sexta-feira, 9 de maio de 2008

APÓCRIFOS DA LENDA DOS BEIJA-FLORES

Estou dando uma paradinha para reler e acrescentar algumas coisas nos texto postados aqui. Mas antes vou postar uns fragmentos que são tidos como apócrifos da Lenda do Reino dos Beija-flores. Depois volto aos pormenores argumentários que dizem respeito ao Arco Lendário e Pingo da caverna. Mas vamos a que interessa. Para que entendam melhor esses fragmentos é preciso que leia a lenda. E para começar a exposição destes apócrifos, eis os primeiros fragmentos selecionados:
"...E o menino-peixe Botintim encantado ajudou o futuro pequeno rei dos beija-flores a apagar o incêndio que os amarelos tinham provocado no bosque das fontes de nécta do rei, na tentativa de enfraquecer o poder que o rei tinha sobre os pobres beija-flores amarelos.
"O Botintim chamou todos a beira rio e tentou convence-los de que não era assim que eles iam acabar com o poder dos nobres beija-flores azuis. Pois destruindo as fontes de nécta, estavam também destruindo as fontes que alimentava os amarelos. E o pequeno rei dos beija-flores argumentou:
- A melhor maneira de mudar essa ilusória diferença de classes sociais e todos os equivocos produzidos por elas, não é destruindo o reino dos beija-flores azuis. É construindo o nosso próprio reino.
E um outro beija-florzinho então pergunto ao pequeno rei:
- Como vamos construir um reino para os amarelos se não temos sequer uma fonte de nécta na nossa aldeia?
- Eu e o Botintim já pensamos nisso.- Disse o pequeno rei.- E descobrimos como transportar as fontes de nécta para onde a gente quiser.
- Como?
Então o menino-peixe Botintim levantou seu Maracá e balançou dizendo:
- Sorriam! a nossa grande festa está começando."
(Existe fragmentos que atestam que esta frase do pequeno Botintim, é uma das frases mais repetida nas festa do novo reino dos beija-flores).
A cena do beija-florzinho buscando ajuda para apagar o fogo no bosque é uma cena bastante conhecida dos lendologos. Muitas vezes essa narrativa é isolada da grande Lenda para ser usada como incentivo a idealistas revolucionários. Entre algumas versões populares conhecidas, temos a seguinte:
" A vegetação ardia em fogo, e o beija-florzinho, deseperado ia até o rio pegava um pouco de água no bico e jogava sobre as chamas, os amigos pediam para que ele parasse com aquele esforço inutil, pois sozinho não ia conseguir apagar o fogo."
E a resposta do beija-florzinho a atitude de seus amigos, difere em algumas narrativas conhecidas, mas a sua essencia continua a mesma. Vejamos duas destas respostas que são bastante conhcidas:
1) - Eu estou fazendo o que acho certo.
E a outra é:
2) - Eu estou fazendo a minha parte.
Obs. Entre outras variações complementares do relato acima, temos a seguinte:
" O menino-peixe Botintim encantado, vendo o beija-florzinho fazendo um esforço que ia além das forças de sua pequena estrutura, se solidarizou e foi auxilia-lo. E batendo com a calda nas águas conseguiu ajuda-lo a apagar o incêndio."
Outros fragmentos que também parecem estar ligados aos relatos que antecedem a grande festa acima são os seguintes:
"...E com o tempo os azuis já não estranhavam mais verem os beija-flores amarelos carregando seus maracás preso a cintura, ou reunidos os balançando e cantando. "
Outro trecho que com certeza está ligado ao momento de transição administrativo comunitária festivo dos beija-flores amarelos, é o seguinte:
"...E eles saudavam as visitas balançando seus Maracás, dizendo:
- Vida a festa!
E o visitante respondia:
- Vida longa!
E ele dizia:
- De paz !
E o visitante:
- De amor!"
Com certeza esses trechos estão em sintonia com a narrativa da Lenda do Reino dos Beija-flores. Antecedem os momentos de organização solidária que deu origem a reação tribal que mudou a história dos beija-flores. Com certeza antecedem a realização da grande festa. Nas entre linhas podemos ver os Maracás entram como uma das peças fundamentais desta história de mudanças. Provavelmente foi com os maracás que os amarelos transportaram as sementes dos arvoredos que floriam no bosque das fontes de néctas imperiais, até o local onde foi erguido o novo reino.
Outro ponto interessante que é bom destacar, é a inesperada utilidade que ganha uma peça simples (o Maracá) da cultura dos beija-flores amarelos, no auxilio e execursão das ações que levaram os amarelos a fazerem a transformação social que tanto sonhavam. Sem conflitos; sem julgamento exagerados ou desnecessários.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

DO IMAGINANTE

"Pessoas com acentuada atividade criativa tem mais disponibilidade de material subliminar dentro do campo externo perceptivel. Torna os objetos em acontecimentos artisticos, os isolando dos acontecimentos da vida , das rotineiras associações nas quais rotineiramente se apresentam a maioria das pessoas. "
" Filosofia é a arte de convencer o outro de que ele não sabia nada sobre tudo. É a metodologia de construir associações de pensamentos ditos lógicos, e que estão ao alcance de qualquer idiota que se dedique a desenvolve-los."
"Para o meio intelectual acadêmico metódico, as narrativas lendárias surge como opções para desperta-lo para a consciência de que pode se desenvolver pensamentos lógicos sem precisar sacrificar o instinto primordial de imaginar fantasiosamente; prazerosamente."
O acesso e a utilização dos seres lendários autênticos como fonte de busca de conhecimentos e saberes imemoriais, assemelha-se aos que os misticos, exotéricos e etc. Define ou compreendem como terceira visão, pois nos permite o acesso a outras realidades de "infinitas" possibilidades, que se dá através da nossa inata capacidade imaginativa. Onde o ser pode assumir sua essência aventureira interdimensional; transita pelo remoto, pelo impensado, pelo ausente presente, pelo obscuro, pelo aparentemente insondavel racionalmente. Ou seja, faz o nosso ser imaginante primordial indomavel, voltar a respirar com a intransferivel liberdade que tem; Voltar a apressar os passos, saindo da paralizia congelante racionalista, passando para o plano do imaginar imensuravelmente. É o ser criante que somos, sem as redeias doutrinárias ideologicas de formatação de dominadores e dominados. Ou seja, é um antigo novo modo de lidar com as ilusórias noções de espaço-tempo, de lógicas e casualidades, com os psico-valores, o traz ao seu estado mais humano.

O SOM DAS ESFERAS VEGETAIS II

Quando ouvimos o som do ouriço caindo floresta, na verdade ouvimos um testemunho denunciando um acontecimento; um encontro(ou encontros) que repercutiu e de alguma maneira nos alcançou com sua extensão espansiva esférica. Essa captação é um terceiro encontro, que muitas vezes é confundido como o primeiro, que assim o deciframos e decodificamos como sendo um uno sonoro. Mas que pode ser traduzido como o encontro de dois ou mais elementos, e no caso ouriço, pode se dizer que são dois ou duas sonoridade, no caso de solo e fruto ou árvore e solo, e nesse segundo o som pode ser visto no aspecto conhecido como profético, ou seja, a futura árvore anunciando a sua chegada.

