ; “Em terra de cego que tem um olho é o rei.” e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também os que reclamam a ausência na narrativa de por menores que ampliam significativamente a argumentação, e cobram a inclusão nos relatos as informações que dão conta da introdução do uso de cascas de determinadas arvores, como valor simbólico de troca monetária. Feitas sob o controle e fiscalização dos aventureiros dentro da grande aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Toda peça lendológica autêntica, é acompanhada de fragmentos complementares de sustentação, e em alguns casos de contestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do movimento lendológico florestano da era das águas. Principalmente no que se refere ao Mapinguarismo, tem uma máxima consensual entre os lendologos que diz: “tudo é questionável”.&lt;br /&gt;Os seres mitos-lendários são registros fragmentados dos compromissos individuais coletivos que refletem as ações comportamentativa e reações emotivas significantes sócio interativas dos nativos, os auxiliando na organização, na resistência e proteção do ser imaginante e o meio onde se manifesta com sua cultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Para os que adentram o universo lendológico é bom dizer que  existe uma significativa diferença entre seres mitos-lendários e lendas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As narrativas lendárias, assim como as lendas, normalmente não deixam alicerces suficientemente lógico para que possamos localizar o momento em que ela surgi. Presente, passado e futuro se confundem. É característico trazerem um tom sapiente ancestral, que transparece envolto por um “sistema intuitivo” de auto defesa intelectual nativo,  fazendo dos seres mitos-lendários guardiões tribais, eternos sobreviventes gloriosos, resistentes a ataques acadêmicos e aos modismos culturais equivocados.&lt;br /&gt;E’ a parti de uma tradução, compreensão, extração e divulgação de um certo grau de entendimento que se tem das lendas e dos seres mito lendários, que um lendologo  se manifesta e identifica outro lendologo. É o que torna possível o reconhecimento e aceitação de seus argumentos narrativos dentro da cultura e do movimento lendológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É através das composições dos lendários em linguagem de alcance compreensivo popular, e “intelectual acadêmico superior”, que os lendologos compõem, desenvolvem e divulgam suas propostas, ensaios, justificativas, auto-supremalizações, auto-doutoramento e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lendologismo florestano acreano, o termo lendologo, normalmente é usado para definir, o ser imaginante que domina uma personificação significativa oficial,  uma das variantes ou tendencias lendológica mito-lendariana, entre as variantes temos: a grande serpente, mãe d’agua, boto, mapinguari, curupira e etc. É a parti deles que os lendologos  desenvolvem seus estudos e compõem seus argumentos narrativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lendários (argumentos narrativos compostos) que são aceito como instrumento didático pedagógico dos lendologos, tem como característica marcante, sentenças e ganchos gramaticais narrativos estratégicos que servem para desenvolvimento complementares de defesa existencial do lendário, e dos discursos que vão arrazoando, desenvolvendo e valorizando o conteúdo narrativo, visando sempre que o lendário alcance sua autonomia, uma função social, a utilização popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do pensar lendológico existem as variantes e tendências postulares fundamentais de orientação, pesquisa e desenvolvimento. Entre elas destacam-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Variações:&lt;br /&gt;Nativo Florestal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Iaraismo&lt;br /&gt;- Botoismo&lt;br /&gt;- Mapinguarismo&lt;br /&gt;- Curupiarismo&lt;br /&gt;- Serpentismo (oral, gestual, vibrante)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Essas variações acima são aceitas como variações intermediarias fundamentais argumentarias, do pensamento autônomo nativo lendário amazônico. Mas o numero dessas variações é bastante amplo. Os acima expostos são os que oficialmente os personificadores lendacreanistas definem como os basilares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendências:&lt;br /&gt;Nativo Urbano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maracaismo&lt;br /&gt;- Camalionismo&lt;br /&gt;- Sementismo (ortográfico, simbólico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o reconhecimento e oficialização de um argumento lendologico, os lendologos da extensão lendacreanistas estabelecem que as narrativas tenham sempre um tom de contação de história. Essa orientação, tem função de mecanismo preventivo de defesa da cultura de contação de historia que é bastante popular no nosso meio comunitário florestal e urbano; como forma de preservar esse mecanismo ancestral eficiente, atraves do qual os seres humanizados sempre de troca de saberes, conhecimentos e ensinamentos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma narrativa para ser reconhecida como peça lendológica autentica, deve conter no mínimo 4 (quatro) aspectos expressivos das variações citadas acima. Sendo uma  originadora e três de sustentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas variações são traduzidas e destacadas em forma de pequenos fragmentos expositivos complementares, que devem acompanhar a narrativa do lendário composto. No caso da narrativa argumentária “O SER MAPINGUARY” do lendologo Nosli Nelc, os fragmentos expositivos complementares de sustentação oficialização e suas respectivas justificativas  são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das sustentações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iaraismo – (A genitora das águas) Na narrativa está clara o aspecto Iaraista, pois no iaraismo ou uiaraismo, como queiram, estão os personificadores da Mãe das águas, e tem como fundamentos os simbolismos e os pontos significativos  que extraem do elemento água; as idéias que remete ao principio das coisas, a água é o que dar vida, e no todo da narrativa este aspecto está presente quando a narrativa nos dá ciência de como ele nasceu e ganhou vida o Mapinguary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botoismo – (O peixe encantado que se transforma em gente) O Bôto está ligado a idéia de mudança de realidade, de transformação, e este aspecto está presente na narrativa quando ela nos mostra a mudança de realidade psico-ambiental,  na transformação socio tribal provocada pelo poder dos risco na superfície das folhas. Bem como também no instante em que o líder toma consciência de que os riscos estão ocupando seu lugar, e posteriormente na ação de lavar os olhos dos nativos para que voltem a realidade tribal anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curupiarismo - (Tem os pés virados para trás e costuma fazer os caçadores se perderem dentro da mata.) – Os pés invertidos do(a) curupira está presente na ação dos aventureiro ao fazerem o jovem seguir numa direção indicada por eles mas que no final se revela o oposto, fazendo com que se perca no controle administrativo da tribo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Serpentismo –( Encanta e atrai suas presas e as devora) A serpente está presente em toda e qualquer narrativa,  é o símbolo da onda; do vibrante etéreo; das sonoridades, é através destes atributos que entramos em contato com os fatos narrados. Ela é o ser intermediador das comunicações, a condutora das narrativas. O seu poder de atração e encantamento está presente na narrativa no instante em que a jovem esposa é seduzida pela lábia dos aventureiros e quando consequemente ela seduz o jovem lider, que posteriormente é encantado e devorado pelo o poder de sedução da cmunicação dos  risco nas superfícies das folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originadora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapinguarismo – ( O ser antropofágico que tem um olho na testa e a boca na barriga) Está presente no todo da narrativa, no aspecto em que o nativo mostra uma reação a uma ação externa, estar presente nas entrelinhas, na defesa de um ponto de vista tribal. Quando transparece a consciência de uma psico realidade importada que precisa ser combatida, está clara na intenção do personificador reagindo a uma cultura externa. Dentro do mapinguarismo essa  atitude pode ir  de pacifica reformadora, a reacionárias radical. Na cultura dialética analógica lendária, essas personificações tem como principio a defesa do ser imaginante, do seu meio ambiental natural e nativo urbano cultural. Na composição lendária o Ser Mapinguary podemos ver uma chamada para reflexão, que nos remete a questão do aculturamento do nativo étnico e urbano florestano e as conseqüências disso no meio ambiental natural e na realidade psico-social da tribo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Naturalmente como se trata de ledologismo, as exposições acima podem sofrer alterações auxiliares, amplificarem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendologo é o ser que domina a linguagem (simbólica significativa) ancestral dialética analógica lendária nativa; um personificador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-4094084173724660783?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/4094084173724660783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=4094084173724660783&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4094084173724660783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4094084173724660783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/09/realismo-lendologico-parte-i.html' title='REALISMO LENDOLÓGICO - Parte III'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-1650268505711612725</id><published>2009-07-15T07:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T11:49:25.554-07:00</updated><title type='text'>LENDOLOGISMO E A CULTURA DA PAZ</title><content type='html'>Entramos novo milênio, com ele vêm às esperanças das transformações sociais que vão mudar a cara do planeta. O século XXI já começa com mesma realidade chocante, a qualquer momento o mundo pode entrar em guerra. É uma coisa que gente pode ver acontecendo além de nossas fronteiras territoriais, e no cotidiano, principalmente nas grandes cidades. Os mais diversos seguimentos de nossa sociedade organizada, tem consciência de que se faz urgente enfrentar essa situação. Mas como enfrenta o problema em meio a um contexto tão absurdo, como é a realidade das guerras, da violência no nosso dia a dia? Como desenvolver o cultivo de valores, como fraternidade, solidariedade, convivência pacífica entre nos seres humanos, se tais valores parecem esquecidos, ultrapassados em nossos dias? As escolas têm um papel importante nesse cenário, através dela podemos iniciar uma reação positiva de enfrentamento dessa situação. Existem muitos instrumentos que podem serem utilizados, entre eles temos alguns simples e ao mesmo tempo poderosíssimo como é o caso da cultura popular, o imaginário popular e etc. coisas que fazem parte do nosso dia-dia. Tenho certeza que buscando uma organização coerente de nossos símbolos naturais e a força dos nossos mitos-lendários podemos construir uma consciência sólida, desenvolver uma visão mais coerente do mundo que nos cerca, e consequentemente termos ações mais coerentes de interação com o nosso meio,  preservando, restaurando e protegendo os nossos recursos naturais e intelectuais característicos. Temos a questão do aquecimento global, da água, o nosso precioso liquído essencial para a nossa sobrevivência na face da terra. Coisas que dizem respeito a todos nos que respiramos. O Lendologismo é uma opção, é tentativa de estruturação de um escudo de resistencia e superação a globalização cultural que ameaças a diversidade de costumes dos povos. de contribuir para reflexão e construção de uma consciência  florestaneira; dar função social e intelectual aos elementos que povoam o imaginário das nossas comunidades, no caso do lendologismo, os mitos lendários que fazem parte patrimônio do imaginário nativo Acreano. O que voce lê nesse blog são noticias atemporias imemoriais sempre atuais; algo em constante construção e reconstrução, exitem outras abordagens tão interessante quanto as aqui expostas. Os que acompanham essas postagens e pedem mais material para reflexões pessoais, fiquem tranquilo que aos poucos eles vão aparecendo. O que não falta é material. Agradeço a compreensão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-1650268505711612725?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/1650268505711612725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=1650268505711612725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/1650268505711612725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/1650268505711612725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/07/cultura-da-paz.html' title='LENDOLOGISMO E A CULTURA DA PAZ'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-2957849075830327284</id><published>2009-05-12T10:19:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T15:33:21.359-07:00</updated><title type='text'>O CAMINHO SAGRADO DA ERA DAS ÁGUAS DOCES - cont...</title><content type='html'>Ao adentrar o caminho dos mitos-lendários florestanos, recebemos trajes brancos ornamentados com motivos regionais. &lt;br /&gt;Os auxiliares do guia do caminho explicam que a troca de roupa simbolizava o desperta da força encantadora dos botos que somos, da nossa capacidade de mudar de realidade; de desprender-se dos costumes e adaptar-se a novos costumes. Nos falam de uma consciência de desapego as coisas materiais, somos convidados a fazer uma breve revisão dos nossos psico-valores. Somos instruídos a meditar sobre a importância que damos as coisas que possuímos, e sobre todas as coisas que desejamos ter, e a buscar dentro de nós possíveis razões para não desejar essas coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida recebemos cajados semelhantes a serpentes com a cabeça feita com fruto de cabaça, que lembra a cabeça de um boto. Pequenas cuias são amarradas na extremidade superior do cajado. Caminhamos para o portal do fogo que dá acesso ao caminho sagrado das águas doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Dentro do caminho a cuia tem diversos significados, entre eles o pedido de auxilio, de ajuda. A cuia aparece também como elemento simbólico representativo da essência da visão lendológica, onde o visível e o invisível, o palpável condensado e o impalpável vibrante, o denso e o sensível são alcançado num mesmo instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A cuia está associada a retina da iris ocular, e nesse caso o olho é visto como o ser  sendo banhado pela água do rio das visões. E o corpo é o elemento intermediador do imaginante dentro desse campo visionário que é acessado no contato com a água do rio das visões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Alguns dos nossos imemoriais ancestrais utilizavam as cuias contendo água para ouvir a voz do espírito que sopra na floresta, os nativos costumavam deixar cuias com água, no meio da floresta. E no outro dia iam verificar o que elas continham além das águas. Os pequenos insetos, penas e folhas que caiam dentro das águas das cuias eram traduzidos como informações, mensagens do grande espírito da natureza. Essa leitura ou decodificação era feita com ajuda do selo solar, que é base de orientação fundamental do nativo que serve para fazer a tradução dos posicionamentos dos elementos contidos na água.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O portal do fogo fica  numa pequena estrada de terra batida com duas opções a serem seguidas.  Dois guardiões guardam as entradas, cada um segura uma cuia de Coité contendo água.&lt;br /&gt;No meio do portal tem uma tigela de colher látex, contendo fogo. Ao nos aproximar da tigela o guardião do lado direito levanta a cuia e pedem para que todos peguem as pequenas cuias do cajado, e a segure enfrente ao corpo. O guardião enche as pequenas cuias com água para realizar o ritual do beber água:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Leva a cuia até a boca e bebe um gole e diz:&lt;br /&gt;O primeiro gole, é para lembrar que para o ser humano existir, é preciso que exista  água. &lt;br /&gt;O segundo gole, é para lembrar que somos sementes, e para crescer e germinar precisamos ser aguados diariamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro gole, é para lembrar, que para a vida continuar existindo em nosso planeta, é preciso que continue existindo água. Água boa, água limpa, água viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida é feita uma narrativa fabulendaria nativa conhecida como: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                              UMA LÁGRIMA CÓSMICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo dos tempos, existia uma batalha que parecia infinda, o frio e o calor não se entendiam, a mãe natureza fazia de tudo para pacificá-los, mas só um milagre era capaz de resolver a situação. Um dia, a mãe natureza já bastante cansada, sentou-se num canto, e ficou olhando o frio e o fogo se degladiando, uma tristeza imensa a envolveu, ela baixou a cabeça, e do seu olho direito germinou uma gotinha que rolou pelo seu rosto e foi cair entre as duas criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe natureza pensou: - “Coitada dessa frágil criaturinha, vai ser massacrada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor  com  sua luz abrasadora, aproximou-se da gotinha, mas a gotinha dividiu a luz em varias cores. O calor chegou mais perto, a gotinha reagiu evaporando, e afastando-se, indo em direção ao frio, enquanto se movimentava ia juntando as partes dilatadas pelo calor, voltando a ser novamente uma poção líquida. Ao se aproxima do frio, o frio tentou envolve-la, mas rapidamente a gotinha reagi ficando mais densa, o frio aproximou-se, a gotinha então solidificou-se e escapou em forma de gelo, e foi em direção ao calor descongelou ela evaporou novamente indo em direção ao frio, e assim ela ficou, indo pra lá e pra cá, pra lá e pra cá.&lt;br /&gt;Ao ver a cena, a mãe natureza sorriu pela primeira vez, e seu sorriso gerou  formas lindas que foram se juntar a gotinha, que parecia tão frágil, mas no entanto era muito  forte. Sobrevivia aos ataques do frio e do calor.&lt;br /&gt;E nesse vai e vem a gotinha ajudou o frio perceber que existia algo além do frio e o calor por sua vez, percebeu que existia algo além do calor. A frágil criaturinha tornou-se  uma mensageira entre eles, e com o passar do tempo, frio e calor foram acalmando-se e aprendendo a conviver com suas diferenças. A Mãe Natureza feliz da vida, batizou a gotinha com o nome de planeta Terra, e sorrindo de felicidade foi dando vida a outras criaturas que foram se juntar a gotinha, e gotinha feliz com os presente até hoje dança girando pelo espaço. Entre os  presentes gerados pela felicidade da mãe natureza, teve um muito especial ao qual a mãe natureza deu o nome de ser humano, esse presente tinha como missão de manter a gotinha sempre bem cuidada e limpinha. E em troca a gotinha passou a ceder parte do seu corpo para ser humano solver e assim sobreviver e multiplicar. Mas com o tempo alguns humanos foram esquecendo da missão de cuidarem da gotinha, para que a mãe natureza continuasse sorrindo gerando e  presentes com sua alegria. Mas uma grande maioria dos seres humanos ainda continua lembrando da missão e reconhecendo a gotinha como uma dádiva divina, símbolo da vida da paz no universo. Esse seres humanos continuam se organizando e tomando  atitudes para o êxito da missão que lhes foi dada, se reúnem e traçam estratégias, redigem documentos que assegurem a proteção e preservação da gotinha. E um desses documentos foi redigido por um grupo que no período da transição milênica ficou conhecido como  como ONU (Organização das Nações Unidas) e foi intitulado "A Declaração Universal dos Direitos da Água",  que tem o seguinte conteúdo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"As aparências às vezes enganam.” Uma gotinha d'gua pode fazer a diferença, não esqueça que um igarapé, um rio, um dilúvio, começa com uma gotinha de água”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa uma lágrima cósmica apresenta o padrão característico do  manifestante lendológico,  fecha com a variação de um dito popular  conhecido: "As aparências enganam". Mas existem outras narrativas que utilizam o "Quem vê cara, não vê coração". Esse aspecto do ser no seu estágio liquido também é acentuados  no ritual da caverna,  no "pingo do olho d'gua na mina de ouro" um conto popular bastante conhecido entre os lendologos, mas pouco divulgado no contexto popular.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa “ Uma Lagrima Cósmica” é usada como  instrumento psico-analitico de  auto identificação de conflitos interiores e busca de um ponto de equilíbrio intermediador dos opostos internos conflitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  frio e calor são traduzidos de diversas  formas, uma das formas mais comum é a de traduzi-los como bem e  mal, nesse tipo de tradução a mãe natureza costuma ser vista como sendo o próprio ser humano, e ai a água que representada pela gota d´gua ganha a personalidade de um ser iluminado. Um exemplo disso está nas entrelinhas da narrativa do Lendário "O Ser Mapinguary". Na  a ação do jovem líder que enche as bilhas com água da fonte das vertentes para lavar os olhos dos nativos da tribo, os curando da cegueira provocada pelo poder dos riscos nas superfícies das folhas. Nesse caso o aspecto de elemento iluminado se revela no momento em que a água é utilizada como interferidor, neutralizador de  uma resultantes inapropriadas que tem origem em acontecimento externo ou importado pelos aldeados. No caso do lendário O Ser Mapinguary acontece quando a água chega para resolver algo que parecia está acima da capacidade do jovem líder, restaurando a realidade comunitária distorcida pela introdução da cultura dos riscos na superfície das folhas, ai a água se confundi com a figura do jovem líder. &lt;br /&gt;O transporte  da água dentro da bilha de cabaça que é feita pelo jovem lider, associa a água a idéia de semente e entre as variações de significados a água pode ser vista como um elemento vivo que se desloca de canto para outro, ajudando o nativo a reencontrar o caminho de volta as suas verdadeiras origens, entrando em sintonia com o espirito comandante do período conhecido como era da águas.  &lt;br /&gt;Esse visão de ser frágil poderoso da água dentro do contexto lendológico, é encontrado nas narrativas de diversos rituais, entre eles o da caverna do espelho d’gua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De tempos em tempos, um jovem era escolhido para ir a grande caverna do espelho d’gua... Gerações se sucediam, e os nativos continuavam acreditando que um dia o espirito ancestral que habitava a caverna se manifestaria para um desses jovens”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. São comuns variações fabulendárias no contexto desse espaço simbólico lendológico . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que é sagrada dentro do lendologismo, é a aceitação de toda e quaisquer composição narrativas originadas ou que envolva os elementos reconhecidos como lendológicos nativos autênticos. Mas é importante observa que usar método para classificação ou ordenação das composições lendarianas, distorcem um pouco a postura primordial lendológica, mas nem por isso os lendologos deixam de fazer uma espécie de seleção, de escolha de uma linha narrativa (personificação) para manifesta seus argumentos narrativos. &lt;br /&gt;Temos uma infinidade de fragmentos aparentemente incompletos com funções especificas, que citam a caverna vejamos alguns: &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;“...Os anciões resistiam em mandar o jovem líder para caverna, achavam que o sonhador inveterado não seria capaz  de concentra-se o bastante para ouvir a voz da caverna. Mas como era tradição todos os jovens passarem pela experiência, o jovem líder foi conduzido a caverna para passar o período sagrado dentro dela. Chegando lá o jovem sentou-se do lado direito da entrada,  e ficou  em silêncio. &lt;br /&gt;Passado algum dias, ele ouviu um estalo liquido dentro da caverna e sua mente fez um clarão, e ouviu o seguinte dialogo:&lt;br /&gt;- A quanto tempo estavas escondida ai encima?&lt;br /&gt;-  Seu desejo foi atendido. Estou  aqui para ajuda-lo. Desde que você pediu ajuda. &lt;br /&gt;- Você veio me ajudar!? Não me faça ri. - disse uma voz rochosa soltando uma estrondosa gargalhada.&lt;br /&gt;- Por que está zombando?&lt;br /&gt;- O que pensa esta fazendo criaturinha insignificante, por um acaso pensavas em me parti ao meio? – Perguntou novamente a voz sólida.&lt;br /&gt;- Eu sou mais forte e bem maior que voce imagina.&lt;br /&gt;- Me poupe dos seus autos elogios.&lt;br /&gt;- Eu conheço todas as histórias, e  estou aqui e vou mudar a sua...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“água mole em pedra dura, tanto bate até que fura ”    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Os lendologos classificam esse tipo de narrativa como peça de exercícios para desenvolvimentos complementativos narrativos. Ou seja, é um texto aberto a adição de diálogos, detalhes introdutórios, contextuais e conclusivos.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seguindo com a narrativa do percurso do caminho. O segundo guardião do portal levanta a cuia contendo água, e pede para todos fazerem uma corrente de vibrações positivas para energizar a água contida cuia. São pronunciadas palavras de exaltação ao espírito harmônico que governa a natureza, e agradecimentos à mãe das águas pela gestação do líquido precioso que solvemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos são conduzidos até tigela com fogo na entrada do portal, para  fazerem a passagem simbólica da entrada no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caminhante pega a cuia do seu cajado e fica diante da tigela com fogo, um dos auxiliares a cuia com  água energizada. O caminhante estende os braços para frente, fazendo com que a cuia que está em suas mãos fique acima da tigela com fogo. Em seguida é orientado para que incline a cabeça sobre ela até vê o rosto refletido na superfície da água. Os auxiliares fazem uma pequena oração, a água energizada é derramada sobre a cabeça do caminhante, que toma o cuidado para que a água que passa por sua cabeça caia dentro da pequena cuia e a água transborde e caia na tigela no chão apagando o fogo. Um por um dos caminhantes repetem o ritual, os guardiões entoam canções  de convocação dos espíritos protetores da floresta.  Surgi o guia do caminho trazendo um maracá amarrado a cintura, vestido roupa branca para conduzir todos através da trilha sagrada.&lt;br /&gt;Os caminhantes são orientados a esvaziar restante da água nas  cuias com uma das mãos,  jogado a água para o alto. Durantes os movimentos para esvaziar as cuias os auxiliares canta a canção Oceanos Suspensos, assim começam a caminhada: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paisagem a vapores&lt;br /&gt;No céu em movimento&lt;br /&gt;Figuras minerais&lt;br /&gt;Moldadas pelo vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ieee, igarapés&lt;br /&gt;Ieee, rios e riachos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouri-ouri, moldadas&lt;br /&gt;Ouri-ouri é do vento o pensamento.&lt;br /&gt;U,u,u,u,u... (musica incidental)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oceanos suspensos (bis) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Águas de todos os sabores &lt;br /&gt;Orvalhos que molharam flores (bis)&lt;br /&gt;Moldadas pelos ventos&lt;br /&gt;É do vento o pensamento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surreal em gotículas &lt;br /&gt;Cachos d’gua navegantes&lt;br /&gt;Plumas Belezas liquidas &lt;br /&gt;Gasosas formas mutantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repete (2,3)&lt;br /&gt;Que da terra foram ao céu e voltaram ao planeta.&lt;br /&gt;Planeta! (bis) a, a, a, a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira parada do caminho tem uma nativa parada em frente a um pequeno casebre. Ela tem nas mãos pequenas bilhas de cabaça contendo suco de frutas naturais, que são entregues aos caminhantes. &lt;br /&gt;Os caminhantes bebem o suco  para lembrar que durante a caminhada é preciso está atento para puder extrai o que a natureza tem de melhor, de mais saboroso, de mais doce.&lt;br /&gt;Todos seguem cantando e batendo com os cajados no chão, fazendo os maracás em formato de cabeça de boto de seus cajados vibrarem marcando o compasso da canção. E seguem até  chegar no local conhecido como santuário da GRANDE PORONGA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Os detalhes ritualístico do caminho tem uma gama de significados simbólicos. Por exemplo, o batismo de água para apaga o fogo na entrada, também está ligada a idéia de renascimento; de começo de uma nova vida, bem como também a idéia de apagar o que consume, o consumo que é simbolizado pelo fogo. &lt;br /&gt;Para os Uiaristas o formato do mapa do estado do Acre é uma representação do instante em que se dá a travessia do portal do fogo do caminho das águas,  é o registro do momento em que água é jogada na cabeça do caminhante. Para os Uiarista o mapa do Acre é a visão do caminhante, olhando para a água no momento em que ela sai da cuia do guardião, para batiza-lo. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;* Como voce pode notar, a palavra Batismo começa com a letra “B” e ai ela está associada a idéia de renascer, de nascer de novo, de nascer para mãe terra. &lt;br /&gt;Antes de nascer, vivemos no universo liquido no ventre materno, somos peixes. Quando nascemos para o mundo, passamos a ser humano. E a terra, um útero materno ao contrário, e para sobrevivermos dentro dessa nova realidade, desse novo útero   precisamos ir até a água. No ritual do Batismo, quando mergulhamos nas águas e emergimos,  simbolicamente representa esse renascer na terra, o saír de um novo ventre para uma nova vida,  é um ato de reconhecimento da terra como nossa  primeira e segunda grande mãe.&lt;br /&gt;                         &lt;br /&gt;                         &lt;br /&gt;                                                                 &lt;br /&gt;                                         A GRANDE PORONGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos na grande cabana circular escura, com uma grande poronga erguida no centro, semelhante a um altar ornamentado de cuias e pequenas porongas. Todos  sentam ao seu redor. Chegam as nativas trazendo o fogo da tocha sagrada iluminando  o ambiente. A luz revela detalhes arquitetônicos escondidos pala escuridão.  O guia canta alguns versos que são repetidos por todos :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Louvai o brilho do sol&lt;br /&gt; Louvai o amanhecer&lt;br /&gt; Louvado dia&lt;br /&gt; Louvai o entardecer”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao termino são expostos pensamentos e reflexões sobre que definimos como sombra, luz e o ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. No lendário O do Grito do Mapinguary esses pensamentos e reflexões são aprofundados com mais detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nativas coroam os caminhantes com as pequenas porongas o fogo da tocha sagrada  acende a grande poronga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A poronga apagada simboliza a nossa ignorância diante do universo que nos cerca, o caminhar na escuridão dentro da floresta, em meio a riqueza de conhecimentos e saberes naturais existentes nela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O caminho das águas é o registro de um instante cósmico lendário grandioso, solidificado pelos nossos imemoriais antepassados, que vai se revelando durante todo percurso. A simplicidade sábia que encontramos é uma prova disso”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As porongas dos caminhantes são acesas em circulo em frente a grande poronga, dando vida a lendária roda dos contadores de histórias da floresta. Na roda são desenvolvidas histórias coletivas, cada usa a imaginação para complementar narrativa interrompida pelo que está do seu lado. &lt;br /&gt;Em seguida temos as narrativas individuais, o guia e seus auxiliares conta às proezas do jovem líder dos encantados, e expõe narrativas lendológica que dizem respeito a origem do lendário Mapinguary, nos levando a reflexões profundas sobre o tipo de organização sistemática intelectual interativa social em que vivemos. Comentários complementares que dão uma noção do vasto campo sensível que envolve esse componente da nossa cultura popular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*A poronga acesa, simboliza o  humano que vive e caminha na floresta  usando a luz da inteligência para descobrir novas coisas, novas maneiras de lidar com as forças naturais, de interagir com elas,  resultando numa cultura típica que faz parte da vida dos habitantes das florestas. As contações de histórias, de causos, o fabulendarismo, as narrativas lendologicas dos seres mitos lendários da floresta e etc. &lt;br /&gt;É feita a narrativa do lendário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                             O SER MAPINGUARY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Ao chegarem na pequena aldeia, os aventureiros foram recebidos com uma grande festa, resolveram então passar alguns dias por ali, um deles aproveitou a oportunidade de se aproximar da esposa do jovem líder, e fez para ela a demonstração de como mandar o seu espírito para outro lugar, e fazê-lo falar através de riscos nas superfícies de folhas de arvore. E com a ajuda dos outros aventureiros, demonstrou que também tinha o poder de ouvir os espíritos dos seus amigos através dos riscos na superfície das folhas. Impressionada com a demonstração, a jovem foi até o espelho d’água, onde o jovem líder e os jovens anciões se reuniam diariamente. &lt;br /&gt;Chegando lá, relatou para ele a demonstração de poder que os aventureiros fizeram. O jovem líder ficou curioso. Os anciões reagiram com indiferença e pediram para que líder tivessem cautela com a tal novidade trazida pelos aventureiros. A jovem esposa insistiu para que fosse comprovar o que ela estava dizendo, e acrescentou que os aventureiros estavam dispostos a ensiná-lo obter o curioso poder  como forma de agradecimento pela acolhida que tiveram na aldeia.&lt;br /&gt;E mesmo contra a vontade dos anciões, o jovem líder foi ao encontro dos aventureiros, e ficou impressionado, com o poder e manifestou o desejo de aprender ouvir e falar através dos poderes dos riscos na superfície das folhas. &lt;br /&gt;Aos pouco o jovem líder foi dominando o poder de mandar seu espírito falar e a ouvir através das folhas. Os aventureiros aproveitaram o entusiasmo e a dedicação do jovem líder, e foram colocando sutilmente entre as folhas que davam para jovem exercitar seu poder, algumas folhas que tinha o poder de se apossar do espírito do jovem líder. Não demorou para que o líder tivesse o espírito e seus pensamentos manipulados pelos aventureiros, passando a dar a eles total liberdade para viverem e explorarem livremente suas propriedades, sem incomodá-los ou questioná-los quantos aos objetivos das explorações.&lt;br /&gt;O tempo foi passando, o jovem líder foi se distanciando dos encontros com o anciões na face do grande espelho d'água, para evitar discutir com os anciões que insistiam para que afastasse o seu povo do estranho poder trazido pelos aventureiros. Não demorou muito, tudo na aldeia passou a ser feito e organizado através de folhas de arvores riscadas. Um dia o jovem depois de ouvir algumas discursões entre os nativos percebeu que a tribo estava vivendo num estado caótico de troca de informações e convivência sócio interativa, as coisas estavam fugindo ao seu controle,  estava perdendo  o poder de dirigir seu povo, as folhas riscadas estavam assumindo o seu lugar. Desesperado, o jovem aproveitou a ausência dos aventureiros na aldeia, e foi ao encontro dos anciões  na tentativa de encontrar uma maneira de reverter a situação. No encontro, depois de muitas reflexões, os anciões o levaram até a beira do igarapé e o fizeram olhar o rosto no espelho d'água, para ver o que o tal poder tinha feito com ele. O jovem líder constatou que o poder dos riscos na superfície das folhas o tinha deixado enxergando apenas com um olho e quase cego, e que conseqüentemente ele tinha cegado todos de sua tribo com o tal poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desesperado o jovem líder gritou, porem, de sua garganta sai um urro pavoroso que estremeceu toda floresta. Os aventureiros assustados se embrenham nas matas temendo pelo pior. Os anciões fugiram apavorados sem saber o que fazer para acalmá-lo. Mas a mãe das águas, que acompanhava toda estória bem de perto, se compadeceu do sofrimento do jovem, e pediu para que um dos seus lendários encantados o conduzisse ate a grande fonte das vertentes do reino das águas doces, e entregou a ele um *olho d'água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem voltou à aldeia, trazendo vasos de cabaças contendo água pura, para lavar os olhos do seu povo e livrá-lo da cegueira produzida pelo poder dos riscos nas superfícies da folhas. Aos poucos, todos foram recuperando a visão, e voltando a enxergar o meio natural como ele realmente era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fuga os aventureiros levaram as crianças e a maioria das mulheres, inclusive a jovem esposa.  Isso fez com que o jovem líder continuasse enxergando apenas com um olho, e para voltar ao normal, tinha que encontrar sua amada e curá-la. E não tendo outra saída,  saiu pela floresta, gritando e assobiando, e esperando a resposta dela. E todo estranho que encontrava no caminho, devorava com os olhos, pois acredita que assim estava defendendo e evitando que sua tribo fosse novamente contaminada. E assim deu  origem a um dos mais intrigantes personagens do nosso lendário nativo popular urbano e florestal: “ O Ser Mapinguari.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Alguns lendologos argumentam, que o olho, dado ao jovem líder, é o olho do deus Odin, que a mãe das águas recebeu em troca de um gole de água de sabedoria.&lt;br /&gt;Odin, é um deus guerreiro escandinavo, amante das artes e poesias.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                         &lt;br /&gt;COMPLEMENTO ARGUMENTÁRIO DO LENDÁRIO SER MAPINGUARY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mapinguari, tem uma considerável quantidade de narrativas e traduções, no que se refere a sua origem. Dentro do contexto lendológico, esses argumentos narrativos são acompanhados por  comentários dos lendologos que os compõem, ou de algum outro que tenha entrado em contato com as argumentações compostas.  São esses comentários livres, os responsáveis pelas polemizações, aperfeiçoamentos e evolução do que veio a ser aceitavelmente denominado como lendológia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos comentários que acompanham a narrativa do lendário  Ser Mapinguary exposta acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa narrativa argumentaria lendária tem um aspecto nativo urbano bastante acentuado.&lt;br /&gt;Alguns lendologos defendem a tese de que narrativa deu origem aos relatos sobre a existência de “um paraíso perdido pelos seres humanos”. Período em que os nativos influenciados pelos aventureiros passaram a cobrir os corpos com vestimentas confeccionadas com fibras de algodão. &lt;br /&gt; Com o tempo esses  detalhes argumentários foram sendo aperfeiçoado, e passaram a ser usado como argumentos doutrinários religiosos específicos, de utilidades comunitárias questionáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do contexto lendacreano, essa narrativa é tida como fonte da origem de ditos populares e passagens literárias bastante difundidas entre as nossas comunidades nativas, como por exemplo, a conhecida frase, de tendência moralista popular, que sentencia; “ São cegos guiando cegos”; “Olho por olho... “ ; “Em terra de cego que tem um olho é o rei.” e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também os que reclamam a ausência na narrativa de por menores que ampliam significativamente a argumentação, e cobram a inclusão nos relatos a introdução do uso de cascas de determinadas arvores, como valor simbólico de troca monetária. Feitas sob o controle e fiscalização dos aventureiros dentro da grande aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Toda peça lendológica autêntica, é acompanhada de fragmentos complementares de sustentação, e em alguns casos de contestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do movimento lendológico florestano da era das águas. Principalmente no que se refere ao Mapinguarismo, tem uma máxima consensual entre os lendologos que diz: “tudo é questionável”.&lt;br /&gt;Um ser mito-lendário, é o registro fragmentado de compromissos de ações comportamentativa e reações emotivas significantes sócio interativas, que auxiliam na organização, resistência e proteção do seres imaginantes nativos e o meio onde se manifesta com suas culturas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Para os que adentram o universo lendológico é bom lembrar que para os lendologos  existe uma significativa diferença entre seres mitos-lendários e lendas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As narrativas lendárias normalmente não deixam alicerces suficientemente lógico para que possamos localizar o momento em que ela surgi. Presente, passado e futuro se confundem. É característico trazerem um tom sapiente ancestral, que transparece envolto por um “sistema intuitivo” de auto defesa intelectual nativo,  fazendo dos seres mitos-lendários, eternos sobreviventes gloriosos, resistentes a ataques acadêmicos e modismos culturais equivocados.