quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O CAMINHO SAGRADO II ( CHEGADA NO PORTAL DO FOGO)

O local conhecido como o portal do fogo, fica na entrada de uma pequena estrada de terra batida, onde estão dois guardiões, uma de cada lado da entrada do caminho, cada um segurando nas mãos uma cuia de coité, contendo água.
No meio da estrada que dar acesso ao caminho sagrado, tem um copo de colher latéx, contendo fogo. Os guardiões do caminho levanta as cuias com águas e pede aos caminhantes, que pegue as cuias de cabaça dos seus cajados e segure-as enfrente ao corpo. O guardião do lado direito saiu da sua posição e caminha até ondes estão os caminhantes, e enche suas pequenas cuias com água, e logo em seguida dá inicio ao ritual da Mãe das águas (o rito do beber água). Que se resume na ingestão de tres goles de água, onde cada gole tem um significado simbolíco que serve para reflexão dos caminhantes:
O primeiro gole, é para lembrar que para o ser humano existir, é preciso que exista água.
O segundo gole, é para lembrar que somos sementes, e precisamos ser aguados diariamente.
O terceiro gole, é para lembrar, que para a vida continuar existindo, é preciso que exista água limpa; água para beber.
Encerrado esse ritual, o guardião volta para o seu lugar, e o segundo guardião vem até onde estão os caminhantes, e levanta sua cuia contendo água, e pede para que todos façam uma corrente de vibrações positivas para energizar a água contida na cuia.( esse ritual é auxiliado por palavras que expoem um espirito de harmonia com a natureza, e agradecimento a mãe das águas pela gestação do liquido precioso.)
Em seguida o segundo guardião escolhe um dos caminhantes e o conduz até onde esta o copo de colher latéx contendo fogo, para realizar o ritual de passagem do portal e entrada no caminho sagrado.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

ENTRANDO NO CAMINHO SAGRADO DA FLORESTA

Para aqueles que ainda não tiveram o prazer de conhecer o roteiro psico-turístico dos caminhos sagrados da floresta, na era das águas, aqui vai uma pequena reportagem de um roteiro bastante conhecidos dos nossos nativos:
" ao adentrar um dos caminhos sagrados dos mito-lendários florestanos, conhecido como o caminho sagrado das águas doces do Rio Branco, os caminhantes recebem trajes brancos ornamentados com motivos regionais. ( Como explicam os auxiliares do guia do caminho; essa troca de roupa, simboliza a vontade caminhante de mudar de realidade, desprender-se dos costumes cotidianos.) Os auxiliares do grande guia do caminho, falam da necessidade do desapego as coisas materiais; de revermos os nossos psico-valores. Pedindo para que os caminhantes meditem sobre a importância que tem as coisas que possuem e sobre as coisas que desejam na vida, em seguida pedem para que todos procurem dentro de si mesmo, uma possivel razão para não deseja-las. Ao encerra esse estágio meditativo, os caminhantes recebem cajados que tem aspecto semelhante a uma serpente, com uma pequenas cuia extraida do fruto de cabaça, que está amarrada na extremidade superior do cajado. todos são conduzidos para atravessia do portal do fogo."
continua na próxima postagem.

domingo, 23 de dezembro de 2007

LENDOGEOGRAFISMO V

Além dos BÔTOISTAS, existem outras extensões lendologicas que se apoiam no lendogeográfismo mapíco formal, vejamos algumas destas abordagens:

"- O formato do mapa do nosso território, não é uma letra "B" como afirmam os BÔTOISTAS, é a letra "M" vista na superfice ondulada das águas doces florestais."