Ouvindo o som esses encontros podemos concluir e passa a ter a consciência, isso independente de racionalização, de que estamos diante de algo que se fez, independente da nossa existencia ou não; a concluir que existe algo mais que nos; que existem coisas externas a nos; e por conseguinte que existe algo influenciando essas coisas; uma força agindo, causando esses fenomenos que nos chegam na forma vibrante sonora; e que houve algo que as fez se moverem e de alguma forma provocou esse acontecimento aonde ele tinha que se dá.

"O som é um Omêga de uma extensão sonora qualquer fragmentado, portanto algo com um sentido mais amplo, que tem uma diversificada variação contextual o tornando possivel, e no acessar a isso está o espirito do genuino apocalíptico."
No caso do termo "Ouro Em Som" que está associado a origem da palavra OURIÇO. As variações que existem dentro do roteiro do festeiro ritualístico para esse termo, estão atos e atitudes comportamentais dos nativos que estão ligados os significados que compoem esse ritual tais como por exemplo:
ORYÇO! - É o mesmo que o nativo apontando para o fruto da castanheira e confirmando o seu achado e ao mesmo tempo o seu significado tribal, ou seja, "ouro isso!"
OURYÇO! - É pronunciado pelo nativo quando sobe no tablado sagrado das tribo e apresenta o fruto colhido. Que é mesmo " isso é ouro!"
OURYÇOM - Representa o som primordial; o uno festivo fragmentado, um caminho que pode ser acessado pela forma grafo simbolica como a palavra está escrita, ou seja, Iniciando com a letra "O" e finalizando com a letra "M", e juntas formam o monossilabo "OM". Esse monossilabo foi absorvido por outras culturas sem perder o seu significado original. Que é de som primordial de onde tudo existe saiu.
Mas esse rito ja passou pelas mais variadas formas expressivas. Uma delas está registrada de forma resumida em alguns dos fragmentos restaurados e que nos dá uma idéia do caminho que o levou a perder sua essência, deixando de existir tal como sempre foi nos seus primórdios, vejamos um desses fragmentos:
" Foi exatamente o que os ritos festeiros tribais tinham de mais significativo, o que veio mais tarde desistrutura-los, ou seja, foi o prazer comunitário que eles propocionavam, o espirito irmanante confraternizador que ele proporcionava, o que levou os nativos a estenderem esses ritos festeiros para outras épocas e passando realizaram em outras estações frutíferas. Dando assim aos periodos dos OURYÇONS realizado fora de época, quando então o termo OURYÇOM passou a ser associado e identificado para as festas realizadas durante estas estações frutífera. Chegando a ser realizado dozes vezes dentro de um periodo que passou a ser conhecido como calendárico, que correpondia a um ano dentro de uma fase numerológica racional sistematizada pré-imaginatismo libertário nativo florestano. Período em que as tribos foram divididas em doze e cada uma ficando responsavel por uma fruta, e pela organização da festa ritualistica entorno de sua colheita. Numa Fase que ficou conhcida como " GRANDE ÁRVORE DOS DOZES FRUTOS". Que é quando começam a surgi os OURYÇONS grupais e familiares tribais, que equivocadamente banalizou o grande rito festeiro tribal aldeante conhecido como o grande OURYÇOM. Essas manifestações egocentraliazadas festivas, diminuiu a força irmanante confraterna e o ideal do grande OURYÇOM. Que para voltar ao normal com toda força simbolica representativa que sempre teve, foi preciso um esforço sensibilizador que envolveu toda costra terrestre, e teve inicio com o grande dia mundial da música, onde todos as tribos foram convocadas a passarem um dia cantando e tocando instrumentos, misturando e harmonizando todos ritmo numa musica só, utilizando todos os meios de comunicação possiveis para que a grande musica fosse ouvida nos quatro canto do mundo. Isso provocou a vibração que arrastou humanidade inteira para o estágio conciencial que deu acesso a essência contextual atemporia festiva perdida. Desse estágio de transição restaram algumas frases que ficaram bastante conhecidas, tais como: "O SONHO ACABOU! ACORDAMOS! AGORA VAMOS VIVE-LO". E o primeiro banzeiro que veio desfechar neste movimento musical de restauração espiritual global, surgi com os nativos usando flores como simbólo de poder.
E como dizem alguns lendologos:
" Foi o primeiro jardim preparado para instalação do reino dos Beija-flores humanos na terra". Assim como também a tradução simbólica do crepúsculo narrado no livro "Seringal Astral" também ficou ligado a este acontecimento sem precendente na história da humanidade. E " A Lenda do Reino dos Beija-flores" que veio depois, passou uma das peças fundamentais de reflexão deste periodo.
Mas é sempre bom lembrar que a frase: O SONHO ACABOU! também foi usada equivocadamente nestes primeiros instantes, nos dando um sentido que nos dizia que o nosso imemorial projeto de paz e amor para humanidade tinha "naufragado".
Algumas pseudas autoridades artisticas intelectuais, usaram veiculos de comunicações que estavam nas mãos de meia duzias de pessoas, para berra aos quatros ventos que o nosso insubstituivel sonho tinha acabado, e assim quase jogaram toda uma geração num estado de depressão espiritual dificil de dimensionar muito embarcaram nessa.
Alguns lendologos costumam afirma que nesse período entraram cena os irônicos camalionistas com suas indagações bem humoradas tais como por exemplo: "- O sonho de quem, acabou?" perguntavam eles. "- Desde quando paz e amor para humanidade vai deixar de ser o nosso grande projeto e objetivo como ser humano? " e por ai vai.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