&lt;br /&gt;E’ a parti de uma tradução, compreensão, extração e divulgação de um certo grau de entendimento que se tem das lendas e dos seres mito lendários, que um lendologo se manifesta e identifica outro lendologo. É o que torna possível o reconhecimento e aceitação de seus argumentos narrativos dentro da cultura e do movimento lendológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É através das composições dos lendários em linguagem de alcance compreensivo popular, e “intelectual acadêmico superior”, que os lendologos compõem, desenvolvem e divulgam suas propostas, ensaios, justificativas , auto-supremalizações, auto-doutoramento e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lendologismo florestano acreano, o termo lendologo, normalmente é usado para definir, o ser imaginante que domina uma personificação significativa oficial,  uma das variantes dos seres mitos-lendarianos, entre eles: a grande serpente, mãe d’agua, boto, mapinguari, curupira e etc. e que a parti deles  desenvolve seus estudos e compõem seus argumentos narrativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lendários (argumentos narrativos compostos) que são aceito como instrumento didático pedagógico dos lendologos, tem como característica marcante, sentenças e ganchos gramaticais narrativos estratégicos que servem para desenvolvimento de defesa existencial do lendário, e dos discursos complementares, que vão arrazoando, desenvolvendo e valorizando o conteúdo narrativo, visando sempre a utilização popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do pensar lendológico existem variantes e tendências postulares fundamentais de orientação, pesquisa e desenvolvimento. Entre elas destacam-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Variações:&lt;br /&gt;Nativo Florestal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Iaraismo&lt;br /&gt;- Botoismo&lt;br /&gt;- Mapinguarismo&lt;br /&gt;- Curupiarismo&lt;br /&gt;- Serpentismo (oral, gestual, vibrante)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. As variações acima são aceitas, como variações intermediarias fundamentais argumentarias, do pensamento nativo lendário autônomo amazônico. Mas o numero das variações é bastante amplo. Os acima expostos são que oficialmente definem-se como os basilares para os personificadores lendacreanistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendências:&lt;br /&gt;Nativo Urbano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maracaismo&lt;br /&gt;- Camalionismo&lt;br /&gt;- Sementismo (ortográfico, simbólico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o reconhecimento e oficialização de um argumento lendológico, os lendologos da extensão lendacreanistas estabelecem que as narrativas tenham sempre um tom de contação de história.&lt;br /&gt;Essa orientação, tem a função de mecanismo preventivo de defesa da cultura de contação de historia , bastante popular no meio comunitário florestal e urbano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A narrativa também deve conter no mínimo 4 (quatro) aspectos expressivos das variações citadas acima. Sendo uma a originadora e três de sustentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas variações são traduzidas e destacadas em forma de pequenos fragmentos expositivos complementares, que devem acompanhar a narrativa do lendário composto. Por exemplo, na narrativa “O SER MAPINGUARY” do lendologo Nosli Nelc, os fragmentos expositivos complementares de sustentação oficializadora são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das sustentações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iaraismo – (A genitora das águas) Na narrativa está clara o aspecto Iaraista, pois no iaraismo ou uiaraismo, como queiram, estão os personificadores da Mãe das águas, e tem como fundamentos os simbolismos e os pontos significativos  que extraem do elemento água,  as idéias que nos remete ao principio das coisas,  o que dar vida ao nosso planeta no todo da narrativa no aspecto em que o nativo mostra uma reação a uma ação externa, estar presente na defesa de um ponto de vista tribal. Transparecer a consciência de uma psico realidade importada que precisa ser combatida, na intenção do personificador que nas entrelinhas deixa clara essa reação a uma cultura externa. Essas  atitudes podem ir  de pacifica reformadoras, a reacionárias radicais. Dentro da cultura dialética analóno todo da narrativa no aspecto em que o nativo mostra uma reação a uma ação externa, estar presente na defesa de um ponto de vista tribal. Transparecer a consciência de uma psico realidade importada que precisa ser combatida, na intenção do personificador que nas entrelinhas deixa clara essa reação a uma cultura externa. Essas  atitudes podem ir  de pacifica reformadoras, a reacionárias radicais. Dentro da cultura dialética analógica lendária, essas personificações tem como principio a defesa do ser imaginante, do seu meio ambiental natural e nativo urbano cultural. Na composição lendária podemos ver uma chamada para reflexão, que nos remete a questão do aculturamento do nativo étnico e urbano florestano e as conseqüências disso no meio ambiental natural e psico-social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. As exposições acima podem sofrer alterações auxiliares e amplificarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendologo é o ser que domina a linguagem (simbólica significativa) ancestral dialética analógica lendária nativa; um personificador.gica lendária, essas personificações tem como principio a defesa do ser imaginante, do seu meio ambiental natural e nativo urbano cultural. Na composição lendária podemos ver uma chamada para reflexão, que nos remete a questão do aculturamento do nativo étnico e urbano florestano e as conseqüências disso no meio ambiental natural e psico-social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. As exposições acima podem sofrer alterações auxiliares e amplificarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendologo é o ser que domina a linguagem (simbólica significativa) ancestral dialética analógica lendária nativa; um personificador.e etc. E a argumentação  tem esse aspecto, ao narra o nascimento do ser mapinguary,  a sua origem, ou seja, dar vida a ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botoismo – (O peixe encantado que se transforma em gente) O Bôto está ligado a idéia de transformação e está presente na narrativa, no que se refere a  mudança de realidade ambiental. Esse aspecto está evidenciado na transformação socio tribal provocada pelo poder dos risco na superfice das folhas. No instante em que o líder toma consciência de que os riscos  estão ocupando seu lugar e posteriormente na ação de lavar os olhos dos nativos para que voltem a realidade tribal anterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curupiarismo -(Tem os pés virados para trás e costuma fazer os caçadores se perderem dentro da mata.) – Os pés invertidos do(a) curupira está presente na ação dos aventureiro ao fazerem o jovem seguir numa direção indicada por eles mas que nao levaria a outro lugar esses rastros estão   representados nos riscos na superfície das folhas, que indicam um direção a seguir, mas que no final se revela o oposto, fazendo com que jovem líder perca o controle administrativo da tribo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Serpentismo –( Encanta e atrai suas presas e as devora) A serpente está presente em toda e qualquer narrativa,  é o símbolo da onda; do vibrante etéreo; das sonoridades, é através destes atributos que entramos em contato com os fatos narrados. Ela é o ser intermediador das comunicações, a condutora das narrativas. O seu poder de atração e encantamento está presente na narrativa no instante em que a jovem esposa e o jovem lider são seduzidos pela lábia dos aventureiros, que os atraem, os encantam e os devoram com o poder do risco nas superfícies das folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originadora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapinguarismo – ( Um ser antropofágico que tem um olho na testa e a boca na barriga) Está presente no todo da narrativa no aspecto em que o nativo mostra uma reação a uma ação externa, estar presente na defesa de um ponto de vista tribal. Transparecer a consciência de uma psico realidade importada que precisa ser combatida, na intenção do personificador que nas entrelinhas deixa clara essa reação a uma cultura externa. Essas  atitudes podem ir  de pacifica reformadoras, a reacionárias radicais. Dentro da cultura dialética analógica lendária, essas personificações tem como principio a defesa do ser imaginante, do seu meio ambiental natural e nativo urbano cultural. Na composição lendária podemos ver uma chamada para reflexão, que nos remete a questão do aculturamento do nativo étnico e urbano florestano e as conseqüências disso no meio ambiental natural e psico-social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. As exposições acima podem sofrer alterações auxiliares e amplificarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendologo é o ser que domina a linguagem (simbólica significativa) ancestral dialética analógica lendária nativa; um personificador. verdade o levaria a outro lugar esses rastros estão   representados nos riscos na superfície das folhas, que indicam um direção a seguir, mas que no final se revela o oposto, fazendo com que jovem líder perca o controle administrativo da tribo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Serpentismo –( Encanta e atrai suas presas e as devora) A serpente está presente em toda e qualquer narrativa,  é o símbolo da onda; do vibrante etéreo; das sonoridades, é através destes atributos que entramos em contato com os fatos narrados. Ela é o ser intermediador das comunicações, a condutora das narrativas. O seu poder de atração e encantamento está presente na narrativa no instante em que a jovem esposa e o jovem lider são seduzidos pela lábia dos aventureiros, que os atraem, os encantam e os devoram com o poder do risco nas superfícies das folhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originadora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapinguarismo – ( Um ser antropofágico que tem um olho na testa e a boca na barriga) Está presente no todo da narrativa no aspecto em que o nativo mostra uma reação a uma ação externa, estar presente na defesa de um ponto de vista tribal. Transparecer a consciência de uma psico realidade importada que precisa ser combatida, na intenção do personificador que nas entrelinhas deixa clara essa reação a uma cultura externa. Essas  atitudes podem ir  de pacifica reformadoras, a reacionárias radicais. Dentro da cultura dialética analógica lendária, essas personificações tem como principio a defesa do ser imaginante, do seu meio ambiental natural e nativo urbano cultural. Na composição lendária podemos ver uma chamada para reflexão, que nos remete a questão do aculturamento do nativo étnico e urbano florestano e as conseqüências disso no meio ambiental natural e psico-social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. As exposições acima podem sofrer alterações auxiliares e amplificarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendologo é o ser que domina a linguagem (simbólica significativa) ancestral dialética analógica lendária nativa; um personificador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                             O GRANDE MARACÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminham todos são orientados a colher as sementes que estão pelo caminho até chegar numa imensa cabana estilo indígena que tem um globo terrestre encima de uma coluna de mais ou menos um metro e meio de altura, a estrutura lembra um grande maracá. Do lado do sol poente jorra uma vertente de água limpa transparente, rodeada por um altar feito de meias cuias de cabaça. &lt;br /&gt;O guia entoa uma canção de evocação a mãe natureza. Uma nativa representando a mãe natureza entra na cabana e retira a parte superior do globo, na parte inferior contem salada de frutas adocicada com mel. Com uma concha de cabaça a nativa serve a salada aos caminhantes. &lt;br /&gt;Todos seguem até a vertente para lavar as cuias.  O guia pede para que procurem entre as meias cuias que estão exposta no altar ao redor do globo, uma cuia que se encaixe a cuia que trazem nas mãos. Encontrada as partes correspondentes, o guia pede que depositem nas cuias, as sementes que recolheram pelo caminho. &lt;br /&gt;Nesse ritual as sementes representam os sentimentos humanos,  todos são orientados a retirarem das cuias as sementes que representem os sentimentos que  achem que não são benéficos aos seres humanos e as coloque nas cuias que trouxeram e as joguem na água corrente. E seguida pede para cada um por  um pouco de água nas mãos e deixe gotejar  encima das boas sementes que ficaram nas cuias do altar. E com ligas coloridas de envira e látex, unem  as suas duas meias cuias,  dando forma aos seus maracás sentimentais  particulares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. As sementes são depositadas aleatoriamente ou ritualísticamente dentro do maracá.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Uma mudança de estrutura ou troca de uma semente no interior do Maracá é o suficiente para mudar todas estruturas no cosmo. "&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O MARACÁ - Uma das traduções conhecida para a palavra MARACÁ, é de origem indígena e vem do estado de Recife, que quer dizer "a pedra que fala". É o conhecido instrumento musical ritualístico indígena utilizado pelos pagés, xamãs, ayuasqueiros, músicos populares e etc. Os ayuasqueiros costumam construir o MARACÁ  com a estrutura superior feita com um lata metálica produzidas pelas industria de leite e outros laticínios. Dentro do contexto do milênio das águas do lendários Rio Branco, esse instrumento é peça de fundamental importância  estrutural argumentária. Vamos encontra-lo sendo utilizado pelo Rei de MARACÁ " personagem e grande anfitrião dos “LENDÁRIOS NATIVOS FESTEIROS FLORESTANOS" . Também conhecido, como rei da aldeia dos contadores de historias da floresta. &lt;br /&gt;No caminho sagrado da floresta, o MARACÁ é um livro sagrado nativo,  herdado ancestral imemorial, com função iniciática, ajudando o nativo entender o que vem a ser o ser, o centraliza dentro do contexto celeste em que vive, proporcionado pelo sugestionamento a auto supremalização, o seu auto-compreender como imagem e semelhança do criador de todas as coisas perceptíveis. Como vimos no começo desses manuscritos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO MOVER O MARACÁ, AS SEMENTES EM ATRITO com a casca do fruto da cabaça, produz uma matéria vibrante, que cientificismo define como SOM.   Ou seja, do CAOS existente no interior da esfera, no momento da inércia do instrumento, surgi uma energia harmônica perceptível ao mivimenta-lo, do caos sai a harmonia. Esse evento característico é o que torna analógicamente possível o acesso  a compreensão do todo perceptível bio-visualmente. Pois o que vivenciamos é o resultado de micro partículas vibrantes em choques gerando infindas formas palpáveis. Como dizem alguns lendologos, tudo é o som de um gigantesco e cósmico  MARACÁ. O  nativo com um maracá na mão, ao faze-lo vibrar, passa a ser uma representação simbólica dos fenômenos que deu vida ao todo existente. ou seja, é um DEUS num instante primordial passado, presente e futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizem os maracazeiros: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Podemos nos ver como seres diferentes bio-esteticamente, assim como as diferentes sementes no interior do maracá. Mas assim como acontece com o maracá, podemos soar como uma magnifica e harmoniosamente musica planetária”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A terra é a cabaça, e as árvores  os sons das sementes contidas no seu interior”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principio da incerteza quântica vagueia na duvida se tudo que percebemos é onda ou é partícula, com o maracá podemos chegar a algumas conclusões que pode nos ajudar compreender melhor esse pensamento. Dizem os estudiosos desse assunto que a duvida surgi quando captamos a onda perdemos a partícula, e quando captamos a partícula perdemos a ondas, dai a incerteza se tudo é onda e partícula ou onda e partícula, mas onde termina uma e começa a outra?  Olhando para um rio podemos  ver um banzeiro de água em movimento, ou vê um porção de partícula de Hidrogênio e oxigênio em movimento.&lt;br /&gt;Boa parte da complexidade que envolve essa especulação é amenizada pelo o imaginante lendológico maracazeiro que entende que:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O MARACÁ PARADO REPRESENTA A PARTÍCULA - Masculino &lt;br /&gt;- O SOM PRODUZIDO É A ONDA – A  criatura&lt;br /&gt;- O QUÂNTICO É O MARACAZEIRO; O MOVIMENTADOR. - Feminino;  o ser produtor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia bate três vezes com o cajado no chão, consagrando o solo. Com esse ato ele está dizendo que ali está o principio o meio e o fim; tudo que tem esse aspecto trino, uma representação do sagrado. &lt;br /&gt;É entregue um texto que tem  um título em forma piramidal. Esse detalhe do título é uma das coisas caracterizar uma autentica composição lendária, pois envolver tudo que esteja ligado ao objeto da personificação, no caso a forma piramidal está associado a idéia de onda crescente; de um grito que surgi e se eterniza, representado pelo “O”  de onde ele sai e vai se amplificando,  diversificando e ficando contido em todas essas variações. Esses detalhes são torna um lendário brilhante, único, incomparável. É por força desse perfeccionismo estrutural que se eternizam as autenticas composição lendária, ganhando o status de autônomo,  escapando de uma identificável autoria. Antes de ler esse lendário todos são avisados que ninguém é obrigado a ler uma composição lendária, a  decisão  fica a critério de cada um. O Lendário “O do Grito do Mapinguary” é um instante lendológico fabulendário do ser mito lendariano isolado E amplificado em sentido e significados que vão além do grito propriamente dito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                 O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                               DO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                            GRITO&lt;br /&gt;                                                    &lt;br /&gt;                                                  MAPINGUARIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito do ser Mapinguary na grota do espelho d’gua, é simbolicamente, a reação característica da consciência do nativo que desperta para realidade meio ambiental cultural distorcida em que vive.&lt;br /&gt;O local onde é dado o simbólico primeiro grito, ganha diferentes contornos e detalhes ambientais, que traduz o momento lendológico escolhido para ser vivenciado pelo LENDOLOGO  personificador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos argumentos lendário que expõem detalhamentos desse ambiente, diz o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na grota úmida do espelho d’gua, reina o silencio natural. Os anciões usam como meio de comunicação, pequenos gestos vibrantes simbólicos significativos,  que podem serem definidos como; gestual telepático, extra-sensorial e etc."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a essa hipersensibilidade do todo contextual cósmico espacial atemporal Lendológico em que ela está inserida, a sonoridade vocal raramente é  usada no ambiente. É muito comum nas narrativas, principalmente dentro do movimento Lendacreano no inicio do “novo século” que reorienta-se pelos seres lendários da era das águas, a citação desta localidade lendológica, pesquisadas e estudada com os zelos dos princípios que orientam, principalmente os personificadores mapinguarianos. Dizem eles: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Interferir na harmonia do lugar, significa interferir de alguma forma na harmonia cultural dos aldeados, e conseqüentemente na rotina da comunidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem trechos que traduzem um ponto de vista testemunhal imemorial do significativo grito do ser mapinguari, por exemplo :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...O grito do jovem líder no espelho d’água, provocou um imenso clarão, que aos pouco foi se desfazendo em pontos brilhantes, que seguiram em todas as direções celestes da grota. Veio a escuridão, e com ela, um frio que congelou tudo que foi alcançado pelas vibrações.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algumas notificações lendológicas encontramos informações, que jovens anciões lendários escaparam do grande congelamento primordial mapinguariano, por estarem mergulhados nas águas mornas do espelho sagrado, seguindo as orientações estruturais  ancestrais contidas nos sábios herdados tribais preservados, para os exercícios contemplativos das personificações aquáticas lendárias, no instante em que o grito se deu. Alguns ficaram com metade do corpo fora das águas, outros tentaram mergulhar rapidamente para se protegerem das vibrações congelantes, mas a parte inferior de suas  corporificações lendárias foram alcançadas pelas vibrações, ficando parte humanos, parte ser lendário personificado. Dando origem a uma infinidade de novas estruturas personificáveis.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Jovens anciões conseguiram salva pequenos olhos d’água da fabulosa jóia nativa do lendário reino das águas, e graças a esses olhos d'água conseguiram sobreviver e transitar na dimensão congelada depois de passada as vibrações congelantes. Mas a gotícula primordial do rio lendário ficou congelada na parte superior da grota, e assim eles ficaram ali ansiosos esperando o descongelamento, para que o lendário rio de água viva voltasse a correr trazendo os conhecimentos e os saberes lendológicos de todas as tribos; de todas as eras...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a baixo uma das observações feita pelo compositor da narrativa lendária acima: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Graças a gotícula salva pelo seres lendários no estágios aquáticos, as narrativas lendológicas voltaram a se manifestarem nos precisos instantes  sagrados eternos seqüenciados, ativando o pensar do imaginante no estágio libertário, lógico, e compreensível dentro do contexto psico-racionalista em que naufragou o pensar imaginante nativo libertário florestano lendário.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos personificadores mapinguaristas afirmam, que o grito do ser mapinguari nativo florestal, é o que mais tarde veio a ser traduzido como “verbo” iniciador primordial das bio-formalidades genéticas e das minerais vibratômicas perceptíveis e imperceptíveis bio-visualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros traduzem o grito como sendo a demarcação do instante em que o ser imaginante se egocentraliza e influencia o seu redor, ou tomando consciência do poder de reagir as influencias do universo externo o qual vivencia e interage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No silêncio nos igualamos de alguma forma”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explosão de luz que fragmentou-se em pontos brilhantes dentro da grota, trazendo em seguida a escuridão, é um argumento bastante utilizado pelos mapinguaristas, nas defesas das origens ligadas ao Mapinguarismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio presente na narrativa, também representa simbolicamente os seres da aldeia em estado contemplativo interno de aprendizado e comunicação,  utilizando ações gestuais e musicais como meio interativo de comunicação tribal. Nesse ponto, a chegada da escuridão dentro da grota pode ser traduzida como o arrependimento, o reconhecimento da ignorância, que faz parte do percurso, e da rotina da aldeia, presente na entrelinhas do fragmento lendário O SER MAPINGUARY, mais precisamente no intervalo em que se dá os exercícios interativo do jovem líder com os aventureiros, isso cria um novo universo de interpretação, nos acorda para algo novo, dentro das possibilidades reais de forma e interpretações do que vivenciamos, algo que bem característico nas variações do Mapinguarianas. E que se dá num instante que é nem passado, nem presente e pode ser ou não o futuro, que é quando entra para o plano do fantástico, maravilhoso, extraordinário e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O silencio e a escuridão tem aspectos manifestativos semelhantes. Na escuridão olhando do plano bio-visual, todas as coisas são iguais. No silêncio da verbalização oral, olhando do plano bio-auditivo, podemos afirma que somos todos iguais estando num mesmo ambiente contextual. Ou seja, somos só seres humano quando silenciamos nossa consciência e as nossas psico-realidades interiores, para o ambiente externo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando reagimos ou expomos verbalmente o que pensamos, nos diferenciamos dos outros; expomos nossos contornos intelectuais individuais; destacamos-nos como individualidade; particularizamo-nos; tornamos visíveis os nossos contrastes sentimentais emotivadores. E assim como a luz que ao invadir a escuridão, revela detalhes e formas que ainda não eram bio-visualmente perceptíveis. Temos o nosso momento de Deus. É na oratória, que os nossos aspectos singulares complementares de caráter e personalidade, condicionados historicamente, se destacam comunitariamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som, assim como a luz que invade a escuridão da grota úmida, acentua pormenores do que existe no local; detalhamentos que só assim podem ser identificados. Que é a essência do manifestante lendológico. Isso arrazoa a existência de outras máximas mapinguaristas que dizem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A palavra (o som, o verbo) é a luz do silêncio.” Ou “O silêncio é o contexto cósmico passivo que dá a possibilidade da palavra existir, e vice e versa.”&lt;br /&gt;“Ao vibrarmos, nos tornamos perceptíveis ao externo; nos fazemos luz ao exterior.”&lt;br /&gt;Dentro do Mapinguarismo também encontramos algumas decodificações quanto a nomenclatura MAPINGUARI que merecem destaques. Normalmente essas decodificações nomenclaturais seguem um padrão de associações de significados, aparentemente isolados que vão se complementando, algo que tem origem nos personificadores  Sementistas:&lt;br /&gt;“A letra ‘M’, que a primeira letra na nomenclatura Mapinguari, simbolizar a onda no universo esotérico; o vibracional manifesto gráfico simbolicamente representado,  é  o vibrante que torna-se palpável, contactável e imperceptível bio-visualmente. Nisso o seu significado se assemelha em características, aos Seres Mito Lendários Nativos Florestais Acreanos, as essas estruturas  lendológicas que aqui denominamos como: Mãe das Água, Bôto, Mapinguary, Curupira  e etc. Sem a vibração verbal, o ser mito lendário é algo latente, vibrante; onírico, mas comprovadamente sólido, com  uma essência  imaginante estrutural culturalmente resistente.&lt;br /&gt;Com a verbalização da nomenclatura Mapinguari, condensamos a principio, o intuitivo ancestral formal compressivo, que é representado simbolicamente na letra “M”. É assim que o ser lendário se manifesta, transita e sobrevive personificado nas narrativas nativas rurais e urbanas. É através da vibração do boca a boca; dos contadores de histórias da floresta. É através da atividade sonora vocal cultural nativa florestal da contação de história que eles ganham vida. E dentro do contexto lendológico, “ganhar vida”, esta associada ao ser liquido,  a  água.&lt;br /&gt;A palavra Água como já vimos, tem no seu inicio a letra ‘A’, que é a primeira representação geométrica sonora do alfabeto que é um conjunto de variados símbolos geométricos, que utilizamos para traduzir as sonoridades verbais, graficamente. A letra ‘A’ é o que dá vida; que  possibilita a primeira silaba do nome ‘MA’PINGUARI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizem os Uiaristas; A Água, no seu aspecto visível transparente color e incolor, é uma parente próxima da vibração etérea e onírica formal que estrutura os seres lendários, que os condensa vibrantemente, que os fazem seres oníricos imortais, sobrevivente atemporal, extra-sensórios; é o que os traz a luz da consciência do ser imaginante criativo e ilimitado que somos. O ‘A’ no seu aspecto geométrico, é tido como a representação do primeiro degrau da torre das sustentações fonéticas lingüísticas humanas congeladas. Na letra “A”, podemos ver o primeiro degrau de uma escada que segue em direção ao infinito. Bem como também, um triângulo suspenso por duas colunas.&lt;br /&gt;A palavra “ARTE” que começa com a letra “A” esta associada a capacidade criativa; o imaginante criante se externando sem um limite preestabelecido. &lt;br /&gt;Como dizem os lendologos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Somos imaginantes, e não racionalizantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pessoas com acentuada atividade criativa tem mais disponibilidade de material subliminar dentro do campo externo perceptível. Torna os objetos em acontecimentos artísticos, os isola dos acontecimentos da vida , das rotineiras associações nas quais rotineiramente se apresentam a maioria das pessoas. Por isso termo Lendológia pode parecer estranho. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra “m” minúscula, desde a antiguidade é tida como símbolo das ondulações na superfície da água, por isso é usada como representação simbólica oficial do signo do zodíaco AQUÁRIO. E esse “MA” no inicio da palavra MAPINGUARI, dá a esse ser lendário o status de ser lendário da era das águas doces das florestas. Não é por acaso que ele é considerado uma das grandes vedetes da linguagem cósmica dialética lendária nativa florestal dentro e velho e sempre novo tempo, pois foi estruturado para exercer está função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “M.A.”  no contexto lendário da nova era, é traduzido como as letras iniciais de “Milênio das Águas” ; “Movimento das Águas” ; “ Milênio de Aquário” e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  ‘M’ dentro do lendarismo, também simboliza a onda; a vibração que torna possível a percepção de algo inalcançável bio-visualmente. O ser Mapinguari depende da verbalização, da sonoridade oral para se fazer perceptível oniricamente. O que faz com que o seu compositor narrativo lendário se assemelhe a um deus onipotente manifesto, o criando e através da oralidade, e narrativamente  o acompanhado, dando vida e narrando suas ações. &lt;br /&gt;A letra “P” de PINGUARY, representa  o Principio gerados pelo “MA” , o Palpável a parti dele, a PERCEPÇÃO, a consciência de algo e a ‘P’ercepção, disto na prática. É a parti do movimento da águas que nos dá vida, que chegamos a esse Principio, ao Ponto iniciador, que pode ser traduzido como o movimento que começa com um Pingo d’água. Como dizem os Uiaristas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem mora no fundo da água, a ultima coisa que vai descobrir é que existe água.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse caso  “P” representa essa Percepção, que está ligada ao invisível vibrante,  simbolicamente  representado pelo “m” minúsculo, e o físico palpável representado pela letra “A” de Água.  É o espírito do entendimento do imaginante, flutuando sobre as águas que vai dá inicio a criação, Ou seja, sobre a origem da vida na terra por intermédio dele. Quanto a esse pensamento do ser flutuando sobre as águas no principio de tudo, e que se relacionam ao primordial grito do ser mapinguary está clara uma posições Uiaristas, e por falar em uiaristas temos algumas afirmações bastante polêmicas desta extensão no que diz respeito a parte que chamamos de crosta terrestre, vejamos:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“A crosta terrestre é o grande meteoro que se chocou com o nosso globo líquido, e precisa ser extraído para que as vibrações harmônicas do nosso imensurável compreender volte a se estabilizar  e nos harmonizar  como grupo”.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É dos IARAISTAS essas palavras: “Um Igarapé; um rio; um dilúvio, começa com um pingo d’água.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “P” de PINGO seguindo da palavra ARY. A palavra ARY  tem origem hebraica, e significa o mesmo que o rei das selvas, o que faz com que dentro desta abordagem lendológica, esses fragmentos silábicos sejam traduzidos, como o pingo d’água que deu inicio o movimento do império das águas doces na floresta,  “o pingo d’gua rei das selvas.” que tem variações na sua escrita, como por exemplo, PIN'AGUARY. &lt;br /&gt;Não é por acaso que um PINGO D’ÁGUA seja o símbolo oficial de LENDOLÓGIA. O pingo é uma das muitas chaves de acesso e introdução ao pensamento nativo florestal dialético compreensivo universal lendológico. (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra “I” dentro desse contexto decodificativo esta ligada a ‘i’ara, a Mãe das Águas; aquela que deu origem a água, e que portanto tornou possível a vida em nosso planeta. E nesse aspecto o “I” está relacionado ao instante em que o ser busca resposta do porque da vida; de quais os propósitos da existência; qual a razão das coisas serem da forma como se apresentam. A palavra Mapinguary também pode ser escrito com “Y”, já esse sinal alfabético está ligado a uma grande variedade de significados, mais acentuadamente aos relacionados aos lendários festeiros das águas da região amazônica. Podemos encontra-lo no caminho grafosimbolico do aperiódico  Ouryçom, o rito tribal florestano, que tem variações como  a  LENDA POP FESTA que acontece no final da caminhada do lendário caminho das águas doces.&lt;br /&gt;No contexto Mapinguariano existe uma grande diversidade de traduções simbólicas lendárias. Entre elas vamos encontrar os famosos acrósticos. Que nos revelam uma outra realidade embutida nas variadas forma de escrever a palavra MAPINGUARY, MAPINGOARY, MAPINGUARI E ETC. Todas elas com  razão de ser como são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima parada do caminho, o guia narra lendas muito interessantes, que vem preencher alguns vazios no que alguns definem como inconsciente, entre elas a lenda das malocas e dos cocas indígenas. Que fazem parte de série de contos nativos conhecidos como AS HISTÓRIAS MÁGICAS DO REI DE MARACÁ:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                             A LENDA DAS MALOCAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo atrás, os índios viviam como uma grande família no meio da floresta, ali encontravam que precisavam para sobreviver, eram felizes, costumavam fazer festas nos período de floração e frutificação das arvores. Porem, nos dias de chuva e ventos fortes, essa realidade mudava, era um corre-corre geral  todos buscando um lugar para se proteger dos pingos da chuva. Isso   causava alguns transtornos para os nativos que viviam buscando uma forma de solucionar esse problema. O tempo passou, até que num belo dia de primavera, nasceu Araiu, um curumim muito esperto e brincalhão, que adorava imitar os cantos dos passarinhos. Os passarinhos gostavam muito do índiozinho Araiu, Quando passava os dias de chuvas  Araiu costumava caminhar pela floresta examinando as árvores para vê se os ninhos de seus amigos estavam em seus lugares. E foi depois de um desses dias chuvosos, que Araiu saiu para examinar as árvores, que se deparou com um ninhozinho no chão, virado de cabeça pra baixo,  e como de costume abaixou-se e com muito cuidado o desvirou. Para o seu alivio, o ninhozinho estava vazio, mas o local onde o ninhozinho estava  o solo estava seco. Curioso, Araiu passou um bom tempo ali observando aquele detalhe inusitado, e pensou então ; "Se eu fosse do tamanho de um passarinho, nos dias de chuva podia ficar debaixo de um ninhozinho, e me proteger dos pingos da chuva e dos ventos frios que vem depois dela”. Araiu achou a idéia muito engraçada e começou a ri, depois pegou o ninhozinho com cuidado e o trepou na arvore. Voltou pra casa cantando de felicidade, pois achava que tinha encontrado uma idéia para solucionar os problemas que os dias de chuva causavam a sua tribo. Foi direto fala com o grande chefe. O chefe olhou meio desconfiado para o índiozinho, e sem muita empolgação pediu que Araiu explicasse a idéia para acabar com o sofrimento da tribo nos dias de chuva. Araiu então disse: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reúna todos os índios e mande irem procurar da grande árvore onde mora o grande pássaro que nos dias de chuva abana as asas  tangendo as nuvens para cima da aldeia.&lt;br /&gt;Pra que? Pergunto o chefe.&lt;br /&gt;Para eles subirem na árvore e derrubam o grande ninho e vira-lo de cabeça pra baixo, pois quando a chuva chegar todo podem se esconder debaixo e  ficar protegidos dos pingo da chuva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por alguns instantes o grande chefe ficou olhando em silencio para o índiozinho  Araiu, tentando imaginar de onde o curumim tinha tirado aquela idéia,  em seguida deu uma gostosa gargalhada, e mandou o índiozinho tira aquela idéia da maluca da cabeça e fosse brincar com os outro curumins, pois essa história de pássaros gigantes era coisa do espírito do velho índio da floresta que costumava soprar essas histórias maluca no ouvido das crianças que brincam sozinhas na mata. Araiu muito triste, logo  todos  ficaram sabendo da história, Araiu passou a ser o centro das brincadeiras dos nativos, todos riam dele. Mas ele tinha um  amiguinho chamado Otob que foi o único que não riu da sua idéia, e prontificou em ajuda-lo a procurar o grande ninho. &lt;br /&gt;Como era de costume na grande tribo, antes de saírem para uma caçada ou uma colheita, os nativos iam até o espelho rio ouvir os conselhos do espírito das águas. Os curumins caminharam para beira do rio, chegando lá, sentaram no barranco e pediram para que o espírito do rio mostrasse a direção em que deveriam seguir para encontrar a morada do grande pássaro. O tempo foi passando, e nada de ouvir o espírito. Resolveram então chegar mais perto das águas, e já cansados passaram a observa as borboletas que voavam na beira do barranco, algumas se alimentavam do solo, outras se alimentavam nas coisas flores bonita que brotavam das arvores. Araiu começou a sonhar pensando como seria bom se soubesse  voar, ele ia visitar as arvores, principalmente as floridas, ia puder alcançar os galhos mais altos e colher as frutas madurinhas para saborear. Ia procurar uma grande árvore de galhos bem fortes e construir um ninho bem bonito para ele morar. Cansado os dois curumins resolveram voltar para a tribo. No caminho de volta Otôb perguntou o que espírito do velho do rio tinha falado para o Araiu. Araiu contou o sonho que teve quando olhava para as borboletas. Otôb ouviu e ficou maravilhado, e disse que também  tinha sonhado que era um pássaro, e contou para Araiu, os dois seguiram pelo meio da mata sorrindo, cantando e balançando o braço imitando passarinhos voando, até chegarem na aldeia. &lt;br /&gt;Chegando lá, foram logo dormi, e Araiu novamente sonhou que era um pássaro e que voava por cima da floresta até chegar numa lugar muito bonito, onde tinha uma frondosa árvore e nela construía um grande ninho, depois o jogava o ninho no chão e o ninho caia  virado de cabeça pra baixo, produzindo um  estrondo, que todos os índios da floresta corriam até para ver. Araiu acordou assustado, o dia estava nascendo. Foi chamar seu amigo Otob, e disse a ele sabia o que tinham que fazer, eles não iam procura a grande arvore com o grande ninho, eles iam procura a maior arvore que tivesse ali por perto e contruiriam o grande ninho, como tinha sonhado. E assim saíram pela floresta até encontrar uma árvore bem grande, e começaram então a construção do pequeno grande ninho. Apesar do esforço, logo descobriram que não era tão simples organizar  cipós, folhas e galhos de uma maneira que ficassem bem firmes. Depois de varias dias sem sucesso, resolveram então observar os pássaros, e aprender como eles faziam para trançar os gravetos para ficar bem firmes e seguros. Finalmente aprenderam à lição e retomaram a construção do grande ninho. &lt;br /&gt;Os nativos notavam a estranha movimentação dos curumins, e ficavam tentando entender o que Araiu e Otob estavam fazendo com tantos cipós e pedaços de galhos de árvore. Os dias passaram e o grande ninho ficou pronto, tinha um tamanho que cabia os dois curumins dentro. Os nativos diziam que os  curumins estavam sendo possuído pelo espírito do velho índio do rio, e que mais cedo ou mais tarde a mãe das águas iam leva-los para o fundo do rio, assim como levou o velho índio. &lt;br /&gt;Veio então um dia em que o vento das asas do grande pássaro empurrou as nuvens de chuva pra cima da tribo. Araiu e Otob correram para a grande árvore.  Alguns índios curiosos foram ver o que dois iam fazer. Os pingos começaram cair, os dois subiram na arvore e jogaram o grande ninho, O grande ninho caiu no chão virado de cabeça pra baixo, mas com impacto ficou todo torto. Meio desorientados os curumins buscaram  uma maneira de conserta-lo. Os pingos foram se intensificando, e os dois começaram a gira entorno do grande ninho procurando uma forma de entrarem, mas na hora da construção não pensaram que seria preciso fazer uma entrada. Os nativos que assistiam a cena, começaram a ri, e partiram para dentro da floresta buscando lugar para se protegerem da chuva. &lt;br /&gt;Passado o vendaval, os nativos voltaram para grande clareira. Os que chegavam  iam deixando uma pedrinha no centro da clareira, pois assim sabiam quem tinha voltado ou quem estava faltando. &lt;br /&gt;No final da contagem das pedrinhas, faltavam duas. Era as pedrinhas de Otob e Araiu. Todos então saíram à procura dos curumins, rodaram por todos os cantos e nada, e já estavam desistindo, quando  alguém teve a idéia de ir procura-los na árvore onde eles tinham construído o grande ninho. Chegando lá vasculharam tudo e nem sinal dos curumins. Já estavam achando que a mãe das águas os tinha levado para o fundo do rio, quando alguém então resolveu verificar debaixo do pequeno grande ninho, olhou por um fresta entre os galhos e então viu os dois curumins dormindo, tranqüilos como se nada estivesse acontecido, o nativo foi correndo avisa ao  grande chefe,  todos correram para ver onde os curumins estavam escondidos. Foi um alvoroço geral, todo queriam ver os curumins enxutos deitado debaixo do ninho, os índiozinhos acordaram assustados, a confusão foi tão grande que os nativos findaram por quebrar todo o ninho. Araiu e Otob choraram muito. O grande chefe chamou todos para uma grande reunião, e disse que o espírito da floresta tinha falado com a grande aldeia através dos curumins, mostrando para eles uma maneira de amenizar o sofrimento nos dias de chuva, e que ia ajuda-los também protegerem-se  do calor da grande bola de fogo que passava no céu clareando o dia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas luas se passaram. Todos os dias os nativos saiam a procura de uma grande árvore para construir o grande ninho. E novamente Araiu e Otob tiveram a idéia de construir o grande ninho no chão da clareira no meio da floresta, ouve muita discussão, mas por fim o grande ninho foi construído. E os dois curumins passaram a ser chamados de pequenos grandes chefes debaixo do grande ninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo foi passando e a tribo aumentando, e eram frequentes as brigas por um espaço debaixo do grande ninho. Araiu estava crescido e se sentia culpado pelas brigas debaixo do grande ninho, e um belo dia saiu para observar os passarinhos na esperança de novamente encontrar uma solução que ajudasse sua tribo. E  observando as pequenas aves, percebeu que cada casal de passarinho construía seu próprio ninho. Feliz da vida ele voltou para aldeia e pelo caminho foi recolhendo penas coloridas que ia encontrando pelo chão, fez uma tira de envira e as amarrou em forma de circulo na cabeça,  para se sentir como um pássaro. Ao verem Araiu chegar debaixo do grande ninho com  as penas coloridas presa na cabeça, foi uma gargalhada geral. Araiu falou para todos que o espírito da floresta tinha falado com ele novamente, e que tinha chegado o momento de todos os índios viverem como pássaros, cada família teria que construir o seu próprio grande ninho. &lt;br /&gt;A parti desse dia acabaram as briga debaixo do grande ninho. Cada grupo escolhia os mais próximos, e construíam seus grandes ninhos particulares em lugares diferentes espalhados pela floresta. Quando os novos curumins atingiam a maturidade, a tribo fazia uma grande festa e entregavam a eles  um circulo de pena para usarem na cabeça,  e acompanhados dos velhos eles iam  construir os seus próprios ninhos, para viverem com uma nativa que eles escolhiam. E até hoje, andando pela floresta ainda encontramos grandes ninhos de cabeça pra baixo abrigando grandes famílias.