Aqueles que já estão familiarizado com os aspectos manifestativos das nossas extensões lendologicas, não tem dificuldade de identificar de qual extensão vem a afirmação acima. E para aqueles que ainda não estão familiarizado com os argumentos lendários, posso dizer que pudemos detectar uma caracteristica deixa transparecer as extensões; o MAPINGUARISMO E IARAISMO(Mãe das Águas).
vejamos outro argumento lendogeográfico:

"- O formato do mapa territorial Acreano, é a letra "C" com seu reflexo distorcido pelo movimento das águas da nova era."
"- é o formato "C" do arco do grande portal de acesso ao reino das águas doce amazônica distorcido pelos banzeiro do Rio Branco. "

As declarações acima são atribuidas ao CURUPIARISMO. E como consta nos anais lendologicos, essas decodificações lendárias servem de sustentações aos CURUPIARISTAS. outra destas sustentações estão ligadas ao caminho sagrada da era das águas doces da floresta, que tem um roteiro bastante conhecido, que será exposto nas próximas postagens. que é para aqueles que ainda não adentraram o universo Lendacreano, tenho uma noção da extensão significativa que envolve todo esse contexto espacial simbólico lendologico.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

LENDOGEOGRÁFISMO IV

E dando sequência aos fragmentos argumentários lendogeográficos, temos ainda o seguinte texto litero-poético sobre o simbólico despertar dos lendários no reino das águas doces florestais:
"...O formato de letra "B" do nosso mapa territorial acreano, é mais que um simples reflexo da nossa letra orientadora, refletida na superfice liquida vegetal do nosso lendário reino das águas de pingos doces florestais. É o BÔTO batendo sua calda, avisando de sua chegada, alcançando a percepção atempória compreensiva, do imaginante livre libertário individual e coletivo...
... É registro do impacto da batida da calda do ser peixe encantado, que assim produziu o primeiro grande BANZEIRO na superfice das águas doce lendárias. Outras extensões lendológicas, o traduzem como sendo a primeira grande onda que gerou os despertares dos nativos-globais, propocionando a nossa entrada na era do milênio das águas doce iluminadas, do glorioso RIO BRANCO. O que não tem nada vê com a decantada era de áquario que já faz parte do "inconsciente" da humanidade; do profetismo terráqueo. Que na verdade a maioria desses profetismo e revelações, são simplesmente plágios mal feitos das nossas previsões apocalipticas regional florestanas, esse BANZEIRO é onde simbolicamente inicia-se o retorno da nossa organização social-celeste primordial. E portanto, a calda do ser peixe-humano batendo nas águas, é o aviso; o registro do último instante em que se dar a transição bio-formal do encantado peixe celeste(água), para ser humano encantado(terra), é um aviso cósmico celeste ao humano encantado, para que não esqueça de sua origem lendária; o lugar de onde ele saiu e ao mesmo tempo está retornando; da sua missão como ser encantado imaginante livre desperto..."

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

LENDOGEOGRÁFISMO BÔTOISTA III


Seguindo com as decodificações argumentárias, dos lendários imemoriais florestanos, temos ainda as seguintes observações:
O formato da letra de "B" que tem o mapa do nosso estado do Acre, também é traduzido pelos lendologos (que o aceitam e a reconhece como parte da nossa real comunicação planetária imemorial dos BÔTOISTA), como a simbólica onda do primeiro BANZEIRO do RIO BRANCO, produzida pela batida da calda do peixe encantado, chamando a atenção dos humanos nativos lendários para está demarcação territorial terrestre. A qual só poderia ser contactada através de uma visão transcendente do ser. Essa sonoridade mostra com exatidão o local onde os nobres mensageiros da nova era vão encontra-se novamente, para reiniciarem o movimento pacificador do terceiro milênio, conforme compromisso calendárico cósmico firmados por eles, o movimento que é conhecido no profetismo terreno como a era de Áquario, ou era das águas.
Esse som simbólico é o que desperta o humano peixe para a dimensão dos encantados, é o som que lhe dá a certeza que adentrou numa nova dimensão de compreensão humana, que lhe dá a consciência de que está no caminho verdadeiras decodificações lendológicas, que estão além das vibrações compreensivas humanas; estão além dos frageis e equívocados limites impostos, induzidos pelo que definisse como racionalismo; doutrina racionalista.
Vejamos um dos fragmentos aperíodico de sustentação, desta extensão compreensiva lendológica:
"... Ao despertar, o encantado passa a assumir a responsabilidade de encantar os seus irmão de tribo, e os outro irmão das outras tribos predestinadas iluminantes. Pois só um ser encantado pode ouvir e no mesmo instante desperta para essa outra realidade dos seres imaginantes ilimitados; indomaveis; supremos; eternos; onipotentes que somos..."