OS SONS DAS ESFÉRAS VEGETAIS I

Prosseguindo a exposições dos fragmentos argumentários lendológicos restaurados, quanto a solidificação do aperíodico OURYÇÔNICO, encontramos reflexões que acentuam o elemento sonoro como peça contextual significativa, que fundamenta o rito como autêntico ato ritualístico festeiro tribal, e iniciamos expondos fragmentos classificados como intuitivos testemunhais que narram como os sons foram organizados metodicamente dentro deste aperiodico festivo. Um desses fragmentos diz o seguinte:
" O ancentral jovem lider, "o lendário rei dos maracazeiros" ao observar os sons que os ouriços produziam ao se chocarem com o solo, verificou que eles se diferenciavam uns dos outros, e que portanto o que propocionava isso, era a quantidade de castanha que existia dentro de cada um deles. Os ouriços com o dobro de castanha soavam um oitava acima dos que tinha a metade. A parti dai ele então organizou símbolos que representavam a variedades de tonalidades sonoras, e estes símbolos passaram então a serem utilizados pelos nativos para registrarem seus roteiros sonoros e suas construções compositivas musicais. E por um logo período esses símbolos foram utilizados para esse fim. Mas com a chegada dos aventureiros na aldeia trazendo seus metódos cientificistas, os fundamentos deste simbolos foram questionados e por fim jogaram por terra a teoria do jovem lider, provando que o que propocionavam a diferença de sonoridade não era o conteúdo dos ouriços e sim o solo onde eles caiam. E assim a sábia autoridade do jovem lider lendário festeiro foi posta na berlinda, e que causou um certo desconforto sócio-tribal e os aventureiros se aproveitaram deste momento para proporem reformulações organizacionais. Foi um instante delicado para os nativos, e o jovem lider percebendo isso, tratou de buscar maneiras de comprovar seus fundamentos e se manter-se no comando dos festeiros tribais, e já estava quase se dando por vencido quando a mãe das águas enviou um de seus encantados para convida-lo a ir até o espelho das vertentes assistir o ritual das pulverização das águas que acontecia no verão, no grande espelho sagrado do reino das águas. Foi nesse ritual que ele teve a revelação dos arcos cromáticos, e orientado pelos encantados das águas doces, ele pegou uma tira de cipó e um galho de árvore e com eles reproduziu o primeiro arco simbólico. E esticando a tira de cipó para amarra as extremidade do galho, resolveu puxa-la e solta-la para ver se estava bem segura, e corda então produziu soltou um som grave. Ao perceber aquilo o jovem então colocou um calço no meio da corda e manteve nessa metade a mesma tensão que a corda de cipó tinha quando esticada, e tocou novamente, e corda soôu num tom duas vezes mais intenso que o som correspondente a corda inteira esticada, ou seja, uma oitava acima desta. Isso servi para endossar seus antigos fundamentos e o jovem lider voltou para sua tribo, e comprovou sua teoria, assumindo novamente o lugar de lider dos festeiros."
Obs. O Arco sendo tocado no espelho das águas tem uma riqueza de interpretações e abordagens explanativas que fazem parte dos fundamentos lendológicos essenciais e que portanto não podem serem omitidos dentro dos autênticos propostos lendários da nova era, período em que se dá o retorno dos lendologo florestanos e as exposições Lendacreanas imemoriais.

sábado, 26 de abril de 2008

UM CAMINHO DO SER LENDARIANO

Antes das abordagens lendológicas do aperíodico OURYÇÔNICO que vem a seguir, quero fazer um pequeno resumo das conexões dos seres lendarianos com nossa essência existencial; Com a germinação e evolução do nosso egocentralismo humanóide. Para que se possa ter um melhor entendimento de uma entre as muitas formas que os personificadores lendológicos podem se orientarem para fazer suas abordagens lendárias e autentica-las, formatando assim seus argumentários.

"É bom saber que existe uma diferença entre seres lendários e lendas." Mas esse papo fica pra uma outra oportunidade, vamos ao que interessa.

A GRANDE SERPENTE OU COBRA GRANDE - Representa as coisas que nos são perceptivel e imperceptivel bio-visualmente (vibrantes) e que estão por ai nos chamando para decifra-las; instigando nossa capacidade de analise, compreensão e decoficação; é o todo existente externamente, que de alguma forma fica nos dizendo que veio de algum lugar; que teve um caminho"evolutivo" que os levou a serem o que são.
A Cobra deste os tempo mais remotos é conhecida como o símbolo do ondulante; da vibração. De todo modo que todo o vibrante que alcança o ser pode ser traduzido como a manifestação, a personificação da grande serpente lendária; da grande contadora de histórias, e que tudo que existe na face do planeta, é ela manifesta.
A MÃE DAS ÁGUAS - Está ligada a nossa origem bio-formal humanóide. Sem a água não é possível a vida do ser humano, tal como conhecemos. Ela é o ser que veio dá vida a esse elemento essencial para nossa existência. É a deusa mãe, e é dentro do ambiente líquido que nos ganhamos a bio-formas humanóides, nos tornamos fetos. E depois dai saimos, para deixar de ser um ser aquático passando a ser um ser terrestre e passando então a buscar o liquido para ingeri e assim sobreviver. Dentro desta pequena abordagem a Mãe das Águas surgi como um personagem essêncial que está ligado aos nossos primórdios. A quem a vida humana deve reverenciar por sua existência.
O BÔTO - Representar o estágio em que se dá o desenvolvimentodo feto dentro da bolha líquida circundada pela plascenta, é o momento em que o ser humano vive como peixe, ou seja, dentro mergulhado no elemento líquido. O momento mágico em que se dá a mutação de peixe para ser humano acontece na hora do parto, o momento em que o ser peixe transmuta para ser humano. Uma das traduções do poder de encantamento caracteristico que tem o Boto está ligada as reações tanto dele em contato com está realidade de ser vivente, quanto aos seus maravilhamentos com existencial externo. Está na inocência que nos cativa de forma quase irresistivel, que é o período em que está acentuada sua imaginação livre, e os impulsos movido por esse contemplar que nos envolve, nos faz criar coisas para interagir com ele; tentar acessar o seu universo; ir para o seu reino encantado.
O MAPINGUARY - Está ligado a evolução desse récem nascido. Mais precisamente ao momento em que ele passa a reagir; a externar suas opiniões; a divergi primeiramente de seus companheiros familiares; a expor seus próprios pontos de vista. É esse ponto de vista egocentrado, está representado nesse ser antroporfagico mistérioso na caracteristica de ter apenas um único olho no meio da testa.
A boca na barriga, que é uma outra caracteristica popularmente conhecida, está ligada a idéia de sobrevivencia e de consciência que o faz voltar a sua origem em meio as suas ações, na lutar contra os invasores, buscando sobreviver como ser, conquistando seu espaço, que pode chegar ao extremo de extermina outro para que possa sobreviver, e que também pode ser vista como um instante de consciência intuitiva util para sua evolução, que seria algo assim como a semente que sabe que algo tem que morrer para que possa germinar e crescer como árvore. A boca na barriga representa o cordão umbilical por onde ele se alimentou e pode torna-se vida, passando pela fase de Boto sem a qual não seria possivel a chegar ser Mapinguary. ( Ainda vamos voltar a esseponto em outras postagem)
O CURUPIRA - Já este ser mito lendário, está associado aos instantes em que o ser torna-se consciente de sua capacidade de persuasão; descobre que pode desenvolver e condicionar o outro atraves de suas construções intelectuais egocêntricas, e quando ele passa a dizer uma coisa e fazer outra, fazendo os outros se perderem em seus auto-direcionamentos. Os pés virados para trás que é uma caracteristica do curupira é o que vem simbolizar esse aspecto distorcido que é incorporado pelo ser no percurso do seu desenvolvimento.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

OURYÇOM IV - O RITO FESTEIRO



O RITO APERÍODICO FESTEIRO FLORESTANO




PRIMEIRO ATO

O RITO FESTEIRO TEM INICIO COM O GRANDE RITUAL DE APRESENTAÇÃO DOS PERSONIFICADORES DO MARACAZEIRO " O LENDÁRIO NATIVO FESTEIRO" . (CADA TRIBO TEM O SEU MARACAZEIRO OFICIAL) NESSES MOMENTOS QUE ANTECEDEM AS ATIVIDADES FESTIVAS, OS NATIVOS PRESENTES INTERAGEM EM SILÊNCIO. ESSE SILÊNCIO É INTERROMPIDO DE TEMPO EM TEMPO PELOS REPRESENTANTES RESPONSÁVEIS PELAS PERSONIFICAÇÕES DOS MARACAZEIROS DE CADA TRIBO PRESENTE.