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A natureza ajuda quem ajuda dela." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa caminhada, chegamos numa cabana com o formato de uma grande flor, rodeada por belos jardins circulares que lembram fontes jorrando. Entramos e seguimos até onde estavam expostos pequeno frasco feitos de latéx, contendo uma variedade de perfumes e essências extraídas da floresta. Cada um escolhe a   fragrâncias que lhe agrada, retira o frasco e sai  em direção a um pequeno coreto em frente a cabana. É feita uma homenagem ao rei dos beija-flores. É feito a iniciação dos caçadores de beija-flores da aldeia dos contadores de histórias floresta. Um ritual em que utilizam pequenas peças artesanais feita com sementes e penas coloridas, que seguindo uma ordem de movimentos associados com os sentimentos do manipulador, faz com que as peças ganhem significados elevados, e como num passe de mágica ganham formatos de pequenos beija-flores que ficam presos pelo bico na mão do manipulador. &lt;br /&gt;O Guia entrega pequenos potes feitos de borrachas contendo mel de abelha em colares feitos de fibras vegetais. Os auxiliares cantam musicas exaltando a paz e o amor.  Surgi o espirito das flores e nos conduz ao jardim onde é narrada  A  Lenda do Reino dos Beija-flores. &lt;br /&gt;Obs. A lenda do reino dos beija-flores” é uma dessas histórias que transcender o autor e a própria história em si. Está ao alcance da compreensão de adultos e crianças. Nos leva as mais variadas reflexões, depende para isso, do grau intelectual de quem a ouve. Com certeza todos já ouviram essa Lenda sendo contada de alguma forma. Talvez com outros personagens. Mas a mensagem permanece a mesma: “O amor puro e sincero pelos nossos semelhantes tem uma força transformadora poderosa. Alguns podem até paralisá-la por algum tempo, mas detê-la, jamais”.&lt;br /&gt;Essa lenda voce pode ler no www.clenilsonbatista.zip.net&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-2957849075830327284?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/2957849075830327284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=2957849075830327284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/2957849075830327284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/2957849075830327284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/05/o-caminho-sagrado-da-era-das-aguas.html' title='O CAMINHO SAGRADO DA ERA DAS ÁGUAS DOCES - cont...'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-3375553048199271515</id><published>2009-03-23T17:35:00.000-07:00</published><updated>2009-04-27T09:43:10.014-07:00</updated><title type='text'>Água Como Elemento Lendário</title><content type='html'>Aproveitando que todo dia é dia mundial da água vou posta novamente um trecho do caminho das águas doces que acentua esse elemento imprecidivel para manutenção da biodiversidade terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                              UMA LÁGRIMA CÓSMICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo dos tempos, existia uma batalha que parecia infinda, o frio e o calor não se entendiam, a mãe natureza fazia de tudo para pacificá-los, mas sabia que só um milagre seria capaz de resolver a situação. Um dia já bastante cansada, a mãe natureza sentou-se num canto, e ficou olhando o frio e fogo se degladiando, uma tristeza imensa a envolveu, ela então baixou a cabeça, e do seu olho direito germinou uma gotinha que rolou pelo seu rosto, e foi cair entre as duas criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe natureza pensou: - “Coitada dessa frágil criaturinha, vai ser massacrada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor  com  sua luz abrasadora, aproximou-se da gotinha, mas a gotinha dividiu a luz em varias cores. O calor chegou mais perto, e a gotinha reagiu evaporando, afastando-se, indo em direção ao frio, enquanto se movimenta vai juntando suas partes dilatadas pelo calor, voltando a ser novamente a poção líquida. Ao se aproxima do frio ele tenta envolve-la, mas rapidamente a gotinha reagi ficando mais densa, o frio aproximou-se mais pouco, a gotinha então solidifica-se e escapa voltando em direção ao calor, e assim ela ficou, indo pra lá e pra cá, pra lá e pra cá.&lt;br /&gt;Ao ver a cena a mãe natureza sorriu pela primeira vez, e seu sorriso gerou  formas lindas que foram se juntar a gotinha que parecia tão frágil, mas em tanto era mais forte que a mãe natureza imaginara. Sobrevivia ao ataque do frio e do calor.&lt;br /&gt;E nesse vai e vem a gotinha ajudou o frio perceber que existia algo além do frio e o calor por sua vez, percebeu que existia algo além do calor. E a frágil criaturinha tornou-se então uma mensageira entre eles, com o passar do tempo, frio e calor foram acalmando-se e aprendendo a conviver com suas diferenças. A Mãe Natureza feliz da vida, batizou a gotinha com o nome de planeta Terra, e com seu sorriso de felicidade foi dando vida a beleza que iam se juntar a gotinha, e até hoje a gotinha feliz dá vida dança girando pelo espaço iluminado. E entre esses  presentes gerados pela felicidade da mãe natureza, teve um muito especial ao qual a mãe natureza deu o nome de ser humano, esse tinha a missão de manter a gotinha sempre bem cuidada e limpinha. E em troca a gotinha cederia parte do seu corpo para o ser humano solvesse e assim sobrevivesse e se multiplicasse. Mas com o tempo alguns humanos esquecerem que eram um presente divino, gerado pela mãe natureza para viverem e cuidarem do planeta terra, mantendo a gotinha sempre limpinha para que a mãe natureza continuasse sempre sorrindo. Mas a maioria dos seres humanos continuam reconhecendo a gotinha como uma dádiva preciosa, e tem a consciência da responsabilidade que lhes foi dada pela mãe natureza, e assim se organizam e tomam  atitudes para o êxito da missão que lhes foi dada, se reúnem para traçar estratégias, redigirem documentos que assegurem a proteção e preservação a nossa gotinha. E um desses documentos foi lidade das reservas atualmente disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"As aparências às vezes enganam.” Uma gotinha d'gua pode fazer a diferença, não esqueça que um igarapé, um rio, um dilúvio, começa com uma gotinha de água”. redigido por um grupo que no período da transição milênica ficou conhecido como ONU (Organização das Nações Unidas) e foi intitulado "A Declaração Universal dos Direitos da Água",  que tem o seguinte conteúdo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"As aparências às vezes enganam.” Uma gotinha d'gua pode fazer a diferença, não esqueça que um igarapé, um rio, um dilúvio, começa com uma gotinha de água”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-3375553048199271515?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/3375553048199271515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=3375553048199271515&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/3375553048199271515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/3375553048199271515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/03/agua-como-elemento-lendario.html' title='Água Como Elemento Lendário'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-7074763563270225881</id><published>2009-03-17T16:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T14:10:52.867-07:00</updated><title type='text'>Simbólicos e Signos do Lendário "B"</title><content type='html'>O Aventureiro retornou a Colônia Cósmica (1). A jovem Lua o conduz até a casa de Otob, entrega os manuscritos do seu Pêdo Mensageiro com as informações sobre a era das águas doces. O jovem segue até a cabana, arma a rede para descansar um pouco, Mas está curioso para daber o que seu Pêdo escreveu, deixa a mochila num canto, e dá inicio a leitura:&lt;br /&gt;“Aventureiro, como prometi, ai vão alguns pontos para que voce entenda um pouco mais sobre isso que defino como a era das águas doces das florestas. E vou começar com uma síntese dos seus elementos simbólicos significativos.&lt;br /&gt;Acho que está preparado para ler alguns ensaios lendológicos.  Esse termo pode parecer estranho, mas no decorrer da leitura você vai se familiarizar e entender melhor o que quer dizer.  Vamos aos elementos  considero fundamentais para que tenha uma idéia do contexto intelectual em que vamos caminhar:” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A MÃE DAS ÁGUAS&lt;br /&gt;2 - A COBRA GRANDE&lt;br /&gt;3 - O MARACÁ&lt;br /&gt;4 - O BOTO &lt;br /&gt;5 - O BEIJA-FLOR&lt;br /&gt;6 - A ABELHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 –  Mãe das águas - É o ser que gerou o elemento água, o elemento responsável pelo surgimento e a manutenção da biodiversidade em nosso planeta. É bom lembrar que a existência humana depende dela, que sem água o ser humano não viver. A era de aquário, ou era das águas tal como entendemos, não chegaria se não existesse água. Por isso a mãe das águas esta ai como o primeiro elemento da lista. Pois ela é a responsável, é quem torna possível o contexto em que se realizar a era das águas. &lt;br /&gt;2 – Cobra Grande - Ou grande serpente como queira, desde os tempos mais remotos representa a energia no seu estágio etéreo vibrante, ou seja, tudo o que nos chega a  consciência ou que está além do alcance da nossa bio-visão chega até nos através dela. Por exemplo, o som da nossa voz; as sonoridades que se manifestam através das traduções desses símbolos alfabéticos que você esta lendo e ouvindo nesse momento. A serpente simboliza o que torna possível qualquer tipo de comunicação, é a intermediária mensageira dos comunicantes. Sem ela não existe mensagem, não existe comunicação, é através dela que recebemos as informações durante a nossa existência. Tudo que voce sabe, foi que trouxe até você, e isso se deve a existência do seu ser, do seu corpo, do corpo que só existe, graças à existência da água. A crosta terrestre e toda abóboda celeste é a grande serpente nos atraindo. Somos-nos os decodificadores autônomos ou orientados, dessas informações, os sistematizadores das informações que ela nos traz.  Voce sabe o que sabe, graças a existência e os encantos da grande serpente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 –  Maracá ou chocalho - É o instrumento indígena que a milênios foi idealizado para servi como um livro auxiliador ao imaginante no período da grande transição das nossas relações  sociais humanas. Com ele o imaginante compreende, e de alguma forma pode se sentir um Deus; se sentir o senhor e entender de alguma maneira o principio criador dos universos vibrantes perceptíveis e imperceptíveis biovisualmente. Pois o maracá é na verdade o sábio livro nativo imemorial deixado pelos nossos ancestrais e que pode ser lido de diversas formas.  Para que voce entenda melhor essa idéia, podemos dizer que um livro é onde se pode ler alguma coisa, vou fazer uma exposição dos elementos que compõe esse instrumento e seus significados para que voce entenda a relação que uma coisa tem com a outra:&lt;br /&gt;a) A parte de cima do Maracá é esférica. O esférico simboliza a eternidade; o sem principio, nem meio, nem fim; um todo existente e inexistente em si mesmo. &lt;br /&gt;b) Dentro dessa parte esférica são colocadas as mais variadas sementes. Essas sementes ai paradas representam o caos dentro contexto eterno representado pela esfera, do aparentemente desarmônico.  &lt;br /&gt;c) Quando movimentamos o maracá, o atrito das sementes com casca do fruto de cabaça  produz uma vibração sonora, algo que definimos como som, harmonia. Ou seja, do caos sai a harmonia, e ai então podemos ver o maracá como a representação do que o cientificismo classifica como partícula , e o som que ele produz como sendo a representação do que  definem como onda.&lt;br /&gt;Tudo que percebemos externo ao nosso ser,  são condensações palpáveis e  perceptíveis vibrantes. Portanto, ao segurar o maracá e faze-lo vibrar, o nativo torna-se a representação simbólica do principio que gerou esse todo perceptível energético vibrante. Ou seja, passa a ser uma representação simbólica do Deus criador  miniaturizado. É assim que o nativo lendário acessa a consciência de que é uma individualidade, mas com o poder de intervir; articular; transformar; de possibilitar que o possível e o aparentemente impossível se realizem nele. &lt;br /&gt;Por exemplo, o que queremos para nosso planeta? Com certeza queremos paz, amor, felicidade, conforto, o que for possível para que esse planeta seja um lugar de reposição de energia, de elevação espiritual, sem a necessidade de conflitos desnecessários,  inconvenientes. Dentro dos profetismos terrestre, existe a previsão da chegada do  período em que o ser humano alcança esse ideal, é período conhecido como era das águas ou  era de aquário, como queira. Que o período em que a água passa a ser o  centro da atenção humana. É o ser humano observando esse elemento liquido absorve  ensinamentos sutis alcançando a consciência do poder que possibilitara  tirar a era das águas do plano considerado como utópico, trazendo para o plano que equivocadamente se defini intelectualmente como realidade palpável.   &lt;br /&gt;4 –  Boto* - É o mensageiro oficial da era das águas, é o peixe encantado que se transforma em gente. Ele melhor do que ninguém, conhece o universo líquido, e portanto, pode falar da água com conhecimento de causa, pois tem as informações precisa dessa outra realidade. O Boto é o ser que tem a capacidade de mudar de realidade sem perde a essência, é o ser preparado vivenciar e orientar o ser humano dentro da era das águas, capacitado para comandar a revolução sócio psico-ambiental, de forma tranqüila, sem conflitos psico-existenciais, pois conhece e domina os dois universos, o Boto é o senhor da era das águas, apto para comandar as mudanças dos ultrapassados  paradigmas sociais humanos. E no novo milênio ele se revela para o mundo no leito do Rio Branco,  (Cidade de Rio Branco) que é  conhecido no contexto lendológico como a aldeia dos Atlantas das águas doces, ou, o continente perdido das águas doces amazônica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs.  Detalhes mais aprofundados do lendário Rio Branco você vai encontrar no Lendário B. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 –  Beija-flor - É um dos elementos que estruturamos para fazer parte da natureza e posteriormente usa-lo como instrumento de incentivo a prática imaginativa, que vai  ajudar a condicionar os humanos a absorverem o estado de espírito irmanante da nova era. É com o beija-flor o ser boto encanta os nativos,  os fazendo transcenderem a condição de seres  humanos, passando  condição de mensageiros alados no grande jardim no novo mundo, e esse encantamento se dá através de um ritual muito simples. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Os detalhes da utilização e da forma como esse elemento é usado para o grande encantamento planetário voce vai encontrar na LENDA DO REINO DOS BEIJA FLORES  que é um capitulo a parte desses manuscritos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 –  Abelha – Representa o ser humano encantado, já agindo dentro do contexto profético definido como era das águas. É o ser transitando na terra transformada num imenso jardim de beija-flores e flores humana, encantado agindo como a abelha campineira que depois de  adquiri toda experiência no interior da colméia, no período de floração sai desse convívio e vai colher o pólen para produzir o mel,  é o ser humano colhendo as melhores idéias e transformando em mel em forma de livros, quadros, músicas, poemas, de histórias e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lendário B, tem as  informações complementares para  que entenda melhor a era das águas doces dentro do contexto florestal  amazônico. Mas antes de entrar nesse contexto, não esqueça, que em lendológia “Tudo é questionável”, a única coisa inquestionável, é a capacidade e o direito primordial intransferível que voce tem e todos nos temos,  de a tudo questionar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O LENDÁRIO &lt;br /&gt; B&lt;br /&gt;“A ERA DAS ÁGUAS DOCES” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a chegada do ano 2000 tem inicio a fase de transição de contagem dos dias do novo milênio. A preservação e manutenção dos nossos mananciais aqüíferos está na ordem do dia, chegamos a era das águas ou era de AQUÁRIO. A água é a grande vedete, o centro das discussões no planeta. Chegamos no período das grandes transformações sociais,  comandada pelos Atlantas do continente perdido das águas doce, os lendários BÔTOS do Rio Branco.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;* Bôto – O lendário peixe encantado das águas doces amazônica que transmuta para forma humana e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem símbolos e sinais significativos deixados pelos nossos imemoriais ancestrais, esperando o momento certo de serem decifrados. Para as decodificações desses sinais utilizamos a consciência e a linguagem definida como lendológica. E vamos usa-la na primeira etapa dessa nossa viajem,  começando  com uma pequena  serie de  perguntas e respostas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Onde tem inicio o movimento social revolucionário do milênio das águas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na cidade de RIO BRANCO,  a eterna capital do antigo e sempre novo mundo,  está localizada no meio do continente amazônico,  mais precisamente num território do  estado do Acre-Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Como afirmar que Rio Branco é a capital do antigo e sempre novo mundo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Rio Branco é o rio lendário dos nativos imaginantes libertários. Local onde se encontram os lendários humanos peixes Botos mensageiros das águas. Vamos usar  a metodologia da abordagem decodificativa lendológica do nativo no contexto florestano lendacreano. Que dá o acesso aos detalhes que possibilita  esta afirmação”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)  O que é  linguagem lendológica decodificativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É a linguagem ancestral, em que os seres mitos lendários populares são arquivos e fontes dos conhecimentos e saberes imemoriais estruturados”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando pelo prisma racionalista, a linguagem lendológica pode ser comparada ao que os místicos, esotéricos e etc. Definem ou compreendem como terceira visão. Ela nos permite o acesso a outras realidades de "infinitas" possibilidades, onde o ser assumi sua essência aventureira inter-dimensional sem fronteiras; transitando pelo remoto, pelo impensado, pelo ausente presente, pelo obscuro, pelo aparentemente insondável, ou seja, volta a respirar com a intransferível liberdade individual coletiva, saindo da paralisia congelante do racionalismo lógico, adentrando o plano do imaginar imensuravelmente. É o ser criante livre das rédeas doutrinárias ideológicas formatadoras de dominadores e dominados. É o nosso antigo e sempre novo modo de lidar com as ilusórias noções geradas pelo intelecto humano, desprendendo-se do espaço-tempo, das lógicas, casualidades, dos psico-valores e etc. É uma  volta ao estágio mais humano, o reencontro com  o elo perdido entre o visível e invisível.   Realidade e imaginação funde-se numa coisa só, proporcionando o retorno aos nossos antigos e sempre novos paradigmas interativos sociais harmonizantes atemporios; aos nossos compromissos confraternos anti-conflitantes administradores da nossa eterna e sempre gloriosa comunidade cósmica nativa florestana”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)  E o que é lendológia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Se eu pará para explicar o que é lendológia, deixou de ser lendologo. Suas preocupações fazem parte das nossas lendas particulares. Imagine!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O lendologismo no seu aspecto mais puro, não vem confrontar os ideólogos tribais harmônicos ou conflitantes. E nem por abaixo os nobres preceitos sociais ou anti-sociais, pois tem os seus próprios com os quais se ocupa."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As narrativas lendárias, a principio são usadas como instrumentos experimentais intelectuais para o despertar da consciência de que podemos desenvolver pensamentos lógicos sem precisar sacrificar o nosso instinto primordial de imaginar imensuravelmente; fantasiosamente; prazerosamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Quais sinais podem nos dá a certeza que Rio Branco é berço da nova civilização da era das águas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos  começar pelo nome da cidade, Rio Branco.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;a ) RIO BRANCO - Se é RIO tem água, e se é BRANCO, é de paz; harmonia;  limpeza;  fusão de todas as cores e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) A espécie dominante nos rios são os peixes.  Olhando pelo prisma do imaginante lendológico, os humanos que habitam o RIO BRANCO são humanos e peixes ao mesmo tempo, pois vivem dentro do Rio. São os seres classificados como os BÔTOS do RIO BRANCO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c ) Observe que as  palavras  BRANCO e BÔTO começam com a letra "B". A Letra “B” dentro lendogismo é um elemento simbólico significativo autêntico, ou seja,  pode nos proporcionar o acesso a realidade e acontecimentos imemoriais que fazem parte da história da nossa civilização cósmica primordial. É uma das muitas chaves deixadas por nossa sábia civilização, corpórea  e extra-sensório, que dá acesso a imperecível psico estrutura administrativa organizacional da qual fazemos parte, aos princípios apaziguadores de relacionamentos que foram se aprimorando através das eras; os nossos saberes ancestrais governantes. Através dele alcançamos um estagio espiritual de entendimento que classificam como captação de revelações divinas, chegamos a consciência do poder individual de torna tudo possível, a capacidade de sobrevoar a orbe terrestre alcançando passado presente e futuro numa espécie de estado de sonho acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) E como o “B” pode nos dá o acesso e a compreensão desse estágio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dentro do lendologismo, o Rio Branco cercado de verde por todos os lados é conhecida como a ilha aquática do imaginante amazônico imemorial. É o local onde se encontram os nobres cavalheiro da antiga e sempre nova ordem, os  pacificadores humanizados encarregado do retorno a origem primordial da humanidade. De tempo em tempo Rio Branco é afundada pelo intelecto humano racional filosoficado para experienciar, e concluir  as nossas  constantes  aventuras intelectuais. &lt;br /&gt;a ) Rio Branco é a capital do estado do Acre, cuja  a demarcação territorial tem o formato de letra “B”. Esse “B” é a primeira visão amplificada do “B” sinalizador lendológico estruturado pelo imemorial ancestral coletivo,  e que pode ser visto quando ultrapassado os limites da bio-visualidade humana, indo além das ilusórias compreensões perceptivas que foram condicionadas através do aprisionamento do saber sistematizado, metódico, institucionalizado aos quais nos deixamos submeter”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Olhando o mapa do Acre constatasse  o formato de letra “B”,  só que o “B”  não se apresenta na forma como costumamos ver no alfabeto. Para que a Letra "B" fique na posição que oficialmente conhecemos, ou seja, uma reta vertical e dois pequenos relevos do lado direito,  o planeta terra, tal como está na nossa pisco-compreensão espacial, e no desenho oficial  do mapa mundi, tem  que ser visto  virado, ou de cabeça para baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Dentro do contexto lendológico, esse fato já aconteceu, vai acontecer e está acontecendo, tudo se dá no instante em que adentramos, compreendemos ou  vivenciamos isso. Existem fragmentos de registros dos personificadores Botoistas que se referem a esse acontecimento, entre eles tem um que diz o seguinte: “E junto com o planeta foram todas as concepções intelectuais humanas. Pois assim é, foi, e sempre será”. Antes de nos aprofundar nas concepções lendológicas extensivas dos fragmentos lendários como o acima exposto, vamos abrir um parêntese, para dizer que dentro do lendologismo prevalece o imaginar ininterrupto, nada fica  sem resposta ou contraposição. Por exemplo, quanto a afirmação acima, os irreverentes e bem humorados camalionistas perguntam: Mas pra que lado fica o lado de cima, ou  o lado de baixo, nesse espaço estrelado? Se nos mostrarem isso contribuiremos com o movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do lendologismo existem extensões e tendencias, tais como o Botoismo e Camalionismo entre outras. Mas as informações detalhadas quanto a essas tendencias e extensões voce vai encontrar no ensaio lendológico O SER MAPINGUARY no caminho sagrado das águas doces. Vamos falar um pouco do camalionismo para que você vá se familiarizando com essas estruturas.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;* Camalionistas - São os personificadores da tendência lendológica urbana florestal conhecida como CAMALIONISMO. Camalionismo é uma extensão polêmica que existe dentro do movimento lendológico, embora alguns lendologos discordem e até não a aceitem como uma extensão lendológica autêntica. Mas queiram ou não, os camalionistas são os precursores do movimento lendológico dentro da dimensão intelectual cultural acadêmica racionalista. Por causa deles os lendologos foram obrigados a exporem suas composições lendárias de forma sistematizada, para desfazerem os maus entendidos causados por eles, passaram divulgar o que consideram como autenticas manifestações lendológicas, é a parti daí que surgem as traduções consideradas aceitáveis das narrativas classificadas como narrativos argumetários lendológicos. Podemos dizer que os camalionistas forçaram os personificadores lendarianos a manifestarem-se no universo congelante do grafo simbolismos fonêmicos sonoros alfabéticos, muitos afirmam que tudo começou com a   divulgação do polêmico lendário O SER MAPINGUARY, uma peça argumentaria narrativa controvertida, que passou por diversos aperfeiçoamentos,  e mesmo a contragosto da maioria dos lendologos, ganhou status de peça lendológica autêntica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das características dos camalionistas, é o espírito rebelde irreverente e muitas vezes irresponsável que eles geralmente tem, e não é pra menos, o camalionismo nasceu no seio do movimento jovem lendológico. Os camalionistas costumam assumir postura dos personificadores de outras extensões e tendencias lendológicas, tais como: IARAISTA, BOTOISTA, MAPINGUARISTA, CURUPIARISTA OU SERPENTISTA e etc. para  Exporem  pensamentos críticos ou de duplas interpretações. Os camalionistas tem uma predileção pelo mapinguarismo, isso por razões obvias, o radicalismo que normalmente caracteriza os personificadores mapinguarianos é um prato cheio para extravasarem suas idéias oposicionistas questionadoras. O passatempo preferido dos camalionistas é o de se oporem ou opinar sobre questões extra contexto lendológico, o que costuma gera reações externas, que vai de encontro aos ideais do movimento do imaginante nativo libertário, desvirtuando a postura pacifica que tem os autênticos lendologistas, é isso faz com que os personificadores de todas extensões e tendências se manifestem buscando maneiras  de  desfazerem os mal entendidos que eles normalmente costumam provocar. Os Camalionistas tem tendencia ao aliciamento dos seres pensantes. Entre eles também encontramos as narrativas, os argumentários luminantes lendarianos que estão em sintonia com os paradigmas lendológicos de aperfeiçoamento, de estudos, pesquisas, desenvolvimento e produções de elementos sócio artístico-culturais nativos florestais, e orientações lendarianas bem fundamentadas, e como é característico a todo lendologo que se preze, eles buscam incessantemente o fundamentar, o arrazoar, o aperfeiçoar  das realidades  lendárias que compõem. &lt;br /&gt;O que caracteriza os autênticos lendários, é o transparecer da incessante busca por um ponto consensual de compreensão do ser coletivo, sem interferência nas concepções individuais,  normalmente estão entre o perceptível e o imperceptível bio-visual,  racionalidade e imaginação, sem preocupações proselitistas. Mas isso não quer dizer que não existam lendários com tendências proselitistas, os fragmentos lendários com essas tendências comumente são atribuídos aos personificadores camalionistas.&lt;br /&gt;Os lendários são registros; testemunhos de acontecimentos cósmico imemoriais. É através dos lendários que os lendologos superam as situações historicamente condicionadas dos imaginantes humanizados, rasgam o véu das ilusórias psico-realidades que os sufocam.&lt;br /&gt;Todo lendário polêmico tem origem no camalionismo, fazem parte das posturas  descompromissada que muitas vezes eles adotam quanto as questões regimentais orientadoras pacificante do existencial harmônico interativo lendológico. &lt;br /&gt;Os camalionistas costumam transpor as tênues fronteiras em que transita o imaginante livre lendário e os intelectuais racionalistas sistemáticos metódicos academicistas, abrindo brecha para os embates intelectuais desnecessários. O espírito do camalionista, uma hora é uma coisa, outra hora é outra e fazem isso sem o menor pudor, sem sentimento de culpa. Para que voce tenha uma idéia, veja como um camalionista responde uma pergunta  relevante para o movimento lendologico autônomo nativo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é lendológia?&lt;br /&gt;Resposta camalionista: &lt;br /&gt;“É algo que nunca começou e nunca vai termina, ou algo parecido com isso ou totalmente o contrário de tudo isso”.&lt;br /&gt;Ou:&lt;br /&gt;“ Lendológia é um pensar ininterrupto; algo que nunca começou e nem nunca  terminou. Em síntese é mais ou menos isso. Mas também podemos dizer que é o contrario disso”. &lt;br /&gt;Nas respostas transparecem a fuga da responsabilidade com a coisa em si, com o que está se expressando, isso é típico dos camalionistas. Em resumo o camalionista se propoem a opinar e responder tudo, sobre qualquer coisa, no  aspecto menos radical. Não é por acaso que essa tendência ficou tanto tempo marginalizada dentro do movimento lendológico. Mas como dizem os camalionistas: " Há males, que vem para o bem." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" A gente é bicho do mato, mas tem lendológia e um quintal que não tem tamanho, cheio de fartura."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos fechar essa pequena exposição, mostrando outros textos típicos destes personificadores, nos quais podemos detectar referencia ao externo intelectual não lendológico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... E antes dos previsíveis ataques histéricos, dos doutores guardiões das leis gramaticais oficiais, queremos dizer que os lendologos utilizam a linha do anti-intelectualismo benéfico comunitário, ou seja, se você entendeu o que o texto quis dizer; se captou a mensagem que está escrita, está perfeito, o resto é resto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Filosofia é a arte de convencer o outro, que ele não sabia nada sobre tudo. E no final outro fica sabendo tudo sobre nada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Filosofia é a metodologia de construir associações de pensamentos ditos lógicos, que  está ao alcance de qualquer lendologo idiota que se dedique a desenvolvê-los."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num apócrifos do lendário O SER MAPINGUARY com um olhar mais apurado podemos encontrar nas entrelinhas referencia a esse externo acadêmico institucionalizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...E diziam os anciões ao jovem líder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não percebe que esses riscos tão inofensivos, tão simples na superfície das folhas, têm uma atração psico-magnética muito estranha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não percebe que são só riscos? Que eles não tem poderes? Que é você que dá poderes a eles!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não percebe a falta de personalidade que tem esses ilusórios intermediários das oralidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; São seres frívolos! Sem caráter, estão a serviço de qualquer um. São ridículos, ignóbeis... Não existe uma definição de debilidade extrema a qual eles se encaixem. Estão um pouco além de tudo que posso conceber nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem líder insistia em demonstrar a utilidade dos poderes dos riscos nas superfícies das folhas. E os anciões rebatiam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não percebe a fragilidade, a insolidez, a falta de autonomia  desses riscos? São tormentas congelantes, o iludindo com a falsa impressão de que podemos  congelar o nosso primordial e imutável pensar incessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Como pode querer que sejam usados como intermediários do saber, do conhecimento,  da verdade,  no meio do nosso povo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é demais repetir que quando um argumento ou narrativa deixa duvida quanto a origem de sua extensão, ou tendência lendológica, normalmente são classificadas como camalionistas.  Mas não podemos negar que essa é uma brecha que os personificadores lendológicos costumam utilizar para assumirem posturas criticas de contestação, muitas vezes com objetivo de distorcerem ou por em duvida a origem e autenticidade de alguma das extensões ou tendencias lendológicas oficiais,  e não muito raro, até opinarem quanto a questões extra lendologismo. Como dizem os camalionistas:  “Nem tudo que parece, é”. E por fala em  “Nem tudo que parece é”,  Vamos a um fragmento lendário bastante interessante que aborda a questão do que é realidade: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... Tá vendo esse riacho correndo, ai!? Todo dia minha filha Lua vem  buscar água para fazer as coisas em casa. E o indio Araiu todo dia vem pescar uns peixes para comer. As crianças todos os dias vem aqui tomar banho e brincarem. Mas como voce pode ver, o rio é só uma poção de água corrente, mas para minha filha, o rio é mais que poção de água, para ela o rio é um amigo, que ajuda ela a passa pano na casa, a lavar a louça, a cozinhar a comida e etc.  Para  indio Araiu, o rio é um prato de comida, é daqui que ele tira seu alimento diário, e por isso vai fazer  tudo para que ele continue sempre limpo que tenha sempre peixes.  E para crianças o rio é um parque de diversão onde todos os dias elas se divertem. Mas o rio é só um monte de água correndo, mas para cada um deles o rio tem um significado diferente, e conforme esse significado, assim eles se relacionam com  o rio.&lt;br /&gt;Os seres humanos são um grande rio, todos vieram da mesma fonte, de uma fonte pura e cristalina, só que no percurso foram sendo poluídos, com conceito, preconceitos, normas, leis etc. etc... Diariamente esses seres humanos pulam, ou são tirados para fora do rio e passam a dá significados para as gotinhas que o compõe, dizendo: Aquele é doutor, aquele outro é advogado, a outra é professora, a outra é governador, outra é prefeito, a outra é juiz, e por ai vai. Na verdade, não existe nada disso, tudo são frutos da nossa fértil imaginação, são valores psicológicos que acreditamos que existem, são quimeras, e conforme nossas crenças nelas, assim passamos a nos relacionar com esse rio que chamamos de humanidade. Acredite! ninguém é mais do que ninguém, somos  seres humanos, com uma ainda atrofiada e inexplorada capacidade infinita de criar, interagir e de transformar essa quimera, noutra quimera melhor. Para chegar a nossa verdadeira essência precisamos despoluir o rio, pois água poluída, é água morta, temos que jorrar como água viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao lendário “B” ainda vamos encontrar alguma coisa ligada a essa questão da água viva um pouco mais na frente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 )  A letra “A” de Acre, está associada ao numero 1, Acre é o nome do rio que divide a cidade de Rio Branco, é o caminho que trouxe os aventureiros e exploradores, onde se deram as grandes batalhas entre Brasileiros e Bolivianos e que mais tarde nos elevou a condição de território Brasileiro. Veja que os nomes Bolívia e Brasil começam com “B” . A letra “B” corresponde ao número 2. E dentro do lendologismo, algarismos e  letras  tem o mesmo valor, mas podem mudar de função conforme  seja a abordagem  feita pelo lendologo que as utiliza. Tanto podem ser lidas como números ou letras, ou como números e letras ao mesmo tempo, depende da abordagem que o decodificador lendológico  emprega.   &lt;br /&gt;A palavra água que define o elemento essencial para a bio-existência planetária, tem na sua estrutura grafo-alfabética, 4 letras,  começando com  a letra “A” acentuada, e termina com a letra “A”.  Podemos afirma que a palavra água é formada em algum instante, dentro da contagem que vai do ano 1000 ao ano 2000. (*Para comprova isso os lendologos utilizam um instrumento conhecido como Selo Solar, que será apresentado num momento oportuno. Nesse sistema o ano é 1231, e também pode ser o ano 1 que está no fim e no começo deste numero). No ano 2000, entramos no período de transição do segundo para o terceiro milênio. O numero 2 (dois) correspondendo  a letra  “B”,  2000  dentro deste contexto é  traduzido como sendo “Booo”.  Esse “Booo” no lendologismo, é tido  como o registro e tradução do primeiro som emitido pelo Botinho lendário ao nascer. É quando ele sai da bolsa liquida para o universo terrestre, e oque também pode ser traduzido como o instante em que o ser deixa de ser peixe e passa a ser humano; é o som do nascimento, quer dizer o surgimento de um novo ser, de uma nova vida, e também pode ser traduzido como a chegada de uma nova era, de um novo universo, isso porque no instante em que nascemos, mudamos toda a estrutura vibrante do universo, o universo passa a ter uma vibração que não existia antes, passa a ser um novo universo, com a vibração do teu ser, do teu coração,  e quer o mundo queira ou não, existe um universo antes e outro depois que algo nasce,  somos deuses entrando no mundo.   &lt;br /&gt;2001 é o ano em que se inicia oficialmente a contagem do terceiro milênio, na tradução lendológica temos ai a palavra “BooA”,  é o aviso que entramos na Boa era. A palavra água que simboliza vida,  também está ligada a idéia de parto; de dá a luz, que surgiu  no período do ano 1000,  junta-se agora a palavra BooA  formando a frase;  Água Booa.  E 2002 vem para confirma isso, quando os “O” são elevados a função de representação do vazio, temos e temos então o “BB”. Que representar o ser que nasce, ou seja, o “Bebê”, e também está associado ao ato de tomar água, “Beber”. Juntando tudo, temos ai, “ÁguA BoA de BeBer”, essa é a autenticação  da chegada da era das águas doces lendária da floresta, da água viva no planeta. Esses dois “B” são encontrado em palavra que nos remetem a coisas que são tidas como sagradas para boa parte da humanidade como BíBlia por exemplo. A duas letras “B” estão entre  as 4 primeiras letras da palavra BorBoleta. Borboleta que não é um ser criado pelo humano, é uma criação divina e é um símbolo de mutação, é o mutante por natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Água Boa de Beber” para o ser humano, é água limpa, água sem poluição, portanto, água viva. &lt;br /&gt;O termo “água viva” é bastante conhecido e muitas vezes utilizado para expressar um estado de espírito puro, irmanador, pacificador, aquela que sacia toda sede, que pode ser sede de amor, de justiça através da sua pureza e etc.  Existem  utilizações da palavra água que a relacionam a aprendizado, ensinamento. Os lendologos Uiaristas costumam dizer: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viemos todos da mesma fonte; de uma fonte pura e cristalina, mas no nosso percurso  fomos poluídos. Precisávamos despoluir o rio e jorrar como água viva.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando alguém diz que está enjoado da vida; que não quer mais viver, e  bebe água para saciar a sede. Está afirmando o contrário do que disse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem fragmentos em que a água aparece nas entrelinhas, como esse dos Botoistas:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os humanos serão pescado, e assim transformados, e para pesca-los temos que encanta-los, transforma-los em peixes”.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quanto a questão do período em que começa a era das águas no nosso planeta, o ser Boto não encontra dificuldade para prova e a vivencia esse período; de mostrar que já estar vivendo nele. Mesmo com toda a diversidade, contradições  teoricas e revelações que existem nesse sentido. O Boto como ser artístico, imaginante livre, tem a capacidade de mudar de realidade. E é com essa capacidade   que poe fim as questões que a milênios  místicos e esotéricos vem debatendo que é essa que  giram entorno da duvida do período calendárico em que se dá essa nova era. Os Botoistas resolveram e resolvem essa questão da seguinte maneira; quando alguém diz que a era das águas começar oficialmente no ano 2045 ou em 2114 e etc. Os Botoistas dizem: Acordem! Estamos no ano de 2045 ou 2114 e etc. e pronto, ta resolvida a questão. Mudar de realidade, é uma coisas que os Botos dominam muito bem.  &lt;br /&gt;E falando de contagem de tempo, existe dentro movimento lendológico tendências que não o excluem totalmente a ilusória concepção humana de tempo. Por  exemplo, alguns lendologos utilizam algo que equivalente, em que um ano é o mesmo que uma hora, para os que utilizam tal expediente, se estamos em 2009, estamos as 9 horas do primeiro grande dia do milênio das águas. Em 2010 as 10:00 hrs. E assim por diante.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro desse movimento a restauração dos soberanos argumentários apócrifos populares imemoriais amazônicos, revelaram fragmentos narrativos classificados como de fundamentações, autenticação e comprovação da origem dos sinais tidos como lendogeográficos. Entre eles temos fragmentos que relatam ações que levaram a formatação da forma geométrica orientadora que tem o mapa do Acre, vejamos alguns:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... No principio, as demarcações territoriais sócios tribais, tinham o formato esférico arredondados, estabelecido pela força inabalável e incorruptível dos nossos comunitários compromissos celestes lendológico. Que são os mesmos compromissos respeitados na administração coletiva extra-sensória, que acionou o movimento que deu origem as rebeliões tribais, que  geraram as equivocadas investidas conflituais que levaram  os nativos buscarem a conquista de território de  tribos irmãs. O que se deu quando as tribos passaram  a adotar um formato administrativo coletivo, onde um individuo tinha  o poder de governa, de  comandar a coletividade.  