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

COTIDIANAS I (Universitárias festivalescas)

O João José Farias, meu irmão de bairro, pediu-me uma composição musical para apresenta-la no V festival Universitário da canção, eu atendi o pedido, ele escreveu a composição musical, que passou na seleção prévia do festival, e lá fomos nós defende-la na primeira eleiminatória, e o resultado dessa empreitada, para que voces tenham uma idéia, eu vou reproduzir aqui a minha letra, e uma outra que foi apresentada na mesma noite. Vamos vê se voces são capazes de ver o óbvio. ou seja, qual das duas letras foi classificada.

A primeira letra é a seguinte: Última Ceia

extenuado
sob a mesa
teu sexo
é sobremesa

arreganhado
sobre a mesa
o teu gesto
é única certeza

a fúira e a fome
sobram a mesa
restam na toalha
os farelos e a dor!

a segunda letra : TRIBAL

solta esse indio, o colonheiro
o ribeirinho, o seringueiro
vamos assim se senti acre
cantando para mundo inteiro
tirem as mãos desse espaço verde (bis)
que é de nossas tribo matar a fome
saciar a sede

som de aromas e cores
explosões de botões de flores
é mãe natureza a chamar
para alimentar
homens animais

vem chuva de pingos doces
de frutas maduras tropicais
abaixo essas cêrcas
esses quintais

não somos tribalista,
somos tribais
não somos soldados
somos generais

tirem as mãos desse espaço verde (bis)
que é de nossas tribos matar a fome
saciar a sede

é desse canto que eu canto
que eu gosto que eu canto
que é um canto inteiro
que é canto sem partido
é todo canto natural
não é canto dividido

que a gente gosta de cantar
quando estamos reunido

viva a nossa arte
a nossa natural cultura (bis)

das ervas que sara
a saracuras

Antes de voce opinar, qual das duas letras acima foi a classificada, eu quero lembrar que estamos no Acre, e o contexto onde as letras estão inseridas é um festival universitário de música. Preciso dizer mais alguma coisa? acho que não. Elas estão na fonte das cabeças pensantes e formadoras de opinião do nosso estado, seres concientes da nossa condição sócio politíca e cultural, antenadas com o mundo e etc. etc. etc...
releia as duas letras novamente. E diga, qual das duas foi a classificada, é compare a sua opinião, com a opinião do catedrásticos corpo de jurado do referido festival. Porém, antes não esqueça de que estamos no século XXI, e as questões planetárias girando entorno do combate as possiveis causas que estão provocando o aquecimento global; a preservação e recuperação dos nossos manaciais aqüiferos; o combate aos desmatamentos, educação meio ambiental e etc.
Depois disso, acho que não preciso dizer para o mundo, qual das duas letras foi a classificada no desestacado festival.
Resposta, com ajuda dos universitários:
Letra classificada, é evidente, foi a primeira.
OBS :
Tem algumas coisas, que explicam-se por si mesmas, como por exemplo; o lamento de alguns componentes da comissão organizadora, de que este ano, só 33 músicas participaram do evento, enquanto que no ano passado, tinham mais de 100 músicas e letras escritas. Eu Preciso dizer alguma coisa? fica para reflexão.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

BIO-TECNOLOGISMO LENDACREANO

Outro elemento que também está presente como indicativo de sustentação para esse ponto aperíodico de mutação conhecido como nova era, é sem duvida a BORBOLETA, que tem como caracteristica a capacidade de auto manipulação do seu código genético, passando da forma de largata rastejante, para o ser alado conhecido como BORBOLETA.
A BORBOLETA, que como pode ser comprovado também tem o letra "B" como primeira letra da associação símbolica alfabetíca que forma o nome que a identifica.