(ESSE MOMENTO QUE ANTECEDE O RITO, TEM COMO OBJETIVO ACENTUAR REFLEXÕES DOS NATIVOS QUE ESTÃO LIGADAS A AUSÊNCIA DA SONORIDADE HUMANA ORALIZADA INTERMENDIANDO AS COMUNICAÇÕES INTER-TRIBAL COMUNITÁRIAS; VISA FAZER O SER APRENDER A POSICIONAR-SE CRITICAMENTE DIANTE DO OUTRO USANDO COMO PONTO DE REFERENCIA APENAS A OBSERVAÇÃO DE SUAS AÇÕES COMPORTAMENTAIS ).


VOZ EM OFF - ÉS O SILÊNCIO, O DISCIPLINADOR PRESENTE AUSENTE. A FORÇA DA PALAVRA É INCONTESTE, MAS É NOS GESTOS, NOS MOVIMENTOS, NAS AÇÕES DO INTERNO EXTERNADO QUE DAMOS VIDA AOS REFLEXOS DO ESPELHO QUE REFLETE O ESPÍRITOS TRIBAIS AUTÊNTICOS.
(ESSE ATO TEM A DURAÇÃO SIMBÓLICA DE UM DIA).

A PRIMEIRA NOITE SIMBÓLICA FESTIVA TEM INICIO COM AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES MUSICAIS, QUE SÃO FEITAS ORALMENTE POR TODOS PARTICIPANTES. SOAM COMO UMA CONTAGEM REGRESSIVA. ESSE PONTO RITUALISTICO É DEFINIDO COMO: O OURYÇÁ
Obs. (OURYÇÁ - É o mesmo que um pedido para que o ouriço apareça, e ao mesmo tempo a esperança de vê esse pedido sendo atendido pela castanheira.)
- O,O,Ô,Ô,Ô,Ô,Á,Á,Á,Á!
ESSA MANIFESTAÇÃO SONORA ENCERRAM COM TODOS VIBRANDO ALEGREMENTE E PULANDO, E VOLTAM NOVAMENTE A FAZER SILÊNCIO. O NUMERO DE VEZES EM QUE SE DÁ ESSA MANIFESTAÇÃO, CORRESPONDE AO NUMERO DE TRIBOS PRESENTES NO RITUAL. DEPOIS QUE TODOS SE MANIFESTAM, ELES SAEM DO CENTRO DO ESPAÇO SAGRADO E CAMINHAM PARA FORMA O GRANDE CIRCULO, ONDE TODOS SE POSICIONAM VIRADO DE FRENTE PARA A FLORESTA, E FICAM EM ESTADO DE VIGÍLIA ESPERANDO OUVIR O SOM DO PRIMEIRO FRUTO DA CASTANHEIRA CAINDO NA FLORESTA.
E REINICIAM REPETINDO NOVAMENTE O CANTO CONFRATERNO DE ESPERANÇA QUE DEU INICIO A ESSE ATO, AGORA COM VARIAÇÕES DE TONALIDADES E RITMOS.
É O OURYÇOÁ

(O OURYÇOÁ - significa o mesmo que um pedido para que o ouriço caia e produza o som caracteristico dele dentro da floresta.)


SEGUNDO ATO

AO OUVIR O SOM DO PRIMEIRO FRUTO CAINDO NO SOLO, ENTRA EM CENA O PERSONIFICADOR DO REI DOS MARACAZEIROS "O LENDÁRIO NATIVO FESTEIRO", DANDO INICIO AOS RITUAIS FESTIVOS, COM O BALANÇO DO MARACÁ IMPERIAL. QUE É EXECUTADO DA SEGUINTE FORMA; O PERSONIFICADOR FAZ UM RITMO E JUNTOS TODOS OS REPRESENTANTES DOS MARACAZEIROS DA CADA TRIBO REPETEM O SOM RITMADO QUE ELE PRODUZ.
EM SEGUIDA TODOS OS COMPONENTES DAS TRIBOS FAZEM O MESMO REPETINDO O MESMO RITMO UTILIZANDO SEUS MARACÁS. ESSE ATO E REPETIDO TRÊS VEZES.
QUANDO ENTÃO O PERSONIFICADOR DO REI DOS MARACAZEIROS DA INICIO O RITUAL DO CANTO DAS PALAVRAS SAGRADAS DO DESPERTA PARA O GRANDE ESPÍRITO TRIBAL ADMINISTRATIVO INDIVIDUAL COLETIVO QUE RESUME A FESTA E SEUS ATOS.
COMEÇANDO COM A FRASE:
- OURO EM SOM!
QUE É EXECUTADA DE FORMA PROLONGADA E ENCERRA COM TODOS MOVIMENTANDO SEUS MARACÁS, E LOGO EM SEGUIDA É REPETINDO ESSE CANTO OBDECENDO A FORMA COMO FOI ENTOADA PELO PERSONIFICADOR. A PARTI DAI SÓ O INSTRUMENTO VOCAL É UTILIZADO SOB O COMANDO DO REI DE MARACÁ E TODOS VÃO REPETINDO OS SEUS FRASEADOS MUSICAIS VARIADOS. QUE FICA A CRITÉRIO DO REI A SUA DURAÇÃO.
FECHADO ESSE ATO PASSAM ENTÃO A CANTAR AS PALAVRAS DEMARCATÓRIA DO GRANDE RITO.
CADA PALAVRA É REPETIDA VARIAS VEZES COM VARIAÇÕES MELODICAS ANTES DE MUDAR PARA A PRÓXIMA. AS PALAVRAS SÃO AS SEGUINTES:


- OURENSOM!
- ORIÇO
- OURENSOM!
- OURIÇO
- OURENSOM!
- OUROIÇO
- OURENSOM!
- OURIÇOM
- OURENSOM!
Obs. Aqui a palavra OURENSOM soa como um canto de confirmação de que todos entoaram o canto em harmonia.

ESTE ATO SE ENCERRA COM TODAS PALAVRAS SENDO CANTADAS NA MESMA SEQUÊNCIA RITMADA SEM INTERVALOS, E REPETIDA TRÊS VEZES.

TERCEIRO ATO

- GRUPOS DE NATIVOS DE CADA TRIBO SEGUEM EM MOVIMENTOS DANÇANTES PARA O CENTRO DO CIRCULO SAGRADO E PASSAM A USAR O CORPO COMO INSTRUMENTO MUSICAL (PALMAS, BATIDAS DE PÉ NO CHÃO, ASSOBIOS, MONOSSILABOS ORALIZADOS E ETC.) E FORMAM UMA GRANDE RODA.
QUARTO ATO
- AS NATIVAS ENTRAM NA RODA TRAZENDO PEDAÇOS DE MADEIRAS E VÃO EXTRAÍNDO SONS RITMADOS DELAS. CADA UMA FAZ UM SOLO E SE INCORPORA AO SEU GRUPO DE ORIGEM. EM SEGUIDA OS MÚSICOS DOS GRUPOS MASCULINOS FAZEM APRESENTAÇÕES COREOGRÁFICAS USANDO OS RITMOS DOS SONS EXTRAÍDO DO CORPO, DANDO INICIO AI AOS RITOS DANÇANTES DO GRANDE FESTEIRO. ESSE ATO ENCERRA COM CADA GRUPOS SE APRESENTANDO E SAINDO PARA SE JUNTAR A SUA TRIBO DE ORIGEM.