Foi a parti daí que os tais  líderes passaram a organizar equipes de auxiliares administrativos,  institucionalizando métodos de condicionamento psico-intelectual dos nativos, os fazendo obedientes a ordens estruturais ideofilósofica emanadas do corpo administrativo comandante,  fundamentados e orientados por ilusórios psico-valores que atravessaram eras, tidos como verdades supremas, mas que felizmente podiam ser superadas”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Foi uma empreitada ego-sistemática que convenceu os nativos, de que eles  tinham um destino superior  a ser alcançado, e que a expressão desse poder se dava com a subjugação de nativos de outras tribos,  tomando seus território de direito primordial inqüestionável”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Foram os  eventos conflituais que levaram o estabelecimento das conhecidas demarcações territoriais geográficas que temos hoje, já previstas no nosso contexto cósmico transcendente lendológico. Pois para salvaguarda a extensão esférica e a localização do centro administrativo coletivo pacificador intercontinental planetário dos gloriosos Atlantas das águas doce florestais, a nossa irmandade redesenhou o nosso espaço territorial. Essa foi a forma encontrada para não interferi diretamente na nova experiência intelectual humanizada, e ao mesmo tempo manter a nossa localização planetária destacada entre as demarcações das outras tribos.  E pelas razões que todos os lendologos conhecem muito bem, o formato escolhido para o nosso território foi o da letra "B".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 ) A letra "B" está  presente no que existe de mais significativo culturalmente dentro  do território lendológico, e tem como autenticadores, elementos que contem a letra “B” e que são  reconhecido por todo planeta, como algo com  característica singular, e classificado como nativo da região. Esses  elementos foram colocados ai como complementos fundamentativos, para que os aldeados, corpóreo e extra-corpóreo, tivessem a certeza do local e conseqüentemente, da missão de reacender a chama da nossa velha e sempre  nova ordem. Um desses elementos sinalizador e autenticador territorial, é um produto gerado a parti das árvores seringueiras, do Rio Branco de leite vegetal que jorra delas, o látex com o qual é produzido a BORRACHA. A Borracha tem uma função importante na estrutura da nossa realidade lendária, é o elemento com a função estratégica de atrair os nativos pioneiros restauradores do novo tempo, para povoarem e reproduzirem os veículos corpóreos que fazem parte da nossa legião restauradora revolucionária lendariana, que dá inicio ao estabelecimento do monumental movimento profetizado como nova era das águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 ) “B” é a primeira letra da palavra “Borracha”.  Está ai por força dos sábios compromissos que firmamos, quando organizamos o surgimento e a ascensão do grafo letrismo como meio de comunicação. Na era do grafo letrismo, utilizando a borracha, o nativo percebe que pode apagar e reescrever o que fez; refazer o que está feito, dando ao nativo a noção de ser deusificado E assim ele acessar o espírito da era das águas, o espírito do revolucionador, do capaz de refazer a história, de apagar  tudo que não interessa, e adicionar tudo o que precisa para viver harmoniosamente interagindo com o seu meio planetario.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 ) O “B” que também inicia a palavra “Beija-flor” que está associada a sensibilidade, poesia, beleza e etc. É um elemento natural da  nossa região para ser utilizado como elemento de exemplificações didáticas com funções estruturais no pensar lendológico nativo  dentro desse novo milênico. Um bom exemplo disso é a LENDA DO REINO DOS BEIJA-FLORES,  nela encontramos esse elemento com função didática, auxiliando na construção de uma nova consciência essa lenda é narrada no caminho sagrado das águas doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 ) A “Borboleta” é um outro elemento natural, reconhecido como símbolo universal de mutação; de transformação, é típica na nossa região. É um ser que vai da sua forma de lagarta que se arrasta na terra, ao ser alada que domina os ares, que simboliza o ser que vence, que transcende os limite da realidade em que vive. Não é por acaso que o formato da demarcação do território do Acre também lembre  uma Borboleta voando. O acaso não existe nesse caso, pois se algo acontece é por que algo provoca esse acontecimento.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 ) O “B” Também inicia a palavra “Balão” que está ligada a Borracha, bem como a palavra “Bolo” que junto com Balão estão associadas a momentos festivos de confraternização, celebração, de dança, de musica, alegria e etc.    Balão também está associada a idéia de realização do sonho de voar que acompanha o ser humano através dos tempos, e vem para comprovar à nossa capacidade de construir algo que nos torne assemelhante aos anjos, aos pássaros. Ele nos faz semelhantes as Borboletas, ou seja, deixamos de ser apenas seres que se arrastam sobre a terra e conquistando o ar, voando sobre ela.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;12 ) Temos também a "Bola", que é um elemento que proporciona os confrontos esportivos civilizados, testemunhais interativos. A Bola no seu aspecto esférico, simboliza a eternidade, o sem principio, nem meio, nem fim. Aspecto que está presente no espaço, nos corpos celestes, nos a átomos, nas partículas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ascensão aperiódica da atempório era das águas se dá com o estabelecimento  do nativo “B” governante, isso acontece quando um nativo que tem a  letra  “B”(Binho) como primeira letra do seu nome é escolhido através do voto popular para ser o governador  dos nativos, no amanhecer  do primeiro grande dia do terceiro milênio, mas precisamente as 6 horas. Ou seja, no ano de 2006.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato de letra "B" do mapa do estado do Acre, tem também as abordagens  significativa emblemática simbólica dos Uiaristas que vêem os contorno geométrico do nosso território como a representação do registro do primeiro grande BANZEIRO do RIO BRANCO, assim como também a representação da batida da calda do grande peixe encantado no rio lendogeografico planetário, chamando a atenção dos humanos nativos lendários, que transcendem as estruturas cientificistas racionalistas elevando-se  ao  estágio do lendológico compreender.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que você vá se familiarizando com as estrutura dos textos lendológicos, aconselho mantenha-se sempre alerta para o conteúdo do que está lendo, por exemplo, nas entrelinhas da afirmação acima encontramos a fusão de duas extensões lendológica, O Botoismo e Uiarismo. Voce vai compreender melhor essa questão de extensões e tendências lendológicas quando ler os complementos argumetários do Lendário “O Ser  Mapinguary”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abordagem Uiarista em que o formato do mapa do Acre é visto como a calda do peixe encantado batendo no rio lendário amazônico, é traduzido por alguns lendologos como som simbólico lendológico que traduz o desperta do lendário humano peixe encantado para a dimensão do realismo lendológico.  Para eles é simbolicamente o instante em que o imaginante percebe o lendário sinal e seu  significado transcendente, é quando tem a certeza que adentrou a dimensão eterna dos lendários sinais, das primordiais decodificações, o que se dá com a quebra os paradigmas racionalistas que condicionam o ser só acreditar no que se fundamentam em estruturas ditas lógicas. É quando o ser se eleva além dos frágeis e equivocados limites, impostos pela doutrina congelante do racionalismo, indo além das ilusórias verdades inquestionáveis do mesmo,   adentrando as realidades sensíveis que são atrofiadas por ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem diversos fragmentos que abordam esse som simbólico lendário de alguma maneira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... Ao despertar, o encantado assume a responsabilidade de encantar os  irmão de tribo, os irmão de outras tribos iluminantes predestinadas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só um ser lendário encantado pode ouvir e ao mesmo instante desperta para  a realidade do imaginante ilimitado; indomável; supremo; eterno e onipotentes que somos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem abordagens do despertar dos lendários no reino das águas florestais onde o sinal lendológico aparece dentro do contexto do contravertido,  o que é muito comum em se tratando do lendologismo que utiliza os grafo alfabeticos, tudo isso faz parte da dialética lendológica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... O formato de letra "B" do nosso mapa territorial, é mais que o simples reflexo da nossa letra orientadora refletida na superfície liquida vegetal do  lendário reino das águas de pingos doces florestais. É a representação da ação do BÔTO imemorial batendo a calda, alcançando a percepção atemporia compreensiva do imaginante libertário individual coletivo que sobrevoa a orbe terrestre em suas incursões livres...”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“... É registro do impacto da batida da calda do ser peixe encantado, produzindo  o primeiro grande BANZEIRO na superfície das águas doces lendárias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ É o Boto batendo a calda avisando que chegou, e ao mesmo tempo mostrando a sua localização.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas extensões lendológicas, traduzem o formato do mapa como sendo a representação da primeira grande onda que provocou o despertar dos nativo-globais, é o  aviso ao imaginante dando a certeza que entrou no contexto da era do milênio das águas doce iluminadas, do glorioso RIO BRANCO lendário amazônico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que para alguns lendologos, tanto esse sinal, como tudo que é exposto como revelação da era das águas doces no contexto amazônico, não tem nada vê com a decantada era de aquário  presente no "inconsciente coletivo" da humanidade. Para estes os profetismos, e as revelações tidas como divinas por boa parte da humanidade, são apenas plágios mal feitos das previsões apocalípticas regional do nosso grande ser lendológico florestano. Mas mesmo assim não tiram o aspecto  de sinalizador imemorial que tem o elementos formal geométrico demarcador do território do Acre. E  chegam a afirmam que é o sinal de boas vindas aos que  retornam a consciência de membros da organização ancestral celeste sócio-primordial lendariana, em que não existem magistrados, e a verdade e o direito comum a todos não precisam de leis para  prevalecerem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É  a calda do ser peixe-humano batendo nas águas, contatando no instante em que se dar a transição bio-formal do encantado peixe celeste (água), para ser humano encantado transcendental (terra)”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É o aviso cósmico imemorial estruturado; a marca celeste deixada  para que o imaginante humanizado encantado não esqueça de retornar a sua origem lendária.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É a demarcação do lugar onde o ser lendário sai extra-sensorialmente e volta humanizado para realizar sua missão de ser encantado imaginante livre libertário desperto na orbe do planeta...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos BÔTOISTAS, outras extensões lendológicas se apóiam nas  decodificações lendogeográficas para formalizar suas extensões, e oficializa-las  como comandantes do movimento lendologico conhecido como era das águas. Dentro do lendarismo  classificado como iniciático, os personificadores das diferentes extensões, buscam forma sutil de exaltar  uma ilusória supremacia, se destacarem diante das demais extensões. Vejamos uma dessas forma  de manifestação:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O formato do nosso território, não é uma letra "B" como afirmam os BÔTOISTAS, é a letra "M" vista na superfície ondulada das águas doces florestais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que estão familiarizado com os aspectos manifestativos das extensões lendológicas lendacreanas,  identifica no texto acima a manifestação de duas extensão, MAPINGUARISMO e  IARAISMO (Mãe das Águas) mas veja que não está claro de qual duas partiu a afirmação. Ambas extensões tem a letra “M” como seu grande símbolo representativo sinalizador. Quando esse tipo de duvida aparece, a primeira conclusão que podemos tirar é que é uma manifestação  camalionista, pois esse texto não deixa duvida que se posiciona contra, ou poem em duvida os Botoistas, que afirmando que o nosso território não tem o formato da letra”B” de Boto, a e sim  de uma letra “M”,  mas não espécifica se é “M” de  Mapinguary ou o “M” da Mãe das Águas dos Uiaristas. Essa é uma atitude típica dos camalionistas. Mas não se pode descartar que ela tenha origem  Mapinguarista ou Uiarista, pois qualquer personificador de uma dessas extensões pode muito bem ter lançando mão dos artificios camalionista para desvalorizar a força significativa que esse sinal tem para os fundamentos da extensão Botoista. E  nesse caso aqui, como dizem os camalionistas:  “Fica o dito, pelo não dito”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato do mapa territorial Acreano, é a letra "C" com seu reflexo distorcido na superfície ondulada das águas verdes esperançosas da nova era amazônica."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mapa é o "C" do arco do grande portal de acesso ao reino das águas doce amazônica, com sua imagem distorcida pelos banzeiros verdes amazônicos em torno do Rio Branco.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esses fragmentos são manifestações dos personificadores CURUPIARISTAS. E estão em sintonia com a postura pacifica convivêncial primordial que tem um autentico personificador lendológico, e assim, portanto faz parte oficial dos argumentos de sustentação e fundamentação do CURUPIARISMO no que se refere ao contexto lendogeográfico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem decodificações Uiaristas ligadas ao caminho sagrado da era das águas doces,  onde o formato do mapa é apresentado como o registro grafo geométrico do batismo de travessia do portal do fogo que dá acesso ao caminho sagrado das águas doces.  O caminho sagrado é bastante conhecido dos lendacreanistas, a seguir vamos a uma parte do roteiro do caminho,  que pelos detalhes simbólicos significativos que o envolvem amplificam as informações para que tenha uma idéia das diversas formas em que o pensar lendológico nativo florestal pode ser utilizado.  iticam e até combatem o lendologismo como se não fizessem parte dele. Costumam se apoiar na máxima mapinguaristas que diz: "Tudo é questionável”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Os lendologos sempre utilizaram a oralidade (Grande Serpente) como veiculo de comunicação dos lendários, das composições fabulendárias e narrativas argumetárias lendológicas.  Portanto as expressões gramaticais alfabéticas dos lendários têm origem no camalionismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma idéia cristaliza-se, entra em ação uma força transformadora maior que milhões de armas nucleares; milhões de exércitos; maior que toda riqueza do mundo, é um Deus manifesto. Idéias aparentemente singelas, ao serem disseminada pelo boca-boca do povo já demoliram impérios, transformaram nações. O lendário cristão é um bom exemplo disso,  apenas um homem com  dozes companheiros é capaz de gerar uma revolução que dividiu a história da humanidade em antes e depois dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lendários autêntico, não se ocupam e nem se limitam aos campos religiosos, nem busca o aliciamento de seres pensantes. Neles encontramos as narrativas, os argumentários luminantes lendarianos que estão em sintonia como os paradigmas lendológicos de aperfeiçoamento, de estudos, pesquisas, desenvolvimento e produções de elementos sócio artísticos-culturais nativos florestais, que incessantemente buscam o fundamentar, o aperfeiçoamento  da realidade dos lendários dourados. O que caracteriza  os autênticos lendários, é a incessante busca de um ponto consensual da compreensão do  ser sem interferir nas concepções individuais, que está entre o perceptível e o imperceptível bio-visual,  racionalidade e imaginação,  sem as preocupações proselitismo. Mas isso não quer dizer que não existam lendários com tendências proselitistas, os lendários com essas tendências normalmente são obra dos personificadores camalionistas.&lt;br /&gt;Podemos dizer que os lendários são registros; testemunhos de acontecimentos cósmico imemoriais. É através dos lendários que os lendologos superam as situações historicamente condicionadas dos imaginantes humanizados. Rasgando o véu das ilusórias psico-realidades que os sufocam.&lt;br /&gt;Geralmente os lendários polêmicos tem origem no camalionismo, nas posturas  descompromissada que eles adotam quanto as questões regimentais orientadoras pacificante do existencial harmônico interativo lendológico. Os camalionistas costumam transpor as tênues fronteiras onde transitam o imaginante livre lendário e os intelectuais racionalistas sistemáticos metódicos academicistas, é ai que costumam abrir  brecha para embates intelectuais desnecessários. Esse é o espírito do camalionista, uma hora é uma coisa, outra hora é outra sem o menor pudor, sem sentimento de culpa. Para que voce tenha uma idéia, veja como um camalionista responde uma pergunta anterior que é bastante relevante para o movimento lendologico autônomo nativo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é lendológia?&lt;br /&gt;Resposta camalionista: &lt;br /&gt;- É algo que nunca começou e nunca vai termina, bem como pode ser algo parecido ou totalmente o contrário do que voce entendeu.&lt;br /&gt;Ou:&lt;br /&gt;- Lendológia é um pensar ininterrupto; algo que nunca começou e nem nunca  terminou. Em síntese é mais ou menos isso. Mas também podemos dizer que   não é nada disso. &lt;br /&gt;Perceba que as respostas transparecem a fuga da responsabilidade com a coisa em si, com o que está se expressando, isso é típico dos camalionistas. Em resumo o camalionista se propoem a opinar e responder tudo sobre qualquer coisa,  é o camalionismo num dos seus aspectos menos radicais. Não é por acaso que essa tendência ficou tanto tempo marginalizada dentro do movimento lendológico. Mas como dizem os camalionistas: " Há males, que vem para o bem." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" A gente é bicho do mato, mas tem lendológia e um quintal que não tem tamanho, cheio de fartura."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos fechar essa pequena exposição sobre camalionismo, mostrando outros textos típicos destes personificadores. Em que detectamos a referencia ao externo intelectual não lendológico: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... E antes dos previsíveis ataques histéricos, dos doutores guardiões das leis gramaticais oficiais, queremos dizer que os lendologos utilizam a linha do anti-intelectualismo benéfico comunitário, ou seja, se você entendeu o que o texto quis dizer; se captou a mensagem que está escrita, está perfeito, o resto é resto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Filosofia é a arte de convencer o outro, que ele não sabia nada sobre tudo. E no final ele fica sabendo tudo sobre nada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Filosofia é a metodologia de construir associações de pensamentos ditos lógicos, que  está ao alcance de qualquer lendologo idiota que se dedique a desenvolvê-los."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a um apócrifos do lendário O SER MAPINGUARY que será exposto mais na frente. Nesse aprócrifo voce  encontrar nas entrelinhas referencia ao externo acadêmico institucionalizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E diziam os anciões ao jovem líder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percebe que esses riscos tão inofensivos, tão simples na superfície das folhas, têm uma atração psico-magnética muito estranha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percebe que são só riscos? Que eles não tem poderes? Que é você que dá poderes a eles!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percebe a falta de personalidade que tem esses ilusórios intermediários das oralidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São seres frívolos! Sem caráter, estão a serviço de qualquer um. São ridículos, ignóbeis... Não existe uma definição de debilidade extrema a qual eles se encaixem. Estão um pouco além de tudo que podemos conceber nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem líder insistia em demonstrar a utilidade dos poderes dos riscos nas superfícies das folhas. E os anciões rebatiam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percebe a fragilidade, a insolidez, a falta de autonomia  desses riscos? São tormentas congelantes o iludindo com a falsa impressão de que podes  congelar o nosso primordial e imutável pensar incessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pode querer que sejam usados como intermediários do saber, do conhecimento,  da verdade,  no meio do nosso povo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é demais acrescenta que quando um argumento ou narrativa deixa duvida quanto a origem de sua extensão, ou tendência lendológica,  normalmente elas são classificadas como camalionistas.  Mas não podemos negar que essa é uma brecha que os personificadores lendológicos geralmente costumam utilizar para assumirem posturas criticas de contestação, que tem como objetivo  distorcerem ou por em duvida a origem e autenticidade de alguma das extensões ou tendencias lendológicas oficiais, ou opinarem quanto a questões extra lendologismo. Como dizem os camalionistas:  “Nem tudo que parece, é”.   E por fala em  “Nem tudo que parece é”, lembre da reflexão que fizemos na beira do riacho, quando voce perguntou: O QUE É REALIDADE? E eu disse pra voce: &lt;br /&gt;- Tá vendo esse riacho correndo, ai!? Todo dia minha filha Lua vem aqui buscar água para fazer as coisas em casa. E o indio Araiu todo dia vem pescar uns peixes para comer. As crianças todos os dias vem aqui tomar banho e brincarem. Pois bem, como voce pode ver, o rio é só uma grande poção de água corrente, mas para minha filha, o rio é mais que poção de água corrente, para ela o rio é um amigo, que ajuda ela a passa pano na casa, a lavar a louça, a cozinhar a comida e etc.  Para  indio Araiu, o rio é um prato de comida, é daqui que ele tira seu alimento diário, e por isso vai fazer  tudo para que ele continue sempre limpo.  E para crianças o rio é um parque de diversão onde todos os dias elas se divertem. Mas o rio é só um monte de água correndo, mas para cada um deles o rio tem um significado diferente, e conforme esse significado, assim eles se relacionam com esse rio.&lt;br /&gt;Os seres humanos são um grande rio, todos vieram da mesma fonte, de uma fonte pura e cristalina, só que no percurso vão sendo poluídos com conceito, preconceitos, normas, leis etc. etc... Diariamente esses seres humanos pulam, ou são tirados para fora do rio e passam a dá significados para as gotinhas que o compõe, dizendo: Aquele é doutor, aquele outro é advogado, a outra é professora, a outra é governador, outra é prefeito, a outra é juiz, e por ai vai. Na verdade, não existe nada disso, tudo são frutos da nossa fértil imaginação, são valores psicológicos que acreditamos que existem, mas na verdades são quimeras, e conforme nossas crenças nelas, assim passamos a nos relacionar com esse rio. Acredite! ninguém é mais do que ninguém, somos todos seres humanos, com uma ainda inexplorada capacidade infinita de criar, interagir e de transformar essa quimera, noutra quimera melhor. Precisamos despoluir o rio,  água poluída, é água morta, temos que jorrar como água viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao lendário “B”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 )  A letra “A” de Acre, está associada ao numero 1, Acre é o nome do rio que divide a cidade de Rio Branco, foi por onde chegaram os aventureiros e exploradores, onde se deram as grandes batalhas entre Brasileiros e Bolivianos e nos elevamos a condição de território Brasileiro. Veja que os nomes Bolívia e Brasil começam com “B” . A letra “B” corresponde ao número 2. E dentro do lendologismo, algarismos e  letras  tem o mesmo valor, mas podem mudar de função conforme  seja a abordagem  feita pelo lendologo que as utiliza. Tanto podem ser lidas como números ou letras, ou como números e letras ao mesmo tempo, dependo para isso da  forma da lógica lendariana que o decodificador lendológico esteja empregando.   &lt;br /&gt;A palavra água que define o elemento essencial para a bio-existência planetária, tem na sua estrutura grafo-alfabética, 4 letras,  começa com  a letra “A” acentuada, e termina com a letra “A”.  Podemos afirma que a palavra água é formada em algum instante, dentro da contagem que vai do ano 1000 ao ano 2000. (Para comprova isso os lendologos utilizam um instrumento conhecido como Selo Solar, que será apresentado num momento oportuno). No ano 2000, entramos no período de transição do segundo para o terceiro milênio. E com o numero 2 (dois) correspondendo  a letra  “B”,  2000 centro deste contexto é  traduzido como sendo “Booo”.  Esse “Booo”  dentro do lendologismo, é tido  como o registro e tradução do primeiro som emitido pelo Botinho lendário ao nascer. Ou seja, quando ele sai da bolsa liquida materna para o universo terrestre, e que também pode ser traduzido como o instante em que o ser deixa de ser peixe e passa a ser humano; é o som do nascimento; o surgimento de um novo ser, de uma nova vida, de uma nova era, de um novo universo. De um novo universo porque no instante em que nascemos, nasce um novo universo, um universo que agora tem a vibração do teu ser, do teu coração, que é um universo que não existia antes de voce existir, e quer o mundo queira ou não, existe um universo antes e outro depois de voce,  somos deuses meninos.   &lt;br /&gt;2001 é o ano em que iniciamos oficialmente a contagem do terceiro milênio, dentro da tradução lendologica esse algarismo forma a palavra “BooA”, está é a palavra que avisa que entramos na Boa era. A palavra água que simboliza vida,  também está ligada a idéia de parto; de dá a luz, essa palavra surgi  no período do ano 1000,  para junta-se a palavra BooA  formando a frase;  Água Booa.  O 2002 que vem em seguida confirma isso, quando os “O” são elevados a função de representação do vazio,  temos ai o “BB”. Que representar o novo ser que nasce, ou seja, o “Bebê”, e também está associado ao ato de tomar água, “Beber”. Juntando tudo, temos ai, “ÁguA BoA de BeBer”, essa é a autenticação  da chegada da era das águas doces lendária, da água viva. Esses dois “B” também são encontrado em palavra que nos remetem a coisas que são tidas como sagradas como BíBlia por exemplo. A duas letras “B” estão entre  as 4 primeiras letras da palavra BorBoleta que não é um ser criado pelo humano, é uma criação divina e simboliza mutação,  o mutante por natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Água Boa de Beber” para o ser humano, é água limpa, água sem poluição, portanto, água viva. &lt;br /&gt;O termo “água viva” é bastante conhecido e muitas vezes utilizado para expressar um estado de espírito puro, irmanador, pacificador, aquela que sacia toda sede, de amor, de justiça através da sua pureza e etc.  Existem  utilizações da palavra água que a relacionam a aprendizado, ensinamento. Os lendologos Uiaristas costumam dizer: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viemos todos da mesma fonte; de uma fonte pura e cristalina, mas no nosso percurso  fomos poluídos. Precisávamos despoluir o rio e jorrar como água viva.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando alguém diz que está enjoado da vida; que não quer mais viver, e  bebe água para saciar a sede. Está afirmando o contrário do que disse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem fragmentos em que a água aparece nas entrelinhas, como esse dos Botoistas:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No novo tempo os humanos serão pescado, e assim transformados, e para pesca-los temos que encanta-los, transforma-los em peixes”.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quanto a questão do período em que começa a era das águas no nosso planeta, o ser Boto não encontra dificuldade para prova que a vivencia esse período; que já estar vivendo nele. Mesmo com toda a diversidade de teorias e revelações que existem nesse sentido. O Boto como ser artístico, imaginante livre, tem no seu histórico lendário a capacidade de mudar de realidade. E é com essa capacidade   que poe fim as questões que giram entorno da duvida que existem quanto ao período calendárico em que se dá essa nova era,  uma questão que a milênios  místicos e esotéricos vem debatendo. Os Botoistas resolveram e resolvem essa questão da seguinte maneira; quando alguém diz que a era das águas só começar oficialmente no ano 2045 ou em 2114 e etc. Os Botoistas dizem: Acordem! Nos  estamos no ano de 2045 ou 2114 e etc. e pronto, ta resolvida a questão. Pois mudar de realidade, é uma coisas que eles dominam muito bem.  &lt;br /&gt;E falando de contagem de tempo, existe dentro movimento lendológico tendências que não o excluem totalmente a ilusória concepção humana de tempo. Por  exemplo, alguns lendologos utilizam algo que equivalente, em que um ano é o mesmo que uma hora, ou seja, para esses que utilizam tal expediente, se estamos em 2009, estamos as 9 horas do primeiro grande dia do milênio das águas. Em 2010 as 10:00 hrs. E assim por diante.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A restauração dos soberanos argumentários apócrifos populares imemoriais amazônicos, revelaram fragmentos narrativos classificados como de fundamentações, autenticação e comprovação da origem dos sinais tidos como lendogeográficos. Temos fragmentos que relatam ações que levaram a formatação da forma geométrica orientadora que tem o mapa do Acre, vejamos algumas desses fragmentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... No principio, as demarcações territoriais sócios tribais, tinham o formato esférico arredondados, estabelecido pela força inabalável e incorruptível dos nossos comunitários compromissos celestes lendológico. Que são os mesmos compromissos  respeitados na administração coletiva extra-sensória, que acionou o movimento que deu origem as rebeliões tribais, que  geraram as equivocadas investidas conflituais que levaram  os nativos buscarem a conquista de território de  tribos irmãs. O que se deu quando as tribos passaram  a adotar um formato administrativo coletivo, onde um individuo tinha  o poder de governa, de  comandar a coletividade.  Foi a parti daí que os tais  líderes passaram a organizar equipes de auxiliares administrativos,  institucionalizando métodos de condicionamento psico-intelectual dos nativos, os fazendo obedientes a ordens estruturais ideofilósofica emanadas do corpo administrativo comandante,  fundamentados e orientados por ilusórios psico-valores que atravessaram eras, tidos como verdades supremas, mas que felizmente podiam ser superadas”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi uma empreitada ego-sistemática que convenceu os nativos, de que eles  tinham um destino superior  a ser alcançado, e que a expressão desse poder se dava com a subjugação de nativos de outras tribos,  tomando seus território de direito primordial inqüestionável”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Foram os  eventos conflituais que levaram o estabelecimento das conhecidas demarcações territoriais geográficas que temos hoje, já previstas no nosso contexto cósmico transcendente lendológico. Pois para salvaguarda a extensão esférica e a localização do centro administrativo coletivo pacificador intercontinental planetário dos gloriosos Atlantas das águas doce florestais, a nossa irmandade redesenhou o nosso espaço territorial. Essa foi a forma encontrada para não interferi diretamente na nova experiência intelectual humanizada, e ao mesmo tempo manter a nossa localização planetária destacada entre as demarcações das outras tribos.  E pelas razões que todos os lendologos conhecem muito bem, o formato escolhido para o nosso território foi o da letra "B".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 ) A letra "B" está  presente no que existe de mais significativo culturalmente dentro  do nosso território lendológico, e tem como autenticadores, elementos que contem a letra “B” e que são  reconhecido por todo planeta, como algo com  característica singular, e classificado como nativo da nossa região. Esses  elementos foram colocados ai como complementos fundamentativos, para que os aldeados, corpóreo e extra-corpóreo, tivessem a certeza do local e conseqüentemente, da missão de reacender a chama da nossa velha e sempre  nova ordem. Um desses elementos sinalizador e autenticador territorial, é um produto gerado a aprti das árvores seringueiras, do Rio Branco de leite vegetal que jorra delas, do látex com o qual é produzido  a BORRACHA. A Borracha tem uma função importante na estrutura da nossa realidade lendária, é o elemento com a função estratégica de atrair os nativos pioneiros restauradores do novo tempo, para povoarem e reproduzirem os veículos corpóreos que fazem parte da nossa legião restauradora revolucionária lendariana, que dá inicio ao estabelecimento do monumental movimento profetizado como nova era das águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 ) “B” é a primeira letra da palavra “Borracha”.  E não é por acaso que ela está ai. É por força dos sábios compromissos que firmamos, quando organizamos o surgimento e a ascensão do grafo letrismo como meio de comunicação. É ai que a borracha entra e dando ao nativo a noção de ser deusificado. Na era do grafo letrismo, utilizando a borracha, o nativo percebe que pode apagar e reescrever o que fez; refazer o que está feito. E assim que ele acessar o espírito da era das águas, o espírito revolucionador, o espírito capaz de refazer a história,  com o poder de apagar  tudo que não interessa, e adicionar tudo o que precisa para viver harmoniosamente interagindo com o seu meio.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 ) O “B” que também inicia a palavra “Beija-flor” que está associada a sensibilidade, poesia, beleza e etc. É um elemento natural da  nossa região para ser utilizado como elemento de exemplificações didáticas com funções estruturais no pensar lendológico nativo  dentro desse novo milênico. Um bom exemplo disso é a LENDA DO REINO DOS BEIJA-FLORES,  nela encontramos esse elemento com função didática, auxiliando na construção de uma nova consciência essa lenda é narrada no caminho sagrado das águas doces.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 ) A “Borboleta” é um outro elemento natural, reconhecido como símbolo universal de mutação; de transformação, é típica na nossa região. É um ser que vai da sua forma de lagarta que se arrasta na terra, ao ser alada que domina os ares, que simboliza o ser que vence, que transcende os limite da realidade em que vive. Não é por acaso que o formato da demarcação do território do Acre também lembre  uma Borboleta voando. O acaso não existe nesse caso, pois se algo acontece é por que algo provoca esse acontecimento.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 ) O “B” Também inicia a palavra “Balão” que está ligada a Borracha, bem como a palavra “Bolo” que junto com Balão estão associadas a momentos festivos de confraternização, celebração, de dança, de musica, alegria e etc.    Balão também está associada a idéia de realização do sonho de voar que acompanha o ser humano através dos tempos, e vem para comprovar à nossa capacidade de construir algo que nos torne assemelhante aos anjos, aos pássaros. Ele nos faz semelhantes as Borboletas, ou seja, deixamos de ser apenas seres que se arrastam sobre a terra e conquistando o ar, voando sobre ela.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;12 ) Temos também a "Bola", que é um elemento presente nos confrontos esportivos civilizados, testemunhais interativos. A Bola no seu aspecto esférico, simboliza a eternidade, o sem principio, nem meio, nem fim. Um aspecto que está presente no espaço, nos corpos celestes, nos a átomos, nas partículas; nos formatos dos astros e das estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ascensão desse atemporio período da era das águas se deu no instante em que os lendologos define como chegada do nativo “B” governante. Que aconteceu quando um nativo que tinha a letra  “B” como primeira letra do seu nome foi escolhido para ser o governador  dos nativos.  Que era conhecido pelo nome de Binho, escolhido através eleito do voto popular para ser o governador da grande aldeia, e o aconteceu no amanhecer  do primeiro grande dia do terceiro milênio, mas precisamente as 6 horas. Ou seja, no ano de 2006.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato de letra "B" do mapa do estado do Acre, também tem abordagem significativa emblemática simbólica como as dos Uiaristas que o tem como a representação do registro do primeiro BANZEIRO do RIO BRANCO, a representação da batida da calda do grande peixe encantado no rio lendogeografico planetário, para chamar a atenção dos humanos nativos lendários, que transcenderam as estruturas cientificistas racionalistas elevando-se  ao  estágio do lendológico compreender.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que vá se familiarizando com os textos lendológicos, eu aconselho está sempre alerta para o conteúdo do que está lendo, por exemplo, nas entrelinhas da afirmação acima encontramos a fusão de duas extensões lendológica, O Botoismo e Uiarismo. Voce vai compreender melhor essa questão de extensões e tendências lendológicas quando ler os complementos argumetários do Lendário “O Ser  Mapinguary”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abordagem em que o formato do mapa do Acre é visto como a calda do peixe encantado batendo no rio lendário amazônico, é traduzido por alguns lendologos como som simbólico lendológico que traz o desperta do lendário humano peixe encantado para a dimensão do realismo lendológico.  É o que define simbolicamente o instante em que o imaginante percebe o lendário sinal e seu  significado transcendente,  é quando tem a certeza que adentrou a dimensão eterna dos lendários sinais, das primordiais decodificações,  acessadas quando quebrados os paradigmas racionalistas que o condicionam a acreditar só no que se fundamentam em estruturas ditas lógicas. Ou seja, é quando o ser se eleva além dos frágeis e equivocados limites, impostos pela doutrina congelante do racionalismo, indo além das ilusórias verdades inquestionáveis do mesmo,   adentrando as realidades sensíveis que são atrofiadas por ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem diversos fragmentos que abordam esse som simbólico lendário de alguma maneira. Vejamos alguns deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... Ao despertar, o encantado assume a responsabilidade de encantar os  irmão de tribo, os irmão de outras tribos iluminantes predestinadas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só um ser lendário encantado pode ouvir e ao mesmo instante desperta para  a realidade do imaginante ilimitado; indomável; supremo; eterno e onipotentes que somos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem abordagens do despertar dos lendários no reino das águas florestais onde o sinal lendológico aparece dentro do contexto do contravertido,  o que é muito comum em se tratando do lendologismo que utiliza os grafo alfabeticos, tudo isso faz parte da dialética lendológica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... O formato de letra "B" do nosso mapa territorial, é mais que o simples reflexo da nossa letra orientadora refletida na superfície liquida vegetal do  lendário reino das águas de pingos doces florestais. É a representação da ação do BÔTO imemorial batendo a calda, alcançando a percepção atemporia compreensiva, do imaginante libertário individual coletivo que sobrevoa a orbe terrestre em suas incursões livres...”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“... É registro do impacto da batida da calda do ser peixe encantado, produzindo  o primeiro BANZEIRO na superfície das águas doces lendárias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ É o Boto batendo a calda avisando que chegou, e ao mesmo tempo mostrando a sua localização.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas extensões lendológicas, traduzem o formato do mapa como sendo a representação da primeira grande onda que provocou o despertar dos nativo-globais, é um  aviso ao imaginante dando a certeza que entrou no contexto da era do milênio das águas doce iluminadas, do glorioso RIO BRANCO lendário amazônico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que para alguns lendologos, tanto esse sinal, como tudo que é exposto como revelação da era das águas doces no contexto amazônico, não tem nada vê com a decantada era de aquário  presente no "inconsciente coletivo" da humanidade. Para estes os profetismos, e as revelações tidas como divinas por boa parte da humanidade, são apenas plágios mal feitos das previsões apocalípticas regional do nosso grande ser lendológico florestano. Mesmo assim não tiram o aspecto  de sinalizador imemorial que tem o elementos formal geométrico demarcador do território do Acre. E  chegam a afirmam que a forma geométrica do nosso mapa é a representação do simbólico BANZEIRO; o sinal de boas vindas aos que  retornam a consciência de que são membros de uma organização ancestral celeste sócio-primordial lendariana, em que não existem magistrados e a verdade e o direito comum a todos não precisam de leis para  prevalecerem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É  a calda do ser peixe-humano batendo nas águas, contatando no instante em que se dar a transição bio-formal do encantado peixe celeste (água), para ser humano encantado transcendental (terra)”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É o aviso cósmico imemorial estruturado; a marca celeste deixada  para que o imaginante humanizado encantado não esqueça de retornar a sua origem lendária.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É a demarcação do lugar onde o ser lendário sai extra-sensorialmente e volta humanizado para realizar sua missão de ser encantado imaginante livre libertário desperto na orbe do planeta...