Vou abrir um parentese aqui, para agradecer o professor Eliseu do curso de história da Universidade Federal do Acre (Ufac) pelo convite que me fez para ir conversar com seus alunos. Gostei do papo, é bastante importante esse intercâmbio, entre artistas e acadêmicos. E vou expor aqui, um dos trabalhos que venho elaborando no sentido de nos posicionar como nativos urbanos florestais diante de certos argumentos equivocados quanto a nossa realidade, e vou começar fazendo uma abordagem diferenciada do chamamos de nosso patrimônio cultural natural, que talvez sirva para fazer uma reflexão sobre a riqueza de conhecimentos e saberes que pocem está presente no nosso meio ambiente. É um trabalho literário construído no formato de cordel, mas sem nem uma preocupação quanto ao formato específico ou apresentação dos versos. É um trabalho que surgiu depois de uma discussão numa roda de intelectuais, onde alguém tentou me convencer de que a gente vive num tal de terceiro mundo. E eu rebati, perguntando aonde estava a nave espacial que o tinha trazido até o nosso planeta. Ele me respondeu que o seu planeta era o nosso planeta terra. Eu então pedi que ele voltasse ao lugar de onde veio, e trocasse o óculos intelecto-ocular que tinham introduzido no seu globo bio-visor, pois o tal aparelho estava travando o seu senso critico e perceptível, pois ele não estava enxergando o óbvio, ou seja, que seguindo a lógica das coisas, o primeiro mundo, é o mundo que nasceu primeiro; e o mundo que nasceu primeiro foi o mundo natural, foi a nossa mãe natureza. Ele que eu estava viajando e que ele estava falando de modernidade, tecnologia avançada e etc,etc. E isso me inspirou fazer os versos que seguem a baixo:
Não venha com esse papo
Falando em modernidade
Aqui no mato eu não preciso
Dessas coisas da cidade
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Aqui não tem lamparina
Nem vela, nem candieiro
Pra encher de luz a noite
Pra iluminar o terreiro
Você pode duvidar
E não é milagre lhe garanto
A luz vem do nosso corpo
E não é coisa de santo
Aprendemos com os besourinhos
Que pisca a noite no campo
Que uns dizem que é vaga-lume
Outros chamam de pirilampo
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Aqui não tem rede elétrica
Isso é certo, sim senhor
Mas num precisa de turbina
Desses monte de motor
Dessas fileiras de postes
De fio de transformador
A nossa energia elétrica
E eu lhe explico como é
A gente gera com corpo
Na hora da precisão
Na hora que a gente quer
Coisa que a gente aprendeu
Com o peixe puraqué
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E acredite meu cumpadi
E essa bobagem
Que hoje chamam de racismo
Parece coisa de louco
Mas por aqui tá resolvido
A gente muda a cor da pele
Que é pra não dá confusão
Coisa que a gente aprendeu
Com o mestre camaleão
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A população está crescendo
E a terra vai ficar pequena
Mas manipulando a genética
Dá pra adiar o problema
Diminuindo o corpo
A gente desafoga o sistema
É menos alimentação
É mais espaço no planeta
Isso a gente aprendeu
Com lagarta
Que se transforma em borboleta
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E pra fazer remédios líquidos
Sem os poluentes quimícos
Ou sem efeitos colaterais
Aprendemos com as abelhas
A fundir e dissolver nossas células vegetais
É assim que produzimos os remédios naturais
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E pra repor um membro do corpo
Sem precisar de célula tronco
Ou pedaço de outro irmão
Sem precisar de cirurgia
E nem ficar preocupado
Com mêdo de rejeição
Foi com mestre calango
Que resolvemos essa situação
Pois se ele perde a cauda
Não demora muito não
Ele reproduz outra
Nessa mesma região
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E não temos esses problemas
Com esses ferros lubrificados
Preso em congestionamentos
Desses sons de buzinas
Deixando todo mundo estressado
Desses motores barulhentos
Rodando por todo lado
Enchendo o ar de poluição
Aqui não tem isso não
o nosso meio de transporte se chama levitação
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E pra ouvir as comunicações
Independente da procedência
A gente não precisa de rádio
Usamos a claraudiência
E se for bio visual
Não precisamos de TV
Usamos a clarividência
E nem usamos os aparelhos
Da tal de telefonia
Pois é coisa do passado
Usamos telepatia