QUINTO ATO

OS MÚSICO FORMA UM MEIO CIRCULO NO CENTRO SAGRADO, ONDE REPRESENTANTES DE CADA TRIBO VÃO FAZER SUAS APRESENTAÇÕES SOLO MUSICAIS DANÇANTES OU CANTADAS. PRIMEIRO AS NATIVAS, DEPOIS OS NATIVOS.
É DURANTE ESSAS APRESENTAÇÕES OS JOVENS PRESENTES BUSCAM OS MELHORES LUGARES, PARA JOGAR PRESENTES AOS SOLISTAS. (ADEREÇOS COMO; COLARES, ARRANJOS DEFLORES, BRACELETES, BRINCOS, COCARES E ETC.) OS SOLISTAS RECOLHEM ESSES PRESENTES E INCLUEM EM SEUS FIGURINOS.
CADA SOLISTA ESCOLHE UM ADEREÇOS OFERTADO E O EXPOE DANÇANDO, E A PESSOA QUE O OFERTOU VAI ATE O MEIO CIRCULO E EXPÕEM OS SIGNIFICADO SIMBÓLICO DE SUA OFERTA.

SEXTO ATO

É O RITUAL DE EXALTAÇÃO AO BONS SENTIMENTOS E AO ESPÍRITO FESTIVO. AI AS MUSICAS SÃO EXECUTADAS POR TODOS. DURANTE ESSAS MUSICAS OS JOVEM REPRESENTANTES DE CADA TRIBO SEGUEM PARA FLORESTA EM BUSCA DO SIMBÓLICO PRIMEIRO FRUTO DA CASTANHEIRA QUE CAIU. E SEGUEM ATÉ O ÚLTIMO JOVEM PARTI. A PARTI DAI OS NATIVOS INVENTAM BRINCADEIRAS ESPORTIVAS COM CIPÓS, ARCOS, FLECHAS E ETC. DANÇAM E ALIMENTAM-SE COM FARTURA DE MEL E FRUTAS EXTRAÍDAS DA FLORESTA.
(AS NATIVAS FAZER A DISTRIBUIÇÃO DOS ALIMENTOS EM GRANDES BANDEJAS FEITAS DE MADEIRAS E PALHAS TRANÇADAS). ESSA FESTA VAI ATÉ A MEIA-NOITE


SÉTIMO ATO

A PARTI DA MEIA-NOITE TODOS VÃO FAZENDO SILÊNCIO E OUTRO IMITANDO OS SONS NATURAIS VINDOS DA FLORESTA. QUE VAI ATÉ O RAIA DO SOL.


OITAVO ATO

GRUPO DE IDOSO DA TRIBO SE JUNTAM AOS GRUPOS DE NATIVOS E NATIVAS NO CENTRO SAGRADO, EM VIGÍLIA A ESPERA DOS JOVENS QUE FORAM COLHER O SIMBÓLICO PRIMEIRO FRUTO DE CASTANHEIRA.
NESSA VIRGILIA OS IDOSOS CONTAM HISTÓRIAS PARA OS MAIS NOVOS, ATÉ SURGI DO JOVEM TRAZENDO O SIMBÓLICO PRIMEIRO OURIÇO, AS NOVE HORAS DO DIA.


NONO ATO

TEM INICIO O RITUAL CANTANTE DE CONVOCAÇÃO DAS TRIBOS PARA LOUVAR O AMANHECER. ESSE CANTO É FEITO COM SONS DE INSTRUMENTOS DE SOPRO E PERCUSSIVOS ONDE SE DESTACAM NOVAMENTE OS SONS DOS MARACÁS.
OS VERSOS CANTADOS PELOS REPRESENTANTES DE CADA TRIBO SÃO SEPARADAS PELO REFRÃO SAGRADO:

"LOUVAI O BRILHO DO SOL
LOUVAI O AMANHECER
LOUVADO DIA
LOUVAI O ENTARDECER"

ESSE PONTO TEM COMO PARTE OBRIGATÓRIA UMA HOMENAGEM AO REI DE MARACÁ, QUE É FEITA NO MOMENTO DA CHEGADA O PRIMEIRO JOVEM TRAZENDO O PRIMEIRO FRUTO DA CASTANHEIRA:

"COM NOSSAS MÃOS LEVANTADAS
TE LOUVAMOS SENHOR
COM NOSSAS MÃOS LEVANTADAS
RECEBEMOS O FRUTO DO AMOR"
"BENDITO SEJA O NATIVO LENDÁRIO
CONSAGRADO REI DOS MARCAZEIROS
QUE INICIOU ESSE CANTO LENDÁRIO
INICIANDO ESSE RITO FESTEIRO
DE VÊ O SOL NASCER"


TODOS VÃO AO ENCONTRO DO JOVEM E O ACOMPANHAM ATÉ O CIRCULO DOS PEDESTAIS SAGRADOS DAS TRIBOS, ONDE ELES COLOCAM O SIMBÓLICO PRIMEIRO FRUTO NO PEDESTAL QUE REPRESENTA A SUA TRIBO DE ORIGEM.
(ESSE FRUTO FICA EXPOSTO ATÉ O ÚLTIMO DIA DAS FESTIVIDADE RITUALISTICAS.)
O JOVEM FICA SENTADO DE FRENTE PARA O PEDESTAL TRIBAL CONTEMPLANDO O FRUTO. ESSE RITUAL DE RECEPÇÃO SÓ DURA ATÉ TODOS OS JOVENS ESTIVEREM VOLTADO DE SUAS MISSÕES E SE ENCERRA AO POR DO SOL COM TODOS CANTANDO O REFRÃO SAGRADO. AS TRIBOS SEGUEM PARA OS LUGARES QUE ELAS OCUPAM DENTRO DO ESPAÇO SAGRADO, ARREBANHADOS PELOS JOVENS COLHETORES DOS FRUTOS.