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos BÔTOISTAS, outras extensões lendológicas se apóiam nas  decodificações lendogeográficas para formalizar suas extensões, e oficializa-las  como comandantes do movimento lendologico conhecido como era das águas. Dentro do lendarismo  classificado como iniciático, os personificadores das diferentes extensões, buscam forma sutil de exaltar  uma ilusória supremacia, se destacarem diante das demais extensões. Vejamos uma dessas forma  de manifestação:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O formato do nosso território, não é uma letra "B" como afirmam os BÔTOISTAS, é a letra "M" vista na superfície ondulada das águas doces florestais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que estão familiarizado com os aspectos manifestativos das extensões lendológicas lendacreanas,  identifica no texto acima a manifestação de duas extensão, MAPINGUARISMO e  IARAISMO (Mãe das Águas) mas veja que não está claro de qual duas partiu a afirmação. Ambas extensões tem a letra “M” como seu grande símbolo representativo sinalizador. Quando esse tipo de duvida aparece, a primeira conclusão que podemos tirar é que é uma manifestação  camalionista, pois esse texto não deixa duvida que se posiciona contra, ou poem em duvida os Botoistas, que afirmando que o nosso território não tem o formato da letra”B” de Boto, a e sim  de uma letra “M”,  mas não espécifica se é “M” de  Mapinguary ou o “M” da Mãe das Águas dos Uiaristas. Essa é uma atitude típica dos camalionistas. Mas não se pode descartar que ela tenha origem  Mapinguarista ou Uiarista, pois qualquer personificador de uma dessas extensões pode muito bem ter lançando mão dos artificios camalionista para desvalorizar a força significativa que esse sinal tem para os fundamentos da extensão Botoista. E  nesse caso aqui, como dizem os camalionistas:  “Fica o dito, pelo não dito”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato do mapa territorial Acreano, é a letra "C" com seu reflexo distorcido na superfície ondulada das águas verdes esperançosas da nova era amazônica."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mapa é o "C" do arco do grande portal de acesso ao reino das águas doce amazônica, com sua imagem distorcida pelos banzeiros verdes amazônicos em torno do Rio Branco.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Esses fragmentos são manifestações dos personificadores CURUPIARISTAS. E estão em sintonia com a postura pacifica convivêncial primordial que tem um autentico personificador lendológico, e assim, portanto faz parte oficial dos argumentos de sustentação e fundamentação do CURUPIARISMO no que se refere ao contexto lendogeográfico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem decodificações Uiaristas ligadas ao caminho sagrado da era das águas doces,  onde o formato do mapa é apresentado como o registro grafo geométrico do batismo de travessia do portal do fogo que dá acesso ao caminho sagrado das águas doces.  O caminho sagrado é bastante conhecido dos lendacreanistas, a seguir vamos a uma parte do roteiro do caminho,  que pelos detalhes simbólicos significativos que o envolvem amplificam as informações para que tenha uma idéia das diversas formas em que o pensar lendológico nativo florestal pode ser utilizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-7074763563270225881?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/7074763563270225881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=7074763563270225881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/7074763563270225881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/7074763563270225881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/03/sintese-dos-elementos-simbolicos.html' title='Simbólicos e Signos do Lendário &quot;B&quot;'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-7715891224796926555</id><published>2009-03-13T14:52:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T16:49:01.770-07:00</updated><title type='text'>O QUE É REALIDADE?</title><content type='html'>E o jovem Aventureiro lembra então do dia que encontrou seu Pêdo Mensageiro na beira do rio. E conversa vai, conversa vem. Resolveu  perguntar  pra ele, o que era realidade. E seu Pêdo respondeu:&lt;br /&gt;- Tá vendo esse rio correndo, ai!? Todo dia minha filha Lua vem aqui buscar água para fazer as coisas em casa. E o indio Araiu todo dia vem pescar uns peixes para comer. As crianças todos os dias vem aqui tomar banho e brincarem. Pois bem, como voce pode ver, o rio é só uma grande poção de água corrente, mas para minha filha, o rio é mais que poção de água corrente, para ela o rio é um amigo, que ajuda ela a passa pano na casa, a lavar a louça, a cozinhar a comida e etc.  Para  indio Araiu, o rio é um prato de comida, é daqui que ele tira seu alimento diário, e por isso vai fazer  tudo para que ele continue sempre limpo.  E para crianças o rio é um parque de diversão onde todos os dias elas se divertem. Mas o rio é só um monte de água correndo, mas para cada um deles o rio tem um significado diferente, e conforme esse significado, assim eles se relacionam com esse rio.&lt;br /&gt;Os seres humanos são um grande rio, todos vieram da mesma fonte, de uma fonte pura e cristalina, só que no percurso vão sendo poluídos com conceito, preconceitos, normas, leis etc. etc... Diariamente esses seres humanos pulam, ou são tirados para fora desse rio e passam a dá significados para as gotinhas que o compõe, dizendo: Aquele é doutor, aquele outro é advogado, a outra é professora, a outra é governador, outra é prefeito, a outra é juiz, e por ai vai. Na verdade, não existe nada disso, tudo são frutos da nossa fértil imaginação, são valores psicológicos que acreditamos que existem, mas na verdades são quimeras, e conforme nossas crenças nelas, assim passamos a nos relacionar com esse rio. Acredite! ninguém é mais do que ninguém, somos todos seres humanos, com uma ainda inexplorada capacidade infinita de criar, interagir e de transformar essa quimera, noutra quimera melhor. Precisamos despoluir o rio, pois água poluída, é água morta, temos que jorrar como água viva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-7715891224796926555?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/7715891224796926555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=7715891224796926555&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/7715891224796926555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/7715891224796926555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/03/o-que-e-realidade.html' title='O QUE É REALIDADE?'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-3765672287590322538</id><published>2009-02-05T12:10:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T14:19:26.850-08:00</updated><title type='text'>O CAMINHO SAGRADO DA ERA DAS ÁGUAS DOCES</title><content type='html'>"Ao adentrar o caminho sagrado dos mito-lendários florestanos, também conhecido como o caminho sagrado das águas doces do Rio Branco, recebemos  trajes brancos ornamentados com motivos regionais”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os auxiliares do guia do caminho, explicaram que a troca de roupa, simbolizava o desperta da força encantadora dos botos que todos nós somos, da nossa capacidade  de mudar de realidade; de desprender-se dos costumes e adaptar-se a novos costumes”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Falou também da necessidade do desapego as coisas materiais; de revisão dos nossos psico-valores. Fomos instruídos a meditar sobre a importância que damos as coisas que possuímos, e  sobre as coisas que desejamos ter, e de buscar dentro de nós as possíveis razões para não deseja essas coisas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Recebemos cajados semelhantes a serpentes, com pequenas cuias de fruto de cabaça, amarradas na extremidade superior. E seguimos para o portal do fogo que dá acesso ao caminho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A cuia tem diversos significados dentro caminho, um deles é o de pedido de auxilio, e aparecer também como elemento simbólico que representa a essência da visão lendológica onde o visível e o invisível, o palpável condensado e o impalpável vibrante, o denso e o sensível são alcançado num mesmo instante. Bem como também a retina da iris ocular, e nesse caso o olho é visto como o ser  sendo banhado pela água do rio das visões.&lt;br /&gt;* Existem também informações que as cuias contendo água são utilizadas para ouvir a voz do espirito que sopra na floresta,  para isso os nativos costumam deixar cuias contendo água debaixo de grandes árvores no meio da floresta  e depois de alguns dias vão até lá para ver o caiu dentro de sua água, pequenos insetos, penas e folhas    com seus posicionamentos provocados pelos ventos são traduzidos como mensagens  do grande espirito da natureza.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O portal do fogo fica na entrada de uma pequena estrada de terra batida com duas opções de entradas.  Dois guardiões guardam as entradas, cada um segurando uma cuia de Coité contendo água”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“No meio do portal tem uma tigela de colher látex, contendo fogo. Ao nos aproximar da entrada,  o guardião do lado direito levanta a cuia e pedem que peguemos as cuias de cabaça dos nossos cajados e as seguremos enfrente ao nosso corpo. O guardião   caminha até onde estamos e enche as nossas pequenas cuias com água, acontece então   o ritual do beber água”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O primeiro gole –  É para lembrar que para o ser humano existir, é preciso que tenha água para beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo gole – É para lembrar que somos sementes, e que para crescer e germinar é  preciso que sejamos aguados diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro gole -  É para lembrar, que para a vida continuar existindo, é preciso que exista água para beber; Ou seja, água boa, água limpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É feita a narrativa da fabulendária  Lágrima Cósmica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                              UMA LÁGRIMA CÓSMICA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo o frio e o calor não se entendiam, esse conflito que parecia não ter fim, a mãe natureza fazia de tudo para pacificá-los, mas só um milagre para resolver aquela   situação. Um dia já bastante cansada, a mãe natureza sentou-se num canto, e uma tristeza imensa a envolveu, ela então baixou a cabeça e de seu olho direito germinou uma gotinha de lágrima que rolou pelo seu rosto, e foi cair entre as duas criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe natureza pensou: - “Coitada dessa frágil criaturinha, vai ser massacrada."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor  com  sua luz abrasadora, aproximou-se da gotinha, mas a gotinha dividiu a luz em varias cores, o calor chegou mais perto, e ela reagiu evaporando e afastando-se, indo em direção ao frio, juntando as partes dilatadas pelo calor, voltou a ser novamente uma poção líquida, o frio tentou envolve-la, mas ela rapidamente reagiu ficando mais densa, o frio aproximou-se ainda mais, ela então solidificou-se escapando e voltando em direção ao calor, e assim então ela ficou, indo pra lá e pra cá, pra lá e pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pela primeira vez a mãe natureza sorriu gerando formas lindas que foram se juntar a gotinha. A criaturinha que nasceu de sua tristeza, e que parecia tão frágil, era mais forte que imaginara. Sobrevivia ao ataque do frio e do calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse vai e vem da gotinha o frio perceber que existia algo além do frio e o calor por sua vez, percebeu que existia algo além do calor. E a frágil criaturinha tornou-se uma mensageira entre eles, e com o passar do tempo, frio e calor foram acalmando-se e aprendendo a conviver com suas diferenças. E a Mãe Natureza feliz da vida, batizou a gotinha com o nome de planeta Terra, e sorrindo passou a dá vida as mais belas formas e as entregava a gotinha, e a gotinha feliz dá vida dançava, girando pelo espaço. Entre os presentes teve um muito especial ao qual a mãe natureza deu o nome de ser humano, esse presente iria ajudá-la a manter a gotinha sempre bem cuidada e limpinha. E em troca a gotinha cederia parte do seu corpo para os seres humanos solverem e assim sobreviverem e multiplicarem. O tempo e alguns desses seres humanos esquecerem que eram um presente divino, e que tinha a missão de cuidar da gotinha e mantê-la sempre limpinha  feliz e em paz girando pelo espaço recebendo os presentes da mãe natureza que não pára de sorrindo. Mas uma grande maioria dos seres humanos continua a reconhecendo a gotinha como uma dádiva preciosa, e tem consciência da responsabilidade que lhes foi dada pela mãe natureza, e assim se organizam tomando  atitudes para manterem exito nessa missão, e para isso se reúnem para redigirem documentos para lhe assegurarem  a proteção e preservação. E um desses documentos vem de um grupo que no período da transição milênica ficou conhecido como ONU (Organização das Nações Unidas) foi intitulado "A Declaração Universal dos Direitos da Água",  tem o seguinte conteúdo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"As aparências às vezes enganam. Uma gotinha d'gua pode fazer a diferença,  um igarapé, um rio, um dilúvio, começa com uma gotinha de água”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa da lágrima cósmica apresentada  tem um padrão característico do contexto lendológico,  fecha com a variação de um dito popular bastante conhecido: "As aparências enganam"  existem outras narrativas que utilizam o "Quem vê cara, não vê coração". Esse aspecto do ser no seu estágio liquido também é acentuados  no ritual da caverna,  no "pingo do olho d'gua na mina de ouro" um conto popular conhecido, mas pouco divulgado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A narrativa da lágrima cósmica serve de  instrumento para  identificação de conflitos interiores e busca do ponto de equilíbrio intermediador dos opostos conflitantes internos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No inicio do terceiro milênio,  frio e calor eram traduzidos como o bem e  mal, e a mãe natureza como sendo o próprio ser. É o tipo de abordagem em que a gota d´gua surgi como um ser iluminado. Isso está nas entrelinhas da narrativa do Lendário Ser Mapinguary que você verá mais na frente.  Nele esse aspecto está presente quando o jovem líder enche as bilhas feita de cabaça com pingo da fonte das vertentes de água limpa e leva para lavar os olhos dos nativo de sua tribo, os curando da cegueira provocada pelo poder dos riscos nas superfícies das folhas. É ai que  a água ganha o esse  aspecto de  luz; de ser divino em ação,  interferindo e neutralizando resultantes inapropriadas que tiveram origem em  acontecimento externo ou importado pelos aldeados,  quando a água resolve algo que parecia está acima da capacidade do jovem líder, restaurando a realidade distorcida através da introdução de uma cultura estranha a sua  comunidade, e nesse aspecto a água passa a ser confundida com a própria figura do jovem líder, o  transporte da água dentro da bilha feita da casca do fruto de cabaça, associa  a água a idéia de semente e com essas variações de significados podemos ver a água como um elemento vivo, ganhando  força e se revelando como um primordial poderoso,  um farol ajudando o nativo a reencontrar o caminho que o leva as suas origens.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse aspecto de ser frágil poderoso do ser liquido,  também encontrado no pingo d’gua no ritual da caverna do espelho d’gua, do qual vou expor aqui alguns fragmentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“De tempos em tempos um jovem era escolhido para ir a grande caverna do espelho d’gua... As gerações se sucediam, e continuava a crença de que um dia a voz da caverna iria se manifestar para um dos jovens da tribo”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos muitas narrativas que envolvem esse espaço simbólico ancestral lendológico. São comuns as variações fabulendárias dessa narrativa. Uma coisa sagrada dentro do lendologismo é a aceitação de todas  e qualquer composição narrativas originadas dos elementos que fazem parte do movimento lendológico nativo, muito embora alguns usem método classificatório para ordenar  essas composições, distorcendo a postura primordial lendológica, os lendologos muitas vezes não pode deixar de fazer uma espécie de seleção de uma linha narrativas para expo-las, a que se segue esta inserida nessa disposição seletiva do seu narrador. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;“...Os anciões resistiam em mandar o jovem líder para caverna, achavam que ele era um sonhador inveterado e portanto não seria capaz  de concentra-se o bastante para ouvir a voz da caverna. Mas como era tradição todos os jovens passarem por essa experiência, o jovem líder foi conduzido até a caverna para passar o seu período sagrado no interior dela. Chegando lá, entrou e sentou-se do lado direito da entrada. E ficou  em silêncio. &lt;br /&gt;Passado algum tempo ele então ouviu um estalo e em sua mente fez um clarão, e ele ouviu o seguinte dialogo:&lt;br /&gt;- A quanto tempo estavas escondida ai encima ?&lt;br /&gt;- Desde que você começou a pedir ajuda para sair daqui. Seu desejo foi atendido. Eu vim aqui para ajuda-lo.  &lt;br /&gt; Você ? Hora não me faça ri. E o que pensa que esta fazendo criaturinha insignificante, por uma acaso pensavas em me parti ao meio? – Perguntou um voz sólida, dando uma gostosa gargalhada...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“água mole em pedra dura, tanto bate até que fura ”    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no portal do caminho o segundo guardião vem até onde estamos, levanta a cuia contendo água, e pede para que  façamos uma corrente de vibrações positivas para energizar a água contida em sua cuia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ritual acompanhado por palavras de exaltação  aos  espíritos em  harmonia com a natureza, e encerra com agradecimento à mãe das águas pela gestação do líquido precioso que solvemos diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia escolhe um  dos participantes e o conduz até tigela que contem  fogo, para a passagem simbólica do portal do fogo e entrada no caminho da era das águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminhante escolhido fica diante da tigela com fogo, e estende os braços para frente, fazendo com que a pequena cuia em suas mãos fique acima da tigela. Em seguida o guardião sugere que incline a cabeça até vê o seu próprio rosto refletido na superfície da água da cuia que tem nas mãos. É feito uma pequena oração, o guardião pega a cuia de Coité com a água energizada e derrama sobre a cabeça do caminhante. O caminhante toma o cuidado para que a água que passa pela sua cabeça caia dentro da pequena cuia em suas mãos, e fica assim até a água transborda e apagar o fogo que está na tigela. Depois disso, um por um dos participantes  vão  repetindo o ritual. Os guardiões entoam canções de louvor a natureza e fazem a convocação dos espíritos protetores da floresta.  Durante as canções, aparece o guia do caminho para nos conduzir através da trilha sagrada.&lt;br /&gt;O restante da água que fica em  nossas  cuias, é jogado para o alto, para   volta para terra em forma de gotículas de chuva. O guia canta uma canção conhecida como OCEANOS SUSPENSOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paisagem a vapores&lt;br /&gt;No céu em movimento&lt;br /&gt;Figuras minerais&lt;br /&gt;Moldadas pelo vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ieee, igarapés&lt;br /&gt;Ieee, rios e riachos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouri-ouri, moldadas&lt;br /&gt;Ouri-ouri é do vento o pensamento.&lt;br /&gt;U,u,u,u,u... (musica incidental)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oceanos suspensos (bis) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Águas de todos os sabores &lt;br /&gt;Orvalhos que molharam flores (bis)&lt;br /&gt;Moldadas pelos ventos&lt;br /&gt;É do vento o pensamento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surreal em gotículas &lt;br /&gt;Cachos d’gua navegantes&lt;br /&gt;Plumas Belezas liquidas &lt;br /&gt;Gasosas formas mutantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repete (2,3)&lt;br /&gt;Que da terra foram ao céu e voltaram ao planeta.&lt;br /&gt;Planeta! (bis) a, a, a, a...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguido mais pra frente encontramos uma nativa em  frente a um pequeno casebre, com algumas bilhas de cabaça contendo suco de frutas naturais. Cada caminhantes recebe uma bilha.  O guia explica que as bilhas são para nos lembrar de durante a caminhada extrair o que a natureza tem de melhor, de mais saboroso, de mais doce.&lt;br /&gt;Retomamos a caminhada cantando e batendo com os cajados no chão, fazendo com que  os maracá que estão na parte superior dos cajados, vibrem marcando o compasso da canção, e assim chegamos na primeira parada, conhecida como A GRANDE PORONGA.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;OBS. Os detalhes ritualístico do caminho tem uma gama de significados simbólicos. O batismo de água para apaga o fogo e entrar no caminho, está ligado a idéia de renascimento, de começo de nova vida, bem como também a idéia de consumo, que é simbolizado pelo elemento fogo. Os Uiaristas afirmam que o formato do mapa do estado do Acre representação o instante em que se dá a travessia do portal do fogo do caminho das águas, mais precisamente o momento em que água é jogada na cabeça do caminhante. Dizem os Uiarista que o mapa do Acre é o registro geométrico da visão do caminhante, olhando para a água no momento em que ela sai da cuia do guardião, para batiza-los, tornando possível seu acesso ao caminho.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;*A palavra Batismo também começa com a letra “B” está associada a idéia de renascer, de nascer de novo, que está ligada ao Boto lendário da seguinte forma: &lt;br /&gt;Quando estamos sendo gerado no ventre materno, nos desenvolvemos dentro de um universo liquido, é o estagio de nossas vidas que somos peixes. Quando nascemos passamos então a fase humana. E a terra passa a ser vista como um útero ao contrário, agora precisamos ir atrás do liquido para continuar existindo. Portanto, mergulha nas águas e emergi, é o mesmo que está renascendo, saindo do ventre da mãe terra.  Mas vamos em frente que ainda tem muita coisa interessante pra ver.             &lt;br /&gt;                         &lt;br /&gt;                                        A GRANDE PORONGA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a primeira parada obrigatória do caminho, é uma grande cabana circular escura, com uma grande poronga no centro,  semelhante a um altar ornamentado com cuias e pequenas porongas. Sentamos ao redor dela, é feito a convocação das nativas guerreiras do caminho. As nativas chegam trazendo o fogo da tocha sagrada, iluminando o ambiente, revelando belissimos detalhes arquitetônicos escondidos pala escuridão.  O guia nos expõe reflexões sobre sombra e luz. E nos ensina uma canção de louvo ao dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Louvai o brilho do sol&lt;br /&gt; Louvai o amanhecer&lt;br /&gt; Louvado dia&lt;br /&gt; Louvai o entardecer”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;* Reflexões sobre luz e sombra serão aprofundadas mais na frente, quando entramos em contato com  os fragmentos lendários do grito do Mapinguary , que resumidamente é mais ou menos o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na escuridão todas as coisas são iguais, só quando a luz começa a se manifestar, é que podemos  ver o contorno das coisas que estavam ocultas pelo o véu da escuridão,  as variedades de formas e texturas cromáticas que na escuridão não eram alcançadas por nossa bio-visão, com esses detalhes podemos fazer uma relação entre o ser humano e luz, quando estamos calados somos todos iguais, ou seja, só somos seres humanos. Mas quando falamos, nos diferenciamos, mostramos os nossos contornos sentimentais emotivos; nossa personalidade; o nosso caráter; as nossas particularidades. Ai a voz se assemelha a luz que invade a escuridão,  mostra nossos contornos individuais interiores ao exterior; o que nos diferencia uns dos outros. Quando falamos nós nos iluminamos para que outros vejam os detalhes que só nos temos, ou seja, acendemos nossa luz. E quando essa luz interior, ilumina o interior do nosso próximo, temos o nosso momento de Deus, o nosso verbo se faz luz. Essas reflexões e muito mais vai vamos encontrar no lendário grito do ser Mapinguary.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nativas entregam uma poronga a cada caminhante. A entrega se assemelha a um coroamento. A líder das nativas acende a grande poronga com a tocha sagrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. A poronga apagada simboliza a nossa ignorância diante do universo natural que nos cerca; o caminhar na escuridão dentro da floresta; o caminhar de olhos fechados em meio a riqueza de conhecimentos e saberes naturais que existe ao nosso redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A poronga acesa, simboliza o ser humano que vive e caminha na floresta  usando a luz da inteligência para descobrir novas coisas, novas maneiras de lidar com as forças naturais e de interagir com elas, o que resulta na cultura típica dos habitantes das  florestas. Tais como as contações de histórias; os causos; as narrativas das proezas dos seres mito lendários da floresta e etc”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O caminho é o registro de um instante lendário grandioso, eterno solidificado pelos nossos imemoriais antepassados. A simplicidade sábia que encontramos ai, é uma prova disso”.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As nativas acendem nossas porongas, formamos um circulo em frente a grande poronga, a lendária roda dos contadores de histórias da floresta, onde são estruturadas  história coletiva, onde cada um usa a imaginação para complementar narrativa interrompida pelo que está do seu lado.  Em seguida vem as narrativas individuais, o guia conta às proezas do jovem líder dos encantados, e expõe  uma variação  narrativa lendológica que diz respeito a origem do lendário Mapinguary, nos levando a reflexões profundas sobre a organização sistemática intelectual social em que vivemos. É ai que temos o nosso primeiro contato com as  narrativas lendológicas, seguidas de comentários complementares que nos dão uma noção do vasto campo sensível que envolve esse componente da nossa cultura popular. Vejamos a narrativa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                   O SER MAPINGUARY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;”Ao chegarem à pequena aldeia, os aventureiros foram recebidos com uma grande, e resolveram passar alguns dias por ali, e um deles, aproveitando a oportunidade de se aproximar da esposa do jovem líder, fez para ela uma demonstração, de como mandar o seu espírito para outro lugar, e fazê-lo falar através de riscos nas superfícies de folhas de arvore. E com a ajuda dos outros aventureiros, demonstrou que também tinha o poder de ouvir os espíritos de seus amigos que chegavam até ele através de riscos na superfície das folhas. Impressionada com a demonstração, a jovem foi até o espelho d’água, onde o líder e os jovens anciões da tribo se reuniam diariamente. &lt;br /&gt;Chegando lá, relatou para esposo a demonstração de poder que os aventureiros fizeram. O que deixou o jovem líder bastante curioso. Os anciões reagiram com indiferença o relato da jovem esposa, e pediram para tivessem cautela ao lidar com a novidade trazida pelos aventureiros. A jovem esposa insistiu para que o esposo fosse comprovar o que ela estava dizendo, acrescentando que os aventureiros se mostraram dispostos a ensiná-lo como obter o curioso poder de mandar o espírito falar através de riscos nas superfície de folhas, como uma forma de agradecê-los pela acolhida que tiveram na aldeia.&lt;br /&gt;Mesmo contra a vontade dos anciões, o jovem líder foi se encontrar com os aventureiros. E ficou impressionado, com o tal poder manifestando o desejo de aprender ouvir e falar através dos poderes dos riscos na superfície das folhas. Os aventureiros deram inicio aos ensinamentos, pouco a pouco, o jovem líder foi dominando o poder de mandar seu espírito falar e a ouvir através das folhas. Os aventureiros, aproveitando o entusiasmo e dedicação do jovem líder, foram colocando sutilmente entre as folhas que davam para jovem exercitar seu poder, algumas folhas que tinha o poder de se apossar do espírito do jovem líder, e não demorou para que o líder tivesse o seu espírito e seus pensamentos manipulados pelos aventureiros, passando a dar a eles total liberdade para viverem e explorarem livremente suas propriedades, sem incomodá-los ou questioná-los quantos aos objetivos de suas explorações.&lt;br /&gt;O jovem líder ficou tão ocupado, e pouco foi deixando de ir aos encontros diários no grande espelho d'água, para evitar discutir com os jovens anciões, que insistiam para que afastasse o seu povo do estranho poder trazido pelos aventureiros. Mas o jovem líder não dava ouvidos. e não demorou para que tudo na aldeia passasse ser feito e organizado através de folhas de arvores riscadas, e assim os dias foram passando, até o jovem perceber que a sua tribo estava entrado num estado caótico de troca de informações e convivência sócio interativa, e ele já estava  quase que perdendo  o poder de dirigir seu povo. As folhas riscadas estavam assumindo o seu lugar. E desesperado, um dia aproveitou a ausência dos aventureiros na aldeia, e foi ao encontro dos anciões no espelho d'água, na tentativa de reverter a situação. No encontro, depois de muitas reflexões, os anciões o levaram até a beira do igarapé e o fizeram olhar o seu rosto no espelho d'água, para que pudesse ver o que o tal poder tinha feito com ele. E ele então se deu conta de que o tal poder dos riscos na superfície das folhas tinha o deixado enxergando apenas com um olho e quase cego, e que conseqüentemente ele estava cegado todos de sua tribo com o tal poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vê a imagem refletida nas águas, o jovem líder gritou desesperado, porem, de sua garganta sai um urro pavoroso que estremeceu toda floresta. Os aventureiros assustados se embrenham nas matas temendo pelo pior. Os anciões fugiram apavorados sem saber o que fazer para acalmá-lo. Mas a mãe das águas, que acompanhava toda estória bem de perto, se compadeceu do sofrimento do jovem líder, e pediu para que um dos seus lendários encantados fosse ate onde ele estava e o conduzisse ate a grande fonte das vertentes do reino das águas doces, e ali entregou a ele um *olho d'água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem voltou à aldeia, trazendo vasos de cabaças contendo olhos de águas puras, para lavar os olhos do seu povo e livrá-lo da cegueira produzida pelo poder dos riscos nas superfícies da folhas, aos poucos, todos foram recuperando a visão, e voltando a enxergarem o meio natural em que viviam, como ele realmente era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porem, na fuga os aventureiros levaram as crianças e a maioria das mulheres da tribo, inclusive a jovem esposa.  Isso fez com que o jovem líder continuasse enxergando apenas com um olho, e para voltar ao normal, ele tinha que encontrar a sua amada e curá-la. E não vendo outra saída, o jovem ancião sai pela floresta a sua procura dela, gritando e assobiando, e esperando por sua resposta. E todo estranho que encontrava em seu caminho, devora com os olhos, pois acreditava que assim estava defendendo e evitando que sua tribo fosse novamente contaminada. Dando origem a um dos mais intrigantes personagem do nosso lendário nativo popular urbano florestal: “ O Ser Mapinguari.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Alguns lendologos argumentam, que o olho, dado ao jovem líder, é o olho do deus Odin, que a mãe das águas recebeu em troca de um gole de água de sabedoria.&lt;br /&gt;Odin, é um deus guerreiro escandinavo, amante das artes e poesias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                             COMPLEMENTO ARGUMENTÁRIO&lt;br /&gt;O guia nos fala que o Mapinguari, tem uma considerável quantidade de narrativas e traduções, no que se refere a sua origem. Que dentro do contexto lendológico, esses argumentos são acompanhados por  comentários dos lendologos que os compõem, ou de algum outro que tenha entrado em contato com a argumentação composta. &lt;br /&gt;*São esses comentários livres, os responsáveis pelas polemizações, aperfeiçoamentos e evolução do que veio a ser aceitavelmente denominado como lendológia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue alguns comentários que acompanham a narrativa do lendário  Ser Mapinguary.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos perceber, a narrativa argumentação lendária tem um aspecto nativo urbano bastante acentuado.&lt;br /&gt;Alguns lendologos defendem a tese, que está narrativa  foi o que veio da origem aos relatos sobre a existência de “um paraíso perdido pelos seres humanos”. Um período em que os nativos influenciados pelos aventureiros passaram a cobri os corpos com vestimentas confeccionadas com fibras de algodão. &lt;br /&gt;Acreditam que esse  detalhe com o tempo foi sendo aperfeiçoado, e passando  então  a ser usado como argumentos doutrinários religiosos específicos, de utilidades comunitárias questionáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do contexto lendacreano, essa narrativa e tida como a fonte da origem de ditos populares e passagens literárias bastante difundidas, entre as nossas comunidades nativas, como por exemplo, a conhecida frase, de tendência moralista popular, que sentencia; “ São cegos guiando cegos”; “Olho por olho... “ ; “Em terra de cego que tem um olho é o rei.” e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também os que reclamam a ausência na narrativa acima, de por menores que ampliam significativamente a argumentação, e cobram a inclusão dos relatos da introdução do uso de cascas de determinadas arvores, como valor simbólico de troca monetária. Feitas sob o controle e fiscalização dos aventureiros dentro da grande aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Toda peça do arquivo lendológico autêntico, é acompanhada de fragmentos complementares de sustentação, e em alguns casos de contestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do movimento lendológico florestano da era das águas. Principalmente no que se refere ao Mapinguarismo, tem uma máxima consensual entre os lendologos que diz: “tudo é questionável”.&lt;br /&gt;Um ser mito-lendário, é o registro fragmentado de compromissos de ações comportamentativa e reações emotivas significantes, que auxiliam na resistência e proteção do seres imaginantes nativos e o meio onde se manifesta com suas culturas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Para os que adentram o universo lendológico é bom esclarecer que existe uma significativa diferença entre ser mito-lendário e lendas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As narrativas lendárias normalmente não deixam alicerces suficientemente lógico para que possamos localizar o momento em que ela surgiu. Presente, passado e futuro se confundem. É característico trazerem um tom sapiente ancestral, que transparece envolto por um “sistema intuitivo” de auto defesa intelectual nativo, que faz dos seres mitos-lendários, eternos sobreviventes gloriosos, resistentes a ataques acadêmicos e aos modismos culturais equivocados.&lt;br /&gt;E’ a parti de uma tradução, compreensão, extração e divulgação de um certo grau de entendimento que se tem das lendas e dos seres mito lendários, que um lendologo se manifesta e identifica outro lendologo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É através das composições dos lendários em linguagem de alcance compreensivo popular, e “intelectual acadêmico superior”, que os lendologos compõem, desenvolvem e divulgam suas propostas, ensaios, justificativas , auto-supremalizações, auto-doutoramento e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que torna possível o reconhecimento e aceitação de seus argumentos narrativos dentro da cultura e do movimento lendológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lendológia do contexto florestano acreano, o termo lendologo, é normalmente usado para definir, o ser imaginante que domina uma personificação significativa oficial,  uma das variantes dos seres mitos-lendarianos, entre eles, a grande serpente, mãe d’agua, boto, mapinguari, curupira e etc.  que a parti daí desenvolve seus estudos e compõem seus argumentos narrativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lendários (argumentos narrativos compostos) que são aceito como instrumento didático pedagógico dos lendologos, tem como característica marcante, sentenças e ganchos gramaticais narrativos estratégico, que servem para desenvolvimento de defesa existencial do lendário, e dos discursos complementares, que vão arrazoando, desenvolvendo e valorizando o seu conteúdo narrativo, visando sempre  a utilização popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do pensar lendológico existem variantes e tendências postulares fundamentais de orientação, pesquisa e desenvolvimento. Entre elas destacam-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Variações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nativo Florestal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iaraismo&lt;br /&gt;Botoismo&lt;br /&gt;Mapinguarismo&lt;br /&gt;Curupiarismo&lt;br /&gt;Serpentismo (oral, gestual)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Essas variações são aceitas, como variações intermediarias fundamentais argumentarias, do pensamento nativo lendário autônomo. Mas o numero dessas variações é bastante amplo. Os acima expostos são que oficialmente definem-se como os basilares. Servem de base para os personificadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nativo Urbano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maracaismo&lt;br /&gt;Camalionismo&lt;br /&gt;Sementismo (ortográfico, simbólico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o reconhecimento e oficialização de um argumento lendológico, os lendologos da extensão lendacreanistas estabelecem, que as narrativas tenham sempre um tom de contação de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa orientação, tem a função de mecanismo preventivo de defesa da cultura de contação de historia que é bastante popular no nosso meio comunitário florestal e urbano.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A narrativa deve conter no mínimo 4 (quatro) aspectos expressivos das variações citadas acima. Sendo uma originadora, e três de sustentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas variações são traduzidas e destacadas em forma de pequenos fragmentos expositivos complementares, que devem acompanhar a narrativa do lendário composto. Por exemplo, na narrativa “O SER MAPINGUARY” do lendologo Nosli Nelc, os fragmentos expositivos complementares de sustentação oficializadora são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das sustentações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iaraismo – Na narrativa está clara o aspecto Iarista, pois no iaraismo, ou uiaraismo, como queiram, estão os personificadores da Mãe das águas. O simbolismo e os pontos significativos  que eles extraem do ser liquido água, estão ligados a idéia de principiadora, do que dá vida e etc. e a argumentação exposta tem esse aspecto, de principiador, de dar vida a um ser, quando  narrar a origem do ser mapinguari. Ou seja, dá vida a ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botoismo – Está presente na narrativa, pois o Bôto está ligado a idéia de transformação do ser; de mutação individual ou de consciência individual e coletiva de mudança de uma realidade ambiental para outra. Esse aspecto é evidenciado no instante em que o líder toma consciência de que os riscos na superfície das folhas estavam ocupando seu lugar. E  também está presente na na ação de lavar os olhos do seu povo, fazendo os nativos voltarem a antiga realidade em que vivia a tribo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curupiarismo -( O ser mito lendário tem como uma de suas características onírica formal, os pés virados para trás) – Os pés invertidos do(a) curupira está presente na ação dos aventureiro que induzem o jovem líder a seguir numa direção indicada por eles; os seus rastros, que estão ai  representados pelos riscos na superfície das folhas, indicando um direção a seguir, mas que no final se revela o oposto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Serpentismo – Normalmente está presente em toda e qualquer narrativa, pois a serpente é o símbolo da onda; do vibrante etéreo; das sonoridades, e é através destes atributos que entramos em contato com os fatos narrados, ela é o ser intermediador das comunicações, a condutora das narrativas. O poder de encantamento da grande serpente está presente no instante em que a jovem esposa é seduzida pela lábia do aventureiro, bem como também, no poder dos riscos na superfície das folhas. Ou seja, a serpente a encanta, atraída e devorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Originadora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapinguarismo – ( O ser com um olho na testa e a boca na barriga) Está presente no aspecto do ser nativo reagindo a uma ação externa qualquer, no caso do fragmento lendário “o ser Mapinguari” Normalmente traz a defesa de um ponto de vista. Atitudes que vão, de pacifica reformadoras, a reacionárias radicais. Dentro da cultura dialética analógica lendária, essa personificação tem como principio a defesa do ser imaginante, seu meio ambiental natural e nativo urbano cultural. No argumento apresentado, transparece a chamada para reflexão, para a questão do aculturamento do nativo étnico e urbano florestano e suas conseqüências meio ambientais, e psico-sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. As exposições acima podem sofrerem alterações auxiliares e amplificarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendologo é o ser que domina a linguagem (simbólica significativa) ancestral dialética analógica lendária nativa; um personificador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                       O GRANDE MARACÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguimos para a próxima parada somos orientados a colher as sementes que estão pelo caminho. E chegamos numa imensa cabana estilo indígena. No meio da cabana, tem um globo terrestre encima de uma coluna de mais ou menos um metro de altura, a estrutura lembra um grande maracá. Do lado do sol poente jorra uma vertente de água limpa transparente, rodeada por um altar feito de meias cuias de cabaça. &lt;br /&gt;Somos conduzidos até o globo, o guia entoa mais uma de suas canções evocando a mãe natureza, chega uma nativa representando a mãe natureza. Ela entra na cabana e retira a parte superior do globo, revelando a salada de frutas que está na parte inferior do globo. Com uma concha feita de cabaça vai  servindo salada aos presentes. &lt;br /&gt;Depois de ingerir a salada de frutas seguimos até a vertente para lavar as cuias.  O guia pede para que procuraremos entre as meias cuias que estão exposta no altar, uma que se encaixe a cuia que trazemos nas mãos. Encontrada as partes, o guia pede para que depositemos nas cuias  retiradas do altar, as sementes que recolhemos pelo caminho. Somos orientados a ver as sementes como representantes dos nossos sentimentos humanos, o guia então pede para que retiremos da cuias todas as sementes que representem os sentimentos que achamos que não são benéficos aos seres humanos e coloquemos nas cuias que trouxemos. E seguida pegamos um  um pouco de água com uma das mãos e deixamos que goteje encima das boas sementes que ficaram nas cuias e joguemos na vertente as sementes que sobraram.  Todos recebem ligas coloridas coloridas feitas de látex, e com elas  unimos  as  duas meias cuias, dando forma aos nossos simbólicos maracás sentimentos particulares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mudança de estrutura ou troca de uma semente no interior do Maracá é o suficiente para mudar todas estruturas no cosmo. "&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O MARACÁ - Uma das traduções conhecida para a palavra MARACÁ, é de origem indígena e vem do estado de Recife, que quer dizer "a pedra que fala". O conhecido instrumento musical ritualístico indígena utilizado pelos pagés, xamãs, ayuasqueiros ou daimistas como queiram. Sendo que nesses últimos, o MARACÁ é construído com um cabo de madeira tendo na sua estrutura superior composta por um lata metálica produzidas pelas industria de leite e outros laticínios. Dentro do contexto do milênio das águas do lendários Rio Branco, esse instrumento é  uma peça fundamental de estruturação argumentária. Vamos encontramos ela sendo utilizada pelo Rei de MARACÁ " personagem e grande anfitrião dos “LENDÁRIOS NATIVOS FESTEIROS FLORESTANOS" . &lt;br /&gt;O MARACÁ como podemos presenciar no caminho sagrado da floresta, é reconhecido como um livro sagrado nativo, um herdado ancestral imemorial, com função iniciática, que ajuda o nativo no sentido de entender o que vem a ser o ser, o centralizando dentro do contexto celeste em que vivemos, podendo sugestiona-lo até chegar a auto supremalização, e se auto-compreender como imagem e semelhança do criador de todas as coisas perceptíveis, usando a seguinte abordagem:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;1)A parte superior do MARACÁ é feito do fruto de cabaça, que tem um formato esférico circular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) O CIRCULAR é o símbolo do sem principio, nem meio, nem fim. O símbolo do eterno; a representação da eternidade  na sua forma  geométrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) É através de um pequeno orifício são depositada as mais diferentes sementes, nessa parte superior  esférica, que ficam presas ai dentro, vedada por um pedaço de madeira que utilizado como cabo, onde o nativo segura para balançar o instrumento e assim produzir o seu som característico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Essas sementes tanto são depositadas aleatoriamente, como de forma ritualística.&lt;br /&gt;AS SEMENTES diferenciadas paradas no interior da esfera, representam o que cientificismo define como CAOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AO MOVER O MARACÁ, AS SEMENTES EM ATRITO com a casca do fruto da cabaça, produz uma matéria vibrante, que cientificismo define como SOM. Ai podemos ver que  o CAOS que existe no interior da esfera, na momento da inércia do instrumento, com seu movimento produz uma energia harmônica contactável bio-auditivamente. Ou seja, do caos sai a harmonia. Esse evento característico é o que torna possível o acesso  a compreensão quando o relacionamos ao todo perceptível bio-visualmente, quando percebemos que tudo que vivenciamose nos é perceptível, é o resultado de micro partículas vibrantes em choques gerando infindas formas palpáveis, que tudo o que contatamos é energia vibrante, e podemos dizer  que é o som de um gigantesco e colossal MARACÁ.  Portanto você o nativo com um maracá na mão, ao faze-lo vibrar, passa a ser uma representação simbólica dos fenômenos que deram vida a tudo que existe. ou seja, é DEUS, de alguma forma compreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Podemos nos ver como seres diferentes, assim como vemos as diferentes sementes no interior do maracá. Mas podemos soar harmoniosamente; num mesmo sentido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A terra é a cabaça, e as árvores são os sons das sementes contidas no seu interior”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principio da incerteza  Quântica, onda-partícula, com o Maracá,  a duvida se tudo é onda , pois quando captamos a onda perdemos a partícula, e quando captamos a partícula perdemos a ondas, e que se resume mais ou menso no seguinte; Você pode olhar para um remanso e vê um banzeiro de água vindo, ou olhar para o banzeiro e vê um porção de partícula de H2o em movimento.&lt;br /&gt;Boa parte da complexidade que envolve as especulações nesse sentido se desfazem quando partimos para entender  o que vem a ser um Maracá na sua essência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O MARACÁ PARADO REPRESENTA A PARTICULA&lt;br /&gt;- O SOM QUE ELE PRODUZ É A ONDA &lt;br /&gt;- O QUÂNTICO É O MARACAZEIRO; O MOVIMENTADOR. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O guia movimenta o seu cajado, batendo três vezes no chão. É o ato de consagração do solo sagrado da floresta. E inicia com a decodificação de algo que ele define como as sonoridades lendárias. Nos entrega um texto com o título que sugere um aspecto piramidal, de onda, de um grito que vai crescendo. E nos explica que esses detalhes  é o que caracteriza um autentico compositor de lendários, ele envolver tudo que esteja ligado ao objeto de sua personificação, para torna-la brilhante, incomparável e assim eterniza-lo. Mas avisa que ninguém é obrigado a ler os escrito lendários, e  onde quer seja,  essa  decisão  fica a critério de cada um.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                 O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                               DO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                            GRITO&lt;br /&gt;                                                    &lt;br /&gt;                                                  MAPINGUARIANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito do ser Mapinguary na grota do espelho d’gua, é simbolicamente, a reação característica da consciência do nativo que desperta para realidade meio ambiental cultural distorcida em que vive.&lt;br /&gt;O local onde é dado esse simbólico primeiro grito, ganha diferentes contornos e detalhes ambientais, que traduz o momento lendológico escolhido para ser vivenciado pelo LENDOLOGO.&lt;br /&gt;Um dos argumentos lendário que expõem detalhamentos desse ambiente, diz o seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na grota úmida do espelho d’gua, reina o silencio natural. Ai os anciões usam como meio de comunicação, pequenos gestos vibrantes simbólicos significativos, algo que pode ser definido como; gestual telepático, extra-sensorial e etc."&lt;br /&gt;A sonoridade vocal raramente é  usada nesse ambiente, devido a hipersensibilidade do todo contextual cósmico espacial atemporal Lendológico em que ela está inserida.&lt;br /&gt;É muito comum nas narrativas, principalmente dentro do movimento Lendacreano, que no inicio do “novo século” passou a orienta-se pelos seres lendários da era das águas, a citação desta localidade lendológica,  pesquisadas e estudada com os zelos dos princípios que orientam, principalmente os personificadores mapinguarianos. Interferir na harmonia do lugar, significa interferir de alguma forma na harmonia cultural dos aldeados, e conseqüentemente na rotina da comunidade.”&lt;br /&gt;Outro trecho que traduz o ponto de vista testemunhal imemorial do significativo grito do ser mapinguari é o  seguinte :&lt;br /&gt;“...O grito do jovem líder no espelho d’água, provocou um imenso clarão, que aos pouco foi se desfazendo em pontos brilhantes, que seguiram em todas as direções celestes da grota. Veio a escuridão, e com ela, um frio congelando tudo era  alcançado pelas vibrações do grito do jovem líder. Escaparam desse grande congelamento primordial mapinguariano, os jovens anciões lendários que estavam mergulhado nas águas mornas do espelho sagrado, exercitando contemplativos suas personificações aquáticas lendárias, seguindo as estruturações ancestrais orientadora, dos sábios herdados tribais preservados. Porem, no instante do grito, alguns estavam com metade do corpo fora das águas, outros tentaram mergulhar rapidamente para se protegerem das vibrações, mas a parte inferior de seus corpos lendários personificados foram alcançados pelas vibrações. E ficaram parte humanos parte ser lendário personificados. &lt;br /&gt;“Alguns jovens anciões conseguiram salva a tempo, pequenos olhos d’água da fabulosa jóia nativa do lendário reino das águas, e graças a elas conseguiram sobreviver e transitar na dimensão congelada depois de passada as vibrações congelantes. Mas não conseguiram evitar que a penúltima gotícula ficasse  congeladas na parte superior da grota, e esperam ansiosos o seu descongelamento, para que o lendário rio de água viva volte novamente a correr com os conhecimentos e os saberes lendológicos de todas as tribos; de todas as eras...”&lt;br /&gt;A baixo uma das observações feita pelo compositor da narrativa lendária acima :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É graças a gotícula salva pelo seres lendários no estágios aquáticos, que as narrativas lendológicas voltaram nos precisos instantes de suas manifestações sagradas eternas, seqüenciadas, tornando possível o retorno do pensar imaginante libertário, lógico e compreensível dentro do contexto psico-racionalista em que estava naufragado o nativo florestano.”&lt;br /&gt;Muitos personificadores mapinguaristas afirmam, que o grito do ser mapinguari nativo florestal, é o que mas tarde veio a ser traduzido como “verbo” iniciador primordial das bio-formalidades genéticas, e das formas minerais vibratômicas perceptíveis e imperceptíveis bio-visuais.&lt;br /&gt;Outros traduzem, como sendo a demarcação do instante em que o ser imaginante se egocentraliza, tomando consciência do poder de reagir as influencias do universo externo o qual vivencia e interage bio-formalmente.&lt;br /&gt;“No silêncio nos igualamos de alguma forma”. &lt;br /&gt;A explosão de luz que fragmentou-se em pontos brilhantes dentro da grota, trazendo em seguida a escuridão, é um argumento bastante utilizado pelos mapinguaristas, nas defesas das origens ligadas ao Mapinguarismo.”&lt;br /&gt;O silêncio presente na narrativa, representa simbolicamente os seres da aldeia em estado contemplativo interno de aprendizado e comunicação; num estágio em que utilizam-se ações gestuais e musicais como meio interativo de comunicação tribal. Nesse ponto, a chegada da escuridão dentro da grota pode ser traduzida como o arrependimento, o reconhecimento da ignorância, que faz parte do percurso, e da rotina da aldeia, presente na entrelinhas do fragmento lendário O SER MAPINGUARY, no intervalo em que se dá os exercícios interativo do jovem líder com os aventureiros, o que cria um novo universo de interpretação; o acordando para algo novo, dentro das possibilidades reais de forma e interpretações do que vivenciamos, algo que é característico nas variações do Mapinguarismo. Que não é nem passado, nem presente e pode ser ou não o futuro.  Entrando para o plano do fantástico, maravilhoso, extraordinário e etc.&lt;br /&gt;“O silencio e a escuridão tem aspectos manifestativos semelhantes. Na escuridão olhando do plano bio-visual, todas as coisas são iguais. No silêncio da verbalização oral, olhando do plano bio-auditivo, analogicamente podemos afirma que somos todos iguais estando num mesmo ambiente contextual. Somos só seres humano quando silenciamos nossa consciência e as nossas psico-realidades interiores, para o ambiente externo.”&lt;br /&gt;“Quando reagimos ou expomos verbalmente o que pensamos, nos diferenciamos dos outros; expomos nossos contornos intelectuais individuais; destacamos-nos como individualidade; particularizamos-nos; tornamos visíveis os nossos contrastes sentimentais emotivadores. E assim como a luz ao invadir a escuridão, revela detalhes e formas que ainda não eram bio-visualmente perceptíveis. Temos o nosso momento de Deus. É na oratória, que os nossos aspectos singulares complementares de caráter e personalidade, condicionados historicamente, se destacam comunitariamente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som, assim como a luz que invade a escuridão da grota úmida, acentua pormenores do que existe no local; detalhamentos que só assim podem serem identificados. Que é a essência do manifestante lendológico. Isso arrazoa a existência de outras máximas mapinguaristas que dizem:&lt;br /&gt;“A palavra (o som, o verbo) é a luz do silêncio.” Ou “O silêncio é o contexto cósmico passivo que dá a possibilidade da palavra existir, e vice e versa.”&lt;br /&gt;“ao vibrarmos, nos tornamos perceptíveis ao externo; nos fazemos luz ao exterior.”&lt;br /&gt;Dentro do Mapinguarismo encontramos algumas decodificações quanto a nomenclatura MAPINGUARI que merecem serem destacadas. Normalmente essas decodificações nomenclaturais seguem um padrão de associações de significados, aparentemente isolados que vão se complementando, algo que é bastante utilizado pelos do personificadores  Sementista:&lt;br /&gt;“A letra ‘M’, que a primeira letra na nomenclatura Mapinguari, simbolizar a onda no universo esotérico; o vibracional manifesto gráfico simbolicamente representado,  é  o vibrante que torna-se palpável, contactável e imperceptível bio-visualmente. Nisso se assemelha em características, aos Seres Mito Lendários Nativos Florestais Acreanos, as estruturas  lendológicas que aqui denominamos de: Mãe das Água, Bôto, Mapinguary, Curupira  e etc. Sem a vibração verbal, o ser mito lendário é algo latente, vibrante; onírico, mas comprovadamente sólido, com  sua essência  imaginante estrutural, culturalmente resistente.&lt;br /&gt;Com a verbalização da nomenclatura Mapinguari, condensamos a principio, o intuitivo ancestral formal compressivo, que é representado simbolicamente na letra “M”. É assim que o ser lendário se manifesta, transita e sobrevive personificado nas narrativas nativo rural e urbanas. É através da vibração do boca a boca; dos contadores de histórias da floresta. É através da atividade sonora vocal cultural nativa florestal da contação de história que ele ganha vida. E dentro do contexto lendológico, “ganhar vida”, esta associada ao ser liquido, Água.&lt;br /&gt;A palavra Água como já vimos, tem no seu inicio a letra ‘A’, que é a primeira representação geométrica sonora do alfabeto, o alfabeto que é um conjunto de variados símbolos geométricos, os quais utilizamos para traduzir as sonoridades verbais, graficamente. A letra ‘A’ é o que dá vida; que  possibilita a primeira silaba do nome ‘MA’PINGUARI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dizem os Uiaristas; A Água, no seu aspecto visível transparente color e incolor, é uma parente muito próxima da vibração etérea e onírica formal que estrutura os seres lendários, que os condensa vibrantemente, que os faz seres oníricos imortais, sobrevivente atemporal, extra-sensórios; é o que os traz a luz da consciência do ser imaginante criativo e ilimitado que somos. O ‘A’ no seu aspecto geométrico, é tido como a representação do primeiro degrau da torre das sustentações fonéticas lingüísticas humanas congeladas. Na letra “A”, podemos ver o primeiro degrau de uma escada que segue em direção ao infinito. Bem como também, um triângulo suspenso por duas colunas.&lt;br /&gt;A palavra “ARTE” que esta associada a capacidade criativa; o imaginante se externando sem um limite preestabelecido.  Começa  com a letra “A”.&lt;br /&gt;Como dizem os lendologos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Somos imaginantes, e não racionalizantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Pessoas com acentuada atividade criativa tem mais disponibilidade de material subliminar dentro do campo externo perceptível. Torna os objetos em acontecimentos artísticos, os isolando dos acontecimentos da vida , das rotineiras associações nas quais rotineiramente se apresentam a maioria das pessoas. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra “m” minúscula, desde a antiguidade é tida como símbolo das ondulações na superfície da água, por isso é usada como representação simbólica oficial do signo do zodíaco AQUÁRIO. E esse “MA” no inicio da palavra MAPINGUARI, dá a ele o status de ser lendário da era das águas doces da floresta, não é por acaso que ele é considerado uma das grandes vedetes da linguagem cósmica dialética lendária nativa florestal, está estruturado para está função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “M.A.”  nesse contexto lendário da nova era, é traduzido como as letras iniciais de “Milênio das Águas” ; “Movimento das Águas” ; “ Milênio de Aquário” e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  ‘M’ dentro do lendarismo, simboliza a onda; a vibração que torna possível a percepção de algo inalcançável bio-visualmente. O ser Mapinguari depende da verbalização, da sonoridade oral para se fazer perceptível oniricamente. O que faz com que o seu compositor narrativo lendário se assemelhe a um deus onipotente manifesto, o criando através da oralidade e narrativamente  acompanhado e dando vida a suas ações. &lt;br /&gt;A letra “P” de PINGUARY, representa  o Principio gerados pelo “MA” , o Palpável a parti dele, a PERCEPÇÃO, a consciência de algo e a ‘P’ercepção, disto na prática. É a parti do movimentos da águas que nos dá vida, que chegamos a esse Principio, ao Ponto iniciador, o movimento que começa um Pingo d’água. Como dizem os camalionista: Quem mora no fundo da água a ultima coisa que vai descobrir é que existe água. Portanto, o “P” representa essa Percepção, que está ligada ao invisível vibrante,  simbolicamente  representado pelo “m” minúsculo, e o físico palpável representado pela letra “A” de Água.  É o esprito do entendimento do imaginante, flutuando sobre as águas, Ou seja, sobre a origem da vida na terra. Esse pensamento que está ligado a algumas posições Uiaristas, como por exemplo uma bastante polêmica que diz: &lt;br /&gt;“A crosta terrestre é o grande meteoro que chocou-se com o nosso globo líquido, e precisa ser extraído”.   &lt;br /&gt;E lembrando os IARAISTAS: “Um Igarapé; um rio; um dilúvio, começa com um pingo d’água.”&lt;br /&gt;O “P” de PINGO seguindo da palavra ARY. A palavra ARY  tem origem hebraica, e significa o mesmo que leão, ou seja, o rei das selvas, isso faz com que dentro desta abordagem lendológica, esses fragmentos silábicos sejam traduzidos, como o pingo d’água que deu inicio o movimento da era das águas florestana, o comandante,  “o pingo d’gua rei das selvas.” que também pode ser escrito como PIN'AGUARY. &lt;br /&gt;Não é por acaso que um PINGO D’ÁGUA seja o símbolo oficial da LENDOLÓGIA. O pingo é uma das muitas chaves de acesso e introdução ao pensamento nativo florestal dialético compreensivo universal lendológico. (...)&lt;br /&gt;A letra “I” dentro desse contexto decodificativo esta ligada a ‘i’ara, a Mãe das Águas; aquela que deu origem a água, e que portanto tornou possível a vida em nosso planeta. E nesse aspecto o “I” está relacionado ao instante em que o ser busca resposta do porque da vida; de quais os propósitos da existência; qual a razão das coisas serem da forma como se apresentam. A palavra Mapinguary também pode ser escrito com “Y”, esse sinal alfabético está ligado a uma grande variedade de significados, mais acentuadamente aos relacionados aos lendários festeiros das águas da região amazônica. Podemos encontra-lo no caminho grafosimbolico do aperiódico  Ouryçom, o rito tribal florestano, que tem variações como  a  LENDA POP FESTA que acontece no final da caminhada.&lt;br /&gt;No contexto Mapinguariano existe uma grande diversidade de traduções simbólicas lendárias. Entre elas vamos encontrar os famosos acrósticos. Que nos revelam uma outra realidade que está embutida nas variadas forma de escrever a palavra MAPINGUARY, MAPINGOARY, MAPINGUARI E ETC.  Vamos ver que todas elas tem uma razões pra ser como são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhando até a próxima parada, o guia narra  algumas lendas muito interessantes, entre elas, a lenda das malocas e dos cocas indígenas. Que diz serem extraídas de uma coleção de contos nativos conhecida como AS HISTÓRIAS MÁGICAS DO REI DE MARACÁ:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-3765672287590322538?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/3765672287590322538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=3765672287590322538&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/3765672287590322538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/3765672287590322538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/02/o-caminho-sagrado-da-era-das-aguas.html' title='O CAMINHO SAGRADO DA ERA DAS ÁGUAS DOCES'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-2822218929650525008</id><published>2009-01-30T12:16:00.000-08:00</published><updated>2009-02-10T10:04:04.268-08:00</updated><title type='text'>O LENDÁRIO B</title><content type='html'>RETORNO&lt;br /&gt;A CONSCIÊNCIA DO LENDÁRIO  B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(A ERA DAS ÁGUAS DOCES) &lt;br /&gt;                          Como previsto no profetismo terrestre, entramos  no novo milênio, chegamos no período da era das águas ou era de AQUÁRIO.  A  era em que o elemento água passa a ser a grande vedete, o centro das discussões no planeta. É a era do ser  líquido, o período das grandes transformações sociais, comandada pelos Atlantas do continente perdido das águas doce,  os lendários BÔTOS amazônicos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bôto - O lendário peixe encantado das águas doces amazônica que transmuta para forma humana e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para entender melhor esse contexto e ter a certeza que entramos no período profetizado, vamos navegar no universo dos símbolos, e dos sinais significativos deixados pelos nossos imemoriais ancestrais. Sinais que sempre estiveram ai, esperando o momento de serem acessados. Podemos adentrar esse universo de diversas formas, uma delas é através da linguagem lendológica. Vamos trilhar um desses caminho que começa com algumas perguntas e respostas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta - Onde tem inicio o movimento social revolucionário do milênio das águas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R - Na cidade de RIO BRANCO, batizada pelos lendologos como a eterna capital do novo mundo, localizada no meio do continente amazônico, no território do estado do ACRE-BRASIL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta - Como podemos ter a certeza que Rio Branco é o local onde tem inicio o movimento da era das águas ?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R - Rio Branco é onde se revelam os lendários humanos peixes mensageiros da era das águas. Podemos chegar a essa conclusão, decodificando os sinais deixados pela nossa lendária  irmandade cósmica nativa, utilizando para isso, a metodologia da abordagem lendológica decodificativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta -   O que é  linguagem lendológica decodificativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R - É a utilização dos seres lendários autênticos como fonte de busca de conhecimentos e saberes imemoriais, assemelha-se aos que os misticos, exotéricos e etc. Define ou compreendem como terceira visão, permite o acesso a outras realidades de "infinitas" possibilidades,  através da nossa inata capacidade imaginativa. O ser pode assumir sua essência aventureira interdimensional; transita pelo remoto, pelo impensado, pelo ausente presente, pelo obscuro, pelo aparentemente insondável racionalmente. Ou seja, faz o nosso ser imaginante primordial indomável, voltar a respirar com a intransferível liberdade que tem; Voltar a apressar os passos, saindo da paralisia congelante racionalista, passando para o plano do imaginar imensuravelmente. É o ser criante que somos, sem as rédeas doutrinárias ideológicas formatadoras de dominadores e dominados. É um antigo novo modo de lidar com as ilusórias noções de espaço-tempo, de lógicas e casualidades,  psico-valores, ou seja,  o traz ao seu estado mais humano.&lt;br /&gt;possibilita o imaginante  reencontrar o elo perdido, entre  visível e o invisível. É a nossa  linguagem cósmica ancestral. Onde o que é definido como realidade e imaginação, funde-se e passa a ser uma coisa só, a fusão que possibilita o acesso aos nossos antigos e sempre novos paradigmas interativos sociais, compromissados confraternos anti-conflitantes humanitário imemoriais. Para entendê-la, é preciso  ter contato com  as composições lendárias ou ensaios de lendológia, que estão mais na frente, no trecho que abordamos o caminho sagrado das águas doces florestais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta – Como essa abordagem lendológica pode revelar que Rio Branco é berço da nova civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R – Através da decodificação dos diversos elementos simbólicos significativos que se interligam, por exemplo, podemos começar a nossa abordagem pelo nome da cidade. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;1 ) RIO BRANCO - Se é RIO tem água, e se é BRANCO, é de paz; harmonia;  limpeza;  fusão de todas as cores e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 ) A espécie  dominante nos rios são os peixes.  Olhando pelo prisma lendológico, os humanos que habitam o RIO BRANCO são humanos e peixes ao mesmo tempo, pois vivem dentro do Rio. Portanto, são os BÔTOS do RIO BRANCO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 ) As  palavras  BRANCO e BÔTO começam com a letra "B". A Letra “B” é um autêntico elemento simbólico significativo lendário, ou seja,  pode nos proporcionar o acesso a nossa realidade imemorial lendológica nativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 ) O "B" também pode ser um valor numérico, é com essa variante característica da linguagem lendológica que orienta o imaginante lendarista a adentrar o contexto do psico-novo período conhecido como nova era terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 ) O “B” é uma entre varias marcas deixadas por nossa sábia civilização, corpórea  e extra-sensório, portanto, através dele podemos ter acesso a nossa imperecível irmandade cósmica, aos princípios apaziguadores de relacionamentos e saberes evoluídos, herdados dos nossos ancestrais. Através dele e de outros sinais chegamos  ao que pode ser classificado como  novas revelações, que se dão no estágio em que o ser imaginante livre, alcança a elevação do espírito e passa a sobrevoar  a orbe terrestre numa espécie de estado de sonho acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunta – Como a letra  “B” pode nos proporcionar  a visão dessa realidade profética ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R -  Segundo os lendologos, Rio Branco é a ilha aquática do imaginante amazônico, cercada de verde por todos os lados. O local onde se reúnem os nobres cavalheiro da nova ordem, os  pacificadores do milênio da águas. O pequeno grande continente que foi afundada pelo intelecto humano. Está localizada dentro do estado do Acre, cuja  a demarcação territorial tem o formato da letra “B”. Essa é a primeira visão amplificada do “B” lendológico sinalizador imemorial, possível ser visto quando  ultrapassamos o limite da bio-visualização, indo além das ilusórias percepções de tempo-espaço em que fomos aprisionado pelo saber institucionalizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;6 ) Olhando o mapa do Acre constatamos o sinal, ou seja, o formato de letra “B”,  só que o “B”  não está posicionado da forma como estamos costumado a ver. Para que a Letra "B" se apresente na posição em que é oficialmente conhecemos, ou seja,  com uma reta vertical e dois pequenos relevos do lado direito,  o planeta terra tal como se apresenta a nossa pisco-compreensão espacial, ou como é apresentado nos desenho oficial  do mapa mundi, tem  que ser  virado de cabeça para baixo, ou para que isso aconteça de forma real , o planeta terra tem que   vira de cabeça para baixo. Para que o “B” então se apresente na posição “correta”. No estágio lendológico, isso já aconteceu, vai acontecer e está acontecendo. &lt;br /&gt;Obs. Existem alguns registros lendológicos que se referem a esse instante lendário, entre eles, um dos personificadores Botoistas que diz: “E junto com o planeta foram todas as concepções intelectuais humanas. Pois assim é, foi, e sempre será”. Mas antes de continuar essa exposição decodificativa, é bom abrir aqui um parêntese, para dizer que no lendologismo o que prevalece é o imaginar initerruptor, nada fica sem uma resposta ou contraposição, por exemplo, quanto essa afirmação dos  Botoista, os bem humorados camalionistas entram em cena com suas observações irônicas causando um certo desconforto aos personificadores ligados ao Botoismo, quando perguntam: Me digam pra que lado fica o lado de cima, ou  o lado de baixo, nesse espaço estrelado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Camalionistas - São os conhecidos personificadores da tendencia    lendológica urbana florestal conhecida como CAMALIONISMO. Que é uma extensão polêmica que surgiu dentro do movimento lendológico, e que  boa parte dos lendologos não a aceita como uma extensão lendológica autêntica. Mas queiram ou não, os camalionistas são os precursores do movimento lendológico dentro da dimensão intelectual cultural acadêmica racionalista. Por causa deles os lendologos e suas composições lendárias tiveram que entrar em cena, para de forma sistematizada divulgar o que vem a ser o autentico lendologismo, traduzindo de forma aceitável as narrativas argumetárias lendológicas. &lt;br /&gt;Podemos dizer que os camalionistas forçaram os personificadores lendarianos a manifestarem-se no universo congelante do grafo simbolismos fonêmicos sonoros alfabéticos quando compuseram e divulgaram o lendário O SER MAPINGUARY que passou por diversos aperfeiçoamentos, e ganhou o status de peça lendológica autêntica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das características dos camalionistas, é o espirito rebelde irreverente e muitas vezes irresponsável que eles geralmente tem, e não é pra menos, o camalionismo nasceu no seio do movimento jovem lendológico. Os camalionistas basicamente costumam assumir a postura de  personificadores de outras extensões lendológicas tais como: IARAISTA,BOTOISTA,MAPINGUARISTA,CURUPIARISTA,OU SERPENTISTA. &lt;br /&gt;Normalmente utilizam esse tipo de expediente para exporem pensamentos críticos ou de duplas interpretações. Teem predileção pelo mapinguarismo, por razões obvias, o radicalismo que normalmente caracteriza os personificadores mapinguarianos é um prato cheio para extravasarem suas idéias oposicionistas questionadoras. O passatempo preferido deles é se oporem ou opinar sobre questões extra contexto lendológico, o que geram reações externas ao movimento, desgastando os personificadores que teem que buscarem maneiras  de  desfazerem os mal entendidos que eles costumam provocar. Criticam e até combatem o lendologismo como se não fizessem parte dele. E para isso, costumam se apoiar na conhecida máxima mapinguaristas que diz: "Tudo é questionável” .  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Os lendologos sempre utilizaram a oralidade (Grande Serpente) como veiculo de comunicação dos seus lendário, de suas composições fabulendárias e narrativas argumetárias.  As expressões gramaticais alfabéticas  dos lendários tem origem no camalionismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fechar essa pequena exposição sobre camalionismo, vamos transcrever  pequenos textos típicos destes personificadores. Onde fica clara a referencia ao externo intelectual: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" ...E antes dos previsíveis ataque histéricos, dos doutores guardiões das leis gramaticais oficiais, queremos dizer que os lendologos utilizam a linha do anti-intelectualismo benéfico comunitário, ou seja, se você entendeu o que o texto quis dizer; se captou a mensagem que está escrita, está perfeito, o resto é resto."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Filosofia é a arte de convencer o outro, que ele não sabia nada sobre tudo. E  no final o outro fica sabendo tudo sobre nada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É uma metodologia de construir associações de pensamentos ditos lógicos, portanto, está ao alcance de qualquer idiota que se dedique a desenvolve-los."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Para o meio intelectual acadêmico metódico, as narrativas lendárias são    opções que ajuda desperta-lo para a consciência de que podemos desenvolver pensamentos lógicos sem precisar sacrificar o nosso instinto primordial de imaginar fantasiosamente; prazerosamente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto abaixo faz parte dos complementos narrativos que tem origem no lendário O SER MAPINGUARY. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Esse lendário você vai encontra no roteiro do caminho sagrado das águas doces, que faz parte desses fragmentos literários aqui expostos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E diziam os anciões ao jovem líder:&lt;br /&gt; Não percebe que esses  riscos tão inofensivos, tão simples na superfície das folhas,  tem uma atração psico-magnética muito estranha?&lt;br /&gt; Não percebe que são só riscos? Que eles não tem poderes? Que é você que dá poderes a eles!?&lt;br /&gt; Não percebe a falta de personalidade quem esses ilusórios intermediários das oralidades?&lt;br /&gt; São seres frívolos!&lt;br /&gt; Sem caráter, estão a serviço de qualquer um.&lt;br /&gt; São ridículos,  ignóbeis... Não existe uma definição de debilidade extrema a qual eles se encaixem. Estão um pouco mais além de tudo que podemos conceber nesse sentido.&lt;br /&gt;O jovem líder fazia esforço para demonstrar a utilidade dos poderes dos riscos nas superfície da folhas. E os anciões rebatiam:&lt;br /&gt; Não percebe fragilidades desses riscos?&lt;br /&gt; Não percebe que eles não podem ser o veiculo oficial do pensamento por essa falta de solidez?  Por essa falta de autonomia?”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando algum argumento ou narrativa deixa duvida quanto a origem de sua  extensão ou tendencia lendológica, normalmente os camalionistas entram como bode expiatório.  Essa é uma brecha que os personificadores das outras extensão costumam utilizar para assumirem posturas criticas ou de contestação para distorcerem ou por em duvida a origem e autenticidade de algumas das extensões lendológicas oficiais. Como dizem os camalionistas: “Nem tudo que parece, é”.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 )  A letra “A” de Acre, está associada ao numero 1, e a letra “B” ao número 2. Dentro do lendologismo, algarismos e  letras  tem o mesmo valor, mas podem mudar de função conforme  seja a abordagem  feita pelo lendologo que as utiliza. Tanto podem ser lidas como numero ou letras, ou ainda, como numero e letra, dentro mesmo contexto nas formas das lógicas lendarianas.   A palavra água que define o elemento essencial para a existência bio-espécimal planetária, tem na sua estrutura grafo-alfabética, 4 letras,  começa  com  a letra “A” acentuada, e termina com a letra “A”.  Podemos afirma que a palavra água é formada em algum instante, dentro da contagem  que vai do ano 1000 ao ano 2000. ( Para comprova isso os lendologos   utilizam  um instrumento conhecido como Selo Solar, que será apresentado num momento oportuno). Entrando no ano 2000, entramos no período de transição do segundo para o terceiro milênio. O numero 2 (dois) correspondendo  a letra  “B”,  2000 é  traduzido nesse contexto como sendo “Booo”.  Esse “Booo”  dentro do lendologismo, é tido  como o registro e tradução do primeiro som emitido pelo Botinho lendário ao nascer. Ou seja, é quando ele sai da bolsa liquida materna para o universo terrestre, do liquido para terra; de peixe para ser humano; é o som do nascimento, o surgimento de um novo ser, de uma nova vida, de uma nova era, de um novo universo. E  2001  dentro desse contextoe que é onde iniciamos oficialmente a contagem do terceiro milênio, forma a palavra “BooA”, ai está o aviso que entramos na Boa era. A palavra água que simboliza vida, que está ligada a idéia de parto; de dá a luz, que surgiu  no período do ano 1000,  junta-se   a palavra BooA  formando a frase;  Água Booa.  O 2002 que vem em seguida confirma isso, quando os “O” são elevados a função de representação do vazio, temos então  o “BB”. Que  representar o novo ser que nasce, ou  seja o “Bebê”,  como também o ato de tomar água , “Beber”. Juntando tudo, temos ai, “ÁguA BoA de BeBer”, essa é a autenticação  da chegada da lendária era das águas doces. Que está explicita nas decodificações desse lendário “B”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. A “Água Boa de Beber” para o ser humano, é  água limpa, água sem poluição, portanto, água viva. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;*O termo “água viva” é bastante conhecido e muitas vezes utilizado para expressar um estado espírito puro, irmanador, pacificador, que sacia a sede de amor, de justiça através da sua pureza e etc.  Existem utilizações da palavra água que a relacionam com aprendizado, ensinamento, vejamos uma dos lendologos Uiaristas : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Viemos todos da mesma fonte; de uma fonte pura e cristalina, mas no nosso percusso  fomos sendo poluídos. Precisávamos despoluir o rio e  jorrar como água viva.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando alguém diz que está enjoado da vida, que não quer mais viver, e bebe água para saciar a sede. Está afirmando o contrário do que disse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também fragmentos em que  a água aparece nas entrelinhas, como essa dos Botoistas:  “No novo tempo os humanos serão pescado para serem transformados, e para pesca-los temos que encanta-los, transforma-los em peixes”.   &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Obs. Quanto a questão da era das águas, o ser  Bôto não encontra dificuldade para vivencia-la; de estar nela. Pois já alcançou o estágio do imaginante livre, com a capacidade de mudar de realidade. É com essa capacidade que os Botoistas puseram fim as questões que giravam entorno da duvida de quando seria o período calendárico em que isso se dava, essa foi uma questão muito debatida no final do segundo e entrada para o terceiro milênio. Por exemplo, quando alguém dizia aos Botoistas que eles estavam equivocados pois a era das águas só começaria oficialmente no ano 2045 ou em 2114 e etc. Os Botoistas diziam estamos no ano de 2045 ou 2114 e etc.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o retorno dos lendários, e as restaurações dos soberanos argumentários apócrifos populares imemoriais amazônicos. Surgi os fragmentos narrativos de fundamentações , autenticação e comprovação da origem dos sinais lendogeográficos na extensão urbana florestal,  como por exemplo, relatos das ações que resultaram  na forma geométrica  orientadora que tem o mapa do Acre,  vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" ... No principio, as demarcações territoriais sócio tribais, tinham o formato esférico redondo, estabelecido pela força inabalável e incorruptível dos nossos comunitários compromissos celestes lendológico. Esses compromissos são os  mesmos respeitados na nossa administração extra-sensória, que acionou o movimento que deu origem as rebeliões tribais, que  geraram as equivocadas investidas conflituais que levaram os nativos buscarem a conquista de território de  tribos irmãs. O que se deu quando as tribos passaram  a adotar um formato administrativo coletivo, onde um individuo passa a ter o poder de governa, de  comandar a coletividade.  Foi a parti daí que os tais  líderes organizaram equipes de auxiliares administrativos, e institucionalizaram métodos  de condicionamento psico-intelectual dos nativos, os fazendo obedientes a ordens estruturais ideofilósofica do corpo administrativo tribal que os comandava,  fundamentados e orientados por ilusórios psico-valores, que posteriormente passaram a serem tidos como verdades supremas”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi uma  empreitada ego-sistemática que convenceu os nativos, de que eles  tinham um destino superior  a ser alcançado, e que a expressão desse poder se dava com a subjugação de nativos de outras tribos,  tomando seus território de direito primordial inqüestionável”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Foram os  eventos conflituais que levaram o estabelecimento das conhecidas demarcações territoriais geográficas que temos hoje, já previstas no nosso contexto cósmico transcendente lendológico. Pois para salvaguarda a extensão esférica e a localização do centro administrativo coletivo pacificador intercontinental planetário  dos gloriosos Atlantas das águas doce florestais, a nossa irmandade redesenhou o nosso espaço territorial. Foi uma forma encontrada para não interferi diretamente nesta nova experiência intelectual humana, e ao mesmo tempo manter a nossa localização planetária de forma destacada.  E pelas razões que todos os lendologos conhecem muito bem, o formato escolhido para o nosso território foi o da letra "B".