DÉCIMO ATO

ENTRAM EM CENA OS PERCUSSIONISTAS. AS NATIVAS TRAZEM MEIAS CUIAS FEITAS DE OURIÇO DE CASTANHA CONTENDO FOGO, E COLOCAM NO CHÃO FORMANDO UM GRANDE CIRCULO DE FOGO.(AS CUIAS COM FOGO REPRESENTAM O INICIO DO CONSUMO DOS FRUTOS DAS CASTANHEIRAS.)OS JOVENS SEGUEM PARA O GRANDE CIRCULO, E DÃO INICIO AO RITUAL DANÇANTE DO OURIÇOAR,QUE TEM COMO PONTOS PRINCIPAIS EXECUÇÃO DE PULOS QUE SÃO REPETIDOS POR TODOS, OBEDECENDO INTERVALOS QUE SÃO CONDUZIDOS PELOS MARACAZEIROS DE CADA TRIBO. ESSE RITUAL DURA A NOITE TODA E TEM COMO OBJETIVO FAZER O CHÃO TREMER E BALANÇAR AS CASTANHEIRAS PARA AGILIZAR A QUEDA DOS FRUTOS. E A APRTI DAI É REPETIDO AS TODAS AS NOITES, COM VARIAÇÕES DE MOVIMENTOS, TENDO SEMPRE COMO CARACTERÍSTICA ACENTUADA OS PULOS COLETIVOS.
A PRIMEIRA PARTE DESSES RITOS DANÇANTE COLETIVO É FEITO COM SONS LENTOS COMPASSADOS, E CADA DIA QUE PASSA ELE VAI ACELERADOS ATÉ CHEGAR A UM APÍCE, E A PARTI DAI VAI DESACELERANDO, ATÉ CESSAR.
Obs. ESSA VARIAÇÃO DE RITMO REPRESENTA O CICLO FERTIL DA CASTANHEIRA, A QUEDA DOS PRIMEIROS OURIÇOS, QUE VAI SE INTENSIFICANDO E DEPOIS VAI DIMINUINDO ATE CHEGAR A QUEDA DOS SIMBÓLICOS ULTIMOS FRUTOS.
DURANTE ESSE RITOS DANÇANTES SÃO SERVIDAS COMIDAS E INGUARIAS DERIVADAS DAS CASTANHAS, BEM COMO A APRESENTAÇÃO INTRUMENTOS E PEÇAS ARTESANAIS CONFECCIONADOS COM MATERIA PRIMA EXTRAIDAS DAS CASTANHEIRAS, DE OUTRAS ESPÉCIE DA FLORESTA.


DÉCIMO PRIMEIRO ATO

NO ÚLTIMO DIA DE COLHEITA TODOS AMANHECEM EM SILENCIO, SEGUEM PARA O CENTRO SAGRADO. AS TRIBOS SE SENTAM FORMANDO O GRANDE CIRCULO DAS TRIBOS. EM RITMO DE PALMAS TODOS ENTOAM O REFRÃO SAGRADO. UM ANCIÃO DE CADA TRIBO VAI ATÉ O PEDESTAL SAGRADO E RETIRA O FRUTO, E FALA DA IMPORTÂNCIA DO FRUTO E SEUS SIGNIFICADOS SAGRADOS PARA AS TRIBOS QUE POVOAM A FLORESTA, E O ENTREGA A UM MEMBRO MAIS JOVEM DE SUA TRIBO, O JOVEM RECEBE O FRUTO E SEGUE EM DIREÇÃO A FLORESTA PARA PLANTA-LO NUM LOCAL ONDE SÓ ELE SABE ONDE FICA.
E ASSIM, UM POR UM VÃO FAZENDO O MESMO RITUAL. E SUAS TRIBOS SEGUEM CANTANDO NA DIREÇÃO EM QUE O JOVEM SEGUIU. ESSA SAÍDA OBEDECE A MESMA ORDEM DE CHEGADA.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

OURYÇOM III



UM CAMINHO LENDO-GRAFOGEOMÉTRICO SIMBÓLICO



A PALAVRA “OURIÇOM “ TAMBÉM TEM EM SI, NARRATIVAS FRAGMENTADAS QUE PODEM SEREM ACESSADAS ATRAVÉS DE DECIFRAÇÕES DAS ASSOCIAÇÕES ALFABÉTICAS QUE A COMPÕE, para isso ABORDAM-SE AS LETRAS COMO SIMBÓLOS SIGNIFICATIVOS ISOLADOS QUE JUNTOS, VEM NOS REVELAM UM DIÁLOGO QUE EXISTE POR TRÁS DE SUA COMPOSIÇÃO FONEMICA. ESSAS DECODIFICAÇÕES SÓ SÃO POSSÍVEIS QUANDO QUEBRAMOS ALGUNS PARADIGMAS DAS ACENTUADAS METODOLOGIAS ACADÊMICAS DE ABORDAGENS RACIONALISTAS, E ENTRAMOS NO PLANO DOS PARADIGMAS DAS OBORDAGENS NARRATIVAS LENDÁRIAS FLORESTANAS. VEJAMOS UM EXEMPLOS DE DECODIFICAÇÃO NARRATIVA GRAFO SIMBOLICA QUE FORMALIZA ESTÁ AFIRMAÇÃO, ONDE USAMOS A PALAVRA OURIÇOM COM BASE EXPOSITIVA:


OURiÇOM


LETRA “O” INICIA TODAS AS VARIAÇÕES DESSE TERMO. O “O” É UMA FIGURA GEOMÉTRICA CIRCULAR, QUE DESDE OS TEMPO MAIS ANTIGO É TIDO COMO O SÍMBOLO DA ETERNIDADE; DO QUE NÃO TEM PRINCIPIO, NEM MEIO, NEM FIM; DO UNO; DO UNÍSSOM E ETC.

NA PALAVRA OURIÇOM, O "O" ESTÁ COLOCADO DE FORMA ESTRATÉGICA, AI ELE REPRESENTA O INICIO E O FIM DE TUDO EM SI MESMO. REPRESENTA O PRÓPRIO FRUTO ESFÉRICO DA CASTANHEIRA, OU SEJA , A ÁRVORE VEM DA SEMENTE E TERMINA NA SEMENTE. O “O” AI TEM A FUNÇÃO DO SER PROFÉTICO ONICIENTE, QUE ESTÁ NOS ATRIBUTOS QUE O FRUTO TRAZ COM SUA MANIFESTAÇÃO, A CERTEZA DA FERTILIZAÇÃO E PROCRIAÇÃO, PRESENTE NO CICLO PREVISÍVEL QUE O FRUTO COMPROVADAMENTE VAI GERAR. E O NATIVO QUE CONHECE ESSES DETALHES PODE REVELAR-SE UM PROFETA AQUELES QUE NÃO ESTÃO FAMILIARIZADO COM ESSE FENÓMENO DE FRUTIFICAÇÃO E REPRODUÇÃO PRODUZIDA PELAS SEMENTES DAS CASTANHEIRA, SENDO CAPAZ DE TRANSMITIR COM EXATIDÃO TODA A TRAJETÓRIA DO FRUTO, PARA AQUELES QUE AINDA NÃO O CONHECE.
O “O” também REPRESENTA O NADA; O VAZIO QUE PRECEDE O APARECIMENTO DO FRUTO NO GALHO DA CASTANHEIRA. E AO MESMO TEMPO O FRUTO PRESO AO GALHO DA ÁRVORE; A EXISTÊNCIA E A PRÉ-EXISTÊNCIA. O PRINCIPIO CONCRETIZADO DE UM FENÓMENO, APARENTEMENTE ISOLADO, MAS QUE PODE SER EXPOSTO, E A PARTIR DAI ESTRUTURAR UM CONTEXTO SINGULAR, ESPECIFICO.
O SÍMBOLO “U” REPRESENTA UNIÃO DE TODA AS CÉLULAS, DE TODAS AS FORÇAS QUE PRODUZEM E CONDENSAM O FRUTO E AO MESMO TEMPO, O MOMENTO EM QUE O FRUTO DESPRENDE-SE DO GALHO, PASSANDO A SER ALGO A PARTE NO ESPAÇO, E AO MESMO TEMPO O TODO “O”, QUE É ÁRVORE CONDENSADA INVERSAMENTE, COMPRIMIDA NO SEU ÂMAGO, NAS SEMENTES CONTIDAS NO SEU INTERIOR. ESSE INSTANTE É UM MOMENTO DE REFLEXÃO PARA O NATIVO, QUE O LIGA DE FORMA MAIS INTIMA A SUA CULTURA NATIVA MEIO AMBIENTAL. E ESSA REFLEXÃO QUE SE DÁ NESSE MOMENTO É REPRESENTADA PELO SÍMBOLO “R” QUE INICIA A PALAVRA REFLEXÃO E RENASCER. E AO MESMO TEMPO ESSE SIMBOLO "R" TAMBÉM É TRADUZIDO DE FORMA EM QUE O "R" PODE SER VISTO COMO UM PASSARO VOANDO PARA CIMA E NESSE SENTIDO ESTÁ LIGADO AO NATIVO QUE CONTEMPLANDO O CICLO FERTIL DA CASTANHEIRA COMEÇA A TRANSCEDER NO ENTEDIMENTO BUSCANDO ALCANÇAR A GENESE DESSE FENOMENO. E AO MESMO TEMPO A LETRA "R" DA FORMA COMO É ESTRUTURADA GEOMETRICAMENTE, DEIXAR CLARO UM TRAÇO VERTICAL QUE SIMBOLIZA O TRONCO DA ÁRVORE, COM UM MEIO CIRCULO NA PARTE SUPERIOR E UM TRAÇO DIAGONAL DA METADE PARA BAIXO. QUE INDICAM DE ONDE O FRUTO SAIU E QUAL O SEU DESTINO.
O SÍMBOLO “I” VEM LOGO EM SEGUIDA COMPROVAR QUE PARA SE CHEGAR A ISSO TUDO TEVE QUE TER UM "INICIO", QUE ESTÁ REPRESENTADO AI PELO SIMBOLO “I” QUE É A PRIMEIRA LETRA DA PALAVRA “INICIO” , QUE É TERMO QUE NOS DÁ A IDÉIA DE QUE ALGO COMEÇOU EM ALGUM LUGAR; QUE HOUVE UM ACONTECIMENTO PARA QUE ISSO ACONTECESSE; QUE ALGO SE MOVIMENTOU PARA PROVOCAR ESSE INICIO. E SE DISSERMOS QUE ALGO É TIDO COMO INICIO DE ALGO, SE PRESSUPÕE QUE CONHECEMOS UMA CONCLUSÃO; QUE TEMOS A CONSCIÊNCIA DISTO. CASO CONTRÁRIO NÃO O PODERÍAMOS DEFINI-LO COMO UM INICIO, NESSE CONTEXTO GRÁFICO SIMBÓLICO SIGNIFICATIVO ORIENTADOR NARRATIVO O SÍMBOLO “I” ESTÁ PRIMEIRAMENTE ASSOCIADA A IDEIA DE MEDIDA, DE CALCULO. QUE REPRESENTADOS PELO TRAÇO “I” SEM O PINGO NA SUA PARTE SUPERIOR. ONDE ENTRA A QUESTÃO DA MEMÓRIA DO EVENTO E SUA APREENSÃO EXPOSITIVA INTELECTUAL.
QUANDO O PINGO É COLOCADO NA PARTE SUPERIOR DESTE SIMBOLO, PASSA A REPRESENTAR O FRUTO EM MOVIMENTO EM DIREÇÃO AO SOLO. UMA ESPÉCIE DE FOTOGRAFIA GEOMETRICA; UM INSTANTE EM QUE ESSE FENOMENO É CONGELADO PELO NATIVO QUE O OBSERVA NA ÉPOCA DA COLHEITA. A LETRA " i " É É UM TESTEMUNHO; A APREENSÃO SIMBÓLICA DESSE FENÓMENO NATURAL DE FORMA LÓGICA RACIONAL. E AI O TRAÇO “I” PASSA ENTÃO A REPRESENTAR A ÁRVORE EM SI, E O PINGO, O FRUTO QUE SE DESPRENDENDO DA ÁRVORE E AINDA NO AR, ENTRE O CÉU E A TERRA. O TRAÇO VERTICAL “I” CONTINUA REPRESENTANDO O CAULE, O TRONCO. QUE REGISTRADO ASSIM, PASSA A EXPRESSAR A ESPERANÇA DA PRODUÇÃO E COLHEITA DO FRUTO NUM INSTANTE CONCRETO E EM OUTRO PERIÓDICO AINDA LATENTE; PREVISÍVEL. E TANTO PODE SER VISTO NA PERSPECTIVA DE BAIXO PARA CIMA, COMO DE CIMA PARA BAIXO. NO CASO DO OLHAR DE CIMA PARA BAIXO, REPRESENTA O NATIVO BUSCANDO EXTRAIR ALGO MAIS ALÉM DESTE ACONTECIMENTO. TRANSCENDENDO AINDA MAIS, FLUTUANDO EM SUAS REFLEXÕES. UM DESPRENDIMENTO QUE ESTÁ LIGADO, À ÊXTASE, EUFORIA E ETC. CAUSADA PELO DOMINIO DESTA COMPREENSÃO MAIS TRANSCENDENTE, POR ESSE ACONTECIMENTOS EXTERNOS AO SEU SER, E POR ISSO TÃO IMPORTANTE QUE MERECE SER REPRESENTADA DE ALGUMA FORMA PARA QUE POSSA CONTEMPLA-LO SEMPRE QUE PRECISO. QUE ELE PODE VIVÊNCIA TANTO NA CONSCIÊNCIA DE FORMA ANALÓGICA, BEM COMO CONTACTUAL PALPÁVEL. ESSE CAMINHO E SUA CONCLUSÃO VÊM SE CONDENSAR NO SÍMBOLO “Ç” QUE VEM EM SEGUIDA.
O "Ç" REPRESENTAR O CHOQUE DO FRUTO NO SOLO, BEM COMO TUDO O QUE VEM SEGUIDA A ELE. QUE NESSE CASO O SÍMBOLO "Ç" PODE REPRESENTAR O SOM PRODUZIDO PELO IMPACTO DO FRUTO NO SOLO, QUE É QUANDO ONDE ELE DEIXA DE SER PARTE DA CASTANHEIRA, E PASSA A SER MEIO CASTANHEIRA E MEIO TERRA. E O PEQUENO "S" EMBAIXO DA LETRA "C" QUE FORMA A LETRA "Ç" É A REPRESENTAÇÃO DESSA CONCLUSÃO IMPACTANTE QUE DÁ ORIGEM AO SOM. (SOLO E FRUTO)
DEPOIS DO "Ç", VEM NOVAMENTE O SÍMBOLO “O”, AGORA ELE ESTÁ AI PARA REPRESENTAR O FRUTO CAÍDO; FRUTO PARADO NO INSTANTE EM QUE TOCA O SOLO, E LOGO DEPOIS SALTITA ATÉ FICAR PARADO. OU SEJA, ELE FAZ E REFAZ O MESMO ATO O QUE NOS DÁ A IDÉIA QUE ESTÁ ASSOCIADO A IDÉIA DE REINÍCIO REVIGORADO DE ALGO QUE LHE DEU ORIGEM, O DA PRÓPRIA CASTANHEIRA, E A REPRESENTAÇÃO DE TUDO QUE VEM DEPOIS DAÍ. QUE É PREVISÍVEL E ESTÁ DE FORMA LATENTE NO FRUTO NA VISÃO DO FRUTO CAIDO. E QUE ESTÁ AI COMO SE FOSSE UM CONTADOR DE HISTÓRIA, QUE AINDA NÃO CONHECE O SEU DOM; QUE NÃO SABE QUE DENTRO DELE EXISTE UM UNIVERSO SE GERANDO E QUE NO FUTURO SERÁ UM CRIADOR. MAS QUE É APREENDIDO PSICO-INTELECTUALMENTE PELO NATIVO. UM INSTANTE ESFÉRICO CONCRETIZADO QUE JÁ CIENTIFICAR UM TODO CÍCLICO PORVIR; UMA NOTICIA DO FUTURO AINDA VIBRANTE E NÃO PALPÁVEL BIO-VISUALMENTE. E É ISTO O QUE ESTÁ CONTIDO NO SÍMBOLO “M” QUE TANTO REPRESENTA O SALTITAR DO FRUTO DEPOIS DO IMPACTO NA TERRA, COMO O VIBRANTE; O ONDULANTE CONTIDO NA SONORIDADE DA ORALIDADE QUE EXPÕEM ESSE CAMINHO; ESSE FENÔMENO DENTRO DESSE CONTEXTO ESPECÍFICO, UM UNÍSSON PARTICULAR. UM TODO PRIMORDIAL NUMA VERSÃO RESUMIDA, O “OM” ONDE ESTÁ CONTIDA O SEU COMEÇO MEIO E FIM, E QUE ESTÃO TAMBÉM EM DESENVOLVIMENTOS E CONCLUSÕES DE ALGUMAS VARIAÇÕES ENCONTRADAS PARA DEFINIR O FRUTO SAGRADO DA CASTANHEIRA, TAIS COMO: ORIÇO, ORIÇOM, OURIÇO, OURIÇOM, OROYÇO, OURYÇOM, ORENÇO, ORENÇOM, ETC.