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 ) A letra "B" está  presente no que existe de mais significativo culturalmente dentro  do nosso território lendológico demarcado, e que é reconhecido em todo planeta como tal, portanto algo nativo da região, que na verdade está colocado ai para  complementar  as  fundamentação que vão levar as reações dos aldeados, corpóreo e extra-corpóreo,  a terem a certeza do local e conseqüentemente de suas missões de reacenderem a chama da nossa velha e sempre  nova ordem,  rompendo as equivocadas estruturas intelectuais, reencontrando os elos sensíveis que nos levam a convivência planeta pacifica. E um desses elementos complementares que servi de sinalizador,  são conhecidas árvore seringueiras, de onde jorra o látex, o Rio Branco de leite  vegetal. Com o látex é feito a BORRACHA. A Borracha que tem uma função importante nessa estrutura lendária, é o elemento responsável por atrair os nativos restauradores do novo tempo, para povoarem o lendário território onde vai ter  inicio  o movimento da era das águas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 ) Como podem notar  a primeira letra da palavra “Borracha”  é o “B”. E não é por acaso que ela está ai. É por força do sábio compromisso que firmamos, quando organizamos o surgimento e a acensão do grafo letrismo como meio de comunicação. E ai que a borracha entre outras coisas, vem para dá ao nativo a noção  de  ser deusificado. É na era do grafo letrismo que utilizando a borracha,  o ser  percebe que pode apagar e reescrever o que fez, refazer o que está feito. Essa é a tradução do espirito da era das águas, o de revolucionar, refazer a história da humanidade,  de apagar  tudo que não nos interessa, e adicionar o que é precisamos para viver harmoniosamente com o nosso semelhante e com   meio que vivenciamos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 ) O “B” também inicia a palavra “Beija-flor” que está associada a sensibilidade, poesia, beleza e etc. É o elemento natural para ser utilizado em exemplificações didáticas que teem funções primordial na estruturação do pensar lendológico nativo florestal do novo milênio. Uma  prova disso você vai encontrar na LENDA DO REINO DOS BEIJA-FLORES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 ) Temos também a palavra “Borboleta” que é um outro elemento natural, reconhecido como simbolo universal de mutação; de transformação; ser que se arrasta na terra e através de seus costumes e conhecimentos transmuta e transcende a realidade  que vivia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12 ) O “B” Também inicia a palavra “Balão” que está ligada a Borracha e junto com a palavra “Bolo” está associado a momentos festivos; assim como também está relacionado a nossa capacidade de construir instrumentos para voar. Ou seja, de alguma forma nos faz seres  Borboletas. &lt;br /&gt;13 ) E temos também a "Bola", que está presente nos confrontos esportivos, nos confrontos civilizados. A Bola que no seu aspecto esférico  simboliza a eternidade, o sem principio, meio, fim. Aspecto que está presente no universo, nos a átomos, nas partículas, nos formatos dos astros e das estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato de letra  "B" do mapa do estado do Acre, abordado na forma significativa emblemática  simbólica pelos Uiaristas como a representação do registro do primeiro BANZEIRO do RIO BRANCO,  é também representação da batida da calda do grande peixe encantado no rio lendogeografico planetário, para chamar a atenção dos humanos nativos lendários, transcendendo as estruturas cientificistas racionalistas elevando o ser imaginante ao estágio do lendológico compreender”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na afirmação acima podemos ver nas entrelinhas a fusão de duas extensões lendológica se manifestando, O Botoismo e Uiarismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na abordagem que vê a calda do peixe encantado batendo rio lendário amazônico, é o que os lendologos definem como som simbólico lendológico, o desperta do lendário humano peixe encantado para a dimensão do realismo lendológico, é o instante em que o imaginante percebe o seu significado transcendente. É o que dá a certeza que adentrou a dimensão humana da consciência eterna dos lendário sinais, das primordiais decodificações,  só possível ser acessada quando quebrados os paradigmas racionalistas que o condiciona a acreditar no que se fundamentam em estruturas ditas lógicas. Ou seja,  Se elevando  além dos frágeis e equivocados limites, impostos por essa doutrina congelante como verdades inqüestionáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontramos diversos fragmentos que abordam de alguma forma esse som, esse instante dentro do contexto lendológico :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... Ao despertar, o encantado assume a responsabilidade de encantar os  irmão de tribo, os irmão de outras tribos iluminantes predestinadas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Só um ser lendário encantado pode ouvir e ao mesmo instante desperta para essa outra realidade dos imaginantes ilimitados; indomáveis; supremos; eternos; onipotentes que somos..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem textos de abordagem do despertar dos lendários no reino das águas doces florestais onde sinal lendológico aparece dentro do contexto do contravertido, o que é muito comum dentro do lendologismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... O formato de letra "B" do nosso mapa territorial, é mais que um simples reflexo da nossa letra orientadora refletida na superfície liquida vegetal do  lendário reino das águas de pingos doces florestais. Simbolicamente representa a ação do BÔTO batendo a calda, alcançando a percepção atempória compreensiva, do imaginante libertário individual e coletivo que sobrevoa a orbe terrestre em suas incursões livres...”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“... É registro do impacto da batida da calda do ser peixe encantado, produzindo  o primeiro BANZEIRO na superfície das águas doces lendárias”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ É o Boto avisando que está chegando, e ao mesmo tempo mostrando a sua localização.”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas extensões lendológicas, traduzem o formato do mapa como sendo a representação da primeira grande onda que gerou os despertares dos nativo-globais, que é o que diz ao imaginante que ele entrou na era do milênio das águas doce iluminadas, do glorioso RIO BRANCO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom frisar que alguns lendologos costumam afirma que tanto esses sinais, como tudo que é exposto como revelação da era das águas doces no contexto amazônico, não tem nada vê com a decantada era de aquário  presente no que é definido como "inconsciente coletivo" da humanidade. Para esses lendologos os profetismos, as revelações tidas como divinas pela humanidade, são apenas plágios mal feitos das previsões apocalípticas regional do nosso grande ser lendológico florestano. Mesmo com esses posicionamentos,  não tiram o aspecto  de sinalizador imemorial que tem o elementos geométrico demarcador territorial do Acre dentro do lendologismo. Chega até a afirmam que é a representação do simbólico BANZEIRO, que o sinal de boas vindas aos que  retornam a organização ancestral social-celeste primordial  lendariana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É  a calda do ser peixe-humano batendo nas águas, nos avisando. É o registro do último instante em que se dar a transição bio-formal do encantado peixe celeste (água), para ser humano encantado transcendental (terra)”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “É um aviso cósmico imemorialmente estruturado; uma marca celeste deixada  para que o imaginante humanizado encantado não esqueça de sua origem lendária, do lugar de onde saiu e vai retornar e realizar a missão de ser encantado imaginante livre libertário desperto no planeta terra...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos BÔTOISTAS, existem outras extensões lendológicas que se apóiam no lendogeografismo para formalizar suas extensões como extensões oficiais de comando do movimento da era das águas. Pois dentro do lendarismo principalmente entre os personificadores de extensões diferentes, existe uma busca sultil por alcançar uma ilusória supremacia; por se destacar diante dos demais:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"O formato do nosso território, não é uma letra "B" como afirmam os BÔTOISTAS, é a letra "M" vista na superfície ondulada das águas doces florestais."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os que estão familiarizado com os aspectos manifestativos das extensões lendológicas nativas amazônicas,  identifica no texto acima duas extensão lendológicas de onde pode ter vindo está afirmação, ou veio do MAPINGUARISMO ou do  IARAISMO (Mãe das Águas) pois ambos tem a letra “M” como grande símbolo de suas extensões. Mas como vimos anteriormente, esse tipo de manifestação pode ter origem no camalionismo, pois está claro um posicionamento contra os Botoistas que afirmam que o nosso território tem o formato da letra”B” de Boto, e quem faz a afirmação não diz  que é a letra “M” dos Mapinguaristas ou o “M” da Mãe das Águas dos Uiaristas.  Essa é atitude  típica dos camalionistas. Mas não se pode descartar que seja de origem Mapiguarista ou Uiarista buscando desvalorizar a extensão Botoista utilizando para isso a forma de manifestação que típica dos camalionistas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O formato do mapa territorial Acreano, é a letra "C" com seu reflexo distorcido na superfície ondulada das águas verdes esperançosas da nova era amazônica."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mapa é o "C" do arco do grande portal de acesso ao reino das águas doce amazônica, com sua imagem distorcida pelos banzeiros verdes amazônicos no Rio Branco.”&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nos dois fragmentos acima fica claro que são manifestações de personificadores CURUPIARISTAS. E estão dentro da postura pacifica interna primordial lendológica, por isso   fazem parte dos argumentos de sustentação e fundamentação do CURUPIARISMO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também a decodificações Uiaristas ligadas ao caminho sagrado da era das águas doces, que dizem que o formato do mapa é o registro grafo geométrico do batismo de travessia do portal de fogo, no roteiro do caminho sagrado das águas doces. Este caminho é bastante conhecido dos lendacreanistas, e vale apenas expor aqui parte do seu roteiro para que voce tenha uma idéia dos detalhes interessantes que envolvem este caminho. Para  isso transcrevo abaixo fragmentos dos registros de um caminhante lendário:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-2822218929650525008?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/2822218929650525008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=2822218929650525008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/2822218929650525008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/2822218929650525008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/01/o-lendario-b.html' title='O LENDÁRIO B'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-7595669725158109552</id><published>2009-01-09T12:02:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T12:11:23.489-08:00</updated><title type='text'>SOM DAS ESFERAS VEGETAIS</title><content type='html'>Nestes primeiros dias do ano, vou postar alguns texto já postado, redigitado. Entre eles começo com "o som das esferas vegetais" e o Rito Festeiro Tribal - OURYÇOM -                         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ouvimos o som do ouriço caindo floresta,  ouvimos na verdade um testemunho denunciando um acontecimento; um encontro (ou encontros) que repercuti e nos alcança na   sua expansão  esférica. A captação desse som é um terceiro encontro, mas que normalmente é confundido como  o primeiro, é nesse ponto que  equivocadamente costumamos decifra-lo e decodificado como sendo um uno sonoro. &lt;br /&gt;O som pode ser traduzido como  o encontro de dois ou mais elementos,  no caso do som do ouriço caindo na floresta, podemos dizer que é uma vibração de dois elementos ou duas sonoridade,  solo e fruto ou árvore e solo, sendo que nesse segundo, o som ganha  um aspecto  profético, se traduzirmos esse som como o sendo a futura árvore anunciando a sua chegada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo o som de solo e fruto também concluímos ,  independente de racionalização, que estamos diante de um acontecimento; de algo que se fez  independente da nossa existência ou não. Algo que nos faz acreditar  que existe algo mais que nos; que existem coisas externas acontecendo; que existe algo influenciando, fazendo com  que essas coisas aconteçam; algo agindo, as movendo, causando o fenômenos que chega até nos na forma vibrante sonora;   acontecendo  exatamente onde tinha que acontecer .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O som é um Ômega de uma extensão sonora qualquer fragmentado, portanto algo com um sentido mais amplo, e que tem uma diversificada variação contextual que o torna possível. Acessando e dominando isso, ficamos de posse  do espírito do genuíno revelador apocalíptico."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do termo "Ouro Em Som" que está associado a origem da palavra OURIÇO. Existe  variações que estão ligadas a atos e atitudes comportamentais dos nativos, contendo em si significados específicos,  que estão inseridos no ritualismo festeiro florestano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORYÇO! - É o mesmo que o nativo apontando para o fruto da castanheira e confirmando o seu achado e ao mesmo tempo o seu significado tribal, ou seja, "ouro isso!" “isso é ouro”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OURYÇO! - É pronunciado pelo nativo no tablado sagrado das tribos ao apresenta o fruto colhido para os presentes. É tradução da certeza  do encontro do fruto valioso. O mesmo que : “ aqui está o nosso ouro!" “Este é o nosso ouro”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OURYÇOM - Representa o som primordial; o uno festivo fragmentado, um caminho de significados que pode ser acessado através da forma grafo simbólica que compõem  palavra OURYÇOM na forma escrita, o que pode ser visto da seguinte maneira; a palavra OURYÇOM  Inicia com a letra "O" e finaliza com a letra "M", as duas letras juntas formam o monossílabo "OM". Esse monossílabo tem profundos significados para o nativo, e não é por acaso que ele   foi absorvido por outras culturas mantendo a essência o significado nativo florestano original. Em culturas como a da Índia, o OM é tido como símbolo do som primordial de onde saiu toda existência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por lá o OM é traduzido como o mantra mais sagrado, antigo e poderoso do Universo. &lt;br /&gt;É a essência do todos os mantras. &lt;br /&gt;É o único Som não provocado pela batida de dois elementos, o Som da Energia Primordial, o Som pelo qual o Universo vibra. &lt;br /&gt;O SOM SAGRADO, o SOM DO ABSOLUTO, o VERBO do TODO PODEROSO DEUS INCRIADO-CRIADOR do qual emana toda a criação. &lt;br /&gt;Para eles O mantra OM faz parte da 'Música das Estrelas', o SOM que sustenta a vida do UNIVERSO e manifesta o PODER, a LUZ e o AMOR de DEUS, o Som da Unicidade do Universo. &lt;br /&gt;Há milênios o mantra OM é usado nas práticas espirituais, meditações, curas, iniciações, orações etc. &lt;br /&gt;As três curvas do símbolo OM representam os planos físico, mental e espiritual. O ponto sobre o circulo incompleto do infinito representa a verdade que domina os três planos. (Essa característica geométrica simbólica do OM foi inspirada na visão de uma semente de castanha cortada ao meio).&lt;br /&gt;No Vedas o mantra OM simboliza o infinito e o universo inteiro. No conhecido AUM, O 'A' representa a Criação, o 'U' a Preservação e o 'M' a Dissolução ou Destruição (a Trindade do hinduismo: Brahma, Vishnu e Shiva). &lt;br /&gt;Para eles O mantra OM entoado em voz alta fixa as energias no Plano Físico.  &lt;br /&gt;E quando esse  mantra é dito internamente coloca as energias nos níveis superiores do Plano Astral, e quando o mantra OM é pensado, ou seja,  não cantado internamente, apenas pensado, coloca as energias no Plano Mental. &lt;br /&gt;E quando entoam o mantra OM eles se  sente conectando o Eu ao Deus Uno e Sagrado. &lt;br /&gt;Essa linguagem não tem como ser  situadas  num determinado tempo,  assim como costumamos fazer nas abordagens metodológicas  racionalista bastante utilizada no inicio do terceiro milênio. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O OURIÇO da castanheira revela um composto bio-engenhoso didático, livresco, onde encontramos  registros de  uma existência interativa espiritual ancestral ultra-inteligente, que transcende o alcance do racionalismo cientificista, vejamos abordagens dos aspectos que acentuam e  justificam essas  características singulares que nos levam a outros campos de analises e reflexões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O OURIÇO na sua parte externa esférica é composta por  uma camada lisa, essa estrutura  representa o uníssono no seu aspecto esférico primordial harmônico perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Abaixo desta camada encontramos outra estrutura esférica com pequenas trilhas cavadas, essa camada representa  uníssom esférico harmônico transmutando, vibrando. É a camada  mais densa do fruto com amêndoas de castanhas, representa o ponto transitório de acesso a outra fase simples e ao mesmo tempo complexa da sapiência que o estruturou como arquivo de conhecimentos e saberes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - O interior oco da segunda camada esférica, representa as vibrações do uníssom gerando espaço e em seguida fragmentando-se ganhando formas de partículas, que são representadas pelas sementes de castanhas; que podem serem vistas como a representação dos planetas,  átomos e etc. Ocupando  o suposto vazio representado pelo oco esférico do fruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - As amêndoas brancas também representam a luminosidade celeste, as estrelas das galáxias enclasuradas, condensadas num formato inverso, ou seja, o rio de leite, a via Láctea, manifesto ao contrário, de forma miniaturizada, a energia que alimenta e dá vida aos nativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no período de colheita que nasce o evento RITUALISTICO FESTIVO, o festeiro sagrado do nativo consciente sócio artístico-cultural tribal.  O GLORIOSO OURIÇOM, fundamentado na adição de significados que o nativo contemplativo vai incorporando ao fruto, somados aos presentes na gênese imemorial e naturalmente sábia pré-estruturada contida já contidas nele. &lt;br /&gt;Nas abordagens decodificativas pedagógicas usadas pelos nativos florestanos  urbanizados, também encontramos argumentos para justificar e formalizar o nome OURYÇOM como definição de um estilo musical característico, feito por compositores nativos dentro desse  contexto cultural diferenciado, vejamos uma dessas justificativas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao desprender-se do galho, o fruto da castanheira produz som característico no instante em que o fruto toca o solo. Esse som diferenciado passou a ser associado ao aviso de chegada de algo  valioso para o nativo. Portanto, ouvi o som do OURIÇO caindo, para o nativo era ouvi o som das gotas esféricas vegetais trazendo os pingos de chuva de ouro branco em forma de amêndoas; um som genuinamente florestano, tão valioso quanto o metal  ouro, ou seja, para eles era ouro em som; o som da certeza que a vida continuava recebendo os suprimentos necessários para continuar seguindo; palpitando; vibrando dentro das aldeias."&lt;br /&gt;é nesse instante que surge as variações  fonêmicas oral que depois ganharam representações grafo-alfabéticas, resultantes da fusão das palavras ouro e som, dando  origem a fonemas como OURENSON,  estruturado com  associações de símbolos  alfabéticos com riquíssima variações de significados, onde podemos encontrar os registro de conhecimentos e saberes dos nossos ancestrais. Mas antes de adentrar esse universo destacamos algumas variações conhecidas encontradas para o termo OURO EM SOM, vejamos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OURENSON&lt;br /&gt;OUROISSOM&lt;br /&gt;OURISSOM&lt;br /&gt;ORIÇO&lt;br /&gt;ORYÇO&lt;br /&gt;ORISSO&lt;br /&gt;ORYSSO&lt;br /&gt;OURIÇO&lt;br /&gt;OURYÇO&lt;br /&gt;OUROIÇO&lt;br /&gt;OUROYÇO&lt;br /&gt;OURIÇOM&lt;br /&gt;OURISSOM&lt;br /&gt;OURYSSOM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada  um desses termos tem sua razão de ser,  a palavra OURYSSOM escrita com "Y" e dois "SS"  normalmente define ou associam o termo aos sons dos eventos FESTIVOS TRIBAIS produzidos pelos nativos neste instante imemorial, é uma forma singular  para identificar , nominalizar e ao mesmo tempo valorizar  a música com características próprias feita pelo nativo, uma música que só existe da forma que é, dentro desse contexto especifico, portanto classificada como genuinamente nativa.  Mais tarde veremos  porque  a palavra ouryssom com dois "SS"  significar esse som diferenciado feito dentro da floresta.  Onde os nativos  utilizam instrumentos produzidos com a matéria prima extraída da floresta  dando vida a sonoridade definida como OURISSOM, utilizando como referencia estrutural, os sons típicos da natureza  traduzidos para os timbres dos instrumento confeccionados por eles, uma música que evoluiu com tempo e foi sendo enriquecido com a catalogação de outros sons típico criado pelos nativos usados como base para as  composições musicais que passaram fazer  parte do todo ritualístico festivo.&lt;br /&gt;E para justificar  o termo OURYSSOM como um termo ideal de definição da música produzida pelos nativos  da floresta, foram necessários questionamentos, entre esses questionamentos  surgiram os  argumentos que vieram arrazoar  como oficial o termo OURYÇOM, entre eles temos o seguinte :  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- " Onde podemos ouvir o som do fruto  natural produzido pelas castanheiras caindo no solo?&lt;br /&gt;Resposta óbvia: - Dentro da floresta, é claro." &lt;br /&gt;- Onde podemos ouvir a música produziam pelos nativos utilizando  instrumentos musicais confeccionado com material extraído da floresta e utilizando as sonoridades que existem nela?  &lt;br /&gt;Resposta: - Dentro da floresta.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra OURYÇOM escrita com  “Y”  está associada ao galho da árvore castanheira que balança quando o fruto se desprende.  &lt;br /&gt;Como também está associada a outros significados dados a palavra “Balanço”, que tanto passa  a idéia de dança, como  a idéia de prestação de contas,  de  Balanço Geral, de revisão para se fazer  um juízo de algo,  a idéia de conclusão, que pode está associada ao sentido de reinicio. O balanço, a dança que acontece  no período da colheita,  no meio do verde da floresta  está em sintonia com a idéia de balanço do galho da castanheira que tem suas folhas verdes;  a dança dos nativos  onde se dão as reflexões sócio  inter-tribal no período festivo.    &lt;br /&gt;Podemos nos aprofundar  nesse caminho dizendo  que o  OURIÇO ao desprende-se do galho da castanheira, provoca  um balanço numa estrutura fixa, em algo que tem suas raízes fincada no solo onde germina, vive e reproduz. O que é a tradução do aspecto característico que tem o ritual sagrado OURYÇOM  realizado entorno do fruto da castanheira.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OURYÇOM escrito com  “Y” está associado a idéia de ver um todo pela parte de fora, quando o nativo atribui ao “Y” a função de proporcionalidade do quadrado ao avesso, o que está no esférico da árvore, do fruto e de todos em festa, e que pode ser  acessado meditando nos  significados sagrados contido no todo frutificado e frutificador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo OURENSON tem variações como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORENSO&lt;br /&gt;ORENSOM&lt;br /&gt;OURENÇOM&lt;br /&gt;OURENSOM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para que você tenha uma idéia,  os significados desses termos ultrapassaram os limites florestais amazônico, e  hoje podem ser  encontrados  incorporados  a outras culturas, entre elas destaco a antiga cultura grega, onde o termo OREN,  significa  algo como OLHAR. É a parti desse termo e seus significados que os gregos fundamentam toda uma cultura o utilizando das mais diferentes formas, por exemplo,  encontramos ele incorporado ao termo GREGOREN ou com variações como GREGORION. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O termo Gregoren é um termo que pode ser traduzido como, o olhar grego ou o grego olhar, um olhar que é muito mais que um simples olhar , é um estado de espírito administrativo social latente, governador comunitário, orientador, um direcionador comportamental individual e coletivo, doutrinário cultural. Um consenso intelectual pelo qual os indivíduos orientam-se.  Que a principio parece inquestionável na sua essência significativa, mas é maleável, lapidável para que  evolua consistentemente, aperfeiçoe-se constantemente, o que  acontecia através de resoluções coletivas que se davam na forma de ritualismo públicos teatrais,   herdados do nosso sagrado OURYSSOM. Onde as encenações públicas tem funções  de instrumento instrutor comunitários sagrado, da forma como os nativos da floresta  o utilizavam nesse evento aperíodico. Eventos ritualísticos artísticos comunitários onde eles constroem e aprimoram os diálogos, discursos de forma coletiva, estruturados por  grupo encarregados pelas  personificações oficiais de sua cultura, para acrescentar; melhorar as formas de expressões expositivas dos seus personificados, entre as personificações mais conhecidas da cultura ritualística grega estão os nomes que são conhecidos até os nossos dias, como:  Sócrates, Platão, Pitágoras e etc. &lt;br /&gt;Na grécia antiga  essas personificações eram aperfeiçoadas  em eventos  teatrais  públicos , e depois desses eventos as equipes representante desses seres personificados se reuniam  numa grande assembléia, e aprovavam ou reprovavam os novos anexos acrescentado as falas dos personagens personificados. É dai  que  vem o termo “orentativo”, que quer dizer, o olhar que tatea, o olhar que de alguma forma pode ser tocado, que serve de  farol orientador  de comportamentos dos leais exemplificadores; a força de expressões sociais, normativas, de leis e etc.  No rito sagrado ouriçônico, o encenativo  não é um entretedimento artisco-social qualquer , desvinculado do cotidiano e dos questinamento mais profundo do ser. São  orientadores sócio-intelectual, pedagógicos,  didáticos. Alguns lendologo costuma dizer que foi  entre os gregos que começaram a distorções do espírito harmônico que está na origem do ouro em... ou oren tribal florestano. Muitos afirmam que isso se deu quando os gregos promoveram o psico-intelecto como o centro de tudo; o ser decifrador; o senhor de todas as coisas, e o externo orientativo natural, passou a ser algo periférico. Ou seja, o intuitivo confraterno individual e coletivo tribal manifesto ritualístico, dá lugar as preocupações com a apreensão do externo, e  ai ganham vida os mitos por onde  passam a jorrar as reflexões que vão sendo introduzidas nesse compreender coletivo-individual, causando as distorções da utilidade do rito, gerando um ser egocêntrico-comunitário narcisístico, distanciando os indivíduos dos pontos de contatos confraternizadores  universais que os conscientiza, que os faz se verem como componentes  de uma única e suprema aldeia.  Esse  distanciamento mais tarde levou os gregos a enveredarem na criação de estados-nações, ou seja, as tribos em si-mesmadas, com  noções psico-valorícas administrativas    egocentrada   gerando as mazelas e os equívocos sociais que atravessaram as eras. Mas como aconteceu com “o sagrado ouriçom” isso tudo se dissolveu e retornamos aos primórdios confraterno imemorial da mesmas forma como se deu com os nossos  imbatíveis lendários florestanos." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse  instante imemorial, o termo ouro em... som  está ligado a toda sonoridade que é reconhecida como benéfica individual e comunitária. Tanto servindo para identificar o som do ouriço caindo na floresta , quanto para as manifestações verbais  que estão  em sintonia com a elevação e harmonização do ser individual e do social coletivo.&lt;br /&gt;Por exemplo, uma atitude em que alguém  materializa, espelha  esse  ideal  compromissado interno-coletivo, dá  vida a variação do termo para ouro em... ser. OURO EM ...SER – É o  mesmo que  dizer que o individuo agiu de acordo com os ideais sócio-interativos psico-compromissados ;  o ser que agi de forma exemplar. &lt;br /&gt;É bom lembrar que o rito sagrado OURYÇOM passou por varias transformações. Encontramos em alguns fragmentos lendológicos restaurados, informando sobre essas alterações que chegaram a descaracteriza-lo na sua essência ,   fazendo com que  o ritual deixasse de existir tal como era nos seus primórdios, vejamos uns desses fragmentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... E foi exatamente o que o rito festeiro tribal tinham de mais significativo, o que veio desestruturá-lo. Foi o prazer comunitário proporcionado por ele; o espírito irmanante confraternizador arrebatador que produzia, o que levou os nativos a estenderem essa estrutura  ritualística para outros momentos, passando   a realiza-lo no período de outras estações  frutíferas. O que deu inicio ao período dos OURYÇONS fora de época, a parti dai o termo OURYÇOM passou a ser associado e identificado como períodos de festas realizadas durante as estações frutífera. É a parti dai que o ritual ouriçônico passa a ser realizado de forma seqüenciada, e os nativos passam a estabelecer uma forma ilusória eficiente de apreensão e contagem de tempo, que mais tarde ficou conhecida como formula calendárica,  o rito passou a  ser  realizados  numa seqüência de doze ,  dentro de um período que mais tarde definiram como, um ano, estágio esse que é definido pelos  lendologo  como fase  numerológica racional sistematizada pós-imaginatismo libertário nativo florestano...”  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro fragmento restaurado encontramos o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...E a grande aldeia foi dividida em doze tribos, cada uma era responsável por uma fruta, e pela organização da festividades  ritualística entorno da colheita. Período conhecido como " GRANDE ÁRVORE DOS DOZES FRUTOS".  Foi o período que começaram a surgi  os equivocados OURYÇONS grupais, familiares tribais e individuais, levando a banalização do grande rito festeiro tribal aldeante confraternizador. Essas manifestações festivas comunitárias egocentralizadas  foi o que veio diminuir a força irmanante confraterna do ideal do Glorioso OURYÇOM. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...Para que o OURYÇOM SAGRADO NATIVO voltasse a normalidade, com toda sua força simbólica SIGNIFICATIVA fundamental, foi preciso um esforço gigantesco  de sensibilização de todas as tribos da crosta terrestre, que teve inicio com o estabelecimento  do dia mundial da grande música, onde todos os indivíduos  do planeta foram convocados a passarem um dia cantando e tocando instrumentos, misturando e harmonizando todos ritmos existentes possíveis, até chegarem na musica onde todos os sons se  fundiram numa única e grande harmonia. E para isso foram usados todos os meios de comunicação para torna possível a realização desse feito histórico extraordinário. A grande musica foi ouvida em toda a esfera terrestre , e produziu um estado de êxtase espiritual, uma vibração poderosa  transportando a humanidade para uma outra dimensão, para um estágio de consciência que deu novamente acesso  a essência atemporia festiva que havia sido perdida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“...No estágio de transição surgiram frases que ficaram bastante conhecidas, como por exemplo: "O SONHO ACABOU. ACORDAMOS! AGORA VAMOS VIVÊ-LO".  Que foi bastante usada  no que ficou conhecido como o primeiro grande banzeiro da revolução do milênio da era das águas, e que deu inicio ao movimento musical de restauração espiritual global. Movimento onde as flores  eram usadas como símbolo de poder.  Como dizem os lendologos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Foi o período de preparação do grande jardim para instalação do reino dos humanos Beija-flores terrestres". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é demais lembrar, que nessa fase de transição a frase: O SONHO ACABOU!  Foi isolada do seu verdadeiro contexto, passando a ser usada equivocadamente durante o período transitório da grande transformação de uma forma distorcida com a intensão de nos fazer acreditar que o nosso imemorial e imperecível projeto humano de paz e amor  tinha "naufragado". (Dentro do calendarismo ocidental esse  período é identificado como década de 60, no século XX).&lt;br /&gt;Quando algumas pseudas autoridades artísticas intelectuais usavam veículos de comunicações de massa  (Que pertenciam a meia dúzia de pessoas) para berra aos quatros ventos que o nosso  insubstituível projeto de paz e amor era um sonho e que tinha acabado.  E com isso quase  jogaram toda uma geração num estado depressivo espiritual,  muitos  embarcaram nessa viajem e seguiram até o fim acreditando que o movimento paz e amor tinha sido apenas um sonho maravilhoso, um saudável acidente da humanidade,  algo passageiro, um instante em que a utopia quase assumiu realidade. &lt;br /&gt;Nesse período entraram em cena os personificadores camalionistas com suas insinuações e  indagações bem humoradas.  Quando alguém dizia a frase “O SONHO ACABOU”, os camalionistas perguntavam: O sonho de quem, meu irmão de planeta ?" ou  "Desde quando paz e amor deixou de ser o nosso projeto primordial? " e por ai vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A era das águas ou era de aquário, como queiram. Era o destino da humanidade. E ainda estamos aqui, sã e salvos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Essa visão flores e beija-flores sempre foi uma constate dentro do movimento e a encontramos ela traduzida de diversas formas. Na literatura acreana encontramos o crepúsculo  narrado no livro SERINGAL ASTRAL  que nos dá uma idéia do espírito visionário condutor do movimento, e é considerado uma das sementes da  revolução cultura que veio com o novo milênio. “A Lenda do Reino dos Beija-flores" é  outra narrativa tida como fundamental para as reflexões no período de transição sócio cultural da humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                       *       *      *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as reflexões que acentuam o elemento sonoro como peça contextual significativa de fundamentação  do OURIÇOM como autêntico rito tribal nativo festeiro da floresta. Encontramos  fragmentos classificados como intuitivos testemunhais, onde temos informações  de como os sons foram  metodicamente organizados através de símbolos. Vamos encontrar ai   coisas criadas pelos nativos e que mais tarde foram copiadas pelos Gregos e adaptadas para que perecesse que teve origem na sua cultura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" O ancestral jovem líder conhecido como "O Lendário Rei dos Maracazeiros" ao observar as intensidades dos sons produzidos pelos ouriços da castanheiras ao caírem no solo, resolveu verificar o que fazia com que eles se diferenciassem, e observando descobriu que o que proporcionava a diferença de tons, era a quantidade de castanha que existia dentro de cada um deles. Os ouriços com o dobro de castanha soavam num tom que equivalia a duas vezes a altura do som do ouriço que tinha a metade de castanha em seu interior,  o que mais tarde ficou definido como uma oitava acima dos que tinha a metade de castanha. A parti dai o jovem organizou os  símbolos que representavam a variedades dessas tonalidades sonoras, e que mais tarde ficaram conhecidas como cifras. Passando a serem utilizadas pelos nativos para registrarem seus roteiros sonoros e construções compositivas musicais individuais e coletiva. E assim se manteve por um logo período. Até aparecerem  os aventureiros trazendo métodos cientificistas de comprovações, que é quando os fundamentos dos símbolos  do lendário maracazeiro passaram a serem questionados e por fim jogadas por terra a teoria do jovem líder, com os aventureiros provando que o que determinava a diferença de sonoridade não era o conteúdo dos ouriços e sim o local onde eles caiam. A sábia autoridade do jovem líder lendário festeiro foi posta na berlinda, causando um desconforto sócio-tribal interativo, e os aventureiros  aproveitaram o momento de fragilidade da autoridade do jovem líder para proporem reformulações  teóricas e organizacionais no que dizia  respeito a música, como também nas questões sócio administrativas.  Ao perceber a manobra, o  jovem líder  tratou de buscar maneiras de comprovar os  fundamentos que organizará e para manter-se no comando dos festeiros tribais, é quando a mãe das águas envia  um dos encantados para conduzi-lo até o espelho das vertentes das águas claras, para assistir o ritual de verão de pulverização das águas no grande espelho sagrado.  No ritual jovem líder tem a visão reveladora dos arcos cromáticos produzido pela luz do sol refletida nas gotículas de água. E seguindo as orientações dos encantados das águas doces,  o jovem pega uma tira de cipó e um galho de árvore resistente e com esse material produziu o primeiro arco que se tem noticia nas histórias das tribos. Foi no momento em que esticou  a tira de cipó para amarrava as extremidade do galho, que  resolveu puxa-la e solta-la para ver se estava bem segura, que ouviu a corda produzir um som grave. Ao perceber isso o jovem ficou puxando e soltando a corda de cipó e começou a dançar na beira do rio, e depois de se diverti bastante ele resolveu colocar  um calço no meio do arco dividindo a corda ao meio, e  mantendo na metade da corda a mesma tensão que a corda de cipó tinha quando esticada presa as duas extremidade do galho,  ele puxou e solto novamente, e corda vibrou num tom duas vezes mais intenso que o som da corda inteira esticada, ou seja, uma oitava acima desta. Foi o suficiente para que o jovem voltasse e comprovasse que seus fundamentos estavam corretos, e voltando a assumiu novamente o lugar de líder dos festeiros." (Na cultura grega os personificadores de Pitágoras criaram uma variação do arco e deram o nome de monocórdio).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse instante do Arco lendário sendo tocado pelo jovem líder no espelho das águas tem uma riqueza de interpretações e abordagens que são essenciais para os fundamentos lendários florestanos, e que portanto não podem serem omitidos quando citado esse acontecimento,  faz parte   dos autênticos propostos lendários da nova era. Portanto serão expostos num momento oportuno, obedecendo aos propostos sagrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes vamos a exposição ligada ao ouriço da castanheira dentro da extensão lendológica conhecida como sementismo e maracaismo, vejamos:  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM CAMINHO LENDO-GRAFOGEOMÉTRICO SIMBÓLICO    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra OURIÇO, Que o nativo usa para identificar o fruto esférico da castanheira, tem no seu todo grafo simbólico alfabético e formal bio-vegetal, um manancial de coerências informativas que extrapolam o nível do que se defini como fantástico, fabuloso, extraordinário, para aqueles que entram pela primeira vez em contato com essas decodificações orentativas. &lt;br /&gt;Através da palavra OURIÇO podemos adentra uma dimensão que nos faz crer  na  existência de um organização ancestral imemorial meio ambiental florestana, da qual participamos, e que  de alguma forma construímos e deixamos registrados nesse fruto algo que faz parte da nossa sábia essência primordial criativa. Adentrando analógicamente  a estrutura do todo vegetal que  compõem  a castanheira e seu fruto,  vislumbramos  gotas de uma fonte de saberes; de um tesouro de conhecimento sagrado, que através das eras servem como farol para as nossas comunidades nativas florastanas. Encontramos pista de uma mente zelosa sapiente que funde extraordináriamente racionalidade  e a imaginação,  nos levando a reflexões, que desvelam significados simbólicos tribais compreensivos universal do  espírito aldeante harmônico presente no todo que engloba a existência deste fruto vegetal. Um dos acessos que pode nos levar  a esse universo de pegadas  imemoriais que dão origem a palavra, OURIÇO e que muito fácil de ser trilhado . Pois está  acentuado no aspecto do ritualismo festeiro em que palavra se encere, pode se dizer que é a parti de um certo período histórico que os nossos ancestrais florestanos passaram a usar a associação alfabéticas (OURIÇO), para identifica o fruto esférico com sementes de amêndoas brancas, conhecidas como castanhas. E que nessa  construção alfabética, também encontramos a estruturação biotecnológica, os registros de um caminho coerente, de significados singulares que pela força e importância sobreviveu ao tempo espaço.  Acessamos as funções didáticas tribais nele contido, constatamos o resguardo da memória intelectual dos saberes e conhecimento que tinham os nossos ancestrais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já foi dito as variações da palavra “OURIÇOM “  tem em si  narrativas que podem serem acessadas  a parti das decifrações  das associações simbólicas alfabéticas que as compõem. No caso da palavra OURIÇOM podemos começar abordando as letras pelo prisma do simbólico significativo especifico , o que nos leva a  ver esses  símbolos com seus significado isolado dentro do contexto que o abordamos , e  juntos dando vida a um dialogo que foge aos paradigma  cientificistas acadêmicos.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                       OURiÇOM &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra “O”  que inicia está variação do termo, é uma figura circular . Desde os tempo mais remoto o circulo é tido como a representação da eternidade, ou seja, do que não tem principio, nem meio nem fim, do uno, do uníssom  e por ai vai.   &lt;br /&gt;A letra  "O"  está colocada de forma  estratégica como primeira letra, para representar  o inicio e o fim de tudo em si mesmo, que representa o próprio fruto de onde germina a árvore que finda no fruto.  O “O”  nesse  caso tem uma função de ser profético onisciente, que está nos atributos que o fruto traz com sua manifestação, a certeza da fertilização e procriação, presente no ciclo previsível que o fruto comprovadamente vai gerar. O nativo que conhece esses detalhes pode revelar-se um profeta aqueles que não estão familiarizado com esse fenômeno de frutificação e reprodução produzida pelas sementes das castanheira,  transmitindo com exatidão toda a trajetória do fruto, para aqueles que ainda não o conhece.