"MANTRA OM

É o mantra mais sagrado, antigo e poderoso do Universo.
É a essência do todos os mantras.
É o único Som não provocado pela batida de dois elementos, o Som da Energia Primordial, o Som pelo qual o Universo vibra.
O SOM SAGRADO, o SOM DO ABSOLUTO, o VERBO do TODO PODEROSO DEUS INCRIADO-CRIADOR do qual emana toda a criação.
O mantra OM faz parte da 'Música das Estrelas', o SOM que sustenta a vida do UNIVERSO e manifesta o PODER, a LUZ e o AMOR de DEUS, o Som da Unicidade do Universo.
O mantra OM é usado há milênios no oriente, nas práticas espirituais, meditações, curas, iniciações, orações etc.
As três curvas do símbolo OM representam os planos físico, mental e espiritual. O ponto sobre o circulo incompleto do infinito representa a verdade que domina os três planos.
No Vedas o mantra OM simboliza o infinito e o universo inteiro. O 'A' representa a Criação, o 'U' a Preservação e o 'M' a Dissolução ou Destruição (a Trindade do hinduismo: Brahma, Vishnu e Shiva).
O mantra OM entoado em voz alta fixa as energias no Plano Físico. >
O mantra OM dito internamente coloca as energias nos níveis superiores do Plano Astral O mantra OM pensado (não cantado internamente, apenas pensado), coloca as energias no Plano Mental.
Quando entoamos o mantra OM estamos conectando o nosso Eu ao Deus Uno e Sagrado.
Muitos clarividentes percebem que o símbolo OM irradia uma poderosa e intensa luz Dourada."




- OURYÇOM – ESCRITO COM O SÍMBOLO “Y” ESTA ASSOCIADA A RAMOS DO GALO DA ÁRVORE, QUE BALANÇA QUANDO O FRUTO SE DESPRENDE. E AI TAMBÉM ESTÁ ASSOCIADA À IDÉIA DE BALANÇO, QUE NOS REMETE A IDÉIA DE DANÇA.
- BALANÇO TAMBÉM ESTÁ ASSOCIADA A IDÉIA DE PRESTAÇÃO DE CONTA, DE REFLEXÃO, DE REVISÃO PARA SE FAZER UM JUÍZO DE ALGO, PORTANTO DE UM REINÍCIO.


- O BALANÇO E A DANÇA QUE SE DÁ NO PERÍODO DA COLHEITA ACONTECE NA EXTENSÃO VERDE FLORESTANA E AS DUAS COISAS FICAM AI ASSOCIADAS, TANTO O BALANÇO DO GALHO, COMO A DANÇA DOS NATIVO E AS REFLEXÕES SOCIAIS QUE FAZER NESSES ENCONTROS.
- O OURIÇO AO DESPRENDE-SE DO GALHO, É COMPROVAVEL QUE O BALANÇO QUE ELE PROVOCA, É UM BALANÇO DADO NUMA EXTENSÃO DE ESTRUTURAS FIXAS, QUE TEM SUA RAIZ FINCADA NO MEIO ONDE NASCEU, ONDE SE DÁ A SUA MANIFESTAÇÃO;
E PELA IMPORTANCIA QUE TEM PARA O NATIVO, O SEU SURGIMENTO É ALGO QUE MERECE SER COMEMORADO. NUMA FESTA QUE NÃO TEM DONO; DE IRMÃOS NATIVOS QUE CONCRETIZAM AI, OS SEUS IDEAIS TRIBAIS MAIS ELEVADOS; A ESPERANÇA ALCANÇADA DE ALGUMA FORMA COM O SURGIMENTO DO FRUTO.

- OURYÇOM COM “Y”, TAMBÉM ESTA ASSOCIADA A IDÉIA DE VÊ UM TODO PELA PARTE DE FORA, ISSO QUANDO O NATIVO ATRIBUI AO "Y", A FUNÇÃO DE SÍMBOLO DE PROPORCIONALIDADE DO QUADRADO AO AVESSO, QUE ESTÁ NO ESFÉRICO DA ÁRVORE; DO FRUTO E DE TODOS EM FESTA. QUE ASSIM PODE SER VISTO PELOS QUE CONTEMPLAM NO SEU SIGNIFICADO SAGRADO FLORESTAL, QUE ESTA CONTIDO NO SEU TODO FRUTIFICADO E FRUTIFICADOR.
VEJAMOS A SEGUIR UMA NARRATIVA DE UM DOS APERIÓDICO RITOS FESTEIROS ONDE O OURIÇO É A GRANDE VEDETE.