&lt;br /&gt;O “O”  representa o nada; o vazio que precede o aparecimento do fruto no galho da castanheira. E ao mesmo tempo o fruto preso ao galho da árvore; a existência e a pré-existência. O principio concretizado de um fenômeno, aparentemente isolado, que pode ser exposto, e estruturado  num contexto singular, especifico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O símbolo “U” representa união de todas as forças envolvidas,  das partículas, das células que se condensam na forma de árvore e de fruto. Representa o fruto se desprendendo do galho, passando a ser algo a parte no espaço, e ao mesmo tempo o todo “O”, a  árvore condensada inversamente, comprimida no âmago, nas sementes contidas no seu interior do fruto que cai. Esse é um ponto de reflexão para o nativo, que o liga de forma mais intima a sua cultura nativa meio ambiental unindo o seu conhecimento ao fenômeno. É quando surge as reflexões mais apuradas, as revelações de  significados mais íntimos. Que é representada pelo símbolo “R” que inicia a palavra Revelação, Reflexão e Renascer. O simbolo "R" também é traduzido de forma em que o "R" pode ser visto como um pássaro voando para cima e nesse sentido está ligado ao nativo que contemplando o ciclo fértil da castanheira começa a transcender no entendimento buscando alcançar a gênese desse fenômeno. A letra "R" da forma como é estruturada geometricamente, deixar claro um traço vertical que simboliza o tronco da árvore, com um meio circulo na parte superior que pode representar a copa da árvore e um traço diagonal da metade para baixo que indicam de onde o fruto saiu e qual o seu destino do fruto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O símbolo “I” que vem logo em seguida comprovar que para se chegar a isso, tudo teve um "inicio" em algo, o que está representado ai pelo simbolo “i” que é a primeira letra da palavra “ “iniciação” , “inicio” , que é um termo que nos dá a idéia; a informação de que algo começou em algum lugar, e que nos faz pressupor que houve um acontecimento que fez com que isso acontecesse, que algo se movimentou para provocar esse inicio. E quando dizemos que algo é o inicio de alguma coisa ,  pressupomos que conhecemos uma conclusão; que temos a consciência dessa conclusão, caso contrário não o poderíamos defini-lo como um inicio. Nesse contexto gráfico simbólico significativo o símbolo “I” está associada a ideia de medida, de calculo,   que é representado pelo traço “I” sem o pingo na sua parte superior. &lt;br /&gt;Essa letra “I” é onde entra a questão da memória do evento e sua apreensão expositiva intelectual simbólica . &lt;br /&gt;Quando o pingo é colocado na parte superior deste simbolo “i”, o pingo representa o fruto em movimento em direção ao solo. Uma espécie de fotografia geométrica  do  instante em que esse fenômeno se dá,  é o instante congelado geometricamente pelo nativo que o observa na época da colheita. A letra " i " é  um testemunho; a apreensão simbólica do fenômeno natural de forma lógica racional. E que pode ser traduzido assim; o traço “i”  representar a árvore em si, e o pingo, o fruto que se desprendendo da árvore e ainda no ar, entre o céu e a terra. O traço vertical “i” continua representando o caule, o tronco, que expressa a esperança da produção e colheita do fruto num instante concreto bem como em outro periódico latente; previsível. E esse fenômeno tanto pode ser visto na perspectiva de baixo para cima, como de cima para baixo. No caso do olhar de cima para baixo, representa o nativo buscando extrair algo mais além deste acontecimento. Transcendendo, flutuando em suas reflexões, num estágio de desprendimento que está ligado, à êxtase, euforia e etc. Que é causado pelo domínio que tem desta compreensão mais transcendente, externos ao seu ser, e por isso tão importante que merece ser representada de alguma forma para que possa contempla-lo sempre que for preciso, vivência tanto na consciência de forma analógica, bem como contactual palpável simbólica . A conclusão desse caminho se condensar no símbolo “ç” que vem em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Ç" representar o choque do fruto no solo, e  tudo o que vem seguida.  O símbolo "ç" representa o som produzido pelo impacto do fruto no solo, quando ele deixa de ser parte da castanheira, passando a ser meio castanheira e meio terra. O pequeno "s" embaixo da letra "c" que compõe  a letra "ç" é a representação dessa conclusão impactante que dá origem ao som. (solo e fruto) depois do "ç", podemos ver  novamente o símbolo “o”, agora ele está ai para representar o fruto caído; fruto parado no instante em que toca o solo, e logo depois saltita até ficar parado. ou seja, ele faz e refaz o mesmo ato o que nos dá a idéia que está associada à idéia de reinício revigorado de algo que lhe deu origem, o da própria castanheira, e a representação de tudo que vem depois daí. E que é previsível, e está de forma latente no fruto e na visão do fruto caido. É como  um contador de história, que ainda não conhece o seu dom; que não sabe que dentro dele existe um universo se gerando e que no futuro será um criador. Mas agora é apreendido psico-intelectualmente pelo nativo, um instante esférico concretizado que já cientificar um todo cíclico porvir; uma noticia do futuro ainda vibrante e não palpável bio-visualmente. E é isto o que está contido no símbolo “m” que tanto representa o saltitar do fruto depois do impacto na terra, como o vibrante; o ondulante contido na sonoridade da oralidade que expõem esse caminho; esse fenômeno dentro desse contexto específico, um unísson particular, um todo primordial numa versão que é resumida no “om” onde está contida o seu começo meio e fim, e que estão em desenvolvimentos e conclusões de variações encontradas para definir o fruto sagrado da castanheira, tais como: ORIÇO, ORIÇOM, OURIÇO, OURIÇOM, OROYÇO, OURYÇOM, ORENÇO, ORENÇOM, ETC.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-7595669725158109552?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/7595669725158109552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=7595669725158109552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/7595669725158109552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/7595669725158109552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/01/som-das-esferas-vegetais.html' title='SOM DAS ESFERAS VEGETAIS'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-957829428803639351</id><published>2009-01-09T11:56:00.000-08:00</published><updated>2009-01-09T11:59:42.118-08:00</updated><title type='text'>OURIÇOM - O RITO FESTEIRO TRIBAL</title><content type='html'>PRIMEIRO ATO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicia com o encontro das tribos no centro sagrado da floresta. Onde realizado o ritual de apresentação dos personificadores do rei dos Maracazeiros" o lendário nativo festeiro" de cada tribo. &lt;br /&gt;Os nativos  interagem em silêncio, que é interrompido de hora em hora  pelos representantes personificadores dos maracazeiros de cada tribo, que expõem mensagens de exaltação ao espírito de confraternização entre as tribos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(O RITO DO SILÊNCIO TEM COMO OBJETIVO ACENTUAR REFLEXÕES DOS NATIVOS DIANTE DA AUSÊNCIA DA ORALIDADE HUMANA INTERMENDIANDO AS COMUNICAÇÕES INTER-TRIBAIS, AI O NATIVO APRENDE OS PRIMEIROS PASSOS PARA POSICIONAR-SE CRITICAMENTE DIANTE DO OUTRO USANDO COMO PONTO DE REFERENCIA A OBSERVAÇÃO DAS AÇÕES COMPORTAMENTAIS DO OUTRO).&lt;br /&gt;* ESSE ATO TEM A DURAÇÃO SIMBÓLICA DE UM DIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOZ EM OFF - Eis o silêncio! O disciplinador ausente presente. Exaltemos a ausência do som. Esse mestre que nos faz descobrir a força das palavras. É nos gestos, nos movimentos, nas ações externa do silenciado que o interno ganha vida, o espelho nativo reflete o espírito tribal dos nativos da grande aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite tem inicio com manifestações musicais, feitas oralmente pelos participantes, comandada pelo personificador do rei dos Maracazeiros.  Essa manifestação sonora que soa como uma contagem regressiva, que é definida como:  OURYÇÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*OURYÇÁ – É um pedido para que o ouriço da castanheira apareça, e ao mesmo tempo REFLETE a esperança do nativo de vê o seu pedido sendo atendido pelas castanheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O,O,Ô,Ô,Ô,Ô,Á,Á,Á,Á! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada manifestação encerra  com todos vibrando alegremente, batendo palma e pulando, como se estive  festejando um acontecimento invisivel aos olhos.  Voltando novamente a fazerem silêncio. &lt;br /&gt;O numero de vezes dessas manifestações ,  corresponde ao número de tribos presentes no ritual. &lt;br /&gt;No final todos saem do centro sagrado para formarem o grande circulo das tribos, onde os nativos posicionam-se  de frente para a floresta e as nativas caminham girando entorno deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(OS  NATIVOS DE FRENTE PARA A FLORESTA SIMBOLIZANDO O ESTADO DE VIGÍLIA das tribos a ESPERA de OUVIR O SOM DO PRIMEIRO FRUTO DA CASTANHEIRA CAIR. AS NATIVAS GIRANDO AO REDOR REPRESENTAM A FLORESTA e o seu CICLO NATURAL REPRODUTOR; A CERTEZA DA FERTILIDADE PARA A VIDA CONTINUAR SEGUINDO). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São entoados cantos de esperança. Os nativos utilizam variações sonoras dos elementos vogais QUE COMPOEM A  palavra OURIÇÁ para expressar esse sentimento. Esse ato é definido como OURYÇOÁ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; OURYÇOÁ – É um pedido para que o ouriço caia e produza o som característico  dentro da floresta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OFF - ( O SOM DO FRUTO DA CASTANHEIRA CAINDO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra em cena o personificador do rei dos maracazeiros "O LENDÁRIO NATIVO FESTEIRO" para dá inicio ao grande ritual  festivo do sagrado. Balança o maracá  imperial da seguinte forma: Faz um ritmo e os representantes dos maracazeiros de cada tribo repetem o som ritmado produzido por ele. Logo em seguida, todos os integrantes das tribos fazem o mesmo utilizando seus maracás.  (Três vezes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa então o ritual do canto das palavras sagradas para despertar o do grande espírito festeiro tribal administrativo individual coletivo, anti-conflitante. São usadas as palavras que demarcam os pontos simbólicos significativos da festa. começando com a frase:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- OURO EM SOM!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Executada pelo rei de maracá, de forma prolongada e encerra com todos movimentando seus maracás e repetindo canto obedecendo a forma como rei  entoou. (4 vezes).  &lt;br /&gt;Depois o canto é entoado utilizando somente o instrumento vocal sob comando do rei de maracá, todos repetem os seus fraseados musicais improvisados, o ritmo harmônico e  a duração das frases. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canto  das palavras demarcatórias do grande rito. &lt;br /&gt;Nesse ritual cada palavras é separada pela frase – OURO EM SOM - Repetida varias vezes pelas tribos, sempre seguindo as variações melódicas do rei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS PALAVRAS UTILIZADA :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*ORIÇO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-OURENSOM? (maracazeiro) OURENSOM! (coral)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*OURIÇO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-OURENSOM! (maracazeiro) OURENSOM! (coral)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;*OUROIÇO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-OURENSOM! (maracazeiro) OURENSOM! (coral)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*OURIÇOM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-OURENSOM! (maracazeiro) OURENSOM! (coral)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs. Aqui a palavra OURENSOM soa como um canto de confirmação de que todos entoaram as palavras demarcatórias em harmonia.&lt;br /&gt;Encerra com todas as palavras sendo cantadas na mesma seqüência ritmada sem intervalos,  três vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORIÇO, OURIÇO, OUROIÇO, OURIÇOM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Grupos de nativos de cada tribo seguem dançando para o centro do circulo sagrado usando os corpos como instrumentos musicais (PALMAS, BATIDAS DE PÉ NO CHÃO, ASSOBIOS, MONOSSILABOS ANASALADO E ETC). E ficam no centro executando a musical percussiva ritmada. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUARTO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As nativas entram no meio onde estão os  nativos, produzido  sons ritmado com pedaços de madeiras,  fazendo os nativos se dispensarem e formarem a grande roda novamente. &lt;br /&gt;As nativas forma uma roda no centro da grande roda.  Todas senta-se, e as representantes de cada tribo fazem solos dançantes ao ritmo dos pedaços de madeiras, e saem para se incorpora ao seu grupo de origem dentro da grande roda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feita a apresentação das nativas saem do centro da roda, os músicos nativos de cada tribo entram fazendo  apresentações coreográficas utilizando como orientação musical os sons que seus companheiros extraem do corpo. Cada um se apresenta no centro da roda e volta a se juntar a sua tribo de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUINTO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os músicos (personificadores do rei do maracazeiro de cada tribo) entram e forma um meio circulo no centro sagrado das tribos, representantes de cada tribo fazem suas apresentações musicais cantadas e dançadas em grupo. &lt;br /&gt;As nativas são as primeiras a se apresentarem, em seguida vem os nativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Durante essas apresentações os jovens buscam os melhores lugares, para jogar presentes aos solistas dos grupos. (ADEREÇOS COMO; COLARES, ARRANJOS DEFLORES, BRACELETES, BRINCOS, COCARES E ETC.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quanto dançam os solistas recolhem os presentes e os incluem em seus figurinos. Encerradas as apresentações, os solistas escolhe um dos presentes  ofertados e o expõe dançando de forma especial. E aquele que ofertou o presente escolhido pelo solista vai ate o meio circulo e explica os significados simbólicos  contidos em sua oferta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEXTO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O RITUAL DE EXALTAÇÃO AO BONS SENTIMENTOS E AO ESPÍRITO FESTIVO. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As musicas são executadas com a participação de todos. Durante as musicas são escolhido os representantes de cada tribo, que vão para floresta em busca do simbólico primeiro fruto da castanheira.  Encerrando com a saída do último jovem.  &lt;br /&gt;Os nativos no centro sagrado, iniciam  brincadeiras esportivas com cipós, arcos, flechas e etc. dançam de forma livre e alimentam-se com fartura de mel de abelha e frutas da floresta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(AS NATIVAS SERVEM ALIMENTOS EM GRANDES BANDEJAS FEITAS DE MADEIRAS E PALHAS TRANÇADAS). ENCERRA A MEIA-NOITE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SÉTIMO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parti da meia-noite os nativos passam a imitar os sons naturais vindos da floresta. E vai até o amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OITAVO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nativos mais idosos se juntam aos jovens no centro sagrado para fazerem vigília esperando os jovens que foram colher o simbólico primeiro fruto de castanheira. &lt;br /&gt;Os idosos contam histórias para os mais novos que vai até chegada do primeiro nativo trazendo o simbólico primeiro ouriço. (O que se dá ao nascer do dia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NONO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o dia amanhece com as tribos cantando e louvando o amanhecer. Esse canto é feito com sons de instrumentos de sopro e percussivos destacando-se  os sons dos maracás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada tribo canta versos que vão sendo separados pelo refrão sagrado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"LOUVAI O BRILHO DO SOL &lt;br /&gt;LOUVAI O AMANHECER &lt;br /&gt;LOUVADO DIA &lt;br /&gt;LOUVAI O ENTARDECER" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É PRESTADA UMA HOMENAGEM AO REI DE MARACÁ.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"COM NOSSAS MÃOS LEVANTADAS &lt;br /&gt;TE LOUVAMOS SENHOR &lt;br /&gt;COM NOSSAS MÃOS LEVANTADAS &lt;br /&gt;RECEBEMOS O FRUTO DO AMOR"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"BENDITO SEJA O NATIVO LENDÁRIO &lt;br /&gt;Iluminado REI DOS MARCAZEIROS&lt;br /&gt;QUE INICIOU ESSE rito LENDÁRIO&lt;br /&gt;Iluminou esse RITO FESTEIRO&lt;br /&gt;DE VÊ O SOL NASCER"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que jovem chega com  o primeiro fruto da castanheira no centro sagrado,&lt;br /&gt;Todos seguem cantando ao seu encontro  e o acompanham até o circulo dos pedestais sagrados das tribos, onde ele coloca o simbólico primeiro fruto no pedestal que representa a sua tribo de origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* ESSE FRUTO FICA EXPOSTO ATÉ O ÚLTIMO DIA DE FESTIVIDADE.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O jovem fica sentado em frente ao pedestal tribal contemplando o fruto. Os nativos cantam até todos os nativos voltarem de suas missões. Encerra com festejos livres que vão até o por do sol, sempre entoando o refrão sagrado. &lt;br /&gt;As tribos seguem para os lugares que ocupam dentro do espaço sagrado sendo conduzidas pelos seus jovens nativos colhedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DÉCIMO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os percussionistas entram e posicionam-se no centro sagrado. As nativas trazem meias cuias feitas de ouriço de castanha contendo fogo, e colocam no chão formando um grande circulo de fogo.&lt;br /&gt;(AS CUIAS COM FOGO REPRESENTAM O INICIO DO CONSUMO DOS FRUTOS DA CASTANHEIRA).&lt;br /&gt;Os jovens seguem para o grande circulo e posicionam-se no meio da roda de fogo. Iniciam o ritual dançante “OURIÇOAR”, esse ritual tem como ponto principal a execução de pulos cadenciados feitos pelo reis de Maracás que são repetidos por todos, obedecendo intervalos marcado pelos maracazeiros de cada tribo. &lt;br /&gt;(O RITUAL DURA A NOITE TODA E TEM COMO OBJETIVO FAZER O CHÃO TREMER E BALANÇAR AS CASTANHEIRAS PARA AGILIZAR A QUEDA DOS FRUTOS). &lt;br /&gt;E é repetido todas as noites, com variações de movimentos, tendo sempre como característica acentuada os pulos coletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período de festa a primeira parte dos ritmos dançantes coletivo  é feito com sons lentos compassados, e cada dia que passa, vai acelerando, até chegar a um apíce, e a parti dai vai desacelerando  até cessar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ESSA VARIAÇÃO DE RITMO REPRESENTA O CICLO FERTIL DA CASTANHEIRA, A QUEDA DOS PRIMEIROS OURIÇOS, QUE VAI SE INTENSIFICANDO E DEPOIS VAI DIMINUINDO ATE  A QUEDA DOS SIMBÓLICOS ULTIMOS FRUTOS).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o instante mais intenso, são servidas comidas e inguarias derivadas das castanhas, bem como a apresentação instrumentos e peças artesanais confeccionados com material extraído das castanheiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DÉCIMO PRIMEIRO ATO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos amanhecem em silêncio, seguem para o centro sagrado. Formando o grande circulo das tribos. Em ritmo de palmas voltam a entoam o refrão sagrado de louvor ao sol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esse canto os anciões representantes de cada tribo vão até os pedestais sagrados e retiram os simbólicos primeiros frutos de sua tribo e fala da importância do fruto para sua tribo e os significados sagrados que os fazem festeja o período de colheita. Entregam o fruto aos membros mais jovens de sua tribo.  Os jovens  recebem e seguem em direção a floresta para planta-lo num local onde só eles sabem onde fica.&lt;br /&gt;UM por um dos nativos representante de cada tribo vão saindo. QUANDO O Ultimo jovem parti  as tribos saem cantando seguindo a direção em que seus jovens seguiram . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ORDEM DE SAÍDA OBEDECE A MESMA ORDEM DE CHEGADA DOS FRUTOS SIMBOLICOS DE CADA TRIBO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-957829428803639351?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/957829428803639351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=957829428803639351&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/957829428803639351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/957829428803639351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/01/ouriom-o-rito-festeiro-tribal.html' title='OURIÇOM - O RITO FESTEIRO TRIBAL'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-5599196380559246968</id><published>2009-01-03T10:06:00.000-08:00</published><updated>2009-01-03T10:13:28.421-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um resumos dos elementos simbólicos significativo da era das águas doces florestais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A MÃE DAS ÁGUAS&lt;br /&gt;2 - O MARACÁ&lt;br /&gt;3 - O BOTO (DO RIO BRANCO)&lt;br /&gt;4 - O BEIJA-FLOR&lt;br /&gt;5 - A ABELHA&lt;br /&gt;6 - A COBRA GRANDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – A Mãe das águas - É o ser que deu vida, que gerou o elemento água. Água é o elemento primordial responsável  pelo surgimento e a manutenção da bio-diversidade do nosso planeta. A existência humana depende dela, sem a água o ser humano não sobrevive. A era de aquário, ou era das águas tal como entendemos, não é possível sem existência da água. Onde existe água existe vida. E a era de aquário só possível com existência da água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 – O Maracá ou chocalho - É um instrumento indígena usado pelos pajés É o instrumento oficial do nativo da nova era, é o que faz o ser humano simbolicamente se sentir Deus; o senhor da criação do universo vibrante perceptível e imperceptível. O que pode ser entendido da seguinte maneira. O maracá é um livro ancestral nativo florestano imemorial, e pode ser traduzido da seguinte forma:&lt;br /&gt;A parte de cima é esférica (o esférico) simboliza a eternidade; o sem principio, nem meio, nem fim; o todo existente. Dentro desta parte esférica são colocadas as mais variadas sementes. Essas sementes  paradas dentro dessa parte esférica, representam o caos. Quando o maracá é movimentado, a sonoridade produzida pelo atrito das sementes com a casca do fruto da cabaça, produz som, harmonia. Portanto, tudo que percebemos são condensações palpáveis vibrantes. Ao segurar o maracá e faze-lo vibrar, nos tornamos a representação simbólica do principio que gerou esse todo perceptível vibrante com o qual interagimos. Passamos a ser uma representação de Deus miniaturizado. E é a parti dai acessamos a consciência do nosso poder como individualidade de intervir; articular; transformar; possibilitar o possível e o impossível. Somos Deus. O que queremos para nosso planeta? Com certeza queremos paz, amor, felicidade, tudo que precisamos para que terra seja um lugar de reposição de energia, de elevação espiritual sem conflitos. E no profetismo terrestre, existe a previsão da chegada de um tempo onde tudo isso vai ser alcançado, é período  conhecido como a era de aquário ou era das águas.&lt;br /&gt;É esse ser humano Deus que pode fazer essa profecia se realizar. O primeiro elemento para o inicio desta nova era, é um mensageiro; é aquele que traz as informações é aquele que vem mostrar o caminho. E é ai que entra o quarto elemento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – O Boto - É o ser mensageiro das águas, o ser  perfeito para esse contexto, é o lendário peixe mutante que se transforma em ser humano; que mudar de realidade sem perde a essência, interage com psico-realidades diferentes sem se abala. É o ser capacitado, capaz de vivenciar uma revolução de forma tranqüila, sem conflitos existenciais, é  do universo aquático, e sabe comunicar-se com os homens. É o senhor da era das águas. &lt;br /&gt;O contexto espacial simbólico líquido, de onde ele comanda as mudanças de paradigmas da humanidade, é o leito do Rio Branco, ou a cidade de Rio Branco. Os seus habitante do Rio Branco são seres humanos e ao mesmo tempo peixes pois vivem dentro do rio, são os Botos. É no poder encantar que está a força propulsora para comandar a grande transformação. É com poder de encantamento que os seres Botos vão proporcionar mudança, possibilita a entrada da humanidade nessa outra realidade batizada de nova era. É encantando as pessoas, usando o quinto elemento simbólico significativo desta nova era para concretizar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – O Beija-flor - É o elemento da natureza com o qual o ser Boto recorre, para que através da imaginação condicione os humanos a absorverem o estado de espirito que os levara a transceder a condição de humano nos tornando mensageiros dentro dessa nova era. É como Beija-flor que nos tornaremos mensageiros do novo reino da terra, passamos a ser as milenares figuras conhecidas como mensageiros dos céus; do novo reino; os seres humanos alados; os anjos do novo tempo. O Boto é o que dá asas aos seres humanos, usando do poder de encantamento através da oratória da seguinte forma: &lt;br /&gt;- Se imagine um beija-flor, e toda pessoa que você se aproximar, veja como uma flor. E todo aquele  que se aproximarem de você, veja-o como um beija-flor, e que só veio buscar o que você tem de mais doce; o néctar da sua alma. E assim teremos os beija-flores e as flores humanas tomando conta da terra; dando vida ao novo reino; um reino que não é desse mundo, está na dimensão que definida  como imaginaria palpável e possivel de se estabelecer nessa dimensão que definimos como  nossa realidade social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – A Abelha - É esse ser humano encantado agindo dentro desse novo mundo, em meio a esse novo jardim, colhendo os pólen das flores humana que vai encontrando pelo caminho, e com eles produzindo livros, quadros, músicas, poemas e etc. E entregando esse doce aos seus irmãos de planetas,os colocando a disposição de todos como mel para que todos alimentem-se do melhor que temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 – A Cobra Grande - A cobra grande, ou grande serpente como queiram, é a energia no seu estágio vibrante, o ondulante, é o que está além do alcance da bio-visão, como o som da voz humana, como as sonoridades que se manifestam através das traduções desses símbolos alfabéticos que você esta lendo e ouvindo nesse momento. É o que tornando possível as mensagem; a comunicação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-5599196380559246968?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/5599196380559246968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=5599196380559246968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/5599196380559246968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/5599196380559246968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2009/01/um-resumos-dos-elementos-simblicos.html' title=''/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-4453250136198271047</id><published>2008-12-22T13:23:00.000-08:00</published><updated>2008-12-22T13:47:00.116-08:00</updated><title type='text'>O QUE É REALIDADE?</title><content type='html'>Passeando pela Colônia Cósmica Encontrei seu Pêdo Mensageiro na beira do rio. Como sempre os papos com seu pêdo são muito agradaveis, conversa com seu Conversa vai, conversa vem. Resolvi perguntar pra ele, o que era a realidade. E resumidamente Ele me respondeu o seguinte:&lt;br /&gt;- Tá vendo esse rio correndo!? Todo dia minha filha Lua vem buscar água aqui para fazer as coisas em casa. E o indio Araiu todo dia vem aqui pescar pra comer. Já as crianças todo dia vem tomar banho. Pois bem, o rio é uma grande poção de água corrente, mas Para crianças esse rio é um parque de diversão onde elas se divertem todos os dias. Pro indio Araiu, o rio é um prato de comida, é daqui que ele tira seu alimento diário. E pra jovem Lua, o rio é um amigo que ajuda ela a passa pano, a lavar a louça, a cozinha a comida e etc. Mas o rio é só um monte de água correndo, mas para cada um deles o rio tem um significado diferente, e conforme esse significado, assim eles se relacionam com rio. &lt;br /&gt;Nos, seres humanos, somos um rio, vinhemos todos da mesma fonte, uma fonte pura e cristalina, so que no nosso percurso fomos sendo poluidos com conceito, preconceitos, normas, leis etc. etc... Mas diariamente somos atirados para fora dele e passamos a dá significados para as outras gotinhas que estão nele, dizendo: Aquela é doutor, aquela outra advogado, A outra é professor, a outra é governador, outra é prefeito, a outra é juiz, e por ai vai. Na verdade, Nada disso existe, são frutos da nossa fértil imaginação, valores psicológicos, e conforme sua crenças nessas quimeras, assim voce se relaciona com essa primeira "realidade". Ninguém é nada, ninguém é mais do que ninguém, somos só seres humanos com uma ainda inexplorada capacidade infinita de criar, interagir, transformar. capacidade de transforma essa quimera, noutra quimera melhor. Precisamos despoluir o rio, pois água poluida, é água morta, temos que jorra como água viva, e mata a sede de justiça que tem a humanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-4453250136198271047?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/4453250136198271047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=4453250136198271047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4453250136198271047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4453250136198271047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2008/12/o-que-realidade.html' title='O QUE É REALIDADE?'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-4161643111780825602</id><published>2008-11-25T07:45:00.000-08:00</published><updated>2008-11-25T07:48:19.687-08:00</updated><title type='text'>O PINGO NA CAVERNA</title><content type='html'>Os dias passavam, as gerações se sucediam, os nativos da grande aldeia mantinham a crença de que um dia a voz da caverna se manifestaria trazendo a revelação do mensageiro do novo mundo. De tempo em tempo um jovem era escolhido pelos anciões para passar um período no interior da caverna sagrada. &lt;br /&gt;E como é comum dentro universo lendológico, a existência de varias narrativas que envolvem esse e outros espaços simbólicos ancestrais do imaginante nativo. E  por mais absurdas que possam parecer, essas narrativas são aceitas, desde que estejam inseridas no movimento conhecido como lendológico de alguma maneira. Embora sejam comum os lendologos usarem método classificatório para ordenar  essas composições. O que na verdade distorce a postura primordial dos personificadores lendarista. Sabemos que ao expor uma narrativa, o narrador faz uma escolha, uma seleção ao optar por uma peça para narrada. &lt;br /&gt;A peça que segue abaixo esta inserida nessa disposição seletiva do narrador LENDOLÓGICO. &lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;“... Os anciões resistiam em mandar o jovem líder para a caverna, achavam que o jovem artista sonhador não seria capaz de ouvir a voz reveladora da caverna. Mas era tradição que todos os jovens passassem por essa experiência, e assim, mesmo com relutância da maioria dos anciões,  o jovem líder foi encaminhado para passa o seu  período sagrado no interior da caverna. Contam que lá chegando, o jovem ficou em silêncio o dia todo e a noite quando já estava quase adormecendo, ouviu um pequeno estalo que foi se intensificando tudo em sua volta foi mudando até arrebata-lo e ele ouviu o seguinte dialogo:&lt;br /&gt;- O que pensas que estais fazendo criaturinha insignificante?... Por acaso pensavas em me parti ao meio?... – E em seguida ouviu a voz sólida soltando uma gostosa gargalhada.&lt;br /&gt;- Os teus pedidos de ajuda foram atendidos, vim aqui mudar a tua realidade, como tanto desejas.&lt;br /&gt;- Você criaturinha? Não me faça ri! –  E  a voz sólida deu outra gostosa gargalhada que ecoou pela caverna. &lt;br /&gt;- Você não me conhece. Eu sou mais forte do que imaginas.&lt;br /&gt;- Não seja ridícula. &lt;br /&gt;- Tu não conheces o meu tamanho, não sabe do que sou capaz e nem da força que tenho.&lt;br /&gt;- Não me faça ri. Coisinha mole e insignificante? &lt;br /&gt;- Vai precisar de um pouco de paciência para me conhecer.&lt;br /&gt;- Não me diga!&lt;br /&gt;- Eu conheço todas as histórias, já passei por tudo que existe, e convencê-lo do que sou capaz. Eu tenho a palavra perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz rochosa nada respondeu. Curioso o jovem ficou ali, passado o tempo ouviu novamente um estalo e tudo se repetiu e começou novamente aquela conversa estranha. E assim foi se repetindo, até que um dia tudo cessou e o jovem voltou pra aldeia.    &lt;br /&gt;E como era de costume todos se reuniram para ouvi-lo com grande expectativa, pois nunca um jovem tinha demorado tanto tempo dentro da caverna sagrada. E perguntaram a ele, o que tinha acontecido na caverna, ele apenas respondeu:&lt;br /&gt;“Tudo é possível. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-4161643111780825602?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/4161643111780825602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=4161643111780825602&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4161643111780825602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4161643111780825602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2008/11/o-pingo-na-caverna.html' title='O PINGO NA CAVERNA'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-4905871438295903527</id><published>2008-11-20T09:35:00.000-08:00</published><updated>2008-11-20T09:41:20.891-08:00</updated><title type='text'>UM BRILHO DE VERDADE</title><content type='html'>Dizem que o diabo andava passeando com um amigo quando viu um homem à sua frente abaixar-se para apanhar algo brilhante que faiscava em seu caminho. O homem pôs aquela estrela luminosa em suas mãos, admirou-a por um bom tempo e a colocou junto ao peito. O amigo do diabo, curiosíssimo, cochichou baixinho no ouvido de Satanás: Nossa!!! O que é que é aquilo!?! Que coisa mais linda e brilhante aquele sujeito pegou do chão! O diabo, experiente, respondeu: Aquele homem acabou de encontrar a liberdade ao colocar a luz da verdade em seu coração... Então o amigo do diabo exclamou: Xiiii, mas isso deve ser um péssimo negócio para você! Como vai poder obscurecer a verdade e aprisionar novamente o homem às suas intenções?!? O diabo arqueou as sobrancelhas, deu um sorriso malicioso e disse: Fácil. É só organizá-la em crenças, sistemas e instituições... &lt;br /&gt;Quem gostava de contar essa historinha era o indiano Jiddhu Krishnamurti (1895-1986). Krishnamurti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-4905871438295903527?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/4905871438295903527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=4905871438295903527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4905871438295903527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/4905871438295903527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2008/11/um-brilho-de-verdade.html' title='UM BRILHO DE VERDADE'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-6575918077318778365</id><published>2008-11-07T15:34:00.000-08:00</published><updated>2008-11-11T16:41:36.033-08:00</updated><title type='text'>O PINGO DO OLHO D’GUA</title><content type='html'>Na extensão lendológica da era das águas do leito do Rio Branco a narrativa da lágrima cósmica conta com diversas variações que são utilizadas para as mais diferentes abordagens argumentárias. &lt;br /&gt;Entre os complementos de funções amplificadoras e de alicerçamento luminantes usados para amparar as sustentação que visam sobrevivência e perpetuação da narrativa, encontramos reflexões complementares interessantes principalmente aquelas que buscam orientar o ser imaginante internamente. &lt;br /&gt;Como podemos verificar, a narrativa da lágrima cósmica fecha com uma variação de um dito popular bastante conhecido: "As aparências enganam" mas existem outra narrativas que utilizam o "Quem vê cara não vê coração" ou “ nem tudo que parece, é.” Esses aspectos estão acentuado no ritual da caverna, no "pingo do olho d'gua da mina de ouro"  que é um conto popular pouco conhecido. &lt;br /&gt;“A lágrima cósmica é uma peça, um mecanismos metodológicos que os lendologos custumam utilizar para através  de reflexões identificar conflitos interiores e buscar o ponto de equilíbrio, um centro intermediador para os psico-opostos conflitantes internos .”&lt;br /&gt;Por muitas  vezes  o frio e o calor são traduzidos como o bem e o mal, e a mãe natureza como sendo o próprio ser. É nesse tipo de abordagem que a gota d´gua surgi como um ser iluminado. Por exemplo, nas entrelinhas do desfecho da narrativa do Lendário Ser Mapinguary  de personificador Nosli Nelc  vemos o jovem líder enche as bilhas de cabaça com pingos do olho d’gua das vertentes e leva-las  para lavar os olhos dos nativos e os cura da cegueira provocada pelo poder dos riscos nas superfícies das folhas. E ai a água pode ser traduzida como um variados significados que podemos dar para a palavra luz. E isolando movimento dela até o desfecho em que proporciona a cura da cegueira dos nativos, vemos a água ganhar o aspecto de um ser vivo,  isso é freqüente nas abordagens dos lendologos compositores dos lendários da era das águas.&lt;br /&gt; Na narrativa acima citada, a água resolvendo algo que parecia está acima da capacidade do jovem líder, restaurando uma realidade que foi distorcida com a mudança de costume através da introdução de uma cultura estranha a eles. E  ai  a água se confunde com a figura do líder que a transporta dentro das bilhas feitas da casca do fruto de cabaça. E o detalhe do transporte da água dentro das cascas de fruto de cabaça sugere a água como sendo uma semente, um elemento vivo que germina e dá frutos, o que é uma característica típica da abordagem dos lendologo da extenção Uiaristas na narrativa a ganha força e se revela como um farol mostrando o caminho de volta para a origem cultural do nativo.&lt;br /&gt;Esse aspecto frágil e poderoso que encontramos com freqüência no movimento Uiarista  onde  e um exemplo disso  é a narrativa do pingo do olho d’gua no ritual da caverna. Que vamos ver a seguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5728789528758694978-6575918077318778365?l=olendario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://olendario.blogspot.com/feeds/6575918077318778365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5728789528758694978&amp;postID=6575918077318778365&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/6575918077318778365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5728789528758694978/posts/default/6575918077318778365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://olendario.blogspot.com/2008/11/o-pingo-do-olho-dgua.html' title='O PINGO DO OLHO D’GUA'/><author><name>Clenilson Batista</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15415184920471251472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='22' src='http://2.bp.blogspot.com/_JuNDc31UVQw/SgNpYKKkHDI/AAAAAAAAAvU/fhq6lELFI5U/S220/16.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5728789528758694978.post-1620956394654281028</id><published>2008-10-08T11:17:00.000-07:00</published><updated>2008-11-12T07:26:42.731-08:00</updated><title type='text'>UMA LÁGRIMA CÓSMICA</title><content type='html'>No começo o frio e o calor não se entendiam, um conflito que parecia não ter fim, a mãe natureza fazia de tudo para pacificá-los,  mas acreditava que só um milagre pra resolver a situação. E um dia já bastante cansada, sentou-se num canto, e uma imensa tristeza a envolveu, baixou a cabeça e uma gota de lágrima rolou pelo seu rosto, e foi cair entre as duas criaturas.&lt;br /&gt;E a mãe natureza pensou: "- Coitada dessa frágil criaturinha, vai ser massacrada."&lt;br /&gt;O calor aproximou-se da gotinha com sua luz abrasadora, mas a gotinha logo dividiu a luz em varias cores, o calor aproximou-se mais ainda, e ela reagiu evaporando e afastando-se, indo em direção ao frio, e enquanto seguia na direção do frio ia juntando as partes dilatadas pelo calor, voltando a ser novamente uma poção líquida, o frio então tentou envolve-la, mas ela rapidamente reagiu solidificando-se e escapando, e voltou em direção ao calor, e assim ela ficou, indo pra lá e pra cá, pra lá e pra cá.&lt;br /&gt;E pela primeira vez  a mãe natureza sorriu, a criaturinha gerada por sua tristeza,  que parecia tão frágil, era mais forte que imaginara. &lt;br /&gt;E nesse constante vai e vem a gotinha fez o frio perceber que existia algo além do frio e o calor por sua vez, também percebeu que existia algo além do calor. E a assim a aparentemente frágil criaturinha revelou-se mais forte que frio e calor, tornando-se uma mensageira entre os dois, e com o passar do tempo frio e calor foram acalmando-se e aprendendo a conviver com suas diferenças. E a Mãe Natureza feliz, batizou a gotinha de planeta Terra e deu a ela muitos presentes gerados pelo seu sorriso. E um desses presentes chamou de ser humano, era um presente especial que serviria para ajudá-la a manter a gotinha sempre bem cuidada e limpinha. E em troca a gotinha cedeu parte do seu corpo liquido para que a mãe natureza os multiplicasse e para isso permitia que eles diariamente ingerissem parte do seu corpo liquido para sobreviverem, e é assim até hoje com todos fazendo a sua parte para que a gotinha continue sempre limpinha e vida seguindo em paz com os presentes da mãe natureza que continua sempre sorrindo. Mas ultimamente meio preocupada,  mesmo sabendo que depois de muitas eras, os seres humanos reconheceram a preciosa dádiva que é conviver com ela e que aos pouco  tomaram consciência da responsabilidade que lhes foi dada pela mãe natureza, e até se organizaram em torno dela  tomando a atitudes de redigirem documentos para assegurar sua proteção e preservação, e que com passar do tempo a reconheceram como símbolo da vida e da paz universal. E um desses documentos redigido por um grupo de pessoas, que no período da transição milênica ficou conhecido como ONU (Organização das Nações Unidas) foi intitulado "A Declaração Universal dos Direitos da Água", e que tem o seguinte conteúdo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma gotinha d'gua pode fazer a diferença, "As aparências as vezes enganam."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A TEAR COSMIC FORCES &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At first heat and cold is not understood, a fight that seemed to have no end, the mother nature was everything to them peacefully, but only a miracle for resolving the situation. Until one day, the mother nature already very tired sat in a corner, and an immense sadness involved in, she lowered his head and a tear rolled from Gotinha on his face, and was falling between the two creatures. &lt;br /&gt;And the mother nature thought: "- Coitada such fragile creatures, will be massacred." &lt;br /&gt;The heat then went to Gotinha with their light ABRAS, but the Gotinha soon split the light into different colors, the heat went further, and she responded and evaporating away from the quintura, going toward the cold, and while proximity to the cold, she was joining the parties dilated by the heat, returning again be a liquid drench, surrounding the cold tried it, but she reacted quickly solidify and escaping, and back toward the heat, and that was it repeating, and Gotinha was therefore going to get there and here, go there and here. &lt;br /&gt;When you see what the mother nature smiled for the first time, the new creatures created by its sadness, and that seemed so fragile, was stronger than imagined. &lt;br /&gt;And that goes and comes to realize the cold did Gotinha that there was something besides the cold and heat vice versa. The Gotinha became a messenger between the two, and over time the two were quiet down and learning to live with their differences. Mom very happy, named the Gotinha of planet Earth and gave her many gifts generated by his smile. And this one called human being, was a special gift that serve to help it to maintain Gotinha always well maintained and clean. And in return that help, Gotinha waived part of their profit body to which human beings intake and continue living, and even today that following contact with each doing their part. &lt;br /&gt;That is, "The appearances deceive the times." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And after many ages, humans have recognized the precious gift it is to live with little water and were taking aware of the responsibility they were given by the mother nature, and began to organize themselves around her, to take action